Palavra do leitor
- 21 de fevereiro de 2012
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A ousadia de Tuco Egg
As igrejas neopentecostais são de grande valia para os evangélicos mais equilibrados(como gostam de se colocar).
Numa tentativa de salvar o inevitável destino das igrejas institucionais (a ruína - o que deveríamos celebrar), as saudáveis, estáveis, com teologia revista e atualizada, bonitinhas, limpinhas, arrumadas e cheirosas igrejas tradicionais/históricas acharam um inimigo que aprendeu a ser escurraçado e ridicularizado ao longo dos últimos 20 ou 30 anos (a saber, os neopentecostais e pentecostais mais "malucos"). Com isso, os históricos/tradicionais têm a quem destinar críticas sem clemência, menos pra motivar as pessoas a seguirem o Evangelho que pra manterem suas comunidades coesas e com as contas em dia.
A coesão é sinônimo de "E não há debaixo do céu nenhum lugar no qual devamos ser salvos, a não ser aqui" e as contas em dia representam uma das atividades que mais sugam os recursos de todas as instituições e as mantêm perpetuamente ao longo de décadas e séculos.
A ousadia de Tuco Egg em seu livro "Igreja entre aspas" não consiste em elencar em uma lista o maior número de críticas possível pra motivar a saída de alguém da "igreja"(com aspas ele escreve quando se refere ao que na prática ela é; igreja assim mesmo, sem aspas, significa a igreja mesmo, seja a universal, seja a espalhada pelo mundo em grupos, mais de acordo com o emprego neotestamentário).
Tuco na verdade coloca as igrejas mais escancaradamente antievangelho de lado e analisa as sutilezas terríveis das comunidades autodenominadas saudáveis e equilibradas(talvez em nada menos antievangelho que as primeiras); essas sutilezas apenas comprovam o que é quase uma lei: o que primeiramente é criado pra incentivar a expansão do que é bom - o Evangelho - acaba por se tornar o maior empecilho para a sua manifestação. Esfria, atrofia e empaca o espírito absolutamente renovador e inovador do Evangelho, manifesto em Jesus.
Pra Tuco, no princípio o centro era ser gente. Quase dois milênios depois, o foco tornou-se manter os edifícios(as "pedras", como cita) em seus devidos lugares - e rezar pra que as pessoas não saiam dali.
Pelo amor de Deus, que saiam.
Numa tentativa de salvar o inevitável destino das igrejas institucionais (a ruína - o que deveríamos celebrar), as saudáveis, estáveis, com teologia revista e atualizada, bonitinhas, limpinhas, arrumadas e cheirosas igrejas tradicionais/históricas acharam um inimigo que aprendeu a ser escurraçado e ridicularizado ao longo dos últimos 20 ou 30 anos (a saber, os neopentecostais e pentecostais mais "malucos"). Com isso, os históricos/tradicionais têm a quem destinar críticas sem clemência, menos pra motivar as pessoas a seguirem o Evangelho que pra manterem suas comunidades coesas e com as contas em dia.
A coesão é sinônimo de "E não há debaixo do céu nenhum lugar no qual devamos ser salvos, a não ser aqui" e as contas em dia representam uma das atividades que mais sugam os recursos de todas as instituições e as mantêm perpetuamente ao longo de décadas e séculos.
A ousadia de Tuco Egg em seu livro "Igreja entre aspas" não consiste em elencar em uma lista o maior número de críticas possível pra motivar a saída de alguém da "igreja"(com aspas ele escreve quando se refere ao que na prática ela é; igreja assim mesmo, sem aspas, significa a igreja mesmo, seja a universal, seja a espalhada pelo mundo em grupos, mais de acordo com o emprego neotestamentário).
Tuco na verdade coloca as igrejas mais escancaradamente antievangelho de lado e analisa as sutilezas terríveis das comunidades autodenominadas saudáveis e equilibradas(talvez em nada menos antievangelho que as primeiras); essas sutilezas apenas comprovam o que é quase uma lei: o que primeiramente é criado pra incentivar a expansão do que é bom - o Evangelho - acaba por se tornar o maior empecilho para a sua manifestação. Esfria, atrofia e empaca o espírito absolutamente renovador e inovador do Evangelho, manifesto em Jesus.
Pra Tuco, no princípio o centro era ser gente. Quase dois milênios depois, o foco tornou-se manter os edifícios(as "pedras", como cita) em seus devidos lugares - e rezar pra que as pessoas não saiam dali.
Pelo amor de Deus, que saiam.
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