Fidelidade de geração em geração

Faça uma pequena árvore genealógica da fidelidade do Senhor na sua vida. Quando, onde e por meio de quem a graça de Deus lhe alcançou? Que frutos esta fidelidade gerou em você e em outros por meio da sua vida?

Fui alcançada pela graça de Deus por meio da minha tia Alda, irmã do meu pai. Debaixo de uma frondosa árvore tamarindeira no sertão de Pernambuco. Ela contou uma história pela qual entendi que Jesus queria entrar no meu coração e limpar toda a sujeira presente ali. Gostei da ideia. Jesus passou a ser meu companheiro, depois meu salvador, mais tarde meu conselheiro e finalmente meu Senhor e Rei.

Minha tia Alda, por sua vez, tinha encontrado a graça do Senhor ao buscar ajuda (roupas, materiais escolares, etc.) para sua família empobrecida na Zona Sul de São Paulo, na Saúde, por intermédio do ministério já desenvolvido ali pelo Exército de Salvação, ainda na década de 50. Jesus a alcançou e por meio dela, quase toda sua família. Veio a congregar na Igreja Cristã Evangélica do Jabaquara e mais tarde se tornou missionária entre os Pankararus, no agreste pernambucano.

Infelizmente, este galho da minha árvore para por aí porque eu não sei quem levou minha tia à graça salvadora de Jesus. Poderia explorar o galho pelo lado materno, mas esta história já foi contadano artigo “70 Anos de Uma Oração”.

Que atitude devo então nutrir em relação à geração passada? Alegria, gratidão, curiosidade e admiração. Até aqui nos ajudou o Senhor. O caminho que a minha família trilhava era de morte. Um primo segundo, portador de necessidades especiais, foi vítima na adolescência de extermínio por milícias que operavam nas ruas de São Paulo da década de 80.

Por que tanta gratidão? Porque eu não fiz nada para merecer o caminho de vida que a graça me proporciona. 

Eu quero que ela se estenda a todos, todos os meninos e meninas deste mundo. Esta é a vontade declarada de Jesus que diz: Da mesma forma, o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca”. Mt 18.14

O Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças Socialmente Vulneráveis nos convoca a lembrar e agradecer a fidelidade do Senhor na geração passada, na nossa vida pessoal, e na vida dos nossos amigos. Ele também nos desafia a ver o que Deus realiza entre nós hoje. E nos chama a vislumbrar o que Deus tem a realizar com a nossa participação e interseção no futuro próximo.

É um exercício de fé que nos fortalecerá a continuar na caminhada!

  • Vamos agradecer por tudo o que o Senhor JÁ FEZ nas vidas das crianças como fruto de nossas orações.
  • Vamos reconhecer o que ele está fazendo por elas hoje.
  • Vamos confiar nele, na sua bondade e fidelidade, e entregar em suas mãos todas as situações difíceis pelas quais as crianças e adolescentes passam, no Brasil e no Mundo.
Para baixar todos os materiais da campanha, acesse: Mutirão 2018

“Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento”. Salmos 139:2

A Rede Mãos Dadas, desde 2006, trabalha em parceria com várias organizações cristãs na reflexão teológica focada no tema da criança. Realizamos duas consultas teológicas, uma em Itú, em 2006 que gerou o livro “Uma Criança os Guiará”, e uma segunda em Brasília em 2014. Na ocasião lançamos um segundo livro sobre o tema: “A Criança, a Igreja e a Missão”, de Dan Brewster. Ambos foram publicados pela Editora Ultimato e você tem acesso a eles nos links abaixo.

Agora, com muito prazer e expectativa, anunciamos o curso virtual: Uma Igreja Amiga da Criança. O curso terá a duração de 4 semanas e será ministrado por Benjamin César e Silvana Bezera Magalhães. Veja o que eles têm a dizer sobre o curso:

“Fruto de uma parceria entre a Bíblica Virtual e a ONG Visão Mundial Brasil, que ao longo de seus mais de 40 anos de atividades no país tem sido responsável por fomentar inúmeras ações missionárias, este curso apresenta um panorama da chamada Teologia da Criança. Uma teologia contextual que tem como ponto de partida o protagonismo que o próprio Cristo dá às crianças em seu reino. Nele você poderá ter uma introdução à reflexão teológica sobre a infância e construir um pensamento crítico com relação ao tema a partir do método: ver, julgar e agir”.

Desta maneira, poderemos juntos identificar as facetas adultocêntricas da sociedade, sobretudo da igreja; analisar como as Escrituras tratam do assunto, auxiliando-nos a balizar a ação cristã; e, por fim, construir propostas pastorais onde a igreja pode se tornar espaços seguros e acolhedores às crianças mais vulneráveis.”


Para mais informações, siga este link: goo.gl/hJdyH7

Veja os livros aqui:

A Criança, a Igreja e a Missão

Uma Criança os Guiará

Por Elsie Gilbert

Na última postagem da série Debaixo da Núvem, quero relembrar, primeiro a mim mesma e depois a todos a quem amo, que a história que celebramos na Páscoa, é poderosa o suficiente para iluminar o nosso caminho, alimentar o nosso coração e proteger as nossas mentes nestes dias “acinzentados” em
que vivemos no Brasil.

Tome para si estas orações nesta Semana Santa que se inicia:

Ele foi crucificado
 “Senhor Jesus, assim como o senhor foi crucificado entre dois ladrões, um que o ridicularizou e outro que se arrependeu, da mesma forma, permita que o meu sacrifício e sofrimento se tornem um testemunho tanto para os céticos como para os que te procuram.” (Lucas 23.33)

 Uma vez que a minha velha existência foi crucificada juntamente com Cristo, para que o corpo do pecado fosse destruído, concede Senhor liberdade do pecado que me escraviza. Se morri com o Senhor, tenho em ti a promessa de que que estou livre das amarras do pecado. Isto eu peço não só para mim mas para as pessoas ao meu redor a quem amo e que são igualmente amadas por ti. (Romanos 6.6-7) Continue lendo →

Trecho de ferrovia antigo – Universidade Federal de Viçosa / MG

Por Elsie Gilbert

Há vantagens presentes nos momentos de antecipação a uma grande tempestade. A nuvem adiante de nós, além de gerar ansiedade, produz em nós cautela e um espírito de preparação. Quando está tudo bem, quando o nosso barquinho vai de “vento em popa”, ou nosso trenzinho desce a ladeira, é difícil parar para ponderar, refletir, e acertar a rota.

Vejam a imagem ao lado. A foto foi tirada hoje pela manhã quando me dirigia à uma reunião no CEM (Centro Evangélico de Missões), aqui em Viçosa. Este trecho de ferrovia está inoperante há muito tempo. Portanto, não me alarmou o fato de um dos trilhos ter adquirido uma curva totalmente inadequada e perigosa. Se a ferrovia ainda funcionasse, este seria com certeza um ponto a ser revisto e corrigido ou o resultado seria um desastre. Creio que assim é também para nós que trabalhamos em favor das crianças e adolescentes mais vulneráveis. Às vezes a rota precisa ser revista, avaliada e corrigida. Não fazer este exercício pode nos levar a desastres que poderiam ter sido evitados. Continue lendo →

Debaixo da nuvem escura que paira sobre nós, Deus está presente e atuante! Louvamos a ele e nos alegramos com nossos amigos Fernando e Nury. Eles têm caminhado com os meninos e meninas em situação de rua em Recife, desde 2011. A alegria deles, é a nossa alegria.

Por Nury e Fernando Biasoli

Depois de três anos orando e sonhando com uma nova estratégia para alcançar crianças e adolescentes, chegamos com o Cinema na Rua.

Não foi algo que fizemos sozinhos, muitas pessoas participaram deste sonho e somos gratos pela participação de todos, sem eles não seria possível.

Já faz quatro anos que Fernando tira fotos das crianças e adolescentes nas ruas, revela e dá de presente para eles, sabemos que essas fotos logo são extraviadas, mas a alegria estampada no rosto deles ao ter sua foto no papel vale a pena. Alguns mostram para os amigos, outros levam para a família e outros guardam nos abrigos onde ficam durante a semana. Essa ação gerou um vínculo onde somos queridos e respeitados por eles. Na sexta feira apresentamos um vídeo com uma música do Kleber Lucas e diversas fotos de alguns, foi incrível, Fernando e eu emocionados por chegar com o cinema na rua, a equipe feliz, pois participou desta conquista, mas os adolescentes estavam tão felizes por ter seu rosto no telão, nesse tão pequeno espaço de tempo estes adolescentes saíram da invisibilidade e como isso é bom, sentiram-se como pessoas normais, igual, importante.

Resgate, trazendo Esperança onde só há Abandono e Solidão! 

 

Leia mais:

-> O que fazer enquanto se espera a nuvem passar: celebre as pequenas vitórias

-> O que fazer enquanto você espera a nuvem passar…

-> Debaixo da Nuvem

Celebre as pequenas vitórias

Por Elsie Gilbert
0
Imagine que você faz parte de um povo em fuga. Desde a sua infância você sabe que a sua raça é perseguida e que há tentativas de genocídio em andamento contra a sua etnia. Pior, são tentativas que viraram política pública, são sancionadas pelo estado.
 0
Imagine também que um líder comunitário se levanta e um movimento de libertação é instaurado. O seu povo resolve se colocar em uma rota de fuga em direção a um lugar onde poderão ter autonomia e autogoverno.
 0
Só que, após alguns dias de caminhada, você descobre que não há como avançar, pois há um grande lago bloqueando o caminho. Ao mesmo tempo você recebe a notícia alarmante de que seu povo está  sendo perseguido por um exército sanguinário.

Continue lendo →

Por Agnaldo Fontinele

Todo mundo já deve ter vivenciado esse drama em algum momento da vida, em pequenas ou em grandes proporções. Queimaduras, intoxicações, choque elétrico, quedas… O ambiente domiciliar pode ser bastante propício a alguns desastres, mas os riscos podem ser evitados com simples medidas de organização.
Esse é um mal que acontece em todas as partes do mundo, tanto em países desenvolvidos ou não. Em nível mundial, os acidentes estão entre as cinco principais causas de mortalidade, estando em quase todos os países na segunda ou terceiras colocações.

No Brasil, estima-se que as pessoas vítimas de acidentes domésticos somam 37% de todos os feridos atendidos em hospitais.
Fonte: www.inmetro.gov.br

Segundo a coordenadora de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes, do Ministério da Saúde, Marta Maria Alves da Silva, o grande número de acidentes domésticos no Brasil é um dos fatores que mais causa impacto no sistema de saúde, sendo grande também na qualidade de vida das pessoas, mas felizmente são passiveis de prevenção.
É de extrema importância se manter atento aos pequenos riscos dentro de casa, por mais que pareçam insignificantes. Crianças e idosos são as principais vítimas desse tipo de acidente, portanto os cuidados devem ser redobrados. Fonte: www.criancasegura.org.br

Exemplos de cuidados:

• Usar protetores de tomadas para evitar choque elétrico;
• Usar protetores nas pontas de mesas de vidro para que ninguém venha a ferir-se;
• Colocar redes de proteção em janelas para evitar quedas;
• Colocar grades de segurança no topo e pé de escadarias também a fim de evitar quedas;
• Panelas no fogão devem sempre ficar com o cabo virado para dentro, evitando que alguém bata e se queime;
• Manter produtos químicos e objetos cortantes em lugares trancados;
Um artigo apresentado no I Fórum de Prevenção de Acidentes com Crianças, em São Paulo, no ano de 2004, apontou os acidentes domésticos como a segunda maior causa de atendimentos no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), perdendo apenas para o socorro às vítimas de trânsito. Continue lendo →

Discernimento é a capacidade de compreender situações com bom senso e clareza. Uma pessoa com discernimento consegue separar o universal do passageiro, o importante do urgente, o certo do errado.

Veja a historia abaixo:

O menino não parava de puxar a barra da saia da mãe. A mãe, conhecida pelas crianças como Tia Jô, se agitava prá lá e prá cá tentando fechar a igreja depois da programação para as crianças. Ela adorava o trabalho que realizava nas tardes de sábado com a meninada da comunidade. Depois de várias tentativas, finalmente a mãe parou, abaixou-se para olhar nos olhos do seu filhinho e disse:

Tô aqui, tia!

– Fala, Davi, o que você quer?

– Cadê o Pedro? – foi a resposta simples e objetiva.

– Ele não veio, meu filho. Alguém disse que ele se machucou, mas não deve ter sido nada grave. Sábado que vem, com certeza, ele aparece.

Davi não se deu por satisfeito. Na hora que a mãe finalmente deu a última volta na fechadura da porta de entrada, o menino pegou em sua mão e a puxou em direção à casa de Pedro.

– Vamos ver o Pedro — disse com firmeza.

A mãe olhou para cima, como se estivesse pedindo inspiração divina para lidar com o pequeno. Olhou de volta para o filho e disse:

– Tudo bem, vamos lá.

Pedro não morava com a mãe, uma jovem marcada pela bebida e por decisões não muito bem pensadas. Uma das consequências destas decisões era triste: ela não tinha condições de cuidar de seu filho e por isto Pedro, com apenas 5 anos, foi obrigado a morar com a tia. Davi e sua mãe bateram na porta da casa da tia. Ninguém atendeu. O pessoal na rua informou que a tia tinha levado seu esposo para o hospital na capital. A vizinha tinha se comprometido a cuidar do Pedro durante a ausência da tia. Mãe e filho se dirigiram então à casa da vizinha. Tia Jô bateu na porta. Os dois esperaram um bom tempo.

Quando já ia bater novamente, a porta se abriu, mas apenas pela metade. Uma mulher com uma expressão fechada olhou em silêncio para Tia Jô e o pequeno Davi. Não sorriu, não abriu a porta para eles poderem entrar, não perguntou o que queriam.

Continue lendo →

“Que foi que eu lhe fiz, para você bater em mim três vezes?”

Por Elsie Gilbert

Busque em Deus o discernimento.

Discernimento é a capacidade de compreender situações com bom senso e clareza. Uma pessoa com discernimento consegue separar o universal do passageiro, o importante do urgente, o certo do errado.

O exemplo mais bizarro de discernimento está registrado na Bíblia no livro de Números. Ela acontece quando o povo de Israel passava por terras moabitas e o rei de Moabe queria que o profeta Balaão amaldiçoasse o povo.

Então o anjo do Senhor se pôs num caminho estreito entre duas vinhas, com muros dos dois lados. Quando a jumenta viu o anjo do Senhor, encostou-se no muro, apertando o pé de Balaão contra ele. Por isso ele bateu nela de novo.

O anjo do Senhor foi adiante e se colocou num lugar estreito, e não havia espaço para desviar, nem para a direita nem para a esquerda. Quando a jumenta viu o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão. Acendeu-se a ira de Balaão, que bateu nela com a sua vara.

Então o Senhor abriu a boca da jumenta, e ela disse a Balaão: “Que foi que eu lhe fiz, para você bater em mim três vezes?”

Balaão respondeu à jumenta: “Você me fez de tolo! Quem dera eu tivesse uma espada na mão; eu a mataria agora mesmo”. Mas a jumenta disse a Balaão: “Não sou sua jumenta, que você sempre montou até o dia de hoje? Tenho eu o costume de fazer isso com você? ” “Não”, disse ele. Continue lendo →

Temporal à vista

Por Elsie Gilbert

 

Estamos na última semana de fevereiro. Como assim? Dois meses do ano de 2018 já se foram. As coisas em Brasília continuam caóticas e o clima entre nós altamente polarizado. Temos muita certeza das nossas posições e igual indignação em relação às posições dos nossos irmãos que não compartilham conosco das mesmas convicções. E no final do dia, a maioria de nós sente um grande cansaço—cansaço advindo do lutar com poucas esperanças, do se perceber remando contra a correnteza.

Decidi colocar um nome neste estado de coisas: estamos vivendo debaixo de uma nuvem. Não a nuvem  que sinalizava a presença de Deus no deserto. Não a nuvem que ajudava diariamente na caminhada do povo de Deus do Egito à Terra Prometida. A nuvem pela qual passamos não é protetora, ela é tóxica. Ela anuncia um temporal e nos torna ansiosos. Ela quer nos fazer duvidar da atuação de Deus entre nós.

Mas Deus está presente aqui, debaixo da nuvem. Neste próximo mês, queremos publicar histórias que demonstram esta presença e que nos revovam as forças, nos devolvendo a esperança. Vamos também publicar reflexões bíblicas que sustentam a tese de que Deus é Deus, soberano,  grande em misericórdia, poderoso em obras. Continue lendo →