Elas o seguem, porque conhecem a sua voz. (…)

OBJETIVO PRINCIPAL DESTA DINÂMICA

  1. Levar as crianças a revelar para o restante da igreja, o que elas acham mais importante na vida.
  2. Levar os jovens e adultos da igreja a valorizar a opinião das crianças.

TEMPO NECESSÁRIO

  1. Tempo para a dinâmica propriamente dita (60 min).
  2. Tempo para tabular os resultados e inserir estes resultados no Power Point (30 min).
  3. Tempo para apresentar os resultados para os adultos em uma reunião congregacional como o culto ou fechamento de escola dominical (10 min).

RECURSOS NECESSÁRIOS

  • Impressão dos recursos didáticos contidos neste guia.
    – Figuras de carneiros, ovelhas e cordeiros (sugestões na Página 11).
    – Cartas para a dinâmica, de acordo com a idade das crianças (JOGO I: 6 a 8 anos – páginas 10 e 11 ou JOGO II: a partir de 9 anos – páginas 14 e 15). Observação: para que o jogo seja mais ágil, recomendamos que seja organizado um jogo de cartas para cada 4 ou 5 crianças.
  • Serão montadas previamente dois vidros, um contendo areia e outro capim (veja imagens na página 12). Eles serão usadas para as crianças depositarem as respostas da dinâmica.
  • Quadradinhos de papel em duas cores: verde e branco – neles as crianças escreverão as respostas da dinâmica (prepare 5 quadradinhos de cada cor para cada criança).
  • Vários lápis ou canetas
  •  Vídeo: Este poderá ser usado na própria dinâmica com as crianças e depois na apresentação dos resultados para toda a igreja. Esta última etapa é essencial nesta dinâmica para que as crianças se sintam valorizadas pelos adultos.

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Elsie B. C. Gilbert

Vinte e sete por cento das pessoas que frequentam as igrejas evangélicas no Brasil tem menos de 14 anos. Ou seja, um pouco mais que um em quatro evangélicos são crianças e adolescentes! Esta criança ou adolescente que está entre nós é percebida por nós? A ela é dada a oportunidade de participar na igreja de forma relevante, como Deus quer? Tratamos as crianças em nossas igrejas como Jesus as tratou? E uma última pergunta ainda mais perturbadora: a criança encontra entre nós um espaço de cura para as feridas do coração e da alma?

Em novembro do ano passado, representantes de nove organizações, todas ligadas à Rede Mãos Dadas, se encontraram em Curitiba para desenhar a 4ª CAMPANHA IGREJA AMIGA DA CRIANÇA. O objetivo da campanha é ajudar as igrejas locais a perceberem a criança como ser pertencente, atuante e importante no reino de Deus. Não pelo que ela representa para o futuro, embora isto também seja relevante, mas pelos seus dons espirituais e contribuição presentes! Deus não esperou Samuel se tornar um adulto para envolvê-lo numa tarefa difícil. Nem tampouco Miriã se tornou proativa e líder ao completar 18 anos! Continue lendo →

“Não as empeçais de vir a mim”.

Por Marcos Costa

História de esperança, desta vez, veio da zona leste de São Paulo. Era um culto de domingo, aniversário de 36 anos da igreja do bairro. Louvor “bombando”, pregador de fora e tudo muito bonito.

O preletor da noite prega, faz um desafio para igreja, até que no final ele pergunta:
– Tem alguém aqui que quer entregar sua vida para Jesus?
Um silêncio paira pela igreja e seus corredores. Só fica o eco da voz do pastor e o fundo musical tocado por mãos no piano.

De repente, o silêncio é quebrado e duas mãozinhas erguem-se dos bancos. Eram dois meninos, um negro e outro branco, aparentemente com idade entre quatro e seis anos.

Os dois queriam entregar sua vida para Jesus!

Acredito que de imediato o Espírito Santo deve ter soprado no ouvido do pastor:

– “Não as empeçais de vir a mim”.

O pastor, com muito respeito e a maior normalidade, convidou as duas pessoas crianças que viessem até a frente. Não ficou insistindo para que algum adulto levantasse para validar seu apelo. Talvez porque ele tenha entendido que estas duas pessoas crianças decidiram entregar sua infância para Jesus, isto é, era tudo que elas tinham: sua infância que passa tão rápido e não volta nunca mais. Continue lendo →

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A Rede Mãos Dadas lançou Prêmio Cida Mattar com o objetivo de reconhecer o trabalho e esforço das pessoas que já ministram o amor de Jesus às crianças e adolescentes em todos os cantos do país. Para isto, convocamos você a participar enviando para nós uma História para Quem Gosta de Crianças. Não fique de fora e envie a sua!

Quem pode participar do Prêmio Cida Mattar para Educadores Sociais e Mentores Cristãos de Crianças e Adolescentes? Esta primeira edição do Prêmio Cida Mattar para Educadores Sociais e Mentores Cristãos de Crianças e Adolescentes está restrita a educadores sociais e mentores cristãos que têm vínculo com a Rede Mãos Dadas. A organização ou igreja na qual o educador ou mentor atua precisa ser parceira da Rede Mãos Dadas ou ligada a uma organização guarda-chuva que mantem parceria com a Rede Mãos Dadas. Veja regulamento para obter uma lista destas organizações.

 

 

PREMIAÇÃO

Art. 12º – Serão três prêmios assim distribuídos:
– Para o educador social ou mentor cristão de crianças e adolescentes: 01 smartphone Sansung Galaxy J7, cor preta.

– Para a organização na qual o mentor ou educador realiza seu trabalho: Datashow, RAGU Z400, projetor de multimídia LED.

– Para um grupo de crianças ou adolescentes ligados ao mentor ou educador: 01pulseira de borracha personalizada para cada aluno com os dizeres: “Sou Protagonista”. (Pacote com 20 pulseiras).

 

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Por James Gilbert

O plano de Deus para a história da humanidade, incluindo sua salvação e a redenção de toda a criação, percorre toda a Bíblia. E por todo o texto sagrado ele escolhe aqueles a quem deseja chamar para servir aos seus propósitos de forma especial. Muitas vezes as escolhas de Deus vão contra o senso comum ou ferem noções sobre o que acreditamos ser o mais aconselhável. Quando Deus separou a Israel para abençoar todas as outras nações do mundo, ele não o fez porque esta era a nação mais forte e poderosa ou a mais correta. Pelo contrário, Israel não tinha grandes méritos. Assim também, quando Deus olha para os indivíduos que compõem o seu povo, ele reserva um papel importante para os mais vulneráveis. Entre estes encontramos as crianças. Que tipo de relacionamento ele estabelece com as crianças? Podemos hoje, corrigir alguma coisa na forma como nos relacionamos com elas em nossas igrejas?

 

(…) a ação de Deus no mundo por meio destas crianças.

SAMUEL: UM MENSAGEIRO FIEL
LEIA: Samuel 3.1-13

Neste relato, Deus quer que o sacerdote Eli receba uma mensagem de sua parte, uma mensagem de disciplina e juízo. A preferência por uma criança como mensageira revela uma atitude da parte de Deus para com as crianças bem diferente da nossa! Ele cultiva um relacionamento único com várias crianças na Bíblia.

REFLITA 1
Deus poderia ter usado outros sacerdotes ou profetas para manifestar suas intenções em relação aos filhos de Eli cuja corrupção tinha chegado ao grau máximo. No entanto, neste caso, ele escolheu se revelar por meio de um menino.

Nesta passagem, assim como em outros lugares na Bíblia, Deus se mostra paciente. Ele demora a manifestar a sua ira trazendo juízo e castigo para os sacerdotes corruptos. E é paciente e compreensivo também com a criança. Deus chama Samuel três vezes. Ele aguarda pacientemente que Samuel vá até Eli e que retorne para ouvir o que ele tem a dizer. O sacerdote Eli também é paciente e compreensivo com o garoto. Paciente o suficiente para ouvi-lo e oferecer a orientação necessária, sem se irritar pela noite de sono interrompida. Eli reconhece que Deus pode falar com uma criança, ainda que vivesse num tempo da história de Israel onde as manifestações audíveis de Deus tinham se tornado raras. Continue lendo →

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Qual é o mandato cristão para os adultos em relação às crianças e adolescentes? A igreja de Cristo tem como um de seus mandatos oferecer uma resposta aos problemas vividos pelas crianças e adolescentes. Esta resposta precisa estar à altura do amor fraternal de acordo com os ensinamentos de Jesus. “E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe”, disse Jesus. (Mateus 18.5) É um amor que se doa, que espera o melhor do outro, que crê num mundo melhor e luta por ele. “Vós sereis meus amigos, se

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fizerdes o que eu vos mando.” (João 15:14)

A Rede Mãos Dadas lança este Prêmio com o objetivo de reconhecer o trabalho e esforço das pessoas que já ministram o amor de Jesus às crianças e adolescentes em todos os cantos do país. Para isto, convocamos você a participar enviando para nós uma História para Quem Gosta de Crianças. O Prêmio Cida Mattar é a nossa forma de dizer: “Continue firme, estamos com você nesta luta”!

Por que Cida Mattar? Cida Mattar foi uma colega na luta por vida plena para todas as crianças. Ela é uma das fundadoras da Rede Mãos Dadas. Seus dias conosco foram dedicados à causa das
crianças e adolescentes de forma integral trabalhando incansavelmente em muitas frentes. Cida Mattar tinha uma grande preocupação com a formação dos educadores sociais e mentores das crianças e não media esforços no sentido de capacitar o cristão para “toda boa obra”. Ela nos deixou de forma repentina no dia 23 de janeiro de 2014. Sua vida e ministério nos inspiram à caminhar de mãos dadas com Deus, de um lado, e segurando a mão da criança do outro.

Quem pode participar do Prêmio Cida Mattar para Educadores Sociais e Mentores Cristãos de Crianças e Adolescentes? Esta primeira edição do Prêmio Cida Mattar para Educadores Sociais e Mentores Cristãos de Crianças e Adolescentes está restrita a educadores sociais e mentores cristãos que têm vínculo com a Rede Mãos Dadas. A organização ou igreja na qual o educador ou mentor atua precisa ser parceira da Rede Mãos Dadas ou ligada a uma organização guarda-chuva que mantem parceria com a Rede Mãos Dadas. Veja regulamento para obter uma lista destas organizações.

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Por James Gilbert

INTRODUÇÃO
No seu trabalho como educadora social, trabalho que desenvolve movida pelas suas convicções cristãs, você reconhece que uma exigência para desempenhar bem o seu papel é estar cheia do Espírito Santo e igualmente cheia de sabedoria? A**

Sete discípulos cheios do Espírito e de sabedoria foram escolhidos para preencher uma lacuna na comunidade cristã da igreja primitiva em Jerusalém. O livro dos Atos dos Apóstolos registra este capítulo da história e dá destaque para Estevão que se tornou mais tarde o primeiro mártir do Cristianismo. Sua morte por apedrejamento, aprovada por Saulo, aquele que depois se tornou o Apóstolo Paulo, marca o início de uma era de grandes perseguições enfrentada pelos cristãos primitivos.

QUE LACUNA É ESSA?
Mas que lacuna foi esta que precisou ser preenchida por estes sete discípulos cuja exigência era a de serem cheios do Espírito e de sabedoria? Foi o serviço às pessoas mais vulneráveis da comunidade, notadamente as viúvas estrangeiras (gregas). O trabalho diário destes homens era garantir que todos fossem contemplados na distribuição dos alimentos. Foram destacados sim para servir as mesas! Se eram cheios do Espírito e de sabedoria, não teria sido melhor usá-los no trabalho de evangelismo ou no ensino das Escrituras?

CHEIOS DO ESPIRITO E DE SABEDORIA: ESTUDO BÍBLICO
O trabalho de garantir acesso justo por todos aos recursos da comunidade, sem distinções ou exclusões, é considerado hoje como o trabalho social e pode ser realizado tanto a partir da igreja local como por outras instâncias da sociedade. Pensando a partir da igreja local, ministérios sociais têm características próprias que os tornam diferentes de outros ministérios da igreja como evangelismo, discipulado, pregação ou ministração do louvor. Às vezes, temos a impressão de que este ministério é considerado incompatível com os demais, algo secular, não espiritual, e que está fora do papel da igreja local. Mas não foi assim na maior parte da história da Igreja. Esta atitude é contrária à experiência dos doze apóstolos que lá bem no início escolheram sete homens cheios do Espírito e de sabedoria para zelar pelas necessidades dos mais vulneráveis da comunidade. Continue lendo →

(…) nós ficávamos disputando um lugarzinho na beira do fogão. Lá era quentinho.

Elsie B. C. Gilbert

Toda pessoa tem muitas histórias que merecem ser contadas e pelo menos uma digna de ser publicada para um alcance maior. Histórias são o meio principal de aprendizado para todos nós e em especial para as crianças. As histórias permitem ao ouvinte “andar nos sapatos” do outro, ver situações por uma outra perspectiva, sentir a responsabilidade de escolher caminhos, explorar valores e dilemas éticos, etc. Recentemente, alguns teóricos resolveram estudar o ato milenar de se contar histórias. Veja o que um deles diz: “Contar histórias é algo tão básico para os seres humanos como o ato de comer. De fato, pode ser até mais básico, porque, enquanto a comida nos mantém vivos, as histórias nos dão razão para continuarmos a existir”. (On Stories, Richard Kearney)

Sendo assim, a Rede Mãos Dadas desafia você educador a desenvolver uma de suas muitas histórias como uma ferramenta pedagógica para as crianças ou adolescentes com as quais trabalha.

Imagine esta cena: uma educadora convoca um grupo de crianças para sentarem em círculo no chão como a primeira atividade da tarde. Depois de conseguir a atenção das crianças, a educadora tira de sua bolsa uma imagem de um forno a lenha. Ela coloca a imagem no chão, para que todos vejam. E então passa a contar a seguinte história:

Quando eu era uma menina, minha mãe tinha de trabalhar muito e por isto ela nos deixava numa creche. Eu e meus dois irmãos (mais novos que eu) não tínhamos pai. Minha mãe tinha que dar conta de tudo. Saíamos de casa junto com ela, mas chegávamos antes dela e ficávamos esperando sozinhos em casa. Morávamos numa cidadezinha do interior de Minas Gerais.

No tempo do inverno fazia muito frio e quando ela chegava, a primeira coisa que fazia era ascender o fogão a lenha. Ansiosos para receber um pouco de carinho e atenção dela, nós ficávamos disputando um lugarzinho na beira do fogão. Lá era quentinho. Além disso, sabíamos que dali a pouco tempo, do fogão sairia um aroma maravilhoso de angu e linguiça frita para o nosso jantar. Era muito bom ficar ali na beira do fogão.

Você já tentou acender um fogo? Sabe como é difícil no início porque é necessário usar alguma coisa que pega fogo rápido, como papel, pequenos gravetos, ou capim seco? Então, muitas vezes
nós ajudávamos a minha mãe. Ela fazia bolas de papel amassado com um jornal velho ou folhas de cadernos velhos. A gente jogava no meio da lenha. Era muito divertido ver o fogo crescer e se estender para a lenha mais grossa.

Um dia, quando estávamos fazendo isto, meu irmãozinho de 3 anos pegou uns “papeis” que estavam no avental da minha mãe, amassou bem rapidinho e jogou no fogo. Só que o que ele tinha pegado não era papel. Era o dinheiro que minha mãe tinha recebido como pagamento pelo seu dia de trabalho. Minha mãe viu um dia inteiro de trabalho, nove longas horas, se desfazendo a sua frente. Acho que a primeira coisa que ela pensou quando viu as notas queimando foi: “Como vou comprar pão e leite para eles amanhã”?

O que você faria numa situação destas? Você acha que meu irmãozinho merecia apanhar? Minha mãe sabia que ele não tinha feito isto por maldade e que estava assustado com a nossa reação. Além do mais, minha mãe não batia em nós. Ela conversava, às vezes nos colocava de castigo e outras vezes nos fazia assumir as consequências por algo errado que tivéssemos feito. Mas neste dia ela não brigou com meu irmãozinho. Os olhos dela se encheram de lágrimas e ela continuou cozinhando o jantar para nós.

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Elsie B. C. Gilbert

Os sapatos sobre o passeio do Danúbio é um memorial de guerra e foi criado pelo escultor gyula pauer na margem do Rio Danúbio em Budapeste. Honra aos judeus que foram mortos em Budapeste durante a segunda guerra mundial a seta Cruz grupo de milícia.

Educadores em todos os tempos reconhecem que um dos caminhos mais diretos para o coração das crianças é uma história bem contada. Outro caminho é a brincadeira que muitas vezes vêm acompanhada de canções, cirandas e muitas risadas. E o terceiro caminho é o convite à participação. As crianças amam contribuir para uma causa maior, para melhorar o mundo ao seu redor.
E o que todo educador também sabe é que o coração da criança é algo misterioso, profundo e que demanda todo cuidado e reverência.

Veja como estes dois educadores poloneses, em situações extremas, ousaram insistir em seus esforços para acompanhar crianças em situações nunca vistas antes. Tanto Helen quanto Januzs agiram a mando de uma consciência ética altamente desenvolvida, a partir de valores que enxergam dignidade nos seres humanos, mesmo quando muitos ao seu redor só tinham ódio e desprezo.
Em situações de maldade extrema, a esperança está no fato de que aqui e ali se sobressai a incrível capacidade humana de colocar o outro em primeiro lugar.

Helen – Recentemente Neil Gaiman, escritor inglês radicado nos Estados Unidos cujas obras literárias lhe dão um lugar de destaque na Sociedade Real de Literatura da Grã-Bretanha, contou para o mundo como a história de uma prima lhe serviu de inspiração para continuar criando histórias. Continue lendo →