Dia 19 de setembro comemoramos o Dia Nacional do Educador Social. Na fé cristã, todos os chamados são de igual importância, porque todos representam um ato de obediência e fidelidade ao Senhor. No entanto, não é esta a nossa prática. O Educador Social realiza um trabalho pouco valorizado pela sociedade e pouco reconhecido pela igreja como um campo estratégico de missão.

Para celebrar o Dia Nacional do Educador Social, em sua instituição ou projeto, siga os seguintes passos:

1.Promova uma reunião com sua equipe de educadores (não precisa ser longa, 40 minutos serão suficientes). Um lanchinho especial seria muito apreciado (se quiser você pode aproveitar a sugestão proposta na opção 2, da atividade 5).

  1. Divulgue os resultados da pesquisa publicada Guia do Educador Social Cristão 2018 sobre Pertencimento. Acreditamos que é importante para os educadores sociais terem informações sobre a situação dos demais Educadores Sociais no restante do país.
  2. Ajude cada educador a se sentir parte atuante do seu projeto social. Peça a cada um para escrever num papel a resposta para esta pergunta: “Este espaço seria mais acolhedor se _________”. Faça este exercício de forma anônima para que as pessoas tenham mais coragem para contribuir com suas respostas e prometa dar um retorno para todos assim que tabular as respostas.
  3. Escolha e compartilhe um dos conteúdos do Guia. Sugerimos, para este momento de celebração, um destes dois: > Artigo inicial – De quem você é? A sua vocação depende de uma boa resposta para esta pergunta OU > História de Esperança – Dois Sonhos, Uma Escola Qualquer um destes poderá ajudar os participantes do grupo a refletirem sobre o papel importante que desempenham. Você não terá tempo para trabalhar todos os materiais, incluídos neste guia, em um único encontro. Escolha um e reserve o restante para outros momentos especiais
  4. Realize a dinâmica de “Celebração de frutos” utilizando o versículo tema desta edição da campanha “Meu Educador Social Cristão”. E celebrem juntos tanto os frutos já colhidos, como os frutos que virão.

Todos os materiais para realização desta Dinâmica estão disponíveis AQUI

 

Para o agricultor aposentado Antônio Vidal de Lara, 71 anos, morador de longa data do Caçador, uma comunidade rural do município de Itaperuçu (cidadezinha no Paraná), pertencer é sinônimo de existir. Seu Antônio nasceu, cresceu e vive no mesmo município por sete décadas. Criou seus 14 filhos todos na mesma casa onde vive hoje. Sua casa está situada num local de fácil acesso para os outros moradores da comunidade. Fica entre a escola e a Igreja Católica, a mesma igrejinha onde Seu Antônio participa como ministro da eucaristia desde 1983. Na casa, há uma varanda extensa e uma cozinha espaçosa, evidências de que Seu Antônio e sua esposa Dona Paulina gostam de receber visitas.

Além disto, à medida que a família foi crescendo, Seu Antônio aprendeu a assistir a sua esposa nos partos de seus filhos pois o acesso a cuidados de saúde sempre foi precário no Caçador. Outras mulheres começaram a pedir socorro para o Seu Antônio, e ele acabou assumindo o papel de parteiro informal, papel que desempenha em casos de emergência, há mais de 30 anos. São muitas as crianças, hoje adultos, que receberam seus primeiros cuidados de vida pelas mãos do Seu Antônio. Tudo isto para dizer: seu Antônio pertence. Ele participa, ele influencia, se sente parte atuante de sua comunidade.

E foi exatamente este sentido de pertencimento que o levou a um dos maiores dilemas de sua vida.

Em 2010 Bebeto Araújo, na época diretor executivo do Centro de Treinamento Monte Horebe sediado em Itaperuçu, depois de muitas visitas ao Caçador, perguntou para o Seu Antônio: “Se você pudesse trazer um benefício para o Caçador, qual seria? Qual é o seu sonho?” Seu Antônio foi rápido na resposta: uma escolinha. O número de moradores na comunidade nunca convenceria a Secretaria de Educação do município de Itaperuçu a montar uma escola ali. Os custos de construção e manutenção de um prédio, o número de crianças a serem beneficiadas (pequeno para os padrões das administrações públicas atuais), os custos com professores qualificados e “não dispostos” a trabalhar tão longe da cidade, tudo isto transformava o sonho de Seu Antônio numa verdadeira utopia. Impossível.

Não para seu amigo sonhador, Bebeto. Este, via a dificuldade das crianças em chegar a escola como principal fator de desmotivação e abandono dos estudos. Se para professores a travessia por estradas alagadas, esburacadas e por vezes cheias de troncos de árvores recém-cortadas pela madeireira local, era difícil, quanto mais para as crianças? Ao invés de uma ação impossível, Bebeto viu uma oportunidade de abençoar uma comunidade. Monte Horebe é uma associação cristã evangélica e os motivos que levaram o grupo a assumir este projeto estão intimamente ligados à fé que professam em um Jesus que ama e prioriza os “pequeninos do reino”. Diante da necessidade de escolher um foco de atuação para a ONG, Bebeto propôs a seguinte pergunta para sua equipe: “Levando em conta o Jesus que conhecemos e seguimos e os lugares onde atuamos hoje, qual deles vocês acham que Jesus escolheria ficar?” A resposta foi unânime: o Caçador.

Dois sonhos unidos geram uma realidade

Seu Antônio doou um terreno de 9.000 m2 para a escola ser construída, Bebeto tratou de escrever e apresentar uma proposta para buscar o financiamento necessário para o projeto. A escola deixava de ser sonho e logo se tornaria uma realidade. Porém, neste momento surgiu uma oposição importante: a Paróquia Matriz São Pedro Apóstolo, responsável pela igrejinha no Caçador, chamou Seu Antônio para repreendê-lo. A acusação era que ele estaria trazendo evangélicos para a comunidade do Caçador e, sendo assim, ele não poderia continuar atuando como ministro da eucaristia.

Por pertencer, Seu Antônio sonhou e agiu em favor de sua comunidade. Mas sua ação agora o colocava vulnerável à exclusão! Por três meses este impasse se manteve. Seu Antônio conta este “causo” com lágrimas nos olhos. Foi por meio da Igreja Católica que ele aprendeu a ler. Foi pela fé cristã que ele conheceu a Deus. Um Deus que confirmou nele a necessidade de amar ao próximo e expressar a sua solidariedade em atos, não apenas palavras. A dor foi grande.

Foi também esta mesma fé que deu ao Seu Antônio a convicção de que seu sonho era bom o bastante para enfrentar a oposição. Manteve-se firme em sua doação e hoje há no local a Escola Comunidade Monte Horebe, Caçador. Este espaço serve para educar 26 crianças, empregar 4 funcionários da própria comunidade e de comunidades vizinhas. O espaço serve também para atividades de desenvolvimento comunitário, para os jovens e adultos que se encontram aos sábados para preparar e condicionar seus produtos para a venda em Itaperuçu, num projeto chamado “Coopera Caçador”.

Hoje seu Antônio tem prazer em visitar a escola trazendo um cacho de banana ou uma mandioca para a merenda. Tem mais prazer ainda em ver seu netinho ___ de 6 anos andar apenas 100 metros para chegar à escola. Sobre seus opositores, ele diz simplesmente “Esta pedra de gelo derreteu”.

 

Perguntas para reflexão:

  1. De acordo com este relato, quais são os sinais de que o Seu Antônio tem um sentido forte de pertencimento? Você consegue identificar uma outra pessoa com estas mesmas características na sua comunidade?
  2. Quais são as vantagens deste sentido de pertencimento tão forte? Pense nas coisas que não aconteceriam se este sentimento estivesse ausente.
  3. Que abusos ou excessos uma pessoa com forte sentimento de pertencimento pode cometer?
  4. Você já enfrentou uma situação na qual houve ameaça de exclusão porque queria fazer uma coisa boa para todos? O que aprendeu com esta situação?
  5. Você acha que pertencimento tem uma relação importante com a vocação? Ou seja, o fato de uma pessoa se sentir pertencente a um grupo ajuda-a no cumprimento da sua vocação?

Não se preocupe se isso ainda é confuso… Muitas pessoas que trabalham direta ou indiretamente com crianças e adolescentes também têm essa dúvida.

Dê uma olhada, com calma, no infográfico abaixo para tentarmos descobrir juntos!

Ainda é importante saber que a Classificação Brasileira de Ocupações  (ou CBO) contém a família de ocupações com o código 5153 cujo nome é: Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei. Os títulos reunidos nesta família são:

5153-05 – Educador social, que envolvem: Arte educador, Educador de rua, Educador social de rua, Instrutor educacional, Orientador sócio educativo.

5153-10 – Agente de ação social, que engloba: Agente de proteção social, Agente de proteção social de rua, Agente social.

5153-15 – Monitor de dependente químico, que contempla: Conselheiro de dependente químico, Consultor em dependência química.

5153-20 – Conselheiro tutelar.

5153-25 – Socioeducador e Agente de apoio socioeducativo, Agente de segurança socioeducativa, Agente educacional, Atendente de reintegração social.

5153-30 – Monitor de ressocialização prisional, Agente de ressocialização prisional e Monitor disciplinar prisional.

E quantas das atribuições, a seguir, você considera que fazem parte do seu trabalho?

 

Suprimimos muitas das funções mais específicas e únicas daqueles que trabalham com adolescentes em conflito com a lei em meio fechado (como a Fundação Casa, por exemplo).

Ainda de acordo com a CBO, a família de ocupações do código 5153 se organiza a partir das ações e características similares da atuação destes profissionais. Não levando em conta a faixa etária dos que são beneficiários desta atuação, ou seja, educadores sociais podem trabalhar com todas as idades dependendo do serviço no qual estão inseridos.

Acabou de descobrir que realiza várias destas funções e, no entanto, não é remunerado(a) porque seu trabalho é voluntário? E aí??

Simples! Você também é educador social.

Você pode dizer que atua como um(a) educador(a) social muito embora o faça como voluntário(a). O fato de trabalhar sem remuneração não diminui a sua contribuição nem lhe desobriga de realizar um trabalho de alto nível profissional, assim como um médico que presta serviços voluntários assume a responsabilidade de fazê-lo com o maior compromisso ético que a sua profissão exige.

Agora que você já sabe quem é o educador social fique por dentro da 4ª Campanha Meu Educador Social, realizada pela Rede Mãos Dadas e instituições parceiras. Conheça a data em que comemoramos o Dia Nacional do Educador Social e celebre com alegria!

Clique no link e visite nosso site: bit.ly/2LmFZ2t

A sua vocação depende de uma boa resposta a esta pergunta

O ato de obedecer a um chamado ocupacional é conhecido por nós cristãos como vocação. Como Cristãos, cremos que é Jesus quem nos convoca e nos capacita para “toda boa obra”. Na fé cristã, todos os chamados são de igual importância, porque todos representam um ato de obediência e fidelidade ao Senhor.

No entanto, não é esta a nossa prática. O Educador Social realiza um trabalho pouco valorizado pela sociedade e pouco reconhecido pela igreja como um campo estratégico de missão. O fato é que somos seres sociais, precisamos de inspiração, orientação e acompanhamento, para permanecer na nossa vocação.

A 4a Campanha Meu Educador Social Cristão aborda o tema do pertencimento como um fator de fortalecimento da vocação. Pertencer é fazer parte com voz ativa, sentindo-se à vontade, em casa. Quem pertence se empenha, investe em mudanças, assume riscos. Pertencer é uma necessidade básica do ser humano evidente no comportamento das crianças. Os Educadores Sociais não são diferentes neste sentido. Precisamos do senso de pertencimento tanto no espaço de trabalho como também na nossa vida pessoal. Quando você pertence, as dúvidas quanto à vocação diminuem ou até desaparecem.

Por outro lado compreender a vocação como manifestação de amor e obediência ao Senhor, aumenta o nosso sentido de pertencimento. E isto nos proporciona mais firmeza e constância.

4ª Campanha Meu Educador Social Cristão

4ª Campanha Meu Educador Social Cristão

 

 

 

Em nome de quem você entra na vida das crianças e adolescentes? Com que autoridade você busca a transformação das circunstâncias de vida das crianças mais desprovidas? De onde vem a seu sonho por dias melhores para aqueles cujos dias atuais estão repletos de situações desesperançosas? Se a sua resposta for Jesus Cristo, então você está a serviço do Rei e, portanto, precisa cultivar o seu lugar no Reino. Você tem direito de comer das iguarias do Rei, frequentar a sua casa, ao lado de todos os outros súditos.

É desta prática que virá o direcionamento, o acompanhamento, o choro, mas também a alegria compartilhada em cada uma de suas pequenas vitórias. Em que espaços isto acontecerá? Talvez na mesa posta na casa de um irmão ou irmã que busca entender os seus desafios. Talvez será na salinha da igreja frequentada pelos que se mantém fieis na intercessão. Talvez até, quem sabe, no púlpito, quando líderes da sua igreja local levarem a comunidade toda a orar pelo seu trabalho. São muitas as possibilidades. O que não muda é a nossa necessidade de permanecermos ligados ao palácio. Saímos a campo para semear, voltamos com alegria para compartilhar o fruto.

Cultive o pertencimento na sua casa, valorizando a bênção de se viver em família e em comunidade.

Cultive o pertencimento no seu espaço de atuação voluntária ou trabalho formal com as crianças.

Cultive o pertencimento na sua igreja local.

O REI está presente em cada um destes espaços!

Acesse o site da Rede Mãos Dadas, conheça mais da 4ª Campanha Meu Educador Social Cristão, fique por dentro da data comemorativa, utilize os recursos que disponibilizamos no GUIA MEU EDUCADOR SOCIAL CRISTÃO e celebre conosco o “Educador Social Cristão”.

Como educador, você já deve ter ouvido falar da importância do acolhimento das crianças no seu ambiente de trabalho, seja escola, projeto social ou igreja. Há também muita fala cobre a participação infantil como um direito das crianças. E por fim, fala-se do sentido de pertencimento como aquele sentimento que nos dá a coragem de discordar e lutar por algo importante porque nos sentimos membros efetivos de um grupo cujos objetivos são importantes para nós. Isto acontece, mais frequentemente na família, onde sentimos que somos membros para a vida. Ninguém pode nos expulsar.

O ex-técnico da seleção brasileira é recordista mundial de participações com título na Copa do Mundo de Futebol. Foram 7 participações e 5 títulos! Em 1997 ficou famoso com a sua declaração: “Vocês vão ter de me engolir!”

Só diz isto que tem um sentido de pertencimento muito forte. Zagallo sabia do seu valor para o futebol brasileiro e isto lhe deu a coragem de se defender de seus críticos.

Mas e o que fazer quando nos falta este sentido de pertencimento? Sabemos que as consequências de uma vida “nas margens” se arrastam e nos prejudicam por toda a vida. É por isto, que a Rede Mãos Dadas gostaria de ouvir a sua voz sobre o assunto e elegeu para a Campanha Meu Educador Social Cristão de 2018 este tema: “De quem você ê? A sua vocação depende de uma boa resposta à esta pergunta!”

Participe conosco respondendo a esta pesquisa logo abaixo!

 

Por Jucelene Rocha

“Nós precisamos de todos: Zero violência, 100% Ternura”, este é o slogan que embala a campanha Pegadas de Ternura (Huellas de Ternura), iniciativa que vai percorrer 20 países da América Latina e Caribe. Neste último domingo (24), um ato no Parque Ana Lídia, em Brasília, marcou o início da participação do Brasil nesta jornada que pretende mobilizar a sociedade contra a violência que atinge e vitima meninos e meninas no continente Latino-Americano.

No ato que reuniu representantes da Cáritas Brasileira e da Visão Mundial, além de famílias e crianças, o assessor da Cáritas Brasileira, Leon Souza, destacou as realidades de violência às quais estão expostas crianças, jovens e adolescentes: “Nos unimos ao continente Latino-Americano tão banhado por situações de violência extrema, especialmente nós que, no Brasil, recentemente tivemos a divulgação do Atlas da Violência 2018. Tristemente esta publicação mais uma vez aponta crianças, adolescentes e jovens como grandes vítimas da violência. Desde o México até a Patagônia estamos unidos nesta grande caminhada continental porque nós acreditamos na ternura como caminho e possibilidade de vida para todas as crianças e adolescentes. Então, nós queremos nos colocar nessa caminhada junto com outras organizações e parceiros dizendo que os gestos de ternura que começam em casa, na família, e passam por diversos espaços de socialização é o caminho para que a gente construa vida digna, vida plena para todas as crianças e adolescentes em nosso território”, disse o assessor. (Leia mais aqui no site do Caritas!)

Jucelene Rocha – Rede de Comunicadores/as da Cáritas Brasileira

Para saber mais clique aqui!

Equipe do Projeto Calçada: Clenir Santos, Carmen Lígia, Luciana Falcão e Cleisse Andrade

REDE MÃOS DADAS: Como surgiu a Lifewords?
Equipe do Projeto Calçada: A Lifewords é uma organização missionária fundada em 1888 pelo gráfico inglês William Walters, que acreditava que a Bíblia deveria ser acessível a todos. A Lifewords existe porque a Bíblia é para todos. Queremos que as pessoas em todos os lugares a experimentem como boas notícias para suas vidas e para o mundo. Dentre suas formas de atuação estão a distribuição de literatura (+ de 2 bilhões distribuídas para + de 1.000 línguas); programas de transformação, como o Projeto Calçada e o Escolha a Vida; recursos digitais; e projetos como Nine Beats e Verse First, que buscam inspirar as gerações emergentes a trilhar o caminho de Jesus.

RMD: Como surgiu o Projeto Calçada?
EPC:Em 1998 Hugh Davies, o diretor internacional da Lifewords na época, ficou impactado com a realidade das crianças em situação de risco no mundo, e fez a seguinte pergunta à organização: “O que nós podemos fazer para ajudar os cristãos a levarem Jesus de forma impactante a ponto de transformar a realidade das crianças e adolescentes em situação de risco no mundo?”

Essa não foi uma proposta fácil. Como se ajuda uma criança traumatizada a encontrar uma renovação de sua autoestima? Como trazer a Bíblia para as necessidades bem específicas das crianças em risco? Como transformar o futuro das crianças nas ruas das cidades, nas favelas e nos morros, em sociedades marcadas pela guerra, em comunidades carentes, em famílias destruídas, em comunidades vulneráveis ao redor do mundo? O maior desafio foi compreender as próprias crianças que estão vulneráveis para exploração, drogas, doenças, violência; que experimentam abuso, rejeição, fome; que estão abandonadas, desprezadas e invisíveis. Continue lendo →

Por Elsie Gilbert

Estamos muito felizes e gratos a Deus por tanto entusiasmo pela intercessão por crianças e adolescentes que vivem em situações de grande vulnerabilidade social espalhadas pelo mundo. O Mutirão Mundial de Oração mobilizou milhares de cristãos no Brasil e centenas de milhares ao redor do mundo. Nosso esforço coordenado termina agora, mas a necessidade de intercessão continua. Daqui a alguns dias, começaremos a reunir as histórias do Mutirão. É sempre um prazer ouvir de você sobre o que Deus tem feito no seu cantinho do universo!

Pensando na nossa necessidade de perseverar em oração, veja que ideia interessante registrada no livro “The Prayer List” de Jane Knuth:

“Orações em família podem ser por pessoas completamente desconhecidas. Quando eu era criança na escola, se ouvíssemos o barulho da sirene de uma ambulância, as freiras que nos ensinavam paravam a aula e faziam com que a classe toda orasse por quem quer que fosse o beneficiário daquela ambulância. Ainda hoje faço isto e ensinei às minhas filhas a fazer o mesmo. Em geral dizemos, ‘Senhor, por favor, ajude quem quer que seja a pessoa que precisou desta ambulância’. Isto inclui a pessoa que precisa—que pode estar passando pelo pior dia de sua vida—os membros de sua família, os paramédicos. Pode ser até alguém relacionado à pessoas que você conhece mas que você ainda não sabe.”

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REDE MÃOS DADAS: Como surgiu a Atuação Voluntária?

JULIANA HELPA: Desde 1991, um grupo de jovens de uma pequena Igreja Irmãos Menonitas na cidade de São José dos Pinhais, no estado do Paraná, realizava projetos sociais e missionários. O engajamento dos jovens em causas sociais era uma visível expressão do amor que eles tinham por Jesus. A partir de 2002, a Igreja passou a mobilizar projetos de voluntariado de curto prazo em parceria com a Missão Asas de Socorro. Gilson Helpa, atual presidente da Atuação Voluntária, era líder de missões da Igreja e passou a mobilizar outras igrejas para engajamento em projetos de voluntariado de curto prazo. No ano de 2006, desejamos iniciar projetos em escolas municipais na cidade de São José dos Pinhais, o que não foi possível, por sermos voluntários de nossa igreja. Naquelas circunstâncias pedimos direção a Deus e alguns meses depois, junto com outras famílias de amigos voluntários, decidimos que era necessário darmos um passo além do qual já havíamos dado e formalizarmos uma Associação de Voluntariado. Neste contexto, no dia 27 de abril de 2008, fundamos a Atuação Voluntária – Associação de Voluntariado. A sede da organização era o escritório de nossa casa. Nossa visão era mobilizar profissionais voluntários e servir em projetos de voluntariado.

RMD: Qual é a visão hoje? Continua a mesma? Que mudanças vocês percebem ser
necessárias para os próximos 10 anos?

JH: Nos últimos dez anos ampliamos muito a nossa visão e as nossas ações. De um
pequeno passo para atuar voluntariamente em escolas públicas e em projetos de
voluntariado de curto prazo, chamados “Projetos IDE”, criamos o Programa de
Educação Para a Vida e atuamos em quatro países atualmente. Nossa visão continua a mesma, mas atualmente ampliamos nossas ações a curto e longo prazo, atuando especialmente na área de educação. Nos próximos dez anos desejamos ter uma sede própria para operação administrativa do Escritório e pretendemos implantar o Programa de Educação Para a Vida em todos os países de Língua Portuguesa da África e em todas as regiões brasileiras. Continue lendo →

Veja abaixo uma apresentação que poderá ser usada no momento de culto na sua igreja, escola ou projeto social. Celebramos os grandes feitos do Senhor e bendizemos o seu nome. Trazemos até o seu trono de graça todas as crianças e adolescentes da terra!

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Baixe o power point (Clique aqui!)

 Participe do Mutirão Mundial de Oração 2018clique aqui!