Dia 18 de Maio nas cidades sede da Copa: Um trato pelo bom trato!
21/05/13
A Campanha Bola na Rede convocou cristãos em todas as cidades sede da Copa do Mundo para se manifestarem neste último Dia 18 de Maio em favor dos bons tratos de crianças e adolescentes e contra a violência que continua vitimizando milhões de “pequeninos” no Brasil e no mundo. O que mais nos constrange a defender a criança é a palavra de Jesus:
“E Jesus continuou: E quanto a estes pequeninos que creem em mim, se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para esta pessoa ser jogada no mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço.” Marcos 9:42 BLH
Uma das ferramentas mais usadas nas manifestações desde sábado foi a Campanha de Vacinação pelos Bons Tratos, uma ideia desenvolvida pela Juventud para Cristo, a versão Uruguaia Mocidade para Cristo, localizada em Montevideo. A Campanha de Vacinação mobiliza adolescentes para vacinarem os adultos pelos bons tratos. A vacina é uma balinha, ou algo doce, que simboliza os bons tratos que o adulto promete dar para as crianças ao seu redor. Antes de sair às ruas, os adolescentes, protagonistas principais da campanha, recebem capacitação por meio de várias oficinas onde os bons tratos em todos os níveis sociais são discutidos.
Veja alguns relatos neste fim de semana:
Em Salvador, BA
A mobilização foi realizada em frente ao Shopping Iguatemi. Contando com a participação de 62 pessoas, dentre elas crianças e adolescentes de diversas denominações. Foi feita a distribuição de folhetos, exibição de faixas nos sinais da cidade e panfletagem para as pessoas que estavam presentes. Foi feito um trabalho de explicação para mostrar a importância da campanha de vacinação. Ao todo aproximadamente 600 pessoas foram vacinadas pelos bons tratos. Ao final contamos com a participação de um jovem pastor que finalizou com orações, ele trabalha em uma comunidade muito carente e convive de perto com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.
Quem nos informa: Luciney Luz
Em Curitiba, PR
Trabalhamos intensamente na divulgação da Campanha de Vacinação juntamente com a prefeitura de Curitiba e o CREAS (Centro de Referência Especializado da Assistência Social). Foi um trabalho de conscientização e de abordagem direita com a população. Contando com panfletos, dentre outras atividades. Tudo isso foi realizado pelo projeto “Justiça no Bairro”. Tentamos mostrar qual é a importância de defender e lutar pelo bom trato para a criança e para o adolescente. O evento contou com mais de mil pessoas e aconteceu na sexta-feira, dia 17 de maio.
Quem nos informa: Wanda Hudson
Faça parte dessa campanha, lute contra violência sexual de crianças e adolescentes!
17/05/13
Veja o material criado pelo Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual da Secretaria de Direitos Humanos, que vem sendo veiculada pela Campanha Bola na Rede. A cartilha foi criada para lidar com o problema da violência sexual de crianças e adolescentes. O objetivo da cartilha “Campanha de Prevenção contra a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes” é nos ajudar a conversar em nossos lares, igrejas, projetos sociais, escolas, clubes, etc., sobre a questão de forma a podermos enfrentá-la ao invés de nos tornarmos reféns de nossos próprios medos e tabus. (baixe aqui em PDF)
A Campanha Bola na Rede da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) promove neste sábado, nas 12 cidades sede da Copa do Mundo várias como formas de chamar a atenção da sociedade para o enfrentamento e conscientização do problema do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, que aumenta, principalmente, com a proximidade de grandes eventos esportivos no Brasil. (Veja informações sobre cada cidade aqui)
Serão realizadas atividades de lazer, esportes, campanhas de conscientização contra os maus tratos, seminários, distribuição de materiais sobre o tema, caminhadas etc.. Estas intervenções contam com a parceria de diversas organizações sociais, órgãos do governo e igrejas evangélicas.
A iniciativa faz parte da Campanha de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, liderada pela RENAS, iniciada no dia 18 de maio de 2011 e que terá como ponto alto os dias da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014. O desafio maior até o evento esportivo é mobilizar a igreja e a sociedade brasileira a enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes.
Um dia na vida de uma criança ribeirinha
16/05/13
Na Comunidade do Lago da Sabina, fronteira do município de Juriti, PA, com Parintins, AM, todas as crianças frequentam a escola, experiência comum a 98% das crianças brasileiras. No resto do dia, no entanto, o seu cotidiano é impregnado pela natureza que as envolve, fato que faz da infância na região amazônica uma experiência única, especial.
Nesta comunidade ribeirinha, os pequenos vão para a escola pela manhã, os maiores, à tarde. Quem vai pela manhã, acompanha seus pais após o almoço onde quer que as exigências de uma cultura de subsistência os levarem. Talvez hoje o destino seja o roçado de mandioca, ou a casa de farinha, ou a pesca, ou a coleta de dezenas de espécies diferentes de frutas que vão amadurecendo ao longo do ano. Quem estuda à tarde, começa o dia com os pais nestes mesmos afazeres. A unidade produtiva é a família, todos participam.
Longe de ser uma vida monótona, as crianças aqui revelam que o dia-a-dia vivido às margens do Rio Mamuru está repleto de aventuras e descobertas. A maioria já sabe nadar aos 3 anos de idade, aprendem a pescar com seus pais, manobram embarcações pequenas, aprendem a andar no mato e a evitar perigos entre os quais a cobra surucucu é de longe o maior.
Na Comunidade do Lago da Sabina, o transporte dos 85 alunos divididos em 3 turnos é feito por 3 bajaras (pequena embarcação comum na região usada para transportar um grupo pequeno de pessoas). Os próprios moradores prestam o serviço, colocando suas bajaras a serviço do município, atividade que os ajuda também a complementar sua renda familiar.
Veja o dia-a-dia de Ribamar:
Ribamar da Silva Gama, 12 anos, vive com os pais e 4 irmãos num sítio afastado a 10 minutos da comunidade pelo Rio Mamuru. Ele frequenta o sexto ano e portanto vai para a escola à tarde.
Ribamar acorda com os sons dos muitos pássaros da mata, uma dúzia de patos, galinhas e pintinhos no seu quintal.
Falem jovens sobre sua atuação em trabalho comunitário no Baixo Amazonas
15/05/13
Por meio de uma parceria entre Rede Mãos Dadas e Asas de Socorro, Talitha, Thiago, Luciana e Tiago puderam participar de trabalho comunitário no Rio Mamuru, Baixo Amazonas. Veja o que cada um trouxe como aprendizado para a vida. Asas de Socorro realiza clínicas com atendimento médico e dentários há mais de 20 anos para comunidades ribeirinhas isoladas. Durante as clínicas são realizadas oficinas de prevenção ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes que conta com a participação de crianças e adultos.
Talitha Kumi Silva
Quando viajei para o Amazonas, estava feliz por conhecer um lugar diferente, mas sem expectativas, pois não sabia nem o que iria fazer lá, foi tudo uma surpresa.
Cheguei ao avião de Manaus para Parintins senti que ali começava a minha aventura, pois nunca tinha andado em um aviãozinho tão pequenininho e que balançava tanto. Mas foi chegando em Parintins que descobri que ali teria uma experiência única, começando pelo fato que dormiria em uma rede dentro de um barco.
Ficar com as crianças durante o dia era ótimo, mas as melhores partes da viagem eram quando acabava nosso trabalho, pois ficávamos apenas brincando com as crianças, jogávamos rouba bandeira, rodávamos pião, nadávamos no rio. Era muito bom passar aquele momento com elas, pois sentíamos o carinho e felicidade delas para conosco, apenas por passarmos aquele tempo com elas.
No ultimo dia da viagem fiquei doente, só sai do barco a noite para me despedir das crianças, Fiquei realmente chateada por não aproveitar meu ultimo dia da viagem. Mas ao mesmo tempo estava feliz, ao ver que as crianças sentiram minha falta, e perguntavam o porque eu não fui vê-las durante o dia. Esses dias foram inesquecíveis, eu amei estar aqui e foi a melhor experiência da minha vida, nunca imaginei o quanto era bom me doar ao próximo.
O que mais me marcou ao ver as pessoas que moravam naquela comunidade, foi como eles viviam uma vida simples, dormindo em redes, sem luxos, mas nós víamos em seus rostos o quanto eram felizes.
Ir para o Amazonas me proporcionou conhecer uma realidade que eu nem sabia que existia, totalmente diferente até dos menos favorecidos que vemos na nossa região. O mais marcante é saber que há pessoas que se importam e usam seus dons para ajudar essas pessoas “esquecidas” pela sociedade. Esses dias em Parintins me deu a convicção do quanto esse mundo é desigual e o mínimo que devermos fazer é tentar ajudar quem mais precisa, e não deixar que essa viagem seja apenas uma lembrança mas sim uma experiência que transformou minha vida, “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.” (Rm 12,2).
Uma oração de mãe, 70 anos depois!
13/05/13

Da esquerda para a direita: Diva, 3 anos, Dalva 2 anos, Saulo 5 anos, alguns anos antes de perderem a mãe.
No dia 07 de julho de 1943, uma jovem senhora de 32 anos vivia o maior drama que qualquer mãe pode experimentar: dar adeus definitivo aos seus filhos. A hora era chegada e Sebastiana Franco Bueno reconhecia que o mal desconhecido que a devastava vencera a batalha. Era hora de dizer adeus.
Sebastiana liderava com seu esposo João Manuel Bueno (Seu Zico), 52 anos, um lar composto por 10 pessoas. Além do marido, viviam com Sebastiana: sua enteada Isa, 20 anos, uma das 4 filhas da primeira esposa de Seu Zico que falecera há muito tempo; Nino, 50 anos, um agregado da família; a babá, Ana Amélia, com 14 anos; e seus próprios filhos, Saulo, 8 anos, Diva, 6 anos, Dalva, 5 anos, Manoel, 2 anos, e a pequena Diná, 7 meses de idade.
A família não era rica mas também não era pobre. Viviam numa pequena cidade do noroeste paulista que se chama Palestina. Esta servia de entreposto comercial para uma economia rural de um Brasil que nós não conhecemos mais. Em plena Segunda Guerra Mundial, o comércio local sentia os revezes econômicos resultantes deste conflito global, sem contudo chegar à escassez vivida nos países europeus. Havia racionamento de óleo, farinha de trigo, açúcar e outros produtos.
Seu Zico era dono de 3 mercearias, sendo uma delas localizada na Rua 1º de Maio, na esquina em frente à rodoviária da cidade. Seus empreendimentos lhe permitiam abrigar sua família numa casa espaçosa, manter alguns empregados, enviar seus filhos para a escola, ter um rádio na sala onde vários vizinhos se congregavam para ouvir as notícias da guerra veiculadas pelo Repórter Esso da Rádio Nacional, a rádio oficial do governo brasileiro sob o comando do então ditador Getúlio Vargas.
Em Palestina tinha apenas uma Igreja Católica, uma Igreja Presbiteriana Independente — na qual Sebastiana participava ativamente—duas escolas com ensino até 4ª série, uma delegacia, um cinema, uma praça com coreto, nenhuma agência bancária e nenhum atendimento de saúde a não ser aquele oferecido pelo Dr. Bento Ferraz. O médico, apesar de várias tentativas, não conseguiu diagnosticar o mal que fazia com que Sebastiana definhasse a cada dia levando-a até a vomitar sangue. A viagem para São Paulo, em busca de recursos mais modernos, também fracassou. Sebastiana tinha piorado, e agora, de volta ao lar, sabia que a hora da partida tinha chegado.
No dia 07 de julho de 1943, ela pediu para a babá, Ana Amélia, dar banho nos filhos, colocar roupas de domingo e ensaiar com eles um hino, o Hino 403 do Cantor Cristão. O título do Hino é “Alegre” e o seu refrão diz:
Eu alegre vou na sua luz,
Pois Jesus agora me conduz.
Desde que me achou
Da morte me livrou;
Ando sempre alegre,
Cristo me salvou!
Faça do seu lar um lugar mais seguro para os seus filhos!
09/05/13
Tudo isso é resultado de muito trabalho, experiências, orações e concretização de um sonho que surgiu naquela capacitação promovida por Mãos Dadas em 2007, realizada pela Débora de Arco, da Tearfund em Viçosa, MG. Sei que há falhas, mas oro para que os acertos sejam muito maiores. Esses manuais estão alinhados ao Kit Um Lugar seguro, especialmente o Guia 2 que trata da implementação de uma política interna de proteção para a criança. Tentamos responder às sugestões ali apresentadas que fizessem eco para o contexto em que trabalhamos.
As crianças se tornam confiantes quando têm:
TEMPO
É importante que os pais separem um tempo em sua rotina
para dedicar aos filhos, seja para brincar, compartilhar momentos
felizes ou conversar sobre situações que a família está vivenciando.
Os pais podem ler histórias e até mesmo deixar que
as crianças os ajudem nas tarefas domésticas.
Obs.: A televisão não substitui o amor e a atenção dos pais.
AFETO
É importante demonstrar afeto e amor aos filhos, pois assim eles aprenderão a demonstrar seu afeto aos pais e aos outros.
ELOGIOS
Elogie as crianças pelas coisas boas que fizeram ou se esforçaram para fazer; isto irá encorajá-las a continuar se esforçando, desejando agradar aos pais.
COMPREENSÃO
Escute seus filhos com atenção e entendimento; não os interrompa. O interesse dos pais, hoje, faz com que os filhos queiram seus conselhos no futuro.
Converse com as crianças da mesma forma que você gostaria
que falassem com você: com respeito e entendimento.
Desta forma, aprenderão a respeitar os pais e os outros. Não
faça as crianças se sentirem estúpidas ou sem valor; converse
com elas abertamente sobre ações e estilos de vida, compartilhando
suas esperanças para o futuro delas.
Essa série apresenta três manuais da Série Proteção à Criança:
Série de Proteção à Criança - Manual de Orientação para Pais e Filhos
Série de Proteção à Criança - Manual de Orientações e Diretrizes para Coordenadores de Organizações e Programas Sociais
Série de Proteção à Criança - Manual de Orientações e Práticas para a Proteção das Crianças nas Igrejas
Ore pelas crianças vítimas de exploração sexual comercial
08/05/13
Uma articulação em rede importante:
Em resposta à violência da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo, RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social) lançou em 2011 a campanha Bola na Rede: um gol pelos direitos das crianças e adolescentes. Ela tem como objetivo formar um movimento de combate à exploração sexual por ocasião da Copa do Mundo de Futebol que vai acontecer no Brasil em 2014. Daqui há menos de 40 dias a Copa das Confederações dá o ponta pé inicial a este mega evento. Junto com a alegria do esporte, o evento pode trazer mais violência contra a criança e o adolescente. A campanha está estruturada em torno de 12 comitês de trabalho e mobilização, um em cada cidade sede da Copa do Mundo. Sua estratégia é o trabalho em rede.
Ore para que
As organizações sociais e serviços de atendimento da rede pública das 12 cidades sede
da Copa se mobilizem ainda este ano para poderem ter uma resposta ágil antes e durante
a Copa, com estratégias eficazes para coibir a exploração sexual de crianças durante esse grande evento.
A igreja evangélica brasileira erga a sua voz a favor da criança que sofre exploração
sexual, não somente durante da Copa, mas começando com o dia de hoje.
Para que Deus levante um exército de homens e mulheres dispostos a servir nesta
causa para que a criança brasileira seja protegida contra todo tipo de violência, mas
em especial a exploração sexual. Mais >
Duas razões essenciais para motivar você a orar em família
06/05/13
Oração em família: duas razões essenciais para motivar você a orar com a sua.
As crianças têm “fome” de Deus:
Veja o que Sophia Cavalletti diz em seu livro O Potencial Religioso da Criança sobre a “fome” que as crianças pequeninas demonstram ter em relação a Deus.
As manifestações de alegria serena e pacificante, dadas pela criança em contato com o mundo de Deus, nos permitiram constatar que a experiência religiosa responde na criança a uma “fome” profunda.
[...]
O exemplo que se segue trata-se de uma menina de três anos, crescida sem o mínimo elemento religioso: não frequentou o jardim de infância; em casa, ninguém, nem mesmo a
avó (ela prórpria ateia), nunca lhe falou de Deus; nunca foi a uma igreja. Um dia ela pergunta ao pai sobre a origem do mundo: “De onde vem o mundo?”; e o pai responde coerentemente às suas ideias, com uma afirmação de caráter materialista, acrescentando em seguida: “Tem gente, porém, que diz que a origem de tudo vem de um ser muito poderoso, chamado Deus”. A esta altura a menina começa a correr vertiginosamente pelo quarto, manifestando extrema alegria, exclamando: “Eu sabia que não era verdade o que você estava falando; é Ele! É Ele”! Neste caso, nos perguntamos se se pode falar de processo lógico (com três anos) ou se nos deparamos aqui com a expressão de uma relação diferente da criança com Deus, relação que se manifesta não somente na enunciação de uma verdade, mas através de uma alegria, que parece envolver a criança profundamente. Fatos como este induziriam a pensar que religiosidade da criança pequena é tão forte a ponto de – diferentemente do que acontece no adolescente – não se deixar afetar por condições ambientais negativas. Ter-se-ia aqui uma anulação daquilo que a psicologia afirma, isto é, de que o homem é de alguma maneira filho do ambiente. Existe na criança uma misteriosa realidade de união com Deus?
(…)
Trata-se, evidentemente, de momentos fugazes, e nos perguntamos que grau de consciência a própria criança tem a respeito. Isto não impede que eles constituam verdadeiros fatos de vida, que podem às vezes fermentar durante muito tempo, no profundo da alma, sem que a mente se dê conta disso.
As crianças aprendem por imitação:
Veja o que John M. Drescher diz em seu livro Passando aos filhos a tocha da fé, sobre importância de cultivar uma prática de oração no seu lar:
Em 1960, a Suprema Corte Americana eliminou a leitura da Bíblia e oração nas escolas públicas. John F. Kennedy, que era o presidente, expressou a esperança de que os pais renovariam os seus reforços para ensinar aos filhos, em casa, o que havia sido banido das escolas.
Foi uma afirmação boa e necessária. A responsabilidade principal de ensinar as Escrituras e a oração não pode ser empurrada para a escola ou até mesmo para a igreja. Os fundamentos da vida espiritual devem ser ensinados em casa. Deus quer que seja no lar que as pessoas comecem a aprender a adorar e a amar a Deus. Mais >
Eis o grande desafio!
03/05/13
Transcrevemos aqui um trecho do livro Passando aos filhos a tocha da fé, escrito por John M. Drescher. Ele sugere, com sabedoria e simplicidade, algumas ideias que os pais poderão por em prática, no dia-a-dia com seus filhos, para manter acesa e passar adiante a tocha da fé.
Amarás , pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração.
Dt 6:5-6
Como estava chovendo, as crianças brincavam na sala enquanto a mãe trabalhava na cozinha. Ela reparou que as crianças falavam cada vez mais alto. Foi
até a sala e repreendeu-as por estarem brigando. Disse: “Assim, não! Não se pode viver brigando desse jeito!”.
Uma das crianças respondeu: ”Não estamos brigando, mãe. Só estamos brincando de mãe e pai”.
Uma criança percebe com facilidade as reações emocionais dos adultos. F. H. Richards escreve: “Sabemos que [a criança] … registra no subconsciente as astúcias, os hábitos e os maneirismos dos seus pais, numa idade em que parece impossível para uma criança prestar atenção ao que ocorre à sua volta”.
As crianças adquirem as primeiras noções sobre Deus através da maneira pela qual os pais interpretam a vida, e isto está diretamente relacionado com emoções e atitudes básicas. É esse o primeiro aspecto da fé religiosa. As maiores alegrias e as mais profundas tristezas da família são expressas nas reações dos adultos. As primeiras noções sobre Deus são aprendidas na família.
É na intimidade do lar que praticamos a fé cristã. O lar é a base da educação cristã e o laboratório do viver diário. A vida é interpretada pelas emoções e atitudes do pai para com a mãe e vice-versa; e depois para com os outros. Aquilo que é mais importante a criança percebe e sente em primeiro lugar. E será essa a sua primeira impressão da vida e a primeira chance de entender o seu significado. Mais >
Ah se o caso da Juliana fosse raro…
29/04/13
Transcrevemos aqui um relato retirado do livro Teoria e Prática dos Conselhos Tutelares. Nesse caso, a intervenção do conselho tutelar não é descrita porque ele começou a funcionar na cidade da menina um ano após a sua morte. Mesmo assim, a situação ilustra a extrema relevância de um trabalho integrado entre as instituições públicas e a sociedade civil, deixando antever o importante papel que os conselhos dos direitos e tutelares precisam assumir na rede de atendimento.
Nome
Juliana Silva, nascida em 21/12/1990, filha de Rosilda e José Dias, mãe diarista e pai falecido.
Relatórios do SOS Criança de Curitiba
Juliana (um ano)
Márcia (dois anos)
Elaine (quatro anos)
25 de Dezembro de 1991
O SOS Criança foi chamado por vizinhos que relataram que as três crianças, que viviam com a mãe e cujo pai havia falecido, estavam sem receber cuidados mínimos, inclusive sem alimentação. Na visita foi observado que a mãe encontrava-se embriagada e, segundo os vizinhos, havia batido nas crianças por elas terem ido pedir alimento na casa dos vizinhos. A mãe foi orientada e a família passou a ser acompanhada pelo SOS criança. Mais >








