Brincar com segurança, é pura diversão!

Quanto mais as crianças crescem, mais “vivas” se sentem, os sentidos se aguçam e vem o interesse em explorar e descobrir, que se tornam aprendizado. Veja abaixo um trecho do livro “O Direito de Brincar – Guia Prático para Criar Oportunidades Lúdicas e Efetivar o Direito de Brincar” sobre as necessidades na primeira infância (18 meses a 3 anos) e algumas sugestões para brincar.

Exploradores!

Crianças com idades compreendidas entre 1 e 3 anos são grandes exploradoras de seu ambiente físico e de todos os objetos que estão ao seu alcance. A segurança é uma necessidade primordial e elas precisam de um lugar seguro para brincar e de supervisão constante.
Além de testar por meio do brincar as características de qualquer item que elas possam ter em suas mãos, elas também gostam de escalar, correr e escorregar.

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Brincar com a comida é tão importante quanto comer!

Para quem já entendeu o quanto é importante para todos nós (de 0 a 100 anos) o ato de brincar, fica a pergunta: as brincadeiras mudam com a idade? A resposta é SIM! E o lugar, ou papel, da brincadeira nas nossas vidas também. Para o bebê, brincar é igual a aprender; e aprender é o seu TRABALHO! Veja abaixo um trecho do livro “O Direito de Brincar – Guia Prático para Criar Oportunidades Lúdicas e Efetivar o Direito de Brincar” sobre as necessidades dos bebês de 0 a 18 meses e algumas sugestões de estímulo para o brincar.

Conectar é preciso!

Os bebês precisam se conectar com quem vai cuidar e brincar com eles desde o nascimento: responder a sorrisos e aos sons emitidos, oferecer abraços e massagens, falar e cantar, e, geralmente, ter uma atitude acolhedora, solidária e descontraída.
Os bebês respondem ao toque, aos sons, às cores vivas e aos movimentos ‐ e logo apreciarão olhar para rostos sorridentes de pessoas reais, ou até mesmo em fotos.

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KidsGame_CEM

Está estranho esse título? Não se preocupe, vou esclarecer como isso é possível.

Independente da classe social, toda criança tem o direito de brincar em suas mais variadas experiências. Não que eu esteja muito velha… mas, me encontro saudosamente lembrando como eram bons aqueles nossos tempos! Fabricar os brinquedos, imaginar, inventar, montar, desmontar, correr, pular, virar cambalhota… fazer o que é bem próprio da infância: brincar.

Hoje talvez, apenas talvez, não possamos dizer o mesmo da infância das crianças modernas. Algumas têm agendas lotadas de atividades ‘extra-classe’. É inglês, balé, natação, futebol, piano, violão, judô, aula de reforço… E outras delas, as mais vulneráveis, sequer entendem o tempo que gastam em atividades ‘de apoio familiar’, como ajudar com as vendas e ‘bicos de serviços’ para colaborar com o sustento da casa, cuidar dos próprios irmãos ou de outros parentes menores, cuidar da casa e das próprias roupas. Ufa!! Quanta coisa! Tanto para as favorecidas quanto para as que não o são, na agenda já não cabe o ‘brincar’ propriamente dito.

Você pode estar pensando: “Ah, mas se sobra um tempinho elas rapidamente preenchem com YouTubers, Games, Netflix e Redes Sociais.” Mas… continuo a questionar: É isso? Isso é brincar? Será que brincar virou brincadeira? Sem razão? Sem objetivo? Descartável? O último da lista?

O professor, especialista em desenvolvimento infantil, David Elkind, defende que BRINCAR é algo bem maior do que pensamos. Em sua famosa obra “The Power of Play” ele afirma enfaticamente que brincar está entre os 3 pilares fundamentais do ser humano, dá uma olhada:

“Amar, trabalhar e brincar são três impulsos natos que fomentam o pensamento e a atividade humana por todo o seu ciclo vital.”

E mais! Ele ainda esclarece que é uma dinâmica presente e importante em todas as fases de nossas vidas:

“Brincar não é um privilégio, mas sim uma dinâmica saudável fundamental para o desenvolvimento físico, intelectual e socioemocional , em todas as faixas etárias.”

Sobre o desenvolvimento dos três pilares, ao longo de nossas vidas, Elkind descreve:

“O desenvolvimento do brincar, amar e trabalhar, acontece em quatro fases distintas:

Durante a primeira infância, o brincar é o modo de atividade dominante e diretivo, o amar e trabalhar estão em segundo plano.

A partir dos 6 ou 7 anos – quando se inicia a segunda infância – o trabalhar assume a liderança e o brincar e amar assumem um papel de apoio.

Na adolescência o amar se torna o fator primordial que determina toda atividade, subordinando o trabalhar e brincar aos seus impulsos.

Na fase adulta o trabalhar, amar e brincar se tornam finalmente separados, mas podem aparecer juntos em várias combinações.”

Pronto! Já sabemos que devemos retomar as brincadeiras em nossas vidas e nas vidas de nossas crianças! Brincar é necessário. É coisa séria, mesmo que divertidamente.

Vamos brincar? Pensando em como colaborar para que vocês realizem brincadeiras específicas para cada etapa de desenvolvimento, durante essa Semana das Crianças a Rede Mãos Dadas divulgará (aqui e em sua página no Facebook) postagens diárias sobre “As necessidades de Brincar em cada faixa etária” (incluindo sugestões de brincadeiras).

Acompanhe as postagens e tenha uma semana mais ‘leve’ e ‘divertida’.

Texto por: Beatriz Pinho Tavares – Educadora Física e Colaboradora da RMD

Nota: Tradução livre de alguns trechos do livro “The Power of Play: Learning What Comes Naturally” de David Elkind, feita por Elsie Gilbert.

Imagens: Crianças participando do KidsGame no CEM (Arquivo Pessoal – Beatriz) e Foto de crianças brincando na Rebusca (Banco de Imagens RMD/ILL por James Gilbert).

Acreditamos que para ideias, projetos, leis e direitos saírem do papel e serem colocados em prática é necessário bem mais do que apenas uma assinatura. Importa que todos os envolvidos acreditem e endossem a ação, com atitudes diárias e práticas coerentes com a causa.

Para que os DIREITOS se tornem realidade na vida das crianças brasileiras na primeira infância, por meio de políticas públicas integradas e intersetoriais, é fundamental um passo base inicial: vontade política e compromisso dos futuros governantes.

É bem provável que, em sua vida, você ouviu alguém falar algo do tipo: “Não adianta a gente querer se quem está no comando não concordar ou acreditar… desse jeito a ideia não vai pra frente.” Pois bem, é isso aí. TODOS JUNTOS.

Quando apoiamos iniciativas, como a da RNPI, que luta em favor do conhecimento e compromisso dos candidatos a governantes com a primeira infância, estamos buscando formas, por exemplo, de apoiar o direito básico de “BRINCAR” para as crianças brasileiras.

Para exemplificar, uma especialista na proteção da criança que atua na Visão Mundial, Karina Lira, esclarece do que se trata esse direito:

No direito a Brincar

 3.1 Investir na formação dos diferentes profissionais da área da Primeira Infância, entre eles, os que atuam em prol do brincar a partir dos interesses e escolhas das crianças;

3.2 Assegurar espaços, tempos, materiais e recursos humanos para as crianças brincarem com segurança e qualidade, nos termos do art. 17 da Lei 13.257 – Marco Legal da Primeira Infância.

Recentemente a Visão Mundial realizou um levantamento de dados em 8 municípios localizados no NE e SE do Brasil, onde a organização desenvolve programas com foco na proteção e educação de crianças e adolescentes, dentre eles as capitais Fortaleza, Recife e Salvador. Foram observados os espaços de lazer disponibilizados aos alunos em 89 escolas onde a organização desenvolve seus projetos em parceria com organizações comunitárias e equipes das escolas.

Além de ter o objetivo de avaliar a existência de um espaço para as crianças brincarem, foram verificadas também as condições em que esses espaços e brinquedos se encontram, bem como se nessas escolas as crianças tinham direito ao recreio. Sim, porque das 89 escolas analisadas, em 5,62% delas não há tempo destinado ao recreio e, entre as escolas que possuem, 4,49% concedem apenas 10 minutos para o recreio de seus alunos.

Dá para imaginar uma criança um turno inteiro numa escola sem poder brincar?

Brincar é um assunto tão sério que é um direito previsto no artigo 16 do Estatuto da Criança e do Adolescente, contido no capítulo do direito à liberdade que compreende vários aspectos, entre eles: o IV – brincar, praticar esportes e divertir-se.

O brincar é uma atitude existencial, uma atividade estruturante para o desenvolvimento infantil e humano, pois é na brincadeira que a criança aprende valores, aprofunda os laços de amor, expressa sentimentos e emoções, imita a vida…

Que tal sonhar e orar com Brasil como o descrito em Zacarias 8.5?

             “E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que ali brincarão”

Oremos e ajamos para que isso se torne uma realidade.

Observe as propostas de seus candidatos.


Por Aline Trindade

Enquanto muitos de nós evangélicos pedimos orações uns aos outros pela nossa nação, eu me pergunto o que esta menina pediria nas suas súplicas:

Menina se preparando para lanchar em projeto social mantido pela Rebusca.

A julgar pelas crianças que participaram do Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças Socialmente Vulneráveis, ela pediria a bênção do Senhor sobre sua família. A maioria dos pedidos das crianças têm como referência a sua situação familiar. E a maioria dos projetos sociais cristãos procura justamente aliviar a carga de um número crescente de famílias em pobreza extrema, sujeitas a situações de moradia desumanas, submetidas ao descaso das nossas autoridades de maneira aviltante.

A Rede Nacional da Primeira Infância quer que nós eleitores tenhamos consciência da boa vontade de nossos candidatos à presidência a aos cargos de governador no tocante às políticas públicas que nos ajudem a apoiar as famílias empobrecidas e mais vulneráveis do país.

Para tanto, pediram a todos os candidatos que assinassem uma  carta de boas intenções em relação às criancinhas de 0 a 6 anos.

Veja a carta em sua íntegra e as informações sobre os candidatos que a assinaram no final desta postagem.

A seguir o texto da Karina Lira, especialista na proteção da criança que atua na Visão Mundial,  sobre uma das dimensões abordadas pela carta:

Criança é Prioridade 2018!

Essa campanha é uma iniciativa da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) para convocar nestas eleições candidatas e candidatos à presidência da República e aos governos estaduais para que assumam um compromisso público pelos direitos das crianças na primeira infância. 

O objetivo é fazer com que esses direitos saiam do papel – e tornem-se realidade na vida das crianças e famílias brasileiras, por meio de políticas públicas integradas e intersetoriais. Para atingir este objetivo, a vontade política e o compromisso dos futuros governantes é fundamental.

No direito à Saúde

Empenhar-se efetivamente para acabar com as reduções de recursos na área da saúde decorrentes do congelamento dos gastos sociais determinado pela EC 95/2016 e que vêm sendo associado ao aumento dos índices de mortalidade infantil que se verifica atualmente no País. 

Frente a crise econômica o governo decidiu assumir uma política de austeridade que a partir da emenda constitucional 95/2016 congelou o teto de gastos públicos com o Sistema Único de Saúde, já então subfinanciado. 

Dados do IBGE da PNAD contínua 2016 também revelaram aumento da pobreza extrema no país, entre 2014 e 2016 o aumento desse contingente foi de 93%, passando de 5,1 milhões para 10 milhões de pessoas.

Recentemente fomos tomados por notícias sobre saúde pública que fazia tempo não nos deparávamos com elas. A taxa de mortalidade infantil volta a crescer depois de 26 anos, afirmam os especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva- ABRASCO .

Referem ainda que a mortalidade materna está sofrendo os mesmos efeitos dos fatores associados ao aumento da mortalidade infantil, o país está passando ainda pela queda de coberturas de imunização e riscos para ressurgimento de doenças consideradas do passado como a poliomielite. O avanço desse cenário é preocupante não só para as crianças, mas para a sociedade quanto um todo. O compromisso em recuar sobre essa decisão da EC 95/2016 é fundamental para qualquer candidato ou candidata que tem a saúde como prioridade.

Minha oração é para que as crianças do Brasil possam dar graças pelo alimento recebido de forma suficiente e constante. Que os ladrões de suas merendas escolares sejam punidos, que elas não tenham que ficar órfãs porque suas mães morreram no parto, que não sofram a angústia e dor relativas a doenças que poderiam ter sido evitadas. Eu estou pedindo muito? Pois eu acho que o meu desejo está alinhado como o coração de Deus pelas crianças!

 

Mortalidade materno-infantil em alta!

Aumento da pobreza extrema!

Carta e Compromissos Firmados

 

Liturgia Educador Social

Comemorar e divulgar os trabalhos desenvolvidos por nossos educadores sociais são ações de reforço positivo que nossas igrejas e nossos projetos podem realizar em prol da valorização do Educador Social enquanto um agente vocacionado e promotor de mudanças.

Além da dinâmica para ser realizada diretamente com os educadores, que divulgamos na semana anterior, nós podemos também celebrar e agradecer a Deus, como Igreja de Cristo!

Esse ano a Rede Mãos Dadas optou por distribuir uma sugestão de Liturgia de Gratidão pelos Educadores Sociais, elaborada pelo Pastor Jony W. Almeida.

O material para você baixar está disponível AQUI (Liturgia).

Um forte abraço, em Cristo.

 

 

Dia 19 de setembro comemoramos o Dia Nacional do Educador Social. Na fé cristã, todos os chamados são de igual importância, porque todos representam um ato de obediência e fidelidade ao Senhor. No entanto, não é esta a nossa prática. O Educador Social realiza um trabalho pouco valorizado pela sociedade e pouco reconhecido pela igreja como um campo estratégico de missão.

Para celebrar o Dia Nacional do Educador Social, em sua instituição ou projeto, siga os seguintes passos:

1.Promova uma reunião com sua equipe de educadores (não precisa ser longa, 40 minutos serão suficientes). Um lanchinho especial seria muito apreciado (se quiser você pode aproveitar a sugestão proposta na opção 2, da atividade 5).

  1. Divulgue os resultados da pesquisa publicada Guia do Educador Social Cristão 2018 sobre Pertencimento. Acreditamos que é importante para os educadores sociais terem informações sobre a situação dos demais Educadores Sociais no restante do país.
  2. Ajude cada educador a se sentir parte atuante do seu projeto social. Peça a cada um para escrever num papel a resposta para esta pergunta: “Este espaço seria mais acolhedor se _________”. Faça este exercício de forma anônima para que as pessoas tenham mais coragem para contribuir com suas respostas e prometa dar um retorno para todos assim que tabular as respostas.
  3. Escolha e compartilhe um dos conteúdos do Guia. Sugerimos, para este momento de celebração, um destes dois: > Artigo inicial – De quem você é? A sua vocação depende de uma boa resposta para esta pergunta OU > História de Esperança – Dois Sonhos, Uma Escola Qualquer um destes poderá ajudar os participantes do grupo a refletirem sobre o papel importante que desempenham. Você não terá tempo para trabalhar todos os materiais, incluídos neste guia, em um único encontro. Escolha um e reserve o restante para outros momentos especiais
  4. Realize a dinâmica de “Celebração de frutos” utilizando o versículo tema desta edição da campanha “Meu Educador Social Cristão”. E celebrem juntos tanto os frutos já colhidos, como os frutos que virão.

Todos os materiais para realização desta Dinâmica estão disponíveis AQUI

 

Para o agricultor aposentado Antônio Vidal de Lara, 71 anos, morador de longa data do Caçador, uma comunidade rural do município de Itaperuçu (cidadezinha no Paraná), pertencer é sinônimo de existir. Seu Antônio nasceu, cresceu e vive no mesmo município por sete décadas. Criou seus 14 filhos todos na mesma casa onde vive hoje. Sua casa está situada num local de fácil acesso para os outros moradores da comunidade. Fica entre a escola e a Igreja Católica, a mesma igrejinha onde Seu Antônio participa como ministro da eucaristia desde 1983. Na casa, há uma varanda extensa e uma cozinha espaçosa, evidências de que Seu Antônio e sua esposa Dona Paulina gostam de receber visitas.

Além disto, à medida que a família foi crescendo, Seu Antônio aprendeu a assistir a sua esposa nos partos de seus filhos pois o acesso a cuidados de saúde sempre foi precário no Caçador. Outras mulheres começaram a pedir socorro para o Seu Antônio, e ele acabou assumindo o papel de parteiro informal, papel que desempenha em casos de emergência, há mais de 30 anos. São muitas as crianças, hoje adultos, que receberam seus primeiros cuidados de vida pelas mãos do Seu Antônio. Tudo isto para dizer: seu Antônio pertence. Ele participa, ele influencia, se sente parte atuante de sua comunidade.

E foi exatamente este sentido de pertencimento que o levou a um dos maiores dilemas de sua vida.

Em 2010 Bebeto Araújo, na época diretor executivo do Centro de Treinamento Monte Horebe sediado em Itaperuçu, depois de muitas visitas ao Caçador, perguntou para o Seu Antônio: “Se você pudesse trazer um benefício para o Caçador, qual seria? Qual é o seu sonho?” Seu Antônio foi rápido na resposta: uma escolinha. O número de moradores na comunidade nunca convenceria a Secretaria de Educação do município de Itaperuçu a montar uma escola ali. Os custos de construção e manutenção de um prédio, o número de crianças a serem beneficiadas (pequeno para os padrões das administrações públicas atuais), os custos com professores qualificados e “não dispostos” a trabalhar tão longe da cidade, tudo isto transformava o sonho de Seu Antônio numa verdadeira utopia. Impossível.

Não para seu amigo sonhador, Bebeto. Este, via a dificuldade das crianças em chegar a escola como principal fator de desmotivação e abandono dos estudos. Se para professores a travessia por estradas alagadas, esburacadas e por vezes cheias de troncos de árvores recém-cortadas pela madeireira local, era difícil, quanto mais para as crianças? Ao invés de uma ação impossível, Bebeto viu uma oportunidade de abençoar uma comunidade. Monte Horebe é uma associação cristã evangélica e os motivos que levaram o grupo a assumir este projeto estão intimamente ligados à fé que professam em um Jesus que ama e prioriza os “pequeninos do reino”. Diante da necessidade de escolher um foco de atuação para a ONG, Bebeto propôs a seguinte pergunta para sua equipe: “Levando em conta o Jesus que conhecemos e seguimos e os lugares onde atuamos hoje, qual deles vocês acham que Jesus escolheria ficar?” A resposta foi unânime: o Caçador.

Dois sonhos unidos geram uma realidade

Seu Antônio doou um terreno de 9.000 m2 para a escola ser construída, Bebeto tratou de escrever e apresentar uma proposta para buscar o financiamento necessário para o projeto. A escola deixava de ser sonho e logo se tornaria uma realidade. Porém, neste momento surgiu uma oposição importante: a Paróquia Matriz São Pedro Apóstolo, responsável pela igrejinha no Caçador, chamou Seu Antônio para repreendê-lo. A acusação era que ele estaria trazendo evangélicos para a comunidade do Caçador e, sendo assim, ele não poderia continuar atuando como ministro da eucaristia.

Por pertencer, Seu Antônio sonhou e agiu em favor de sua comunidade. Mas sua ação agora o colocava vulnerável à exclusão! Por três meses este impasse se manteve. Seu Antônio conta este “causo” com lágrimas nos olhos. Foi por meio da Igreja Católica que ele aprendeu a ler. Foi pela fé cristã que ele conheceu a Deus. Um Deus que confirmou nele a necessidade de amar ao próximo e expressar a sua solidariedade em atos, não apenas palavras. A dor foi grande.

Foi também esta mesma fé que deu ao Seu Antônio a convicção de que seu sonho era bom o bastante para enfrentar a oposição. Manteve-se firme em sua doação e hoje há no local a Escola Comunidade Monte Horebe, Caçador. Este espaço serve para educar 26 crianças, empregar 4 funcionários da própria comunidade e de comunidades vizinhas. O espaço serve também para atividades de desenvolvimento comunitário, para os jovens e adultos que se encontram aos sábados para preparar e condicionar seus produtos para a venda em Itaperuçu, num projeto chamado “Coopera Caçador”.

Hoje seu Antônio tem prazer em visitar a escola trazendo um cacho de banana ou uma mandioca para a merenda. Tem mais prazer ainda em ver seu netinho ___ de 6 anos andar apenas 100 metros para chegar à escola. Sobre seus opositores, ele diz simplesmente “Esta pedra de gelo derreteu”.

 

Perguntas para reflexão:

  1. De acordo com este relato, quais são os sinais de que o Seu Antônio tem um sentido forte de pertencimento? Você consegue identificar uma outra pessoa com estas mesmas características na sua comunidade?
  2. Quais são as vantagens deste sentido de pertencimento tão forte? Pense nas coisas que não aconteceriam se este sentimento estivesse ausente.
  3. Que abusos ou excessos uma pessoa com forte sentimento de pertencimento pode cometer?
  4. Você já enfrentou uma situação na qual houve ameaça de exclusão porque queria fazer uma coisa boa para todos? O que aprendeu com esta situação?
  5. Você acha que pertencimento tem uma relação importante com a vocação? Ou seja, o fato de uma pessoa se sentir pertencente a um grupo ajuda-a no cumprimento da sua vocação?

Não se preocupe se isso ainda é confuso… Muitas pessoas que trabalham direta ou indiretamente com crianças e adolescentes também têm essa dúvida.

Dê uma olhada, com calma, no infográfico abaixo para tentarmos descobrir juntos!

Ainda é importante saber que a Classificação Brasileira de Ocupações  (ou CBO) contém a família de ocupações com o código 5153 cujo nome é: Trabalhadores de atenção, defesa e proteção a pessoas em situação de risco e adolescentes em conflito com a lei. Os títulos reunidos nesta família são:

5153-05 – Educador social, que envolvem: Arte educador, Educador de rua, Educador social de rua, Instrutor educacional, Orientador sócio educativo.

5153-10 – Agente de ação social, que engloba: Agente de proteção social, Agente de proteção social de rua, Agente social.

5153-15 – Monitor de dependente químico, que contempla: Conselheiro de dependente químico, Consultor em dependência química.

5153-20 – Conselheiro tutelar.

5153-25 – Socioeducador e Agente de apoio socioeducativo, Agente de segurança socioeducativa, Agente educacional, Atendente de reintegração social.

5153-30 – Monitor de ressocialização prisional, Agente de ressocialização prisional e Monitor disciplinar prisional.

E quantas das atribuições, a seguir, você considera que fazem parte do seu trabalho?

 

Suprimimos muitas das funções mais específicas e únicas daqueles que trabalham com adolescentes em conflito com a lei em meio fechado (como a Fundação Casa, por exemplo).

Ainda de acordo com a CBO, a família de ocupações do código 5153 se organiza a partir das ações e características similares da atuação destes profissionais. Não levando em conta a faixa etária dos que são beneficiários desta atuação, ou seja, educadores sociais podem trabalhar com todas as idades dependendo do serviço no qual estão inseridos.

Acabou de descobrir que realiza várias destas funções e, no entanto, não é remunerado(a) porque seu trabalho é voluntário? E aí??

Simples! Você também é educador social.

Você pode dizer que atua como um(a) educador(a) social muito embora o faça como voluntário(a). O fato de trabalhar sem remuneração não diminui a sua contribuição nem lhe desobriga de realizar um trabalho de alto nível profissional, assim como um médico que presta serviços voluntários assume a responsabilidade de fazê-lo com o maior compromisso ético que a sua profissão exige.

Agora que você já sabe quem é o educador social fique por dentro da 4ª Campanha Meu Educador Social, realizada pela Rede Mãos Dadas e instituições parceiras. Conheça a data em que comemoramos o Dia Nacional do Educador Social e celebre com alegria!

Clique no link e visite nosso site: bit.ly/2LmFZ2t

A sua vocação depende de uma boa resposta a esta pergunta

O ato de obedecer a um chamado ocupacional é conhecido por nós cristãos como vocação. Como Cristãos, cremos que é Jesus quem nos convoca e nos capacita para “toda boa obra”. Na fé cristã, todos os chamados são de igual importância, porque todos representam um ato de obediência e fidelidade ao Senhor.

No entanto, não é esta a nossa prática. O Educador Social realiza um trabalho pouco valorizado pela sociedade e pouco reconhecido pela igreja como um campo estratégico de missão. O fato é que somos seres sociais, precisamos de inspiração, orientação e acompanhamento, para permanecer na nossa vocação.

A 4a Campanha Meu Educador Social Cristão aborda o tema do pertencimento como um fator de fortalecimento da vocação. Pertencer é fazer parte com voz ativa, sentindo-se à vontade, em casa. Quem pertence se empenha, investe em mudanças, assume riscos. Pertencer é uma necessidade básica do ser humano evidente no comportamento das crianças. Os Educadores Sociais não são diferentes neste sentido. Precisamos do senso de pertencimento tanto no espaço de trabalho como também na nossa vida pessoal. Quando você pertence, as dúvidas quanto à vocação diminuem ou até desaparecem.

Por outro lado compreender a vocação como manifestação de amor e obediência ao Senhor, aumenta o nosso sentido de pertencimento. E isto nos proporciona mais firmeza e constância.

4ª Campanha Meu Educador Social Cristão

4ª Campanha Meu Educador Social Cristão

 

 

 

Em nome de quem você entra na vida das crianças e adolescentes? Com que autoridade você busca a transformação das circunstâncias de vida das crianças mais desprovidas? De onde vem a seu sonho por dias melhores para aqueles cujos dias atuais estão repletos de situações desesperançosas? Se a sua resposta for Jesus Cristo, então você está a serviço do Rei e, portanto, precisa cultivar o seu lugar no Reino. Você tem direito de comer das iguarias do Rei, frequentar a sua casa, ao lado de todos os outros súditos.

É desta prática que virá o direcionamento, o acompanhamento, o choro, mas também a alegria compartilhada em cada uma de suas pequenas vitórias. Em que espaços isto acontecerá? Talvez na mesa posta na casa de um irmão ou irmã que busca entender os seus desafios. Talvez será na salinha da igreja frequentada pelos que se mantém fieis na intercessão. Talvez até, quem sabe, no púlpito, quando líderes da sua igreja local levarem a comunidade toda a orar pelo seu trabalho. São muitas as possibilidades. O que não muda é a nossa necessidade de permanecermos ligados ao palácio. Saímos a campo para semear, voltamos com alegria para compartilhar o fruto.

Cultive o pertencimento na sua casa, valorizando a bênção de se viver em família e em comunidade.

Cultive o pertencimento no seu espaço de atuação voluntária ou trabalho formal com as crianças.

Cultive o pertencimento na sua igreja local.

O REI está presente em cada um destes espaços!

Acesse o site da Rede Mãos Dadas, conheça mais da 4ª Campanha Meu Educador Social Cristão, fique por dentro da data comemorativa, utilize os recursos que disponibilizamos no GUIA MEU EDUCADOR SOCIAL CRISTÃO e celebre conosco o “Educador Social Cristão”.