do Ultimato Online

Hoje recebi uma notícia que “aguardo” faz alguns anos. A morte do conhecido pastor e evangelista Billy Graham.

É como se tivesse falecido um membro da minha família. Mas é quase impossível ficar triste. Afinal de contas, ele próprio disse que ao morrer apenas mudaria de endereço. Mesmo assim, vou sentir muito a sua falta. E com certeza esta data vai marcar o final de uma época na história da evangelização do mundo.

Talvez, por ser nascido e criado na mesma cidade, Charlotte (EUA), sinto que conheço bem a sua história. Sendo também do “Cinturão da Bíblia” sinto que conheço um pouco a sua formação na fé. Mas nada disso explica a singularidade deste homem. Simples, com uma mensagem simples, que batia na mesma tecla, talvez a tecla da mensagem mais importante que precisa ser ouvida: “entregue a sua vida a Cristo”. Mensagem que atingiu o coração de milhões de pessoas.

Tive a oportunidade de ver Billy Graham diversas vezes. Quando era jovem fui a duas de suas campanhas evangelísticas. Na última, trabalhei como conselheiro. Todo ano meu avô, um pastor — e meu herói —, recebia um cartão de natal dele. Ele como eu admiramos Billy Graham, talvez, mais do que qualquer outro homem vivo neste século. Certa vez, com meus 20 e poucos anos, numa conferência na cidade onde ele morava, Montreat, ele apareceu no fundo de um grande auditório para ouvir o preletor convidado. Algumas pessoas, inclusive eu, olhamos para trás e vimos Billy Graham sentado ouvindo aquele pregador. Ao final do culto, muito discreto, ele saiu de fininho e alguns de nós o seguimos. Ele não fugiu. Pelo contrário, recebeu cada um com muita graça e cordialidade. Isso me impressionou muito sabendo que ele era assediado por muitos no mundo inteiro e o tempo todo. Continue lendo →

do Ultimato Online:

As histórias da criação nas Escrituras destacam a criação da humanidade. De todas as criaturas ela se destaca como criada “à imagem e à semelhança de Deus” (Gênesis 1.26-28) que é outra maneira de dizer “segundo a espécie” (oito vezes em Gênesis 1.11-25), no caso, a “espécie divina”. Nos primeiros dois capítulos de Gênesis, Deus se descreve explicitamente como criador, mas ao lermos com um pouco mais de cuidado as entrelinhas, Deus também aparece como dominador criando “reinados” em cada um dos primeiros três dias, “reis e rainhas” sobre estes mesmos domínios nos próximos três dias para finalmente descansar – a postura de um rei no seu trono – no sétimo dia. Finalmente, se Deus é o criador de toda a criação, ele está presente em todo lugar.

Estas três qualidades divinas (obviamente estas não esgotam os seus atributos) – dominação, criação e presença – também caracterizam a humanidade, mesmo em menor escala. O ser humano é incumbido de dominar a terra e o mundo animal (1.28) o que, por sua vez, necessita do poder criativo para a domesticação dos animais (a pecuária) e da terra (agricultura). Assim nasce a tecnologia mais antiga, característica necessária do ser humano criado à imagem e à semelhança de Deus e o que mais o distingue do resto da criação animal. Para cumprir a sua tarefa, obviamente o ser humano precisa estar presente. Por isso, a ordem de se multiplicar e ser fecundo, diferente de Deus que sem a limitação do corpo físico criado, está presente em todo lugar. Continue lendo →

Versão ampliada do artigo “A Reconciliação em Cristo – da Criação”, oferecido na edição #369 da revista Ultimato.

“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19 [NA17).

Antecipando a celebração de 50 anos da revista Ultimato em 2018 é apropriado refletir sobre o lema da revista que se encontra ao lado da sua logomarca: “Deus, em Cristo, reconciliando todas as coisas”. A frase faz parte da afirmação do apóstolo Paulo em 2 Coríntios 5:17-21. Vem do versículo 19. Esta é uma frase, como muitas outras no Novo Testamento, que resumem bem o papel de Cristo Jesus no cumprimento do projeto de Deus. Entre as mais conhecidas são João 3.16, Romanos 3.21-26 e Colossenses 1.13- 23. Estas passagens e ainda mais outras são fundamentais para o trabalho evangelístico e missionário.

Entretanto, a sua abrangência geralmente ou ignorada, ou subestimada, ou mal-entendida.

Isto por um lado é natural porque nós temos a tendência de ler as Escrituras pensando só em nós. Afinal de contas, as escrituras foram escritas para seres humanos.  Além disto, No Ocidente, onde a cultura é bastante individualista, imaginamos que as Escrituras são escritas simplesmente para MIM. E isso, mesmo que esteja escrito claramente que os destinatários de muitos dos livros da Bíblia são uma comunidade.  Portanto, o leitor normal no Ocidente lê a Bíblia procurando alguma orientação pessoal: alguma palavra de encorajamento, alguma exortação, ou algum conselho para resolver um problema pessoal. E é por isso que no Ocidente também somos menos propensos de ver as implicações sociais na mensagem da Bíblia mesmo quando estás são muito patentes. Por exemplo, Jesus falou que devemos amar o nosso Deus com tudo que somos e o nosso próximo como a nós mesmos. Entretanto, enquanto entendemos bem a importância da devoção espiritual a Deus, a nossa responsabilidade social permanece estranhamente um assunto controvertido no meio evangélico.

E se for difícil entender as implicações sociais do evangelho, mais difícil ainda entender suas implicações para a criação toda. Este é o assunto nossa passagem em 2 Coríntios, dentro do seu contexto imediato, dentro do contexto maior da perspectiva de Paulo, e dentro das Escrituras de modo geral. Veremos a seguir cada um destes três contextos para depois considerar a nossa parte—a nossa parte individualmente como discípulos de Cristo, nossa parte como povo de Deus, através das suas diversas expressões como igrejas e organizações missionárias como a Revista Ultimato.

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Quando se fala de “missões”, um dos problemas mais complexos, um verdadeiro quebra-cabeça para jovens que estão considerando um ministério transcultural é a questão de um chamamento missionário. Neste capítulo trataremos da necessidade e da natureza de tal chamamento, distinguiremos entre o chamamento e a direção de Deus e ainda daremos algumas sugestões de como receber este chamamento.

Primeiro, vale a pena logo advertir sobre duas posições extremas. Por um lado, alguns insistem que há um chamamento sobrenatural como o que Paulo experimentou para ir à Macedônia (At 16.9-10) e que este é o padrão para todo chamamento missionário. Geralmente se pensa em vozes, visões e acontecimentos misteriosos através dos quais Deus fala audivelmente. Outros alegam que não há nenhum tipo de chamamento exigido, já que a tarefa missionária cabe a todos os cristãos. Parecem duas posições extremamente contrárias. E para complicar mais, as duas demonstram um pouco a perspectiva bíblica, mas nenhuma a revela totalmente. Podemos desemaranhar esta questão? Continue lendo →

Data: 3/3/1527

Querido Senhor e Deus,
protege bondosamente os frutos nos campos e nas hortas.

Purifica o ar.

Dá chuva e bom tempo quando convém.

Permite que os frutos sejam bons.

Não deixa que sejam envenenados,
para que nós e os animais não fiquemos doentes,
nem soframos qualquer mal.

Muitas de nossas desgraças são causadas pelo ar envenenado
e, em consequência, os frutos, o vinho e o cereal estão contaminados.

Se deixares isto acontecer,
teremos que comer a nossa morte em nossos produtos e bebê-la.

Por isso, permite que os frutos sejam abençoados,
que cresçam para a nossa saúde e bem-estar.

Cuida para que não abusemos deles,
colocando a vida em perigo
ou provocando injustiça, voracidade ou malandragem.

Pois daí resultam falta de moderação, adultério, briga,
assassinato, guerra e muitas outras desgraças.

Muito antes concede-nos a graça,
para que usemos tuas dádivas em favor da melhoria de nossa vida,
para que os frutos mantenham nossa saúde,
e para que nós os usemos de maneira responsável diante de ti.

Amém.

(encaminhada pelo Pastor Werner Fuchs)