Não fazemos missão, vivemos em missão!

Por Alan Corrêa

Holding Hands PixabayAinda hoje muitos cristãos acham que um missionário é apenas alguém que vai para uma estação com a mala cheia, com muita fé, e se manda para outra cultura (povo) a fim de comunicar a Cristo. Para quem pensa assim, missão é uma ação que executamos, ou seja, um missionário só é missionário se estiver no que chamam de “campo missionário”. Dentro desta mesma maneira de pensar, um missionário que retorna à igreja local não tem o status do missionário que saiu, nem está mais “fazendo missão”. Essa ideia ainda está impregnada dentro de muitas igrejas e precisa ser desconstruída.

A missão não pode ser limitada em uma agenda e muito menos a um lugar. A missão deve ser em todo o tempo e em todo o lugar. Não fazemos missão; vivemos em missão. A proposta de Jesus para missão está muito mais relacionada a um estilo de vida do que uma atividade (por exemplo, uma viagem) que realizamos.

Devemos ir por todo o mundo e pregar o evangelho (“confins da terra”), mas há uma maioria que não irá, ou seja, permanecerá onde está e também pregará o evangelho (“Jerusalém”). Sendo assim, todos somos missionários, todos estamos em missão. Não é o lugar aonde vamos ou estamos que nos torna missionário, mas o chamado que enche o coração (“Grande Comissão”).

O trabalho que está sendo feito por um missionário na Síria é tão importante quanto a obra missionária que fazemos em nosso bairro, empresa, condomínio, rua, escola ou cidade. Afinal, nenhum trabalho missionário pode glorificar a Deus mais ou menos que outro. Todos o glorificam de igual modo. Mais >

Cristo vive em mim

Por Jofre Macnelli Aragão Costa

Gl 2.20; Mc 8.34-38

Pencils/Pixabay.comInteressante perceber como é prejudicial para nós não termos uma definição muito clara das coisas que deveríamos dominar. Aparentemente hoje com as facilidades tecnológicas somos conhecedores de muitas coisas. Na verdade temos um conhecimento superficial e generalista de tudo um pouco. Retemos tantas informações que, na verdade, pouco nos informa de quem somos de fato. Somos conhecidos pelos títulos (filho desse, neto daquele, estuda na escola tal, doutor fulano, etc.), mas isso não me diz quem você é. Na verdade não é você.

O mundo moderno constitui o indivíduo a partir do que ele é capaz de produzir. Vemos o fenômeno dos “adultos antes da hora” – fenômeno da adolescência precoce que ganha força, onde o indivíduo é “criança grande” ou “adulto pequeno”, de acordo com a conveniência da sociedade, que o trata de uma forma ou de outra. Curioso que tudo isso é permitido numa sociedade que vive a esquizofrenia de resistir a legar aos jovens a responsabilidade por seus atos, mas, ao mesmo tempo, estimular a maturidade prematura para encher de lenha a fogueira do consumo.

Esta dificuldade de definição da identidade está ocasionando nos jovens um problemão. O conceito de adolescência não é consenso. A OMS define que a adolescência dura dos 10 aos 19 anos, já o Estatuto da Criança e Adolescente dos 12 aos 18. Esse padrão é assumido em nossos trabalhos na igreja, inclusive nas escolas bíblicas. Porém para a publicidade basta ele se tornar um consumidor.

Essa indefinição de parâmetros sempre foi um problemão para qualquer pessoa. O texto de Gálatas 2 traz uma situação muito constrangedora por falta de entendimento com respeito à fé. Pedro e Paulo têm um desentendimento. Paulo tem que resisti-lo de forma dura por sua postura inadequada e imatura em relação aos irmãos gentios. Segundo a carta, Pedro sentava-se à mesa com os gentios e comia com eles sem nenhum problema, mas no momento em que chegaram irmãos de Jerusalém (judeus), Pedro mudou sua postura, afastando-se. Temeu o que os irmãos poderiam dizer dele. Deixou-se levar pela dissimulação dos judeus convertidos que havia na igreja e logo estava envolvido em uma grande confusão de divisão dentro da igreja dos gálatas. Mais >

Prisões

Por Jeverton Ledo

Jovem_19_08_15_Prisões_mãosO silêncio, o quarto, os pensamentos e as divagações que querem romper o aprisionamento interior. Vivemos em gaiolas?

Interessante que nosso discurso é o de que somos livres, e vivemos a liberdade como pássaros que se lançam pelos céus.

Deparo-me com uma realidade bem diferente: pessoas encarceradas e prisioneiras de si mesmas, sonhos arquivados em estantes de aço enferrujado, um certo medo de se analisar, como em um mergulho no mar profundo – o seu próprio eu.

Estamos em meio a boicotes existenciais? Não sabemos para onde ir e o que fazer?

Cada vez mais nos deixamos ser massacrados por pressões, horários, cumprimentos de agendas cada vez mais apertadas e, o pior de todos, o pavor do “não posso falhar”.

Não!! Não!! Por que é cada vez mais difícil encarar o não sei, não posso, não curto, não quero ser assim? Por quê? Mais >

Curtindo a Nossa Música Brasileira

Está chegando o evento Nossa Música Brasileira 2015!

O acampamento Jovens da Verdade, em Arujá/SP, recebe diversos músicos em seu palco e convida você a participar.

Entre os convidados dessa edição do evento estão os articulistas e blogueiros da Ultimato, Carlinhos Veiga e Gladir Cabral.

Saiba mais na página do Facebook ou no site do JV e participe do #NMB2015!


Nossa Música Brasileira 1