Por Luane Souto | Edição: Phelipe Reis

Oficina sobre “Juventude Global” com o pastor Pipe Bastos

“Juventude Global” é uma das 37 oficinas que aconteceram durante o Vocare 2017. Com o intuito de mostrar como o pensamento secularizado e humanista está ganhando força atualmente ao redor do mundo, o pastor Pipe Bastos, da Comunidade Gólgota de Curitiba e integrante da Organização Steiger, falou como o relativismo tem influenciado até mesmo o pensamento dentro da igreja contemporânea.

Individualismo, fé em si, ceticismo, hedonismo, materialismo, falta de esperança, rebeldia, agnosticismo, falsa liberdade e relativismo fazem cristãos abraçarem mais as lutas sociais e o próprio contentamento do que o evangelho genuíno. Pipe ainda ressalta que esse comportamento é prejudicial à fé cristã. “Pessoas cansadas da instituição resolvem viver um cristianismo isolado. Como consequência, o número de desigrejados tem aumentado significativamente no Brasil”. Continue lendo →

Foto: Natália Martinez

Eu não tava muito na pilha de ir pro Vocare, essa é que é a real. Ainda mais depois que dei uma olhada no site e vi que o início da programação era seis da manhã. Seis da manhã, cara! Acordar cinco e tal em pleno feriadão? Aí é tenso, né. E outra: a última atividade do dia rolava até duas da madruga. Como assim, mano? Quatro horas pra dormir, é isso mesmo? Na boa, zero disposição pra isso. Se ainda fosse uma parada mais agitada, sei lá, a gente acaba empolgando e beleza, mas eu já fui num monte desses lances que a igreja faz pra jovem, e tipo… é legal e tudo, mas é quase sempre a mesma coisa, saca?

Mas, assim, o grande lance é que eu sinto sim essa coisa do tal “chamado missionário”. Já fiz de tudo pra tentar descobrir qual é a dessa parada. Fui a um milhão de convenções, de “semanas missionárias” e blá blá blá, por isso eu já tinha praticamente decorado tudo o que rola nesses eventos: bota lá uns missionários pra falar dos perrengues que passam no campo, de alguma coisa que construíram, todo mundo se emociona, canta, ora… tudo muito lindo e tal, só que depois ia geral embora e lá ficava eu na mesma de antes: perdidaço, nem ideia pra onde ir. Sinceridade? Não tava a fim de passar por isso de novo não, velho. Muito frustrante. Tava numa de esperar Deus me dar um sinal ou sei lá. Continue lendo →

Por Aléxia Duarte

Uma coisa que me chama atenção ao observar o evento da ressurreição é o fato de Jesus ter aparecido primeiro às mulheres.

Ele poderia ter aparecido aos mestres da lei, a Pilatos ou aos membros do Sinédrio, evidenciando sua vitória sobre a morte para aqueles que o condenaram. Todavia, contrariando nossa lógica, ele se releva à Maria Madalena e a outra Maria e lhes abraça com afago e amor.

É sabido que no judaísmo do primeiro século, as mulheres possuíam um status social bastante reduzido e não tinham o direito legal de servir como testemunhas.

Como Peter Kreeft e Ronald Tacelli colocam, “se o túmulo vazio fosse uma lenda inventada, seus perpetradores com certeza não teriam declarado que mulheres haviam encontrado o túmulo vazio, pois o testemunho delas seria considerado desprezível.

Em contrapartida, se os escritores estivessem simplesmente relatando o que viram, teriam de contar a verdade, independente da inconveniência social e legal”.

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Por Jeverton “Magrão” Ledo

As primeiras flores começam a deixar a cidade mais colorida, é perceptível o sorriso aberto, os gramados e canais tomados por pessoas de todas as idades.

Sim, mais uma primavera, e a sensação é sempre indescritível. A cidade se transforma, e a atmosfera é contagiante. Buscando um lugar calmo para sentar abrir um livro, desfrutar o sol, e a temperatura agradável.

Ao caminhar entre as pessoas percebo o ar alegre nas conversas, jovens deitados na grama, crianças brincando, qualidade de vida, e eu um observador incorrigível.

Um eu, sempre intrigado com a mente humana. Perguntando o que realmente se passa dentro da cabeça desses tantos?

Os tons cinzas, o olhar fechado, e, por vezes, o caminhar como se não existisse mais nada ao redor ficaram para trás. Afinal, estamos em uma nova estação.

Você pode pensar, mas todo ano o ciclo se repete, e o que temos de novo?

Sim, o que temos de novo? Eu devolvo a pergunta. A vida não se resume a uma mera repetição. Muito menos a uma mudança, uma troca nos tons das roupas. Continue lendo →

Por Maurício Avoletta Júnior

Confesso que por muito tempo não entendi o porquê da famosa afirmação do Apóstolo São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e nossa fé” (1Co 15:14). Não conseguia entender o paralelo entre a ressurreição de Cristo e a nossa fé. O que uma coisa tinha com a outra? Mas um dia, lendo o Evangelho segundo São João, eu finalmente entendi o peso dessa afirmação, compreendi porquê sem a ressurreição nada mais fazia sentido.

No capítulo 20 do Evangelho segundo São João, mais especificamente dos versículos 19 ao 21, nos deparamos com uma cena extremamente triste e desesperadora, pois o Cristo que eles tanto esperaram, aquele que eles seguiram por tanto tempo e creram que era o Cristo verdadeiramente Deus e homem, estava morto. A única esperança deles havia morrido como qualquer outro ser indigente da época. A aparente esperança da humanidade havia sido presa no madeiro e morta. Com a morte de Jesus, deu-se início a uma perseguição a aqueles que antes eram seus seguidores. Os discípulos estavam todos trancados, escondidos com medo da morte, sem esperança alguma. De repente, entra Jesus no local onde eles estavam, sem abrir as portas e de uma forma maravilhosa e aliviadora diz “Que a paz seja convosco”.

Quando me deparei com isso, a fala de Paulo fez total sentido. O significado de Cristo ter desejado a paz para os discípulos mesmo em meio à situação de perseguição na qual eles se encontravam, é algo fantástico, ainda mais pelo fato de os discípulos terem visto Ele morrendo crucificado. Cristo aparecer em meio a uma situação de desespero e desesperança, e de maneira calma e tranquila desejar-lhe a paz, era a esperança de que há algo além de todo o sofrimento, há algo melhor e mais sublime do que essa realidade em que vivemos. Todo o ministério de Cristo ganha um sentido ainda maior depois disso: ele veio para trazer vida e vida em abundância (Jo 10:10).

Se Cristo não ressuscitasse, tudo o que ele havia falado sobre o reino dos céus seria apenas uma grande mentira, seria mais fácil Ele ter ensinado alguma forma da nossa vida ficar melhor aqui, pois não haveria uma vida tudo acabaria aqui e no final toda a existência seria um fruto do acaso e Cristo teria sido apenas um grande mentiroso ou um grande louco: nada mais, nada menos. Continue lendo →