Uma história que se parece com a de muitos jovens cristãos para o Dia Internacional da Juventude. 

Por Thales Rios

Outro dia eu acordei e o relógio já marcava 8h32. Só que eu entro no trabalho às 8h! Levantei correndo pra me arrumar, mas aí lembrei que era feriado. Voltei pra cama, virei pro lado, voltei a dormir.

Minha vida geralmente é feita de histórias sem graça como essa.

Quando converso com meus amigos, vejo que minha vida geralmente é a mais sem graça de todas. Eu nunca fiz nada muito errado, nunca me acidentei gravemente, e sempre que faço exames de sangue, aquele monte de números estão todos tediosamente normais.

Lá em casa sou o caçula de 4 filhos e, de todos, fui o único que nunca apanhou. Sempre fui uma criança muito obediente e tranquila. Talvez minha maior rebeldia foi ter largado o violino e ter ido pra bateria. Com partituras, porque não sou tão rebelde assim.

Nunca fraturei nenhum osso, nunca entrei numa briga de verdade, nunca roubei um doce (nem na casa da Vó). Nunca tomei advertência na escola, nunca fiz cursinho, nunca peguei uma DP. Nunca causei um acidente de trânsito, nunca tomei multa, nunca tirei um racha. Nunca usei drogas, nunca fiquei bêbado, nunca fiquei por ficar, nunca transei. Nunca nem tomei Herbalife, juro pra você!

Talvez você tenha me achado detestável (e eu concordo), ou talvez você tenha se identificado por também ser uma pessoa detestável. Mas o que quero que você perceba é o quanto minha vida era sem graça.

Nestes anos todos de vida cristã eu vi muita gente que viveu na desgraça: gente que foi abusada na infância, gente que se envolveu com drogas, gente que foi presa, gente que se prostituiu e tudo quanto é “tristemunho” que se tem direito. Nós vemos este pessoal indo à frente na igreja ou no acampamento contar como foi sofrida a vida até se converter a Cristo, e eu confesso que todas essas histórias de conversão sempre me incomodaram um pouco: poxa, porque eu não tive uma história de vida e redenção doida assim também? Continue lendo →

Por Matheus Ortega

Matheus e Levi

Ouvi de um amigo que só se aprende a ser filho quando se torna pai, e só se aprende a ser pai quando se torna avô.

Sou pai de primeira viagem. Meu filho tem 1 ano e meio e me sinto como um marinheiro em alto mar aprendendo a dar um nó e a içar a vela em meio à tempestade.

Aos que se identificam comigo, homens que abdicam do sono, do descanso, do lazer por amor à casa, desejo-lhes meus parabéns! Não que sejamos heróis, mas existe um ideal a qual buscamos, e espero que nunca desistamos.

É uma tarefa árdua ser um pai que ama aos seus filhos e à sua mulher, dando sua vida por amor à família. De fato, é um caminho estreito, mas é o caminho de Cristo.

A Bíblia diz duas coisas essenciais a todos os pais:

  1. Crie os filhos segundo a instrução e o conselho do Senhor (Ef 6:4).

2. Ame sua mulher assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela (Ef 5:25).

Primeiro, o pai também tem o dever de criar os filhos – não é exclusividade da mãe, da escola ou da igreja. Criar é ensinar, é ter paciência, é saber o equilíbrio de deixar ou dizer não. Porém, além disso, o dever do pai é criar segundo o conselho do Senhor. É buscar a Deus para saber o que é melhor para cada um de seus filhos (pois dizem que cada um é diferente), e ensiná-los no caminho de Deus. Só sabe ensinar o caminho quem busca o caminho, por isso o dever de todo pai começa em conhecer o conselho do Senhor.

Segundo, o jovem pai cristão não pode ser carrancudo, workaholic e machista, como muitos pais foram no passado. Ele deve ser amoroso, trabalhador e compreensivo com sua mulher. Ele deve ter empatia das dificuldades de uma mãe de primeira viagem (não que seja fácil!), e buscar ser parceiro nessa nova empreitada. O dever do pai também é ser um bom marido, pois assim estará ensinando seus filhos a como tratar uns aos outros em um ambiente de amor.

“E agora, o que eu faço?” – esta foi a frase que mais pensei neste último ano. Em minha total incapacidade e inexperiência, tenho sido impelido a buscar o meu Criador, o Criador de minha esposa e de meu filho, para que, em minha ignorância, nunca deixe de criar no conselho do Senhor e a me entregar por amor.

Feliz dia dos pais aos que se tornaram pais recentemente e talvez não se sintam pais capazes! Como disse no começo, talvez apenas aprendamos a ser bons pais quando nos tornarmos avós…

  • Matheus Ortega é músico, artista, cineasta, escritor, sonhador. Pai do Levi, marido da Bruna e filho de Deus. Você pode conferir mais de suas imagens em seu perfil no Instagram.

 

Por Vinicius Vargas

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” Mateus 6:9-10

 

O texto é conhecido. A oração do Pai Nosso. Jesus nos ensina a orar a Deus o chamando de nosso Pai. Ele amplia a relação. Não apenas nos faz servos ou participantes de um projeto ou de um movimento. Ele nos garante a adoção como Filhos (Efésios 1:5). Somos filhos. Membros de uma mesma família de fé, gerados pelo Espírito Santo através do Novo Nascimento. Somos feitos irmãos uns dos outros pelo sangue de Cristo. Max Lucado diz algo interessante nesse sentido:

 

“Dentre todos os seus nomes, o favorito de Deus é Pai. Sabemos que Ele ama este nome, porque é o que Ele mais usa. Enquanto esteve na Terra, Jesus chamou Deus de Pai mais de duzentas vezes. Em suas primeiras palavras registradas, Jesus elucidou: ‘Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?’ (Lc 2.49, ARA). Em sua última e triunfante oração, Ele proclamou: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’ (Lc 23.46). Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Deus gosta de ser chamado de Pai”.

Deus é Pai e somos os filhos, entendemos bem como funciona essa dinâmica espiritual. Mas porque Deus resolveu comparar Seu Reino, Sua posição divina e Sua relação conosco em termos de família? Em relação de pai, filhos e irmãos? Porque essa é a relação mais fundamental que nós temos. A primeira. E em muitos casos, a mais forte. A única relação que podemos até negar com as palavras, mas que nosso código genético validará.

Somos filhos do mesmo Pai, parecidos com Ele (Gn 1:26). Se a relação espiritual é perfeita, Pai e Filhos que se amam incondicionalmente, então essa é uma pista de como devem ser nossas relações familiares com as pessoas que são de nossa família terrena: amorosa, afetuosa e altruísta. Deus é Pai (e mãe) modelo para os pais, Cristo é o filho obediente, modelo para os filhos. E que assim sejamos em nossas relações de família: Assim na Terra como é no céu!

Pode parecer polêmico dizer que Deus é pai e mãe, mas me deixe explicar. Pra isso, peço a ajuda do teólogo Alister McGrath, que diz o seguinte:

“Falar em Deus como pai é dizer que o papel do pai no antigo Israel permite que compreendemos melhor a natureza de Deus. Isso não significa dizer que Deus seja do gênero masculino. Nem a sexualidade masculina, nem a sexualidade feminina devem ser atribuídas a Deus. Pois a sexualidade é um atributo que pertence à ordem da criação, sendo inadmissível aceitar uma correspondência direta entre esse tipo de polaridade (homem/mulher), conforme se observa na criação, e o Deus criador.

 

Na verdade, o Antigo Testamento evita atribuir funções sexuais a Deus, devido à ocorrência de fortes traços pagãos nesses tipos de associações. Os cultos à fertilidade dos cananeus davam ênfase às funções sexuais tanto dos deuses quanto das deusas; portanto, o Antigo Testamento recusa-se a endossar a ideia de que o gênero ou a sexualidade de Deus seja uma questão importante.”

Alister McGrath em “Teologia sistemática, histórica e filosófica”, p. 315-316 – Ed. Vida Nova

Encaramos que um Deus que é espírito não é do gênero masculino. E, percebemos que apesar de todas as vezes ele ser chamado de Pai e não de mãe no texto bíblico, existem imagens maternais de Deus na Escritura. Deus é revelado como uma mãe-pássaro (Rt 2.12; Sl 17.8; Mt 23.37), uma mãe-ursa que luta para proteger seus ursinhos (Os 13.8) e como uma mãe que consola seus filhos (Is 66.13).

Deus é imagem perfeita da mãe: que acolhe, que cuida, que alimenta, que protege, que dá colo e consolo. Ele orienta, corrige e disciplina. Se não tem gênero definido, é um modelo daquilo que todos procuram na própria mãe e que encontram em Deus. E é o exemplo que as mães devem seguir e ser. Deus pode até não ser chamado de mãe, mas em toda Sua perfeição, reúne todas as características de uma mãe amorosa. Como toda mãe é para seus filhos!

Em Deus temos tudo: o modelo de Pai, de mãe, e em Cristo, o modelo de filho. Temos tudo o que precisamos saber e conhecer para uma boa relação na nossa própria família.

  • Vinicius Vargas é pastor de jovens da IB Fonte Carioca e vice-presidente da Juventude Batista Meritiense. É marido da Izabela e pai do Eduardo e da Eliza.

Por Jeverton “Magrão” Ledo

Sim! Andei meio sumido.

Fui reler meu último artigo publicado e logo percebi que estava na hora de trazer uma nova reflexão.

Continuo em meio aos meus devaneios, reflexões, análises e autoanálises, tendo ao meu lado as boas folhas brancas, companheiras da madrugada.

Mas esse tempo foi por um motivo nobre. Estava realizando muitos exames por conta de uma enfermidade que me acompanha há alguns anos.

Fiquem tranquilos, sigo sendo acompanhado por meu neurologista e sempre grato pela vida. Mas essa trajetória pode encontrar seu devido espaço em outra reflexão.

Você deve estar estranhando o título, e se perguntando, o que te levou a usar essa expressão?

Essa é uma expressão comumente utilizada no holandês. Diante do não entendimento de uma determinada situação ou pergunta, wablief tem o seu lugar.

Em muitos momentos quando sou abordado na rua ou vou falar com alguém no supermercado, farmácia ou outro lugar, recorro ao bom e sempre útil. Wat zeg je?

Mas e em nossa caminhada de fé? Quantas e quantas vezes as coisas não se fazem claras para nós, não é verdade? Continue lendo →

Por Filipe Medeiros

Crescimento pessoal, espiritual, aventuras, despertamento vocacional e chamado missionário. A terceira edição do Acampamento para jovens, adolescentes e adultos do Centro de Treinamento e Apoio Missionário (CTAM) envolveu tudo isso entre os dias 05 a 08 de julho, na sede do ministério em Nova Granada, interior de São Paulo.

Com o tema “Comprometido”, a ideia do acampamento foi de convidar os jovens para serem comprometidos com o Reino de Cristo na sua área de atuação, confirmando que a juventude tem a força para levar as boas novas e participar daquilo que Deus tem feito e está fazendo no mundo.

A programação do acampamento foi bem intensa, com louvores, plenárias com missionários atuantes, aconselhamento com missionários, quarto de guerra para intercessão, comida típica árabe, luau, teatro, devocional em grupo, um game exclusivo, vivência missionária, momento de diálogo, testemunhos e o momento da ceia. Dá pra conferir as fotos na galeria abaixo.

O momento da ceia foi muito especial, pois mostrou uma realidade que não podemos ignorar, de muitos que ainda não conhecem a Jesus, e levou a uma reflexão profunda sobre quem levará a mensagem para que esses milhares de pessoas de todo o mundo, incluindo os oito segmentos menos evangelizados no Brasil, conheçam a Jesus e possam ter a oportunidade de participar da ceia. Continue lendo →