É a Deus que você busca

Já parou para pensar em quem Deus é e nas diversas formas como Ele se revela? Unindo animação e poesia, o pessoal do YHWH Project fez um vídeo que explora essas facetas de Deus. A partir disso, a gente consegue pensar também em como aquilo que buscamos pode ser encontrado nEle. 

“Eu sou o desejado / Eu sou o Verbo / (…) Eu sou o anseio que lhe faz molhar seu travesseiro / Eu sou a emoção que você busca quando luta pelos seus sonhos / Nas conquistas e suspiros, é a mim que você busca.”

A composição é de Sh’maya, e a produção conta com mais 15 pessoas envolvidas no projeto, entre elas 12 animadores.  Agora você pode assistir a versão dublada e legendada.

Jesus Cristo e a crise dos 30 anos

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Por Daniel Theodoro

Pede-se licença a teólogos e exegetas do Novo Testamento para afirmar – sem nenhum compromisso com a hermenêutica – que Jesus sofreu a “crise dos trinta anos”, atoleiro pelo qual tenho cambaleado e que eu julgava ser apenas uma recente convenção catalogada nos pós-modernos compêndios bibliográficos da psicologia.

Contudo, para tentar dar um tom um pouco mais argumentativo ao artigo e impedir que o leitor desista de um texto infundado logo no primeiro parágrafo, lembre-se que o fato de ter vivido a plenitude da divindade aqui na Terra não afastou o filho de Maria dos conflitos aos quais homens e mulheres comuns estão suscetíveis. Séculos se passaram desde a primeira vinda de Cristo, a ciência e a tecnologia mudaram o mundo e a humanidade, mas se houve uma coisa que mudou pouco foi a complexa condição da nossa psique, mais nebulosa e confusa nas crises de transição etária: infância para adolescência, adolescência para juventude, juventude para maioridade etc. Por ter sofrido todas as dores, é bem provável que a perfeita encarnação do Deus vivo também tenha perdido o chão naquele momento em que a vida adulta chega, interrompe a festa da mocidade, e diz em tom intimidatório: “Para tudo, o vinho acabou e a festa corre o risco de acabar!”.

Se a vida de um trintenário caminhou sem grandes sustos pelas três décadas de modesta existência, o sujeito deve chegar aos trinta anos consciente de que irá receber “a notícia” uma hora ou outra. É difícil adjetivá-la. Chamo-a de “a notícia” por pura falta de criatividade. Ela se caracteriza pelo aspecto desestabilizador, tira a pessoa da zona de conforto, colocando à prova todos os valores cultivados individualmente. Pode ser doença, pode ser mudança de país, pode ser desemprego, pode ser uma promoção, pode ser chegada do bebê, pode ser depressão, pode ser a morte de uma pessoa querida muito próxima etc. O fato é que “a notícia” entra de modo invasivo, interrompe a segura rotina – para o bem ou para o mal -, e pode acabar com a alegria se o sujeito não tiver a certeza de que está nessa vida apenas para buscar e revelar às pessoas o caminho da excelência. Mais >