Por Jeferson Cristianini

Lutero, o grande reformador, foi feliz ao ler Romanos 1:16 e 17 e perceber que a salvação é pela fé, e que o “justo vive pela fé”. Em 31 de outubro comemora-se 500 anos de quando Lutero, indignado com a venda de indulgências e com a falta de compreensão e de ensinamento bíblico, enviou as 95 teses a seus líderes na Igreja Católica. Lutero combateu as indulgências falando da graça e da salvação pela fé: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

A Reforma tem cinco pilares, os cinco “solas” (somente): Sola Scriptura (Somente a Bíblia e toda a Bíblia); Solus Christus (Somente Cristo); Sola Gratia (Somente a Graça); Sola Fide (Somente a Fé); Soli Deo Gloria (Somente a Deus Glória). E o lema da Reforma éEcclesia Reformata et Semper Reformanda Est”, ou seja, “Igreja reformada, sempre se reformando”. O legado da Reforma é que devemos crer e ensinar esses cinco pilares, que são fundamentais para a saudade da igreja e da fé cristã.

O povo de Deus deve pregar e ensinar que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que somente ela é a regra de fé e prática da vida do cristão, e que todo cristão deve vive e ser orientado pela meditação e leitura das Sagradas Escrituras.

O povo de Deus deve adorar somente a Jesus, o Cabeça da Igreja, o Salvador e Senhor de nossas vidas, e assim toda honra, glória e louvor devem ser dados a Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essa adoração exclusiva a Jesus Cristo expulsa o misticismo, o sincretismo, a compra de indulgências e a idolatria. Para os reformados só há adoração a Jesus Cristo, Senhor e Salvador de nossas almas.

O povo de Deus deve ser alimentado pela graça de Deus. Somos chamados ao Seu Reino através da graça, o favor imerecido que nos oferece a salvação por meio da fé, que nos comunica que Deus fez tudo em nosso lugar, e que Ele nos ama com amor eterno. A Reforma nos deixou esse legado: somos salvos pela graça e não por obras ou por “qualidades” pessoais. Continue lendo →

O Concurso de Fotografias Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, recebe inscrições até o dia 20 de outubro. O concurso é dividido em 17 categorias, cada uma sobre um ODS específico. Serão selecionadas até três imagens por categoria.

Alguns dos ODS são reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles, tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos, assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, e acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

A competição é aberta a brasileiros e a estrangeiros residentes do país com a devida autorização, com idade a partir de 18 anos. Não há limite para o envio de imagens por participantes. Os vencedores vão receber certificado de reconhecimento do PNUD.

As fotografias devem ser enviadas para o e-mail concursodefotos@undp.org, acompanhadas da autorização de uso de imagem assinada pelo(a) candidato(a), descrição do contexto da fotografia e nome completo e endereço (físico e eletrônico) do(a) autor(a). As imagens devem ser de até 9 megabytes.

Serão aceitas somente as candidaturas de imagens inéditas, que não tenham sido apresentadas em materiais de divulgação ou premiadas em outros concursos até a data de inscrição. As fotografias serão selecionadas de acordo com critério de linguagem fotográfica, originalidade, criatividade, adesão aos ODS e respeito aos direitos humanos. Continue lendo →

Por Renan Vinícius

O dicionário Michaelis traz, entre as definições da palavra “ansiedade”, a declaração de que a mesma se trata de um “estado emocional frente a um futuro incerto e perigoso no qual um indivíduo se sente impotente e indefeso”. As palavras “sofrimento físico e psíquico; aflição, agonia, angústia, ânsia, nervosismo” também são utilizadas pelo mesmo dicionário para definir este estado que pode trazer profundo sofrimento aos que convivem com este mal.

É normal sentirmos um frio na barriga quando alguém manda uma mensagem dizendo: “Fulano, preciso falar com você”. Nessas situações, como diria Tiago Iorc, “o coração dispara, tropeça, quase para”. O complicado mesmo é quando os pensamentos excessivos sobre o futuro tomam conta da sua mente e do seu coração, tirando a paz, criando crises internas – inclusive de fé – e te fazendo esquecer do mais importante: de que Deus está no controle.

Agora você pode estar pensando: “lá vem essa frase clichê”. Sim, é verdade que a frase já virou clichê, mas também é verdade que ela é profundamente verdadeira. Mesmo sendo tão popular, essa frase pode ser difícil de ser compreendida e vivida. Por isso, vou compartilhar contigo o que tenho aprendido sobre a ansiedade. Minha formação acadêmica é em Exatas e esse campo não me permite trazer informações precisas a respeito de ansiedade, portanto, me perdoe, por favor, se alguma informação não estiver de acordo com conceitos e definições clínicas. Esse relato se baseia inteiramente em minha experiência.

Escrevo este texto enquanto estou à espera, há pelo menos dois meses, de uma resposta que pode mudar significativamente o meu futuro. Em outros tempos, a esta altura eu provavelmente já estaria me descabelando, pensando em milhares de respostas possíveis e em infinitas possibilidades. Hoje, para a minha surpresa – e inclusive para a surpresa dos meus amigos -, estou esperando esta resposta com uma tranquilidade que chega a ser anormal para os meus padrões.  Continue lendo →

Por Rafaela Senfft

A arte tornou-se assunto privado, coisa reclusa à vida pessoal. A este respeito, Walter Benjamin chegou a falar de uma perda da “aura” das obras de arte. É certo, portanto, como já observara Hegel, que a arte não desempenha entre nós o papel central que desempenhava na vida coletiva, como era o caso com os antigos gregos.

Ao invés de experiência no sentido objetivo e coletivo, o que temos hoje são vivências isoladas e fragmentadas da arte. Os homens solitários das grandes cidades são incapazes de compartilhar uma experiência comum. Sim, estamos solitários: o artista está solitário e o espectador também. A comunicação entre ambos está se tornando desajustada.

Os problemas da frustração e desilusão com a vida, vindas da proposta iniciada no Renascimento e depois retomada pelo Iluminismo, de que a ciência e a tecnologia forneceriam recursos para uma vida mais justa, impactaram o final do século 19, o que gerou uma arte apática e sem esperança.

Houve no campo das artes uma urgência por ressignificação, voltada a uma busca individual para as demandas da existência. Cada grupo ou artista foi buscar o elo perdido, e assim cada arte refletia uma busca individual.

A arte é e sempre será a ilustração do seu tempo. Se o tempo é de paz, existe uma arte que corresponde a esse adjetivo. Se forem tempos de tensão, haverá uma arte com características correspondentes a elementos tensos.

O que um artista em meio a uma Alemanha pós-guerra, desiludida e devastada existencialmente, teria para retratar? Ele próprio devia estar tão devastado quanto seu meio. Se fosse um homem cheio de fé, poderia produzir uma arte que retratasse esperança; mas não podemos esperar isso de quem não tem essa convicção. A boca fala do que está cheio o coração, e a arte é o coração do artista.

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Por Jean Francesco

No mês de setembro a primavera retorna para trazer vida e beleza à terra. Sabemos que esta estação do ano representa a renovação da criação, de sua beleza e da vitória contra o inverno. É uma estação pedagógica para todos nós. Embora aqui na cidade de São Paulo não percebamos tanto o inverno e o outono – parece que sempre faz calor -, a primavera é notória. Você tem dúvida do quanto Deus pode nos ensinar através dos ciclos naturais da criação? Vejamos algumas coisas:

(1) A primavera é uma ilustração da vida. Flores têm tudo a ver com nossa vida. São obras de arte do Criador. As flores e a vida podem ter perfumes diversos. Mas às vezes as folhas murcham, secam e morrem — na vida de muitos também. A vida pode queimar no verão, vai caindo pouco a pouco no outono, até congelar de frio no inverno. Infelizmente algumas desistem por aqui. Contudo, as que continuam suportando o frio dessa estação serão as únicas que verão as flores renascerem quando a primavera chegar mais uma vez.

Quem continua seguindo a vida com firmeza apesar das estações contrárias sempre verá florescer muitas primaveras em seu jardim. Esse é o meu desejo para você. Que apesar de tudo o que você já viveu, esse tempo seja o momento de você renascer e experimentar mais beleza, perfume e leveza.

(2) A primavera é uma ilustração do evangelho. A mensagem essencial da fé cristã são as boas novas. Que mensagem é esta? Não é apenas “Jesus te ama” ou “Deus tem um plano para a sua vida”. O evangelho é a verdadeira história que o mundo precisa ouvir, é o plano de Deus para restaurar toda a criação perdida. Isso tem tudo a ver com primavera, pois restauração, renovação e florescimento são elementos essenciais dessa estação.

Deus nos criou para vivermos numa primavera eterna. Ele fez um jardim e nos deu todas as árvores, plantas e animais para cuidar. Deus criou o mundo e entregou sua administração ao ser humano. Porém, numa atitude de rebeldia, o ser humano arrancou suas raízes do Criador e decidiu subvertê-lo. A obra prima se voltou contra o Artista; a criatura se insurgiu contra o Criador. Por isso a vida humana deixou de ser primavera e passou a ser um inverno implacável, sem cor, e pior, mortal. Mas Deus, desde sempre, desejava restaurar sua criação murcha e morta, então enviou a Flor mais bela que tinha consigo para perfumar o nosso inverno cruel: Jesus é a primavera de Deus; Jesus é a nossa primavera.  Continue lendo →