Qual é o “lado bom da vida”?

Ult_Jovem_31_07_15_Lado_bom_da_vidaPor Clara Bontempo

Há dois anos aprendi que a escolha “o livro ou o filme?” não é tão pertinente, porque livro e filme são artes diferentes.

A palavra “adaptação” já deixa pistas de que uma história foi passada de uma plataforma para outra, portanto não é possível que sejam idênticas. E, sinceramente, é bom que não sejam. É claro que há quem goste mais de um e quem goste mais do outro, e que a comparação entre os dois sob a ótica da história original – normalmente o livro – é inevitável. Mesmo assim, o que proponho aqui é deixar de lado os rótulos de “melhor e pior”.

Li “O Lado Bom da Vida” e, depois de assistir ao filme com o mesmo título, completei meu aprendizado: livro e filme não são apenas artes diferentes, eles contam histórias diferentes. O livro de Matthew Quick e o filme de David Russell contam duas histórias que tem muito em comum, mas não a mesma história. E ambas me encantaram.

Não pretendo fazer uma comparação entre livro e filme. Aqui, me contento com a tentativa de provocar nos que leem este texto a vontade de devorar o livro como eu devorei e propor algo diferente sobre o falso dilema livro versus filme. Mais >