A pesquisa comprovou que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o controle e evoluir para câncer de pulmãoDivulgação/Doug Morton/Nasa

As partículas carregadas de toxinas, liberadas durante queimadas na Amazônia, se inaladas involuntariamente por longo período, podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis, resultando até mesmo em câncer de pulmão.

A descoberta é resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal de Rondônia(Ufro).

A pesquisa é referente a uma tese de doutorado da bióloga Nilmara de Oliveira Alves, da USP. A equipe coletou amostras de material particulado fino em Porto Velho, uma das áreas mais afetadas pelas queimadas na região amazônica.

Para entender como ocorre a contaminação, os pesquisadores expuseram em laboratório linhagem de células pulmonares às partículas, compostas por material tóxico, em concentração semelhante com as encontradas nas queimadas da Amazônia, analisadas com técnicas bioquímicas avançadas.

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A Missão Alef oferece a profissionais cristãos, líderes e pastores, uma rica oportunidade de capacitação para quem já atua ou deseja trabalhar na área de desenvolvimento comunitário. A Semana de Capacitação em Desenvolvimento Comunitário (SCDC) é uma experiência de aprendizagem missional prática e teórica, que introduz pessoas às realidades de ministério urbano.

O curso, que possui carga horária de 55 horas e vagas limitadas, acontece no período de 22 a 26 de janeiro, em Natal (RN). De acordo com a organização, o SCDC é um momento oportuno para encorajamento, obtenção de ferramentas e de capacitação para a missão transformadora.

Assista ao vídeo de apresentação do curso:

 

Serviço
Evento: Semana de Capacitação em Desenvolvimento Comunitário (SCDC).
Data: 22 a 26 de janeiro de 2018.
Local: Igreja de Cristo em Felipe Camarão, Natal (RN).
Informações: (84) 99829-5686 (Douglas) | (84) 99913-2824 (Leandro).
Clique aqui para inscrições.

Por Vanessa Santos e Jessica Grant (ABU)

Imagem ilustrativa (Foto: Eunice Caetano/SEE)

“Enfrentei as mesmas dificuldades que todo aquele que é de família simples do interior, de baixa renda ou que estudou em escola pública. Mas, além disso tudo, ainda tinha as barreiras culturais e do preconceito que me desafiava a cada dia.” Essa é a experiência de Samara Carvalho, indígena Pataxó da ABU Salvador (BA), que pode nos ensinar sobre a vivência dos indígenas no ensino superior brasileiro.

Em 2017 a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) lançou o projeto “Igreja, universidade e racismo: respondendo aos desafios de uma juventude silenciada e exterminada”, apelidado de “ABUB Contra o Racismo”. Para além da população negra, o racismo atinge outros grupos que compõem nossa sociedade, como os indígenas. Eles enfrentam desafios geográficos, econômicos, emocionais etc. em larga proporção para conseguir chegar à universidade e mais ainda para se manter lá.

Como Glycya Ribeiro[1], que é do povo Macuxi e participa da ABU Boa Vista (RR), relata: “As pessoas caçoam da nossa forma de ser, de falar, de pensar… Da infância à adolescência, ser índio era motivo de vergonha. (…) Até a minha entrada na universidade, eu nunca havia pensado na educação como um instrumento que me daria voz”. Foi na universidade em que ela abraçou sua identidade e desafiou o preconceito que vem do desconhecimento da cultura indígena.

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A Tearfund quer melhorar o saneamento da Barra dos Oitis, uma comunidade quilombola localizada no município de Diamante, na Paraíba. Cerca de 170 famílias moram em Barra dos Oitis, muitas casas são de taipa, apenas 19 casas possuem banheiro equipado com vaso sanitário e fossa, o restante das famílias fazem as necessidades no mato ou em local improvisado, que também serve para o banho.

Para mudar essa realidade, a Tearfund lançou uma campanha de financiamento coletivo para construir doze fossas e banheiros redondos, equipados com chuveiro, lavanderia e pia. O projeto beneficiará diretamente quarenta e oito pessoas e está orçado em R$54.240.

De acordo com a Tearfund, os recursos serão destinados para compra: tijolos, cimento, areia, pia, lavatório, cano, chuveiro, ferro, sifão, torneira e outros materiais menores, bem como o pagamento de mão de obra do pedreiro e ajudante. As famílias são selecionadas de acordo com os níveis de pobreza e e ordem de necessidade.

A previsão é que os banheiros sejam finalizados e entregues entre Janeiro e Junho de 2018.

Há mais de 25 anos a Tearfund atua no sertão da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Juntamente com parceiros locais, desenvolve inúmeras iniciativas nas áreas de água e saneamento, segurança alimentar e geração de renda.

Clique aqui para saber mais sobre o projeto e fazer sua contribuição.

 

Foto: ASCOM-SEAD

O sertão não precisa de cestas básicas. O sertão não precisa de caminhões pipas. O sertão precisa de homens e mulheres que coloquem sua fé em ação e trabalhem para que futuras gerações possam ter condições de sair do círculo da pobreza que afetam essas comunidades.
José Carlos Brito

 

As mulheres sertanejas trabalham muito. Elas cuidam da roça, elas constroem casas, elas vendem, elas cuidam dos animais, elas são valentes. São mulheres fortes não só no trabalho, mas fortes também na sua fé.
Vivian Fernandes Barroco

 

A resistência mais pecaminosa é da igreja, que resiste em ir, do que a do sertanejo, que resiste em crer.
Sérgio Ribeiro

 

O sertanejo ainda num desespera. Com coragem ainda espera.
Luiz Gonzaga, Sertão de aço

 

O sertanejo tem a capacidade de reinventar a cada chuva que não cai.
Vivian Fernandes Barroco

 

Quando todo o pasto seca e os animais não tem mais alimento, o mandacaru é uma fonte de esperança para o sertanejo. É uma espécie que nunca para de crescer. Cheio de espinhos, na época certa, brota no topo uma linda flor. Essa é a essência do povo sertanejo, que apesar das dificuldades sempre encontra um meio de continuar lutando e nunca desistir de sua terra.
José Carlos Brito

 

Sertão vazio é um reinado sem rei. Seu nome gritarei pra cidade ouvir. […] Querido sertão poderosa raiz. Sem você meu país não aguenta de pé.
Tião Carreiro e Paraíso

 

Cada ser tão solitário tem um sertão no peito.
Curumin

Mais de 40 alunos no Amazonas estão participando do programa de Educação à Distância (EaD) para capacitação missionária, lançado em 2017 pela Universidade de Missões – Uni Missões, da Junta de Missões Nacionais (JMN/CBB). Os alunos se reúnem periodicamente com os monitores presenciais no pólo central do curso, que fica em Coari, no interior do estado Amazonas.

Segundo o pastor Valdeir Contaiffer, coordenador da UniMissões, a ideia de uma capacitação à distância surgiu da necessidade de capacitação de vocacionados entre os povos ribeirinhos, já que a geografia da região e a falta de recursos dificultam o deslocamento do obreiro para outras cidades e centros urbanos que oferecem treinamento e capacitação ministerial.

“A ideia é possibilitar uma capacitação missionária de excelente nível para obreiros que queiram ser relevantes em suas comunidades, queremos gente de Deus preparada para fazer a Obra e que ponha em prática o que aprende enquanto aprende. Acreditamos que ensinando a aprender e ensinando a discipular vamos multiplicar discípulos para a glória de Cristo e plantar igrejas que se multipliquem”, compartilhou o pastor.

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Por Jénerson Alves

Eu li na Bíblia Sagrada
Que Deus disse a Abraão:
“Pegue o teu filho e o leve
Para outra região.
Tu deves sacrificá-lo
Em sinal de adoração”.

Recebendo a instrução,
Foi ao Monte Moriá.
Rachou lenha, acendeu fogo,
Levou o filho pra lá
E o menino perguntou:
“O cordeiro, onde é que está?”

“Meu filho, Deus proverá”,
Respondeu o genitor.
Fez um altar, pôs a lenha,
Quase chorando de dor,
Amarrou o filho nele
Como oferta ao Criador.

Mas um anjo do Senhor
Do céu gritou: “Abraão,
Não toques mais no rapaz!
Pois Deus viu teu coração
E da tua fidelidade
Os povos se lembrarão”.

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