Povos Não Alcançados no Brasil: A realidade indígena

Por Héber Negrão

Existem povos não alcançados no Brasil?

Muitas vezes o uso constante de algumas expressões acaba por nos distanciar do peso de seu real significado. Isso acontece quando nos referimos corriqueiramente às Escrituras como “Palavra de Deus” sem de fato considerarmos que neste livro o próprio Deus fala com seu povo, usando suas próprias palavras. O mesmo ocorre com o termo “Povos Não Alcançados” tão usado na missiologia e diluído na prática diária da igreja. De tanto ouvirmos essa expressão nos últimos anos acabamos por não assimilar de fato que ainda hoje existe povos que nunca ouviram falar de Cristo e de seu amor.

Um bom exemplo de Povo Não Alcançado é a tribo isolada que foi avistada no final de 2016 por um fotógrafo que sobrevoava a floresta amazônica, próximo à fronteira do Acre com o Peru. Por causa de uma tempestade seu helicóptero precisou fazer um desvio de rota. Foi quando ele se deparou com um aldeamento no meio da mata. “Depois da chuva, a gente voltou e viu umas malocas feitas de palha. A gente estava voando muito rápido, mas vimos plantações e decidimos voltar. Encontramos a tribo e eu comecei a fotografar”[1] relata.

Índios do Maitá – Tribo isolada fotografada em 2016

Apesar do sobrevoo de apenas sete minutos o povo – identificado como Índios do Maitá – se assustou com a aproximação da aeronave e passou a disparar várias flechas para tentar afugentá-los. O curto tempo foi suficiente para algumas observações da tribo. Um sertanista da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que também estava na viagem identificou que aquela aldeia é composta por aproximadamente 300 pessoas; as mulheres usam saiotes de algodão tecido e os homens são carecas da metade frontal da cabeça e tem o cabelo comprido na parte de trás; os índios são altos e foram identificadas plantações de milho, banana, mandioca e batata. No sobrevoo não foram detectados nenhum objeto ou quaisquer outras características que mostram alguma influência ou contato com pessoas da cidade. Mais >

Pernambucano conta em cordel a história da Reforma Protestante

O jornalista Jénerson Alves é autor de “A Reforma Protestante em Literatura de Cordel” e presidente da Academia Caruarense de Literatura de Cordel (Foto: Joyce Lima)

No ano em que se comemoram os 500 anos da Reforma Protestante, várias atividades estão sendo realizadas em todo o mundo. Pelas bandas do nordeste, onde vive um povo criativo e arretado, o aniversário da Reforma também está sendo lembrado e comemorado. Mas de uma forma bem peculiar.

O pernambucano Jénerson Alves, 29 anos, jornalista e membro da Igreja Batista Emanuel em Caruaru (PE), resolveu contar a história da Reforma em cordel, um estilo literário tipo poema popular, muito comum no nordeste brasileiro. Jénerson, que também é presidente da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), diz que o cordel sobre a Reforma é uma opção para memorizar os fatos e apreender os conceitos, e, assim, popularizar um assunto que às vezes fica restrito aos teólogos da academia.

A narrativa do cordel passa pelo nascimento, morte e ressurreição de Jesus, pelo surgimento e primeiros dias da igreja, seguidos pela perseguição romana, relatados em Atos, e chega à oficialização do cristianismo como a nova religião do império romano, feito de Constantino. Depois salta para o século 16, quando “Vê-se o clero corrompido / Com o éter da insensatez / Tão servo do vil metal / Tão longe do ideal”, e, então, surge o movimento que hoje conhecemos como Reforma Protestante.

Confira um trecho do cordel e em seguida a entrevista que Jénerson concedeu ao blog Paralelo 10. Mais >