Por Abigail Aquino

Em parceria com a Igreja Batista do Povo, o departamento de cuidado integral de missionários (CIM), da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), realizará no dia 23 de setembro o 1º Fórum de Cuidado Integral do Missionário em São Paulo.

O evento visa instrumentalizar pessoas envolvidas na área, igrejas enviadoras e profissionais que desejam se preparar melhor para o exercício desta tarefa, além de proporcionar conexões estratégicas. Segundo Marcia Tostes, do Conselho Deliberativo do CIM, uma iniciativa como esta é relevante para que seja compreendida a importância de assuntos relacionados à vida dos missionários e proporcionará a muitas pessoas interessadas e capacitadas a oportunidade de aprimorar e compartilhar o conhecimento e experiências para atuarem com excelência.

O tema do evento será “Ferramentas para Cuidar Melhor  – Psicoterapia, Coaching e Hospitalidade”. Entre os palestrantes estão Brad e Gláucia Meyer, da Life Impact Brasil, que mantêm a Refúgio Green Mountain, uma casa de hospedagem e apoio a missionários em Minas Gerais; Márcio Jesus Batista, missionário, psicoterapeuta, coach, professor e mestre em Aconselhamento Pastoral; e Tarcísio da Silva Morais, consultor, trainer e coach executivo e de vida, formado pela Integrated Coaching Institute (ICI).

O fórum acontecerá na Igreja Batista do Povo, no bairro Vila Mariana, em São Paulo (SP) e o valor da inscrição é de R$ 45,00 . Para mais informações, acesse cimsp.eventbrite.com.br

Depois de três anos sob ocupação do Estado Islâmico, a cidade de Mosul e a região vizinha foram retomadas em julho pelo exército iraquiano. A família Aziz, que trabalha no Oriente Médio com a missão MAIS (Missão em Apoio à Igreja Sofredora) e já apoiou diversos refugiados iraquianos cristãos, planejou uma visita à região entre os dias 25 e 28 de agosto. Eles passaram por três vilarejos na Planície de Nínive, Bartella, Karalames e Qaraqosh. As cidades são historicamente de maioria cristã, e estes agora começam a voltar para lá. Com o intuito de visitá-los, seis pessoas viajaram para o contexto ainda de insegurança.

Em seu informativo, a família Aziz relatou que “a guerra contra o terror ainda não acabou, mas o governo iraquiano começou a permitir a reentrada dos cristãos em suas casas. Montamos uma equipe, contactamos famílias iraquianas que eram parentes de gente que amamos e servem conosco na Jordânia e viajamos para a zona de conflito mais uma vez”. Dentre os objetivos, está iniciar uma igreja na região.

Eles compartilharam: “No momento, 54 famílias retornaram para suas casas e tivemos o privilégio de visitar cerca de 40 delas. A maioria das casas está em péssimo estado e foram completamente saqueadas. Algumas famílias estão vivendo deforma improvisada, sem água ou energia. Muitas casas, comércios, escolas e até postos de saúde foram bombardeados pela coalizão durante a guerra contra o EI. A paisagem às vezes aparentava apocalíptica e em toda a viagem tivemos que tomar muito cuidado para pisar em algum lugar ainda não liberado. O risco de se deparar com minas e bombas é grande”.

“Quase todas as casas de Bartella foram marcadas com a letra “N” em árabe, que é a primeira letra da palavra “nasrani”, que significa “nazareno”. O termo era usado pejorativamente por muçulmanos na antiguidade para denominar os seguidores do Nazareno. Os militantes do Estado Islâmico usaram a letra para marcar as casas de cristãos e depois saquear, possuir ou destrui-las. (…) ‘Jesus está conosco’ foi a frase que muitos cristãos iraquianos picharam na parede de suas casas pilhadas e destruídas ao chegarem no vilarejo. E foi exatamente isto que sentimos ao andar em cada rua de Bartella, mas principalmente enquanto víamos o sonho de nosso ministério se tornar realidade. Distribuímos cestas básicas para todas as famílias que visitamos e depois de as encorajarmos, orávamos e fazíamos um convite para a realização do primeiro culto evangélico em toda a região. O que aconteceu foi incrível.”

O relato continua: “Gazuan, um iraquiano que serve conosco em tempo integral na Jordânia, cedeu sua casa no Iraque para que nós começássemos a igreja e um projeto para apoio da comunidade. Não havia energia nem água na casa, que fica localizada perto de destroços de uma explosão feita num ataque da coalizão. Esperávamos cerca de 50 pessoas, mas para nossa surpresa recebemos 110 adultos e 50 crianças. Nosso primeiro culto em Bartella já começou com 160 pessoas. Deus seja louvado!”

Ore pela família Aziz, pelo projeto na região de Mosul e por estes cristãos que retornam agora para suas casas em escombros. Para acompanhá-los, eles estão no Instagram e no Facebook.

A partir da perspectiva da etnodoxologia, confira abaixo como foi o curso “Artes Para o Reino” de acordo com Héber Negrão, um dos professores e organizadores.

Foi realizado na última semana o curso “Artes Para o Reino” na sede da missão ALEM em Brasília (DF). Tivemos um tempo abençoado de aprendizado mútuo: aprendemos tanto o método que foi ensinado como também uns com os outros. O curso tem o objetivo de oferecer a missionários transculturais e obreiros locais uma ferramenta de pesquisa que os habilite a conhecer e usar as artes da comunidade na qual trabalham para que ela se torne cada vez mais parecida com o Reino de Deus. O método de pesquisa ensinado no curso chama-se “Criação Conjunta de Artes Locais” (CCAL). Ele apresenta sete passos para que o missionário possa analisar a comunidade e seus gêneros de comunicação artística. Cinco deles estão representados neste infográfico.

O CCAL tem como premissa a co-criação, a criação em conjunto com o outro. Nós queremos incentivar que o missionário trabalhe junto com a comunidade ao mesmo tempo em que desencorajamos o papel do obreiro onipotente que faz tudo pela comunidade sem envolvê-la ativamente naquilo que ele tem feito. Por isso nossa orientação é que, ao desenvolver o CCAL em uma comunidade, o obreiro vai servir àquela comunidade como facilitador, como alguém que direciona e não que faz tudo, e deixamos a parte da criação e decisão com a própria comunidade.

Esta ideia foi particularmente interessante quando aplicada na prática do curso. De vez em quando os participantes tomavam a dianteira e para decidir alguma coisa pela comunidade. Nós então tínhamos que orientá-los a ouvir a comunidade e perguntar-lhes qual a decisão mais acertada.

Para a parte prática do curso nós convidamos a Rosimeiry Yakawa (professora e diretora do Centro de Treinamento AMI) para servir como representante da comunidade Bakairi. Assim, sempre que ensinávamos um processo do método aos participantes, eles tinham a oportunidade de aplicá-lo imediatamente com a nossa representante da comunidade. O resultado foi que nós criamos um novo gênero artístico dos bakairi para tratar os problemas nos casamentos que têm frequentemente ocorrido naquela comunidade. Se você tiver interesse trabalhar com artes em seu ministério, o Artes Para o Reino é o curso ideal pra você.

Curso da APMT

O Centro de Formação Missiológica (CFM) da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) está organizando um curso sobre as grandes religiões do mundo para a primeira quinzena de setembro.

Entre os dias 11 e 14, das 13 às 17 horas, Flávio Veras falará sobre animismo. Nos mesmos dias e horários também será ministrada a aula sobre islamismo pelo pastor Marcos Amado. Já do dia 12 a 15 de setembro, das 8 às 12 horas, Mila Gomides ensinará sobre o budismo e também haverá aula do reverendo Gabriel Neubarth sobre secularismo.

Os cursos serão ministrados na Igreja Presbiteriana Unida, na Rua Helvétia, 772, no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo (SP), e cada um custará R$ 75, a ser pago no primeiro dia. Quem fizer dois cursos durante todo o dia pagará R$ 150. Para fazer sua inscrição, confirme a participação pelo e-mail cfm@apmt.org.br e preencha o formulário de interesse escolhendo o(s) curso(s) desejado(s) (link aqui).

Por A.M., missionária na Ásia

 

O Retiro de Refrigério Missionário promovido pelo CIM (Cuidado Integral Missionário) da  Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) é o sonho de muitos missionários brasileiros que atuam no Brasil e no exterior. Ser bem acolhido/a e amado/a, compartilhar experiências pessoais num ambiente adequado, ser você.

Há uma equipe maravilhosa de obreiros e profissionais do Senhor se doando em amor e trabalho para abençoar os missionários e as missionárias. Eles são pastores, missionários, psicólogos com experiência na área, conselheiros missionários, massagistas, cabeleireiros, maquiadores, educadores físicos, nutricionistas, profissionais de moda, finanças e tecnologia, voluntários. Os missionários são amados, valorizados, compreendidos, mimados, cuidados, ministrados e abençoados.

Estive nesse retiro no mês de janeiro de 2017 e foi uma experiência maravilhosa. Muitos querem saber do nosso trabalho, mas nem sempre há interesse, compreensão e tempo na pessoa do missionário. Além disso, aquele/a que ama e cuida também precisa de amor e cuidado. Isso nos mostra a nossa insuficiência. Assim, ter um tempo de refrigério é de grande valia para nós, missionários. Precisamos nos deixar sermos cuidados, ministrados e amados também.

No retiro, pude conhecer e trocar experiências com outros missionários, rimos e choramos juntos. E ainda recebi muito amor, mimo e apoio da equipe e de todos os irmãos e irmãs que têm apoiado e participado desse ministério. A marca do CIM/AMTB é o amor. A cada dia nesse retiro, você é surpreendido/a pelo amor e valor que você tem para Deus. Ter ido a semana de refrigério missionário, depois de quatro anos de ministério integral, foi relevante na minha caminhada. A melhor semana de refrigério que um missionário ou uma missionária pode ter no Brasil.

 

Informe-se

Interessados podem verificar no site http://www.amtb.org.br/cim-cuidado-integral-missionario/ ou escrever para cim@amtb.org.br e conversar com Rosa.

Por Elena Mambrini*

Nos últimos anos, o  sistema carcerário brasileiro vem revelando problemas estruturais bastante complicados de serem enfrentados. Frente a esse contexto, ações comprometidas a minimizar os efeitos de uma estrutura precária e de uma cultura carcerária que oprime homens e mulheres e também voltadas para a diminuição do número de mortes são essenciais.

Buscando diminuir o espaço entre a população em situação de cárcere e a comunidade evangélica, a organização internacional Tearfund, o Conselho de Pastores e o Conselho da Comunidade de Contagem (MG) organizam o I Seminário Igreja e Sistema Carcerário, que acontecerá no dia 5 de setembro, na Igreja Evangélica Vida & Paz, na cidade de Contagem. Pessoas envolvidas com capelania prisional, líderes de igrejas evangélicas e outros comprometidos com o sistema serão bem-vindos. O evento não tem custo e as inscrições podem ser feitas aqui. Para mais informações, entre em contato com a organização pelo e-mail contato@tearfundbrasil.org.

*Elena é estudante de Educomunicação e está voluntária e gentilmente colaborando com o blog Caminhos da Missão. Obrigada, Elena!

Globo na região do Oriente Médio

O autor do texto é uma pessoa anônima que trabalha entre refugiados no Oriente Médio

As histórias dos refugiados são as mais terríveis e tristes. Cicatrizes dolorosas que vão ficar para o resto das suas vidas. Seguem abaixo duas dessas histórias de cortar o coração.

A primeira é de um homem que perdeu toda a sua família na guerra na Síria. Ele que era de classe alta no país e gozava de privilégios de poucos. Preso pelos terroristas viu sua família ser morta por eles, um a um. Primeiro sua esposa, depois seus três filhos. Ele foi torturado até quando os terroristas o deram como morto. Seu corpo foi jogado em um container de lixo. Um lixeiro o encontrou e percebeu que ele ainda estava com vida, apenas inconsciente. Ele foi levado para diversos lugares para tratamento e voltou à consciência depois de três meses.

Um ano já se passou desse o ocorrido e hoje ele vive sozinho com os movimentos do corpo atrapalhados devido às torturas. Suas mãos são totalmente tortas, a mente às vezes fica atrapalhada e sente muitas dores ainda em diversos órgãos internos do corpo. Conheceu a Jesus recentemente e vive hoje para Cristo somente. Ele testemunha em lágrimas tudo o que passou, principalmente vendo toda a sua família sendo morta. Ele disse que perdeu tudo, todos os seus bens, toda a sua família, mas o pior de todas essas dores é a dor da alma. Com alegria nos olhos, ele declara: “Mas Jesus tem curado todas as minhas feridas, principalmente as da alma”. Esse homem é um testemunho vivo e nunca se cala, sempre compartilha sua nova fé.

A outra história é de uma adolescente. Jovem de apenas 14 anos ficou nas mãos dos terroristas com toda a sua família por seis meses. Depois desse período os terroristas resolveram matar toda a família, mas de uma maneira diferente. Os prenderam em estacas e fizeram um fogo próximo deles, para que eles fossem cozinhando e morrendo aos poucos. Os terroristas fizeram fogo e os deixaram. Essa adolescente conseguiu se soltar da estaca, mas perdeu o equilíbrio e caiu no fogo. Em chamas no corpo ela tenta ajudar sua família, quando é vista por um terrorista que corre em sua direção. Ela então deixa sua família e, ainda com o corpo em chamas, corre desesperada. Recebeu ajuda de um senhora no caminho da fuga, que posteriormente a adotou.

Hoje ela vive com o trauma de ter perdido sua família, além das queimaduras em 80% do corpo. A senhora que a adotou é cristã e levou essa jovem a Cristo. Atualmente ela serve no socorro de outros refugiados, apesar das debilidades que tem em seu físico. Ela afirma: “A alegria do Senhor é a minha força diária”. Que Deus continue sustentando essa adolescente, que tem vivido sua fé para Cristo somente.

Leia também – Fluxo migratório de refugiados: ameaça ou oportunidade?

Escola em Burkina FasoO ano letivo de Burkina Faso, país no oeste da África, inicia em outubro. Por isso, os obreiros da ONG CAFI (Centro de Assistência e Formação Integral) precisam inscrever 50 crianças até o dia 15 de setembro para que tenham acesso à educação. Eles convidam a igreja brasileira a contribuir nesse desafio.

Inscrever cada criança na escola pelo período de um ano com todo o material (mochila, uniforme e chinelo) custa apenas R$ 215. Por isso eles estão convidando os brasileiros a contribuírem com a educação dos meninos dos Lares Novo Amanhecer e dos filhos dos obreiros do CAFI Burkina Faso. A conta para doação pode ser requerida através do e-mail cafiburkinafaso@gmail.com.

A ONG criada por brasileiros na Burkina Faso para a assistência a crianças e jovens em situação de risco social, especialmente os garibous, que são meninos confiados por seus pais islâmicos, que não têm como mantê-los financeiramente, a escolas corânicas e que são obrigados a mendigar para sobreviver. Informe-se em seu site.

Leia o relato do Congresso Regional do CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) que ocorreu em julho no Amazonas. Os autores trabalham com a pequena igreja indígena que recepcionou o evento.

Por André e Marcelle Aureliano

E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Atos 2:8

Em poucos lugares do planeta é possível ouvir tantas línguas diferentes ao mesmo tempo.  Indígenas e não indígenas de 20 povos falavam 15 línguas diferentes e se entendiam. Eram aproximadamente mil pessoas que dançavam, cantavam, comiam, riam, conversavam e, acima de tudo, buscavam conhecer a vontade de Deus para suas vidas. Assim foi o Congresso Regional do CONPLEI em julho de 2017 em São Gabriel da Cachoeira (AM). Durante quatro dias, tivemos uma amostra do que será o céu, onde pessoas de muitas línguas e nações reunidas adoram o Cordeiro Santo.

Lembro de chegar ao Acampamento Vale de Bênçãos na manhã do primeiro dia do evento e me perguntar quem havia preparado tudo aquilo. Apesar de muito simples estava tudo bem organizado e em todos lugares víamos pessoas alegres por estarem participando daquele momento. Meus olhos pareciam não acreditar e mais uma vez eu me perguntava como uma igreja tão pequena, com tão poucas pessoas (35 adultos) e tão pouco recurso foi capaz de organizar tudo aquilo. Nenhum mobilizador ou coordenador seria capaz de realizar aquilo tudo, a não ser por um milagre, uma intervenção de Deus. Essa era a única e suficiente resposta.

Deus havia derramado abundante e misericordiosa graça sobre nossas vidas. Durante os dois anos que transcorreram de preparação desde 2015 vimos muitos milagres. O milagre de transformar um local de cheio de buracos e mato em um habitável e agradável acampamento. O milagre de construir alojamentos suficientes para mil pessoas. O milagre de conseguir prover alimentação para os participantes durante os dias do evento. Muitos milagres e muitas manifestações tangíveis do agir de Deus. Não poucas vezes recebemos apoio de irmãos e comunidades próximas que voluntária e alegremente vinham para doar seu trabalho, força, energia e alegria para servir a Jesus.

No tempo de preparação vimos muitos livramentos. Acidentes sendo evitados, pessoas ficando adoentadas mas recuperando rapidamente a saúde e o vigor apesar da idade e da fadiga do trabalho. Testemunhamos e nos alegramos em ver indígenas e não indígenas, nacionais e estrangeiros, chorando, sorrindo e lançando as preciosas sementes. Recebemos inúmeras mensagens de apoio, orações, ofertas, encorajamentos e manifestações de carinho e comprometimento com a obra do Senhor Jesus e com o Senhor da obra. Alegria grande tem sido poder servir e gastar nossa existência em um projeto que vale a pena; estando no centro da vontade de Deus, ainda que esta vontade nos leve ao coração da maior floresta do planeta.

Lá testemunhamos e registramos aquilo que nossos sentidos puderam captar mas maior ainda é o nosso espanto e deslumbre ao pensar naquilo que por Deus foi realizado nos corações de cada um dos participantes. Ficamos sem palavras em pensar nas sementes que seguiram na alma de cada indígena e não indígena que ali esteve e que retornará para suas aldeias, comunidades e cidades com uma mensagem capaz de revolucionar e mudar para sempre a própria vida e a vida dos que os cercam. Será o tempo do avivamento na vida dos povos da região? Será o início de uma nova era na evangelização desses povos?

Os últimos dois dias foram marcadas pelo batismo de 14 pessoas e na última noite nos emocionamos ao partir o pão e tomar o vinho contextualizados com beiju e açaí, revelando a singeleza do evangelho que faz sentido em todas as culturas e expondo com graça e verdade que a missão de Deus veio para resgatar perdidos de todos os povos e restaurar sua comunhão, cultura e coração. Foi uma festa linda, o Senhor da festa nos abençoou com sua Palavra e nos desafiou a acertar o rumo e seguir proclamando essa mensagem a todos que nunca a ouviram. Encerrou-se então a sagrada liturgia com festa, danças, cânticos e expressões de louvor, adoração e comunhão de gente que saiu daquele lugar sendo mais gente, mais crente, mais servo e mais feliz.

A todos que fizeram parte disso, direta ou indiretamente, muito obrigado. Ao Senhor da obra e da missão seja a honra e a glória em todos os tempos e nações.

Artes para o Reino

Cartaz do curso Artes para o Reino

O Reino de Deus não tem um só tipo de arte! Para aprender a expressar essa diversidade, uma sugestão é o curso “Artes Para o Reino”, que ocorrerá entre os dias 3 e 8 de setembro na base da missão ALEM (Associação Linguística Evangélica Missionária), em Brasília (DF). O objetivo é fornecer ferramentas para missionários, plantadores de igrejas e obreiros transculturais conhecerem as artes da comunidade na qual trabalham para que, através delas, a comunidade venha se tornar mais parecida com o Reino de Deus.

O curso foi elaborado por missionários etnomusicólogos e envolvidos com etnodoxologia em seus ministérios ao redor do mundo. O livro Creating Local Arts Together: A Manual to Help Communities Reach Their Kingdom Goals  serve de base e será oferecido para cada participante. No evento, será apresentado o método “Criação Conjunta de Artes Locais” como um manual de pesquisa de etnoartes que qualquer pessoa pode colocar em prática (para mais informações veja aqui). Também será possível conhecer possibilidades de estudos futuros e oportunidades de contato com outros obreiros da mesma área.

Os professores serão Héber Negrão (ALEM/MEIB), Saulo Silva (Igreja Batista) e Meiry Bakairi (Centro AMI/CONPLEI). O custo será R$ 350,00 com hospedagem. Mais informações na página do curso ou via heber_negrao@wycliffe.org.br.

Leia mais sobre etnodoxologia neste texto publicado na Análise Global de Lausanne.