Por Asaph Jacinto*

Confesso que quando era menino nunca sonhei em ser cientista. Quando era adolescente também não. E muito menos quando entrei na faculdade! Mas o tempo foi passando e, quando me dei conta, tinha acabado de fazer 23 anos, com três graduações, mestrado e começando o doutorado. Então, comecei a aceitar a ideia de ser um cientista, pois de várias formas Deus tem me levado por esse caminho (e não é que estou gostando dessa jornada?).

Um dos instrumentos que o Senhor tem usado várias vezes comigo nessa área é a Aliança Bíblica Universitária** (ABU). Entrei nela no primeiro ano da graduação e foi amor à primeira vista. Não saí mais! [A Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) é uma organização missionária evangélica que compartilha o evangelho de Jesus Cristo nas escolas (Aliança Bíblica de Secundaristas, ABS) e universidades (Aliança Bíblica Universitária, ABU) brasileiras através dos próprios estudantes, que atuam em grupos locais, como a ABU ABC. Há também a Aliança Bíblica de Profissionais (APB).]

Alguns veteranos do movimento missionário estudantil me incentivaram a me envolver com pesquisa, conversando, mandando links das opções, dando dicas… Uma vez uma amiga só foi numa palestra sobre como conseguir bolsas de pesquisa para gravar o áudio e me mandar! Mas confesso que sou teimoso e, apesar de tudo isso, demorei uns anos para começar meu projeto de iniciação científica.

Acabei entrando no mestrado por um motivo bem inusitado. Tinha vontade de fazer o curso, claro, só que planejava esperar um pouco. Mas o relógio de Deus é outro, não é mesmo?

Um dia fiz uma espécie de auto avaliação e percebi que algo que sempre tive vontade de fazer e nunca tinha conseguido era estar mais envolvido com a ABU. Listei todas as pessoas que considerava as mais envolvidas na missão. O que elas tinham em comum? Todas estavam na pós-graduação! Presentes na universidade faça chuva ou faça sol, o dia todo, e assim conseguiam servir na missão estudantil também. Acredite se quiser, mas foi por isso que tentei entrar no mestrado e, graças a Deus, deu certo.

Quando penso na minha carreira, talvez o que eu mais seja grato pela ABU seja uma oficina em um treinamento local. O título era “Vida pós-ABU: vocação a serviço do Reino”, no treinamento da ABU São Paulo (SP) em 2014. Pensava que um engenheiro cristão glorificava a Deus somente em duas tarefas: falando de Jesus para outros engenheiros e/ou tentando ganhar dinheiro para ajudar os missionários ou a igreja. A engenharia em si era algo secundário, sem valor.

Como era mais fácil para os médicos, os assistentes sociais, os psicólogos. Eles ajudam pessoas, transformam vidas e realmente mudam o cotidiano delas de uma forma surpreendente. Isso sim era glorificar a Deus, eu pensava.

Mas e eu? Um mero engenheiro de materiais, fazendo mestrado sobre fibras de bambu? Era bem frustrante pensar nisso. Só que naquela oficina o Espírito Santo me fez entender de novo o significado de Colossenses 3:17: “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai”. Uau! Uma frase tão simples, mas tão revolucionária para mim.

Deixei de ser pior que médicos, pastores ou outras profissões “melhores”. A engenharia poderia ter tanto valor aos olhos de Deus quanto as outras profissões mais “nobres” de antes. Isso me marcou tanto que até hoje tento explicar esse conceito para todos os calouros de exatas que conheço. E é impressionante como muitos se identificam com esse conflito.

Hoje já passei da metade do doutorado (meu Deus, falta pouco tempo pra defesa, socorro! Ainda bem que Ele não vai me deixar na mão). Sou cada vez mais grato a Deus por ter colocado esses abeuenses no meu caminho para me animar na jornada. E também sou inspirado a ajudar os que estão começando na vida acadêmica agora, como o Senhor permitiu que eu fosse auxiliado.

Isso tudo para tentar que todos os membros possam viver “juntos, na mesma fé, no mesmo amor. Juntos na mente e coração!” E possamos glorificar a Deus, compartilhando do evangelho na universidade e também sendo os melhores profissionais que conseguirmos, como Jesus faria.

 

*Asaph (na foto o primeiro à esquerda) é cristão, presbiteriano e abeuense. É tecnólogo em polímeros pela Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental e na UFABC cursou ciência e tecnologia, engenharia de materiais e o mestrado em nanociências e materiais avançados. Está no 3º ano do doutorado no mesmo programa.

Por uma brasileira servindo na Índia

“… aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva” – Isaías 1:17. A falta de justiça por parte dos que deveriam promovê-la, seguida pelo desmérito para com os órfãos e as viúvas, ainda é real em nossos dias. Na Índia, os órfãos são alvo do tráfico humano e as viúvas são tratadas como objeto, sem direitos, abusadas e sem direitos a uma vida digna. As famílias as rejeitam e o governo não promove a justiça para com essas mulheres.

Conscientes de que Deus nos adverte a socorrer e levar esperança a essas vidas oprimidas, em novembro de 2017 a Throw The Net, Missão Betânia e Missão Amigo dos Povos, somaram forças para apoiar a Missão Cristã Mundial em seus trabalhos em prol das viúvas. Levamos uma equipe voluntária de profissionais de saúde, promovemos uma campanha de atendimento médico e odontológico e prestamos assistência a essas vidas. Cerca de 1.140 pessoas receberam cuidados médico e odontológico, em um total de dez jornadas de atendimento realizadas em diferentes localidades. A Deus toda a honra e toda glória.

Já estamos planejando a campanha de 2018, que acontecerá de 01 a 30 de novembro, em uma localidade onde vivem cerca de 5 mil viúvas. Venha fazer parte desse trabalho e seja instrumento de Deus para proclamar o seu reino e seu amor a essas pessoas. Entre em contato pelo email throwthenet@ttnindia.org ou whatsapp +9170222-63-992.

Por Héber Negrão*

Desde a sua primeira edição do Congresso para Evangelização Mundial em 1974, o Movimento Lausanne tem causado muita influência no Brasil. Naquele congresso tivemos representantes como o rev. Robinson Cavalcanti, que foi um fiel porta-voz da visão de Lausanne no solo tupiniquim. Posteriormente no Lausanne III na Cidade do Cabo, vários líderes cristãos brasileiros estiveram presentes e, segundo Antonia Leonora Van der Meer, o resultado prático foi a vinda de Christopher Wright para o Congresso Brasileiro de Missões de 2014. Além disso, tivemos o brasileiro Marcos Amado por 5 anos como Diretor Regional do Movimento Lausanne para a América Latina.

Ziel Machado afirma que muitos estudantes e líderes cristãos laicos foram influenciados pelas ideias estabelecidas no Pacto de Lausanne. Bertil Ekström disse que este mesmo documento tornou-se referência para muitas organizações e missionárias em nosso país, tais como AMTB, APMB e até mesmo o COMIBAM, a nível de América Latina. Para Ronaldo Lidório o Movimento Lausanne trouxe para o Brasil um renovado compromisso com as etnias menos evangelizados.

Em 2016 ocorreu o 3º Encontro de Líderes Jovens do Movimento Lausanne na Indonésia com a presença de aproximadamente 50 líderes jovens brasileiros. Daniel Bianchi, o atual Diretor Regional de Lausanne para América Latina, que adotou a estratégia de iniciar um grupo pequeno de representantes de Lausanne em cada país latino, disse a abordagem para o Brasil será diferenciada porque os brasileiros voltaram da Indonésia empolgados em dar prosseguimento ao movimento por aqui. Bianchi já organizou uma Equipe Executiva de Lausanne no Brasil e o próximo passo é escolher um Conselho de Referência para andar com a Equipe Executiva.

Com isso são muitas as possibilidades para o Movimento Lausanne continuar crescendo e influenciando aqui no Brasil. Hoje nós somos privilegiados por receber o periódico bimestral “Análise Global de Lausanne” totalmente em português (uma das duas línguas estrangeiras no qual ele é publicado). Com a estrutura que a igreja brasileira tem podemos receber consultas internacionais de algumas das 36 redes temáticas do Movimento Lausanne. Dentre as quatro visões de Lausanne está “uma igreja evangélica em cada povo” e nosso país tem uma variedade de etnias que ainda carecem de uma presença evangélica. Jovens líderes brasileiros que ingressaram no programa Geração de Líderes Jovens estão sendo preparados para levantar a bandeira de Lausanne nos próximos anos em nosso país.

Um dado interessante levantado por Bianchi é que a maioria dos latinos tem uma visão de que o Movimento Lausanne tem mais a ver com eventos do que propriamente com movimento. Para darmos prosseguimento à visão de Lausanne em nosso país precisamos restaurar a compreensão de que ele é um movimento e, enquanto tal, não precisa necessariamente de eventos para que cresça. O Movimento Lausanne precisa, sim, de pessoas comprometidas com Cristo e com seu Reino para dar prosseguimento à influência que Lausanne já tem causado em nosso país desde 74.

Por um missionário de região com perseguição, com edição de Antonia Leonora van der Meer

Em meados dos anos 80 tínhamos uma população de 1,8 bilhões de pessoas com um pouco ou nenhum acesso ao evangelho, o que representava 24% da população mundial. Apesar de todo o investimento feito em missões e toda a tecnologia disponível para evangelização nos nossos dias, esse número aumentou. Hoje são 2,1 bilhões de pessoas com pouco ou nenhum acesso ao evangelho. Isso representa 29% da população mundial (dados do Movimento Lausanne).

Essas pessoas estão em locais distantes, remotos, difíceis e onde existe forte perseguição aos cristãos. A situação é ainda pior quando temos apenas 3% dos missionários trabalhando no meio dessas pessoas. Esse número é bem pequeno, diante da grande necessidade.

Como igreja precisamos urgente começar a investir mais em missões e evangelismo. Precisamos desafiar nossos jovens a evangelizar e ir aos campos não alcançados. Precisamos viver o evangelho de forma integral e transformar o ambiente onde estamos inseridos.

Recentemente 59 pessoas foram batizadas num dia só em uma região remota do Nepal. Todos se converteram através de um irmão que se mudou para essa comunidade e começou a viver o evangelho no meio deles, sem pregar a Palavra. As pessoas da comunidade foram tão impactadas com a vida desse irmão e seu testemunho que começaram a questioná-lo. Aí sim, ele começou a dizer que vivia como Jesus. Logo as pessoas começaram a dizer que queriam viver como ele. Todo o vilarejo foi transformado… Precisamos evangelizar… Você tem transformado o lugar onde você está?

Por Simone Carvalho*

Em terra de fotos de Instagram, uma foto de hospital não é tão legal. Mas, para minha família e eu, essa é a melhor foto para definir esse início de ano, início de vida, início da dilatação familiar, emocional e espiritual que estamos vivendo.

Nesta foto de hospital contém uma mamãe cansadinha, se recuperando de cirurgia, iniciando a roda gigante do puerpério, sem saber bem como vai se dar a amamentação, período que para muitas mães é doloroso e até frustrante, um pouco inseguro, porque apesar de não ser a primeira viagem, é uma viagem única!

Tem um bebê com cheirinho de tempo novo, bem cuidado desde antes de nascer, porque nossos amigos têm se mobilizado para trazer ela ao mundo da melhor maneira, em ambiente seguro e confortável! Nesta foto tem filhas sadias, amorosas, cheias de expectativa e graça, porque Deus Pai tem ensinado seus pais a cada dia sobre o que é o amor, a partir do antigo Livro Sagrado e da nossa relação com Ele.

Tem um casal, que sabe que não poderia se sentir mais pleno, pois são como pardais que acharam ninho em um Cristo amoroso o suficiente para os reconciliar à Deus Pai, acharam graça um no outro e assim podem ser família com outros seres humanos…

Nesta foto tem JOCUM (Jovens Com Uma Missão) Pantanal, uma casa grande e cheia de jovens que nos recebeu com tanto amor, uma base de treinamento missionário que é família também e têm afiado nossas pontas como flechas, nos permitindo liderar a ETeD (Escola de Treinamento e Discipulado) 2018, nos ensinando sobre o estado do Mato Grosso e sua gente tão cheia de beleza, para sermos lançados para a sonhada Chapada dos Guimarães, onde, em 2019, vamos em obediência a Voz do Senhor implantar um campus da Universidade das Nações, mais uma base de JOCUM, onde poderemos treinar jovens para que entendam o seu destino em Deus e como podem fazer diferença no campo missionário e em suas áreas de influência, também enviar missionários para todos os povos, como Jesus ordenou.

Tem nossos familiares de longe e de perto, que estão impressos em nosso rosto, gestos e pensamentos. Tem novos amigos da calorosa Cuiabá, onde moramos apenas há seis meses, mas já amamos tanto. Pessoas que permitem Deus nos tocar através de suas atitudes!

Nesta foto tem as igrejas que caminham ao nosso lado, amigos de juventude que nunca serão antigos demais para fazer falta no dia a dia, amigos com que tecemos nossas primeiras orações ministeriais, tem pastores que nos guiaram e guiam, pessoas que dobram os joelhos ou param em meio ao trânsito e levam ao nosso Pai uma oração por nós!

Nesta foto estão as pessoas que entendem que não existe Igreja e Missão, mas existe a Igreja que tem uma Missão, e isso faz deles livres para dirigir os recursos de Deus na sua vida para missões, alcançando nossas vidas!

Olha só, se você se reconheceu em alguma das descrições acima, se é Igreja, amigo de missões ou missionário em campo, nesta foto tem você também! Consegue se ver? Ah, seria uma alegria tão grande se você também se enxergasse ali! Encorajando, sendo amoroso com missionários e seus filhos que nascem no campo, investindo e sendo a Igreja que tem uma Missão!

Não tem espaço vago nesta foto, tem muitas pessoas! Você faz parte dessa família e desta típica foto de pós-parto em uma maternidade, que ninguém coloca nas redes sociais, mas é a foto de família que respeitamos!

*Simone Carvalho é historiadora em formação e trabalha com treinamento em Jovens Com Uma Missão (JOCUM). Casada com Vagner, mãe de 3 Annas e da Bebel.

Via Antonia Leonora van der Meer
No Oriente Médio, em uma região com muitos refugiados e pobreza, um obreiro brasileiro busca distribuir Bíblias. A forma mais fácil é via MP3, pequenos para levar e guardar. Há grande fome pela Palavra, mas há perseguição. Ele estava lutando com o objetivo de distribuir 800 unidades, algumas impressas, mas se surpreendeu e já puderam entregar 1.348. Leia mais:
“A cada semana temos visto pessoas sendo transformadas através do nosso projeto das Bíblias. A Palavra de Deus tem mudado a vida das pessoas e os testemunhos são os mais diversos e motivadores. Uma pessoa nos ligou de um vilarejo que não visitamos para solicitar Bíblias impressas e em MP3. Os irmãos têm nos abençoado com ofertas generosas para o projeto e estamos podendo investir em mais material. Só nesse vilarejo que nos solicitou, foram 200 unidades. Deus está realizando muito além das nossas expectativas. Quando nos dispomos nas mãos de Deus, Ele realiza o impossível. Glória seja dada a Ele somente.”

Por Alan Palister, em sua carta ministerial*

[Tivemos] algumas das melhores oportunidades em muitos anos para ensinar e pregar. Já estou aposentado do ensino regular no Seminário Baptista. Entretanto, com outro desafio para dar algumas das palestras sobre a Reforma Protestante, como parte dos festejos dos seus 500 anos. Houve respostas muito positivas às celebrações aqui em Caldas da Rainha, em Évora (cidade associada na história à Inquisição) e em Aveiro. Em Aveiro, igrejas de três denominações colaboraram no planeamento e afixaram cartazes em toda a cidade e na zona próxima. Primeiro só com o número “500”, para estimular a curiosidade. Seguiram-se novos cartazes a anunciar as celebrações – uma especialmente para estudantes universitários e a outra para o público em geral (numa Escola Secundária onde a Celeste deu aulas nos anos 70, antes do nosso casamento!).

No Porto, a Nancy – que também nos ajuda no Centro – trabalhou com algumas colegas na Escola onde dá aulas como professora de EMRE, e assim tivemos turmas completas de alunos para uma conferência especial num auditório da Escola, com cerca de 80 alunos. O tema foi a justificação em Lutero. O conteúdo foi praticamente o de uma mensagem evangelística, apresentado de uma forma diferente – e com o apoio entusiasta das professoras de história! Também tivemos uma reunião menor no centro que dirigimos no dia 1° de novembro e na semana seguinte dei uma das muitas conferências no Congresso que a Universidade Lusófona organizou em Lisboa. Em quase todos os casos fomos surpreendidos com o entusiasmo dos nossos ouvintes, incluindo pessoas de fora do meio evangélico e evangélicos que normalmente não se interessam muito por questões históricas.

*Alan Pallister é um inglês que há muitos anos está servindo com sua esposa portuguesa em Portugal. É possível ler mais textos dele em http://christianivox.wixsite.com/christianivox/alan-home .

Como você explicou a história de Jesus ao falar do Natal para seus amigos não cristãos? Como você lhes apresenta Jesus ou quer lhes apresentar a Cristo em 2018? Pra mim a resposta é o “Experimento Marcos”, uma peça alternativa baseada no Evangelho de Marcos. Este livro da Bíblia não trata do nascimento, mas em sua rapidez dá um panorama completo do Mestre, do ensino ao serviço sacrificial, e foi isso, aliado ao recurso artístico, que me conquistou neste projeto quando o conheci em 2011.

Desde 2014 sendo encenado no Brasil (conheça mais da história anterior aqui), o “Experimento Marcos” é uma peça teatral alternativa realizada com 15 pessoas que não precisam ter experiência prévia teatral. Não há figurinos, cenário, roteiro e nem efeitos especiais, tão simples como o evangelho, o que realmente faz com que a história de Jesus pareça mais próxima de nós e da nossa vida, relevante para nós. O projeto surgiu nos movimentos estudantis ligados à Comunidade Internacional dos Estudantes Evangélicos (IFES, na sigla em inglês; no Brasil é a Aliança Bíblica Universitária do Brasil, ABUB) da Europa como “The Mark Drama”, uma ferramenta para levar o evangelho às universidades. Já expandiu do Chile à Austrália e também pode acontecer com grupos de igreja e comunidades. Para conhecer mais sobre, acesse o site do projeto em português ou o site em inglês.

Eu sou uma das diretoras treinadas no Brasil e, como trabalho para a ABUB, dirijo muitas peças com grupos estudantis por todo o Brasil. Já fizemos mais de 25 apresentações de Curitiba (PR) a Natal (RN). Cada grupo possui uma história única e aprendizados únicos, mas recentemente vivi uma história emocionante com o grupo da Aliança Bíblica Universitária de São Paulo (SP), mais especificamente o núcleo da Universidade de São Paulo (Cidade Universitária e EACH). A lição foi clara: quando vamos anunciar a história da salvação, Deus é o Senhor da missão e é ele que guia nossos passos conforme sua vontade.

Tínhamos garantido um espaço muito bom na Cidade Universitária: o antigo Museu de Arte Contemporânea. Tudo estava certo. Mas esse não era o plano de Deus. Por conta de uma desorganização nas burocracias, perdemos a garantia do espaço e o produtor saiu correndo em busca de outro lugar. Já perto da data, ele conseguiu reservar uma sala na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), a faculdade onde estudei! Que honra poder voltar lá com o meu trabalho, um presente de Deus, embora eu soubesse o desafio que poderia ser.

Estaríamos no prédio da História e Geografia, mais perto de estudantes do que no museu. É nesse lugar que Deus queria o evangelho anunciado! Mas na segunda-feira, dia da apresentação, repercutindo uma confusão com integralistas na semana anterior, a Letras (parte da FFLCH e dois prédios de onde estávamos) recebeu diversas mensagens com ameaças, uma delas, a que vazou, dizia: “Eu já estou contando as balas (…) para matar o maior número de viados, travestis, esquerdistas e feministas”.

Nunca pensei que teria de decidir se manteria ou não uma peça num lugar tão estratégico por causa de uma ameaça de ataque, ainda que desvinculada da nossa atividade. Orei muito, e, na esperança da ameaça ter sido apenas para causar pânico, decidimos seguir a peça e apenas cancelar se o prédio em que estávamos cancelasse as aulas. Os atores estavam todos tranquilos e dispostos, o que me encorajou mais ainda.

Até 20 minutos antes da peça não havia nenhum pronunciamento oficial, e então a diretoria afirmou que o autor do e-mail já estaria identificado e em interrogatório (aparentemente, o e-mail dele pode ter sido hackeado, mas na hora não sabíamos disso). Nessa altura, muitas pessoas já diziam que não iriam por medo, mas às 18h começamos e, apesar dos atrasos do público, chegamos a ter mais de 60 pessoas, muitas das quais se emocionaram.

Apresentar Jesus aos nossos amigos, nos lugares em que frequentamos, nem sempre é uma tarefa fácil. Mas se essa é a vontade de Deus, ele nos guiará em todo o percurso, mesmo que sejam necessários desvios, mesmo que tenhamos medo. Que ele nos preencha de sabedoria, força e coragem para contar a história de Jesus para mais pessoas em 2018!

Leia mais sobre o “Experimento Marcos” aqui e como a peça nos ensina aqui.

Por Andrea Espírito Santo*

A estrela de Belém iluminou o caminho dos reis do Oriente para que eles pudessem encontrar o menino Deus… Não sei explicar quando ou como essa parte da história do Natal capturou meu coração. Sei que há muitos anos nesta época eu tenho feito uma oração pedindo a Deus que me permita ser como a estrela que orientou aqueles que precisavam encontrar o Salvador. Acho belíssimo pensar nesse cenário, aquela estrela, aqueles homens levando presentes para Jesus. Não preciso dizer o quanto amo o Natal e as luzes desta época. A tal “magia do Natal” que envolve a decoração, as canções, a ceia, mas o que me encanta mesmo, me emociona, é a história do primeiro Natal. Só o Rei de todo o universo foi capaz de se fazer pequeno, humilde, ter um nascimento num estábulo.

A primeira vez que tive o desafio de passar Natal num país onde não o comemoram foi em 2008, na Guiné-Bissau, ao visitar uma querida missionária que estava sozinha por uma ocasião de mudança da equipe e falecimento da outra missionária solteira (uma querida da mesma região que eu, Santos, SP). Digo “desafio” porque as “luzes e a magia” do Natal fariam falta. Fizeram falta. Porém não se compara ao preenchimento que tive de alegria, paz e satisfação no Espírito por ser companheira dessa minha amiga, cozinhar juntas, rir, conversar, orar, ajudar muito nas atividades da igreja. Inclusive levei ofertas especiais das igrejas de Santos para uma festa de Natal com as pessoas da igreja local que, sim, estavam a cada ano aprendendo sobre a data.

A mais recente memória que tenho de ter passado o Natal “longe de casa” tem sido agora, por duas vezes seguidas, na Tailândia, onde morei até julho. Foi um impacto perceber a ausência do nascimento (morte e ressurreição) de Jesus e de toda a sua história num país budista.

A comemoração de Natal que existe se trata dos shoppings decorando os espaços com bonitas árvores para atrair os estrangeiros e aumentar o consumo. Mas não é esse o motivo do Natal. Minha vontade era gritar isso. Ah, se vocês pudessem saber a história! Ela é tão linda, tão única, tão mágica. Ela encanta aqueles que a conhecem, o Rei do Universo nasceu como um bebê! E quer nascer no teu coração.

Graças a Deus estão acontecendo muitas iniciativas no mundo budista, na Tailândia, exatamente agora, nesse mês de dezembro, para iluminar o entendimento de muitos, para que conheçam quem é Jesus. Tive orientação da minha liderança de ser intencional especialmente em dezembro para falar do Salvador. Recebi revistinhas decoradas na língua local explicando a história do Natal para distribuir entre os vizinhos e funcionários do prédio. Para o povo lá, dia 24 e 25 são dias comuns.

Volto a pensar na estrela de Belém e fazer uma oração: que de fato sejamos aqueles que apontam ao Salvador para tantos povos em tantos lugares que nunca ouviram a tão bela história do Natal.

 

*Andrea é de Santos (SP) e serviu na Tailândia junto a refugiados até 2017.

A MOVIDA (da combinação de palavras “mover e vida”) é uma organização cristã interdenominacional e internacional que atua como ponte entre a juventude cristã e o campo missionário local e internacional.

Este grupo está organizando o #CIMA2018, um evento com o compromisso de motivar os jovens no desenvolvimento de um relacionamento pessoal e transformador com Jesus que os inspire a usar dons e talentos no serviço de suas comunidades locais e além delas. A atividade de treinamento teórico e prático é voltada para todos os jovens que se interessam pelo campo missionário. No próximo mês, entre os dias 20 e 26 de janeiro, iniciará a etapa prática “DESCUBRA” na cidade de Teresina, no Piauí. O tema desta etapa será “Somente Testemunhas” e contará com uma programação variada entre palestras com preletores nacionais e internacionais, oficinas e testemunhos.

Durante o evento, também haverá estandes de ministérios de serviço, missões, capacitação, livrarias, além de um programa paralelo para pastores e líderes. Para mais informações sobre o evento, acesse aqui. A inscrição está disponível aqui. E para conhecer mais sobre a organização, assista este vídeo.