Texto originalmente publicado por Análise Global de LausanneReproduzido com permissão.

Por Cindy M. Wu*

A minha amiga Abeer é uma ex-refugiada do Iraque. Uma cristã ortodoxa, a Abeer fugiu do Estado Islâmico, temendo pela sua segurança pessoal enquanto igrejas na sua vizinhança eram queimadas. A sua família se reinstalou nos Estados Unidos. Foi aí que nos conhecemos através de um programa de amizade com refugiados. Os nossos filhos tornaram-se amigos imediatamente.

No Iraque, Abeer era cientista e o marido engenheiro, mas aqui, em Houston, Texas, contentam-se com qualquer trabalho pago à hora para sustentar os seus filhos e lhes dar uma vida que já não podem almejar para si próprios. Eles juntam-se às dezenas de milhões como eles que deixaram para trás casa, sustento, e a vida como a conheciam na esperança de um novo começo. A história da Abeer é mais comum do que gostaríamos de imaginar.

Um problema global sem precedentes

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), vivemos um momento em que mais de 28.000 pessoas são deslocadas à força todos os dias. Mais de 65 milhões de pessoas — o equivalente à população do Reino Unido — fugiram de suas casas.

Um terço destes (22 milhões) classifica-se como «refugiado» uma pessoa fora do seu país de origem que «receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a proteção daquele país».[1] Esta crise de refugiados é a pior crise humanitária desde a II Guerra Mundial, ultrapassando o que foi na altura a maior deslocação humana em massa na história.

A maioria dos refugiados são mulheres e crianças, metade com menos de 18 anos. Milhões de refugiados vivem em situações de deslocação prolongada, esperando décadas por uma resolução. Um quarto dos refugiados de hoje são sírios, com metade da sua população pré-guerra morta ou deslocada à força nos últimos seis anos.[2]

Muitas pessoas se questionam sobre as causas deste surto de migração forçada. Guerra e conflito — especialmente guerras de longa duração — são as causas principais, mas existem outros fatores:

  • Confrontados com privação econômica, os trabalhadores mudam-se em busca de oportunidades.
  • Desastres naturais e degradação ambiental podem levar a deslocação em larga escala, especialmente quando exacerbados por tensões políticas.
  • A perseguição expulsa as pessoas da sua terra-natal, que partem em busca de segurança e liberdade.

No nosso mundo interligado, não só temos mais conhecimento sobre estas situações, como também somos mais diretamente afetados por elas. Perante este fenómeno global, como devem os cristãos responder?

Caridade e hospitalidade

A Bíblia ordena caridade e hospitalidade ao estranho residente ou viajante, bem como cuidado pelos abatidos e oprimidos. Como consequência, pessoas que seguem Jesus e levam a sua Palavra a sério têm um mandato especial para responder à crise de refugiados. No entanto, as complexidades do sistema de refugiados e a preocupação com a segurança nacional muitas vezes suplantam o apelo à justiça e misericórdia. De facto, os cristãos contam-se entre aqueles que pedem aos seus países para fechar as portas aos imigrantes.

Em nenhum lugar é talvez isto mais irônico do que nos Estados Unidos, que há muito tempo se orgulha da sua identidade como uma terra fundada por refugiados à procura de liberdade religiosa. Como a «terra dos livres e lar dos bravos», reinstalamos mais refugiados todos os anos do que qualquer outro país. O nosso ícone nacional, a Estátua da Liberdade, tem uma inscrição de boas-vindas no seu pedestal:

Dai-me os vossos fatigados, os vossos pobres,
As vossas massas amontoadas que anseiam por respirar em liberdade,
O refugo infeliz da vossa costa apinhada.
Enviai-me esses sem-abrigo assolados pela tormenta,
Eu ergo o meu farol junto ao portal dourado.

Apesar disso, o debate acerca da imigração nos EUA continua aceso sobre imigrantes sem documentos, refugiados e muçulmanos, com o nosso presidente a implementar restrições de viagem e a estabelecer um limite historicamente baixo de admissão de refugiados para o ano fiscal de 2018. No meio desta tempestade, os cristãos americanos encontram-se política e eticamente divididos sobre este assunto controverso.

Independentemente da sua opinião sobre imigração, os cristãos deviam reconhecer que têm um papel naquela que é a principal questão humanitária do nosso tempo. Por onde começamos? Eu sugiro que comecemos com a nossa imaginação.

Formando a nossa imaginação sobre o estrangeiro

Quando ouvimos a palavra «refugiado», que imagens nos vêm à mente? A de uma mulher molhada vestida de hijabe a arrastar-se até à costa? Uma criança coberta de poeira numa velha tenda no deserto? Ou um cientista que desenvolveu a teoria da relatividade? Um artista premiado? Um filantropo?

A nossa imagem mental dos refugiados afeta a nossa atitude para com eles. Desde o primeiro esforço internacional para resolver a crise de refugiados do início do século XX que cidadãos expressam preocupação acerca do impacto dos imigrantes na cultura e economia local; refugiados são estrangeiros, que muitas vezes não falam a língua local nem conhecem costumes e práticas locais. Nos últimos anos, a segurança nacional tem sido a coisa mais importante quando se pesa a compaixão pelas pessoas mais vulneráveis do mundo contra a proteção daqueles que nos são queridos, fazendo a reinstalação parecer arriscada, até insensata, para alguns. A aceleração de tecnologias de destruição maciça e infiltração de informação tornam tudo mais ameaçador.

Informando biblicamente a nossa imaginação sobre o estrangeiro

Apesar de a nossa natureza humana nos fazer desconfiar de estrangeiro, há momentos em que Deus nos chama para, em vez disso, os acolhermos. Para fazer isso, temos de permitir que Deus molde a nossa imaginação de quem o estrangeiro é, especialmente uma vez que «receber o estrangeiro» é um dos mandamentos mais frequentemente repetidos nas Escrituras hebraicas.

Os estrangeiros entre os israelitas deviam ser tratados com igualdade, como se fossem nativos (Núm. 15:15-16). Israel recebia convidados estrangeiros e era esperado que protegesse, servisse, amasse e cuidasse deles (Lev. 19:34, Deut. 26:12, Eze. 47: 21-23). Deus decretou que os estrangeiros tinham direito ao seu amor e preocupação, por isso cuidar de refugiados hoje não é apenas uma questão de compaixão ou pena — é uma questão de justiça.

Muitos refugiados são cristãos sendo perseguidos pela sua fé, fazendo deles nossos irmãos e irmãs no Senhor, e portanto membros da família.

Muitos refugiados são cristãos sendo perseguidos pela sua fé, fazendo deles nossos irmãos e irmãs no Senhor, e portanto membros da família. Quando estes refugiados vêm, eles mudam a paisagem, não só das nossas nações, mas também das nossas igrejas. De formas significativas, as igrejas estão sendo revitalizadas pelos refugiados.[3]

Cada cristão, além de pertencer à família global cristã, também pertence a outra família — a família global humana.[4] Com mais de 7 bilhões de pessoas no globo hoje, temos de nos lembrar que todos pertencemos à mesma família humana. Esta perspetiva humaniza os refugiados, lembrando-nos de que eles são mais do que estatísticas — são pessoas feitas à imagem de Deus, merecedoras da nossa compaixão e proteção.

Vocês foram estrangeiros

Finalmente, talvez o argumento mais convincente para cuidar de refugiados seja que, como eles, nós somos estrangeiros. Desde o patriarca Abraão a Jesus e os seus discípulos, à igreja global, a metáfora do estrangeiro está profundamente enraizada na nossa história e teologia, e portanto, na nossa própria identidade:

Finalmente, talvez o argumento mais convincente para cuidar de refugiados seja que, como eles, nós somos estrangeiros. Desde o patriarca Abraão a Jesus e os seus discípulos, à igreja global, a metáfora do estrangeiro está profundamente enraizada na nossa história e teologia, e portanto, na nossa própria identidade:

  • Deus escolheu abençoar Abraão tornando-o estrangeiro, não como castigo mas como parte do seu plano para a salvação das nações (Atos 7:6).
  • Antes de Cristo, as nações estavam separadas de Cristo (Ef. 2:12), mas depois Deus adotou-nos na sua família através de Jesus Cristo, e já não somos «estrangeiros nem visitantes» (Ef. 2:14, 2:19).

O tema do estrangeiro também descreve a nossa relação com o nosso lar celestial. Como refugiados, todos os que estão em Cristo são considerados estrangeiros, viajantes e peregrinos na Terra (1 Crón. 29:15, Heb. 11, 1 Pe. 1:17). Contudo, como estrangeiros e exilados não andamos sem direção; estamos só à espera de um país melhor — um país celestial (Heb. 11:16); e por isso fixamos os olhos no céu, onde reside a verdadeira cidadania: «Nós, porém, somos cidadãos do céu e de lá esperamos que venha o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo.» (Fil. 3:20). Em algumas formas, conseguimos identificar-nos com refugiados porque nós também não temos um lar permanente nesta vida. Estamos em uma jornada partilhada, iguais aos olhos do Senhor, inteiramente dependentes da sua graça.

A resposta da igreja com uma mentalidade global

Tendo em conta a magnitude da crise de refugiados, as igrejas de todo o mundo precisam de saber como lidar com trauma e identidade numa sociedade cada vez mais globalizada. Cristãos com uma mentalidade global devem abraçar uma identidade global combinada com uma doutrina de hospitalidade. Esta perspetiva deve informar a forma como vemos as políticas de imigração do governo, especialmente em relação a refugiados.

O termo «refugiado» tem sido aplicado genericamente a vários tipos de migrantes afetados por qualquer fator negativo, seja económico ou ambiental. Contudo, ao discutir o fenômeno da migração global, o termo refere-se especificamente a pessoas que fogem da guerra ou perseguição e que podem provar o perigo de voltar ou ficar na sua terra, como vimos acima.

Os refugiados são especialmente vulneráveis, porque não saem por escolha; uma vez fora das fronteiras do seu país, perdem qualquer proteção de cidadania que tinham e estão à mercê (e com direito à assistência) do regime de proteção internacional. Embora a hospitalidade bíblica não precise de distinguir entre pessoas, os refugiados apresentam um caso particularmente convincente para hospitalidade e misericórdia.

Quando conseguimos usar a nossa imaginação bíblica para ver os refugiados, percebemos que muitas vezes deixámos o patriotismo e o medo sobrepôr-se à fé e à ação, e acreditamos que experimentamos Deus através da hospitalidade a estrangeiros. Esta realidade espiritual desafia-nos a ver refugiados não como um fardo, mas como um atributo valioso para as nossas comunidades, e a ver questões de imigração como questões morais, não apenas económicas e políticas. O professor de seminário Christine Pohl escreve:

O acolhimento de refugiados é um dos poucos lugares em política moderna onde a linguagem explícita de hospitalidade ainda é usada. As pessoas ainda associam noções teológicas de santuário, cidades de refúgio, e cuidado pelo estranho com as necessidades das pessoas deslocadas de hoje. Os cristãos têm um papel vital em garantir que as necessidades dos refugiados são levadas a sério pelos governos nacionais. Mas a nossa resposta tem de se estender para além das políticas públicas para um envolvimento mais pessoal em agências de voluntários, comunidades, igrejas e casas onde atos de acolhimento oferecem refúgio e uma nova vida a algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo.[5]

Podemos acolher através da típica hospitalidade de refeições e comunhão, mas também através da defesa de direitos e educação. Muito do medo à volta da crise de refugiados é baseado em informações erradas. Quando as igrejas estão informadas, têm oportunidade de dissipar medos e empoderar as suas comunidades para se envolverem.

Os refugiados são perseguidos por causa da sua raça, religião, nacionalidade e afiliação política ou social. Que nós que seguimos Cristo possamos acolher refugiados sem olhar a essas categorias. Temos uma oportunidade tremenda de partilhar o amor de Deus e a luz de Cristo com pessoas de terras distantes que de outra forma poderiam não receber desse ministério. O sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel louvou os «gentios justos» que arriscaram as suas vidas para proteger refugiados judeus. Para os cristãos, andar com pessoas desenraizadas no processo de restaurarem as suas vidas é um ato vicário de graça, uma vez que também nós, uma vez, fomos estrangeiros.

Notas de fim

  1. Definição oficial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados; por exemplo, ver http://www.unhcr.org/afr/publications/brochures/3b779dfe2/protecting-refugees-questions-answers.html
  2. Ver artigo intitulado ‘The Refugee and the Body of Christ’, de Arthur Brown, na edição de setembro de 2016 da Análise Global de Lausannehttps://www.lausanne.org/content/lga/2016-09/the-refugee-and-the-body-of-christ
  3. Ver o artigo intitulado ‘Is God Reviving Europe Through Refugees?’ (Será que Deus está renovando a Europa através dos refugiados?) de Sam George, na edição de maio de 2017 da Análise Global de Lausanne. https://www.lausanne.org/pt-br/recursos-multimidia-pt-br/agl-pt-br/2017-05-pt-br/sera-que-deus-esta-renovando-a-europa-atraves-dos-refugiados
  4. Para reflexão sobre identidade global, ver Todd M. Johnson e Cindy M. Wu, Our Global Families: Christians Embracing Common Identity in a Changing World (Grand Rapids: Baker Academic, 2015). 
  5. Christine Pohl, Making Room: Recovering Hospitality as a Christian Tradition (Grand Rapids: Eerdmans, 1999), 166. 

*Cindy M. Wu é esposa e mãe educadora de ensino domiciliar residente em Houston, Texas. É co-autora do livro Our Global Families: Christians Embracing Common Identity in a Changing World (Baker Academic, 2015) com Todd M. Johnson, e autora de A Better Country: Embracing the Refugees in Our Midst (William Carey Library Publishers, June 2017), um recurso que desafia cristãos a responder à crise de refugiados global.

Por Antonia Leonora van der Meer

No início da vida missionária, trabalhei como solteira entre estudantes da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), em várias regiões do Brasil. Estava em contato com muitos amigos, homens e mulheres, e sentia-me valorizada e feliz. Podia usar minha criatividade em várias atividades e publicações.

Depois entendi que Deus me chamava para servir em Angola. Lá, ajudei a começar o ministério estudantil. Era uma realidade muito diferente. Mulher solteira não havia ali. Uma moça deveria se casar antes dos 25 anos e só era vista como adulta depois de ter um bebê. Por um tempo, questionei a sabedoria de Deus em me enviar a um país onde mulheres praticamente não tinham influência na igreja.

Mas eu estava em outra categoria, era missionária. Assim, comecei a ser respeitada, tornei-me amiga de muitas famílias e jovens desejosos de conhecer a Jesus e crescer na fé. Fui enviada sozinha. Conheci alguns brasileiros durante uma visita anterior. Um dos grandes desafios foi encontrar um lugar para morar: as cidades estavam abarrotadas de pessoas que fugiam das guerras no interior. Deus me ajudou de forma inesperada e consegui um lugar excelente, tomando conta de um apartamento.

Mas logo todos os meus amigos brasileiros viajaram. Aí me senti mais sozinha. Felizmente, acabei me integrando na igreja e fui convidada para ajudar em um acampamento de jovens, a princípio visitando como preletora. Eu disse que preferia ficar no acampamento e conviver com os jovens. Ficaram preocupados, porque não havia as “condições necessárias”. Respondi que podia viver nas mesmas condições deles. Ficaram felizes e, a partir daí, tornei-me pessoa-chave nos acampamentos.

Também sentia satisfação no ministério de visita às vítimas de guerra nos hospitais. Eram pessoas solitárias e muito sofridas. Uma palavra amiga, uma leitura bíblica, uma oração, um ouvido atento, significava muito para eles. Era uma luta, mas me enchia de alegria e fiz amizades profundas com crianças e adultos. Essa amizade fazia doer bem menos as saudades da família, especialmente na época do Natal.

Contudo, também precisava de pessoas amigas, com quem pudesse abrir o coração e confessar minhas dificuldades. Deus proveu por meio de algumas amigas brasileiras e estrangeiras. Além disso, amizades verdadeiras com pessoas angolanas me ajudaram na adaptação cultural.

Sempre pensei que, voltando ao Brasil, recuperaria as amizades, além do vínculo com a família. Mas não imaginava o quanto seria duro esse retorno; não sabia nada sobre choque reverso. Foi uma fase muito difícil. Percebi que várias pessoas com quem tentava me abrir não compreendiam o que se passava comigo. Porém, Deus me deu novas amizades preciosas, as quais ajudaram a me sentir em casa, a voltar a ter alegria na vida, a perder a insegurança e a desorientação.

Essa caminhada pessoal influenciou o meu desejo de produzir o livro Solteiros, Mas Não Solitários, lançado recentemente com a contribuição de vários autores. Minha oração é que o livro seja uma ferramenta preciosa tanto para solteiros quanto para pessoas que atuam no cuidado de pessoas solteiras. Afinal, Jesus também foi solteiro – e não solitário – e teve um ministério muito frutífero.

Artigo originalmente publicado na edição 370 da revista Ultimato, você pode lê-lo também neste link.

A Missão de Deus não é uma tarefa para heróis solitários. É essa a ideia do curso de Gestão de Missões em Igrejas Locais (GMIL), promovido pela Missão ALEM (Associação Linguística Evangélica Missionária), todo mês de janeiro em Brasília (DF). Nele, o foco é a criação, gestão e fortalecimento de conselhos ou grupos de missões dentro das igrejas locais, vistos como essenciais para a sustentação dos missionários nos campos e o engajamento de todo o povo de Deus na Sua obra.

De 14 a 26 de janeiro, os 45 alunos do curso vão expandir sua compreensão bíblica sobre missões e entrar em contato com estratégias para despertar a igreja e conquistar vocacionados, intercessores, contribuintes, mobilizadores e líderes.

O intensivão terá aulas ministradas por Célia Laranjo, Presidente do Conselho Missionário da 8ª Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (MG); Verônica Farias, psicóloga integrante da equipe do Cuidado integral do Missionário da AMTB (Associação Missionária Transcultural Brasileira); Djalma Abulquerque, pastor de Missões e Pequenos Grupos da Primeira Igreja Batista de Campo Grande (MS); Rodrigo Tinoco, missionário pesquisador enviado pela Igreja Batista Central de Taguatinga (Brasília – DF) e voluntário em diversas instituições missionárias; e Felipe Fulanetto, Pastor e missionário pela Igreja do Nazareno, de Campinas (SP).

O investimento varia de R$ 625,00 a R$ 1.572,00, dependendo da contratação de hospedagem e da realização do curso Perspectivas Brasil, que é pré-requisito para o GMIL. A alimentação já está inclusa em todos os planos. Para saber mais, clique aqui e acesse o site. As inscrições podem ser feitas até 10 de janeiro de 2019.

Texto originalmente publicado por Análise Global de LausanneReproduzido com permissão.

Por Tehmina Arora*

Na região do Sul asiático, a religião é um componente importante da identidade de uma pessoa. À luz da sua história de colonialismo e diversidade de línguas e culturas, as identidades religiosas ali foram naturalmente reforçadas. No entanto, alguns grupos sociais e políticos manipularam-nas para mobilizar apoio. No passado recente, uma sobreposição crescente entre fundamentalismo religioso, nacionalismo e majoritarismo violentos incitou o aumento de violência e hostilidade contra minorias religiosas, especialmente cristãs. Por exemplo:

  • Na Índia de maioria hindu, os cristãos são rotineiramente atacados por multidões alegadamente indignadas com conversões religiosas «forçadas». Os muçulmanos também sofreram ataques violentos, incluindo linchamentos por vigilantes protetores de vacas sob o pretexto de eles que comiam bife ou estavam a levar o gado para abate.
  • No Bangladesh, comunidades budistas e hindus sofreram ataques violentos às mãos de multidões alegando fidelidade ao Islã. Os homicídios recentes de bloggers e ateus também são prova da hostilidade crescente contra não-muçulmanos.
  • No Sri Lanka, monges budistas lideraram a acusação contra cristãos evangélicos e muçulmanos e fizeram pressão a favor de rigorosas leis anti-conversão.[1]
  • No Paquistão, hindus, cristãos e até seitas muçulmanas minoritárias como os ahmadis e os xiitas são alvo de ataques violentos e falsas acusações sob a lei da blasfêmia no país.

O aumento da violência resultou em insegurança e perda de vidas e de bens. Também resultou no aumento de restrições governamentais sobre a vida religiosa. Isto porque os governos aproveitam frequentemente a existência de conflitos sociais para restringir a vida religiosa em geral através de uma maior regulamentação de como as comunidades religiosas se podem encontrar, como recebem fundos, e até como praticam as suas crenças religiosas. Por exemplo, a violência de hindus nacionalistas contra cristãos na Índia resultou repetidamente na promulgação de leis anti-conversão por parte do governo, leis que só vão restringir cada vez mais os direitos dos cristãos.[2]

Fatores alimentando a violência com motivação religiosa

Os principais fatores alimentando a violência com motivos religiosos são uma cultura de impunidade que permite que as multidões violentas escapem sem repreensão, a propaganda contra minorias religiosas, e a incapacidade de forjar identidades comuns entre cidadãos:

1. Fraco Estado de Direito e a Cultura de Impunidade

O «Rule of Law Index 2017» produzido pelo World Justice Project analisou 113 países em 44 indicadores como limitação do poder governamental, ausência de corrupção e defesa de direitos fundamentais, justiça civil, etc. A maior parte do Sul asiático encontra-se entre o 60.º e o 100.º lugares. O Nepal foi o melhor classificado da região, em 58.º lugar. Estes rankings fracos refletem uma deterioração e abrandamento do sistema judicial que alimenta uma cultura de impunidade em relação à violência de multidões e excessos do estado.

World Justice Project The Rule of Law Index 2017

World Justice Project The Rule of Law Index 2017

Por exemplo, na Índia, de acordo com relatórios coligidos pelo United Christian Forum, ocorreram mais de 250 incidentes de violência contra cristãos em 2017; contudo, apenas em 23 dos casos se apresentou um 1.º Relatório de Informação (FIR) ou uma queixa criminal. De acordo com uma declaração do Governo ao Parlamento em fevereiro de 2017,[3] nos últimos três anos, mais de 278 pessoas foram mortas e mais de 6500 feridas por causa de violência comunitária. Houve mais de 2000 ‘incidentes comunitários’ por todo o país, mas poucas acusações e ainda menos condenações.

Num julgamento de 2016 [4] no WP (Civil) 76/2009 com referência à violência comunitária horrível e generalizada contra cristãos em 2008, que resultou em cerca de 100 mortes e na deslocação de mais de 50 000 pessoas no estado indiano oriental de Orissa, o Supremo Tribunal da Índia observou:

O depoimento escrito apresentado em nome do Estado a 01.03.2013 revela que, dos 827 casos registados, 512 casos resultaram em apresentação de queixa, enquanto que 315 casos resultaram na apresentação de relatórios finais. Por outras palavras, em 315 casos, ou não se achou ter havido crime, ou os criminosos não foram encontrados. Uma proporção tão grande é bastante perturbadora. O Estado faria bem em olhar para estes 315 casos e garantir que os criminosos são investigados. Da mesma forma, dos 362 processos completos, apenas 78 resultaram em condenação, o que, novamente, é preocupante.

Quando combinados com um baixo nível de habilitações, corrupção e pobreza, sistemas judiciais fracos mostram-se instrumentais na criação de uma cultura onde o nacionalismo religioso violento consegue operar com impunidade. As multidões sabem que podem escapar impunes com violência.

2. Majoritarismo e Propaganda contra Minorias Religiosas

O nacionalismo religioso é extremamente problemático quando a religião maioritária o usa para criar uma distinção clara entre a maioria e a minoria:

  • Aprendemos que ‘eles’ são diferentes de ‘nós’. Aprendemos que as aspirações ‘deles’ prejudicam as ‘nossas’. Os muros são rapidamente erigidos e tornam-se difíceis de derrubar.
  • Rapidamente, os estereótipos cristalizam e nós tornamo-nos preconceituosos. «Os muçulmanos são assim», «os cristãos são assim», «os grupos pentecostais fazem sempre isto», «os católicos nunca fazem isso», «a cultura deles é diferente», e assim por diante.

Na Índia, o material de literatura e propaganda, muitas vezes no vernáculo e difundido pelas redes sociais, cria mitos tanto acerca de cristãos como de muçulmanos, as duas comunidades minoritárias a ser atacadas no país. Os mitos, repetidos com frequência, ganharam agora uma aparência de verdade e são ecoados até pelos membros das próprias minorias.

A alegação mais comum contra cristãos na Índia é que eles praticam conversão anti-ética e forçada. De acordo com rumores, os cristãos dão largas somas de dinheiro e outros incentivos para converter pessoas. Como resposta, várias províncias na Índia promulgaram legislação para assegurar que a conversão forçada ou conversão por incentivos é uma ofensa punível.[5] ontudo, apesar da promulgação destas leis desde o final da década de 1960, elas produziram apenas uma condenação. Além disto, a Índia tem agora leis muito restritas que regulamentam como fundos estrangeiros podem entrar no país e como podem ser usados.

Contudo, a propaganda contra cristãos continua forte, e alimenta um sentido de desconfiança de cristãos na Índia. Esta é, infelizmente, a experiência de cristãos em muitas partes do mundo,[6] especialmente na região do Sul asiático. A propaganda estabelece os alicerces da violência e hostilidade ao criar um ‘outro’ diferente de nós.

3. A Incapacidade de Forjar Identidades Comuns

Muitas vezes, grupos nacionalistas religiosos focam-se apenas num aspecto da identidade de uma pessoa ou grupo. Isto cria uma divisão entre comunidades, sendo realçadas as diferenças em vez das semelhanças. Até a língua e a cultura, que deviam ajudar a unir pessoas e ajudar ideias a fluir, se tornam um ponto de discórdia.

Identity and Violence: The Illusion of Destiny

Na verdade, ninguém tem apenas uma identidade. Somos seres complexos com uma variedade de interesses. O vencedor do Prêmio Nobel e famoso autor Amartya Sen escreve no seu livro,, Identity and Violence: The Illusion of Destiny:[7]

No nosso dia-a-dia, vemo-nos como membros de uma variedade de grupos — pertencemos a todos deles. A nossa cidadania, residência, origem geográfica, gênero, classe, política, profissão, emprego, hábitos alimentares, interesses de esporte, gostos musicais, compromissos sociais, etc., fazem de nós membros de uma variedade de grupos. Cada uma destas coletividades, a todas as quais a pessoa pertence simultaneamente, dão-lhe uma identidade particular. Nenhuma destas pode ser confundida com toda a identidade ou única categoria de pertença grupal da pessoa.

Os grupos nacionalistas religiosos tendem a reduzir as nossas identidades a apenas identidades religiosas, isolando assim minorias e atacando-as com sucesso.

Como devemos responder?

Como devem os cristãos agir perante esta violência e hostilidade crescentes? Com base na experiência aqui na Índia, eu gostaria de oferecer algumas sugestões para enfrentar estes 3 fatores que as alimentam:

1. Trabalhar para fortalecer o Estado de direito

a. Literacia jurídica: A igreja e outros grupos de sociedade civil devem comprometer-se a fortalecer o Estado de direito ajudando comunidades a compreender melhor os processos legais e os sistemas básicos de direitos humanos. As comunidades podem tornar-se mais resilientes perante o extremismo religioso violento ao perceberem como conseguir justiça para corrigir violações aos seus direitos humanos fundamentais tanto por intervenientes estatais como não-estatais.

b. Apoio Contencioso: Os sistemas jurídicos são lentos e complexos; e as vítimas muitas vezes precisam de ajuda para os navegar. É frequente casos não serem acompanhados e levados ao seu fim lógico no tribunal, porque as vítimas e testemunhas estão assustadas, vulneráveis e sozinhas. Os cristãos deveriam estar ao lado destas vítimas, permitindo-lhes levar os seus casos até ao fim providenciando apoio judiciário.

c. Apoio e defesa de mudanças políticas: Os cristãos devem continuar a criar oportunidades para minorias religiosas e outras comunidades vulneráveis participarem no apoio e defesa de mudanças políticas. Melhor proteção de direitos fundamentais, maior separação de poderes entre as diversas instituições do Estado, e maior transparência em todas elas são passos fundamentais no fortalecimento do Estado de Direito.

2. Responder à Propaganda

a. É imperativo que os cristãos e a sociedade civil confrontem as mentiras com a verdade dita de forma cativante. Uma forma de fazer isto é criar oportunidades para que as pessoas partilhem as suas próprias jornadas de fé.

b. Devem ser criadas oportunidades em escolas e universidades para ajudar crianças e jovens a compreender a cultura complexa de uma região. Nenhuma comunidade religiosa pode reivindicar a cultura de uma nação; isto é especialmente verdade no Sul asiático.

c. Os cristãos também devem, se necessário, iniciar ação judicial contra agências ou indivíduos que incitem violência contra minorias religiosas, preenchendo queixas na polícia.

3. Forjar Identidades Comuns

Para construir identidades comuns, as igrejas devem criar oportunidades para o corpo de Cristo trabalhar em eventos conjuntos com o público em geral sobre questões relacionadas com o bem comum. Demasiadas vezes, a política divisiva empurra grupos vulneráveis para o isolamento. Como minorias, os cristãos no Sul asiático devem resistir à tentação e em vez disso abraçar as suas identidades partilhadas mais amplas para criar novos relacionamentos. O Pacto de Lausanne lembra cada um de nós que «A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas».

Conclusão

Em resposta à sobreposição crescente entre identidades religiosas e nacionalistas, e à violência resultante contra minorias religiosas, a diversidade dentro de um corpo, e o amor e respeito pelos seus diferentes membros que a igreja global representa é um modelo único e importante num mundo em sofrimento. É imperativo que os cristãos continuem a viver isto. Os cristãos devem trabalhar para fortalecer o sistema judicial e ajudar a construir relações profundas e significativas na nossa vizinhança e sociedade em geral e com aqueles que são mais vulneráveis.

Notas finais

  1. Nota do editor: Ver artigo de Kamal Weekakoon, intitulado ‘Christianity in Sri Lanka: How we can learn from and support the church there,’ na edição de março de 2014 da Análise Global de Lausanne https://www.lausanne.org/content/lga/2014-03/christianity-in-sri-lanka-how-we-can-learn-from-and-support-the-church-there
  2. https://economictimes.indiatimes.com/news/politics-and-nation/bjp-chief-amit-shah-pitches-for-anti-conversion-law/articleshow/45584917.cms 
  3. http://164.100.47.190/loksabhaquestions/annex/11/AU849.pdf
  4. https://www.lausanne.org/wp-content/uploads/2018/04/Initiative-of-Justice-Judgment.pdf
  5. Nota do editor: Ver artigo de Tehmina Arora intitulado ‘The Spread of Anti-Conversion Laws from India: A threat to the religious freedom of minorities,’ na edição de maio de 2016 da Análise Global de Lausanne https://www.lausanne.org/content/lga/2016-05/anti-conversion-laws-india
  6. Nota do editor: Ver artigo de Thomas Harvey, intitulado ‘The State of Religious Persecution: The global rise of secular and religious restriction and their impact on missions,’ na edição de março de 2016 da Análise Global de Lausanne https://www.lausanne.org/content/lga/2016-03/state-and-religious-persecution 
  7. Amartya Sen, Identity and Violence: The Illusion of Destiny (UK: Penguin Random House, 2006).

*Tehmina Arora é uma advogada de direitos humanos a exercer em Deli. Ela trabalha como Consultor Sênior no Sul asiático para a ADF International e como Membro Sênior na Equipe de Ação do Sul e Sudeste asiático do Religious Freedom Institute.

Por Wesley Cunha, diretor nacional da Cru Campus

A experiência da igreja nos tem mostrado que um crescimento numérico de evangélicos em uma sociedade nem sempre se faz sentir em termos de transformação social na mesma proporção. Por que isso acontece?

Em setembro deste ano tive a oportunidade participar da excelente conferência Agora 2018, promovida pela Cru (Cruzada Estudantil), que reuniu pastores, líderes, missionários, universitários e profissionais de 32 países da América Latina e Caribe para pensar e compartilhar do tema “Multiplicação e transformação para as cidades”.

O congresso reuniu autoridades em cosmovisão cristã e missões, como Ronaldo Rodrigues (Chile), Ronaldo Lidório (Brasil), Bekele Shanko (Etiópia), entre outros. Nas oficinas, nos debruçamos sobre o tema, relacionando-o às áreas de influência onde Deus tem colocado cada um de nós. Foram mais de 60 oficinas, com nomes como Antônio Carlos Costa, Analzira Nascimento, Vishal Mangalwadi, entre muito outros.

Em pequenos grupos, chamados comunidades missionais, compartilhamos sonhos e desafios pessoais. Formam 150 comunidades, que se reuniram três vezes ao longo do congresso. Também tivemos um dia de missão urbana em cinco localidades da cidade, onde nos envolvemos nas mais diferentes ações, como a restauração de uma praça, evangelismo com esportes e atos públicos. Sempre em parceria com igrejas e organizações locais.

Eu fui com minha família para Copacabana, com outros cerca de 900 participantes, onde fizemos, juntamente com a Jocum Carioca, uma apresentação artística e uma exposição. Neste dia, houve muito evangelismo pessoal! Minhas filhas pequenas adoraram! Alias, por falar em crianças, os pequenos também tiveram seu próprio espaço no congresso e trabalharam os temas abordados na linguagem deles.

Pessoalmente, o evento foi uma oportunidade de ser inspirado por Deus e ver meus sonhos sendo renovados. Olhando para o lado, percebi que eu não fui o único. Tenho esperança de coisas novas vindo: soluções e novas realidades que foram semeadas pelo próprio Deus nos corações de todos que estiveram ali. Creio que este será o maior legado do Agora.

Que venham os frutos. Que venha o Reino.

Por Andréa Espírito Santo

Proteger as crianças de quê? A expressão “Proteção à Criança” pode ser usada para descrever o trabalho que as organizações realizam para proteger crianças e adolescentes do risco de todo tipo de abuso e a responsabilidade que uma organização tem de proteger as crianças com as quais seus membros têm contato. Parte desse trabalho e responsabilidade está em capacitar os adultos da organização para que mantenham uma conduta que diminua os riscos. Outra parte é habilitar as crianças a se protegerem, ensinando–as por meio de uma linguagem simples e lúdica.

O Brasil tem um número alto de abuso contra crianças e adolescentes. O abuso pode acontecer em casa ou fora dela, na grande maioria das vezes por alguém muito conhecido da criança. E, diante dos números oficiais de notificação, há abusos e violência em ONGs, escolas, igrejas e outros que as crianças frequentam. Onde há crianças, é possível que alguém mal-intencionado tenha se aproximado para maltratá-las.  Onde há crianças, os responsáveis por esses locais precisam assegurar que estão protegidas. Aí entra o ministério de proteção à criança, facilitando o aprendizado de adultos e crianças e compartilhando conhecimento para que todos saibam como protegê-las!

Andrea dá treinamento

Esse ano tivemos a alegria de realizar capacitação inicial de proteção para diversas igrejas, para agências missionárias internacionais (que tem sua política de proteção à criança por escrito) e em projetos sociais em missões que atuam diretamente com crianças em alto risco de vulnerabilidade social. Como um dos nossos objetivos é compartilhar informação sobre o assunto, realizamos lives, aulas ao vivo através de uma rede social, indicando material ou tratando de algum tema específico, como a indicação do livro Sempre Alerta: prevenindo e respondendo ao abuso infantil na igreja.

Quando uma organização se propõe a ser mais segura para crianças, segue normas que chamamos de Boas Práticas. Por exemplo a “regra dos dois adultos” e o “acompanhamento de visitantes”, que são citadas no capítulo 9 do livro A Criança, a Igreja e a Missão: nunca um grupo de crianças ou adolescentes está somente com um adulto, são no mínimo dois, e quando há visitantes para qualquer atividade, logo os responsáveis apresentam as Boas Práticas com ênfase positiva, que todos devem cumprir. Ensinamos às crianças identidade, partes do corpo e higiene do corpo, toques saudáveis e toques insalubres (carinho bom e carinho ruim), respeito, carinho em público, valorização dos sentimentos e pessoas de confiança para contar sobre esses sentimentos, especialmente os difíceis (como tristeza, dúvida, raiva, vergonha, medo etc.). Sempre utilizando jogos, brincadeiras, vídeos, histórias, bonecos etc.

Além de um projeto de proteção para igrejas chamado Espaço de Proteção, sou também missionária da Mocidade Para Cristo no Brasil, coordenando o departamento de proteção, inaugurado em janeiro de 2018. Estamos disponíveis para compartilhar e facilitar o aprendizado de outras organizações. Para mais informações, entre em contato com andreaespiritosanto@gmail.com ou acesse www.facebook.com/Espacodeprotecao .

Com sua cultura particular e as dificuldades socioeconômicas, as comunidades de pescadores são um campo missionário transcultural que precisa de oração no Brasil. Convidamos Reinaldo Figueiredo Leareno, diretor de área da MEAP (Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores) no Maranhão, a compartilhar como nossas comunidades de fé podem interceder pelo trabalho. Ele se coloca à disposição de igrejas e conferências missionárias e compartilhou com o Caminhos da Missão como orar pelo ministério nas ilhas do Maranhão.

“A igreja ou sua equipe de missões pode organizar momentos de intercessão específicos ou inserir naqueles já comuns à comunidade nossos pedidos e louvores. É só enviar uma mensagem para meapma@meap.org.br e compartilhar o interesse na parceria de oração. Regularmente comunicaremos os motivos de louvor, gratidão e intercessão.

Ainda neste ano de 2018, precisamos de oração pela adaptação dos missionários Jurandir e Zilma, que vieram de São Paulo, e Raí e Cláudia, que vieram do Pará com as filhas Ester e Raquel. Adaptação a esse contexto transcultural, a vida na ilha Santa Bárbara e todos os contextos que envolvem esse ministério. Também para que o Senhor levante novos parceiros para o sustento dos missionários.

É necessário orar pela saúde dos missionários e pela plantação da igreja na ilha, que é o trabalho atual deles. Além disso, orar por uma solução para perfuração de poços semiartesianos, maneira pela qual que tentamos minimizar o sofrimento pela falta de água potável. E principalmente neste tempo da estiagem, que vai de setembro até janeiro, quando tem pouca água e com baixa qualidade.

Também pedimos oração pela presença de voluntários de curto período nos campos, atuando com a sua vocação, sua profissão, suas habilidades pessoais, aquilo que ele sabe fazer e pode ensinar na comunidade. É uma oportunidade de testemunhar de Jesus e falar do evangelho de uma forma diferente, seja na área de esporte, educação, saúde, de inúmeras formas simples, cooperando com o trabalho dos missionários na ilha.”

Frente ao grande movimento migratório da atualidade, o COMIBAM (Cooperação Missionária Iberoamericana) está organizando uma consulta sobre diáspora com líderes de todo o mundo. COMIBAM é uma aliança que reúne grupos missionários nacionais de 25 países da Iberoamérica.

O evento, denominado Dispersos: diáspora e missão, ocorrerá entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro de 2018 na Cidade de San José, na Costa Rica, no Parque Sendas. A consulta buscará responder à seguinte pergunta: qual é a responsabilidade da igreja e de seu movimento missionário e quais são as oportunidades perante a realidade da diáspora e da imigração no nosso meio e em todo o mundo?

A inscrição para a consulta com alimentação custa 100 dólares, mas há preços maiores com hospedagem inclusa. Antes deste evento, entre os dias 26 e 28 de novembro, ocorrerá a VII Assembleia Geral do COMIBAM. Para mais informações, acesse o site do evento.

A Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) está organizando o primeiro Treinamento Avançado sobre Pesquisa Missionária do país. Ademir Menezes, conhecido como Cowboy e missionário da WEC Internacional no Amazonas, além de Coordenador do Departamento de Pesquisas da AMTB, afirma que no Brasil a pesquisa missionária tem crescido. “Deus tem levantado pesquisadores que tem se empenhado nesse ministério”, disse ao Caminhos da Missão.

“Temos várias pesquisas em andamento nas áreas de pesquisa de campo e pesquisa conceitual. Este curso vem para somar e trazer ferramentas capacitando pesquisadores, assim como futuros pesquisadores para continuarem atuando neste vasto campo missionário.”

O evento será em Manaus (AM), na base da AMTB, entre os dias 22 e 26 de outubro. O custo, que inclui participação e material, é de R$ 150. A capacitação será guiada pelo Dr. Levi de Carvalho, coordenador de pesquisa do COMIBAM. De acordo com Ademir, “Dr. Levi possui uma longa experiência nesta área de pesquisa e vem atuando há anos cooperando com o movimento missionário nacional e internacional. Foi coordenador da última pesquisa do movinento missionário latinoamericano realizada pelo COMIBAM. Será um tempo precioso, de muito aprendizado e crescimento nesta área”.

As inscrições são limitadas, Ademir sugere fazê-la rápido. Para mais informações, escreva para contato@amtb.org.br

Sob o tema “Venha o teu Reino: uma igreja para hoje”, o Congresso ALEF para Pastores e Líderes de 2018 ocorrerá junto com o 11º Encontro Nacional RENAS em Natal (RN), na Igreja do Nazareno. O evento, que será entre os dias 18 e 20 de outubro de 2018, fornecerá capacitação para os líderes e profissionais cristãos atuantes em igrejas locais ou organizações evangélicas.

Dentre os palestrantes, estarão o Dr. Howard Snyder, professor no seminário de Tyndale e autor de A Comunidade do Rei, Valdir Steuernagel, Carlos Queiroz e outros. O valor da inscrição é de R$ 100, no qual está incluso apenas o material e a participação. Todas informações e inscrições podem ser feitas no site do evento.

A Missão ALEF é uma organização missionária que busca apoiar pastores e lideres a promoverem transformação em suas comunidades locais. RENAS, por sua vez, é a Rede Evangélica Nacional de Ação Social.