O Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral (CADI) realizará o Seminário de Desenvolvimento Comunitário em Fazenda Rio Grande, no Paraná. O curso, de caráter intensivo, acontecerá em duas datas: de 6 a 14 e de 20 a 28 de julho. O evento é descrito como “uma capacitação de entrada ao ecossistema prático-conceitual do CADI BRASIL”, ou seja, nele se apresentará os princípios básicos da fundamentação teórica da ação social cristã do CADI.

Em modelo de metodologia participativa, serão abordados temas como evangelho integral, cosmovisão cristã, o papel da igreja local, entre outros. O curso custa 990 reais à vista, mas pode ser parcelado. Confira mais informações no site.

Quando uma família responde ao chamado missionário, é importante cuidar das crianças que partem junto ao campo. Para investir nesta área, o ministério Philhos oferecerá capacitação para Facilitadores do Cuidado dos Filhos de Missionários sob o tema “Perdas e luto na vida dos Filhos de Missionários”. O treinamento ocorrerá entre os dias 8 e 10 de junho na Pousada Betânia, em Curitiba (PR).

Philhos é uma área do CIM Brasil (Cuidado Integral do Missionário), departamento da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB).

Organizações missionárias e igrejas locais podem participar para obterem ferramentas que lhes auxiliem no cuidado integral dos filhos de missionários, seja informações ou até questões práticas. Serão abordados tópicos como o preparo pré-campo e a educação dessas crianças, e leituras prévias são requeridas para obter o certificado de participação. Além disso, é uma oportunidade para conhecer outras pessoas que trabalham na área e trocar conhecimentos.

Para quem se hospedar da pousada, o treinamento custa a partir de 400 reais. Já quem não se hospedará poderá pagar a partir de 270 reais, ambos com alimentação completa. Veja mais informações e inscreva-se até 3 de junho neste site.

A Steiger é uma missão global chamada a alcançar e discipular a juventude. Pela primeira vez a organização realizará duas vezes a Escola de Missões Steiger, de 27 de abril a 3 de julho e 25 de julho a 2 de outubro. Ambos os cursos, de conteúdo idêntico, acontecerão no centro internacional da missão, em Krögis, na Alemanha.

A escola é um treinamento missionário que visa capacitar pessoas talentosas e criativas a alcançar a juventude global, explicando o evangelho para eles na sua própria linguagem. Para isso, haverá palestras com missionários, artistas e plantadores de igrejas que têm atuado em todo o mundo junto a “Cultura Jovem Global” e os participantes estarão desconectados da internet para conectarem-se com Deus. Será possível participar das ações missionárias da Steiger como parte do treinamento.

Em informativo, David Pierce, o fundador da Steiger, afirmou que equipe da primeira escola está multicultural, com gente do Uruguai, Colômbia, Rússia, Suíça, Espanha, Ucrânia, Argentina, Brasil, França, Bielorrússia e Estados Unidos.

O curso completo (alimentação, acomodação e aulas) custa 1.700 euros por pessoa. Para mais informações, acesse http://www.steiger.org/get-involved/sms ou entre em contato com sms@steiger.org .

A OMF, agência fundada por Hudson Taylor com foco em alcançar a Ásia, chegou ao Brasil em 2017. A organização possui mais de 150 anos de história e obediência ao chamado do Senhor, e é referência em missões no continente asiático.

Os missionários da agência que trabalharão em terras tupiniquins são Steve e Anna Griffiths, que falam português. A OMF também já está com uma rede de trabalho em parceria com a Sepal e o Martureo com foco em povos budistas e nos mais variados tipos de budismo, que é a religião de quase 1 bilhão de pessoas do mundo. Além disso, a OMF trabalha com povos muçulmanos, animistas e daoistas e em países de acesso criativo com povos que são oficialmente ateus.

A agência também organizará educação à distância e conteúdo para formar os missionários brasileiros, inclusive os que se sentem chamados a atuar entre os povos da Ásia Oriental.  O site da EAD é www.crosswired.com/pt

Missionários, igrejas e agências interessados podem entrar em contato por nh.brasil@omfmail.com.

Por Patrícia Brandão

No Brasil, oito segmentos chamam atenção por terem pouca expressão evangélica: indígenas, ribeirinhos, ciganos, sertanejos, quilombolas, imigrantes, surdos e aqueles que estão nos dois extremos socioeconômicos – os povos menos alcançados.

Sabendo que é missão do povo de Deus levar o evangelho a essas pessoas, a base Pantanal da JOCUM (Jovens com uma Missão), localizada em Cuiabá (MT), está oferecendo um curso de cinco meses em período integral e uma conferência missionária fundamentados nesse tema.

Escola de Treinamento e Discipulado

A ETED (Escola de Treinamento e Discipulado) Reconciliadores 2018 vai ocorrer de 1º de abril a 25 de agosto. São duas partes: uma teórica, onde os estudantes vão adquirir conhecimento e ferramentas para cumprir a missão; e outra prática, quando trabalharão junto a indígenas e pantaneiros.

Para participar, o investimento total é de R$ 4.300, sendo que são R$ 300 de inscrição e cinco mensalidades de R$ 800, que cobrem todas as aulas, hospedagem e alimentação no período teórico. O período prático não está incluso nesse valor. O curso contará com a presença de Jim Stier, fundador da JOCUM no Brasil.

Go Conference

Stier também será o preletor da Go Conference, evento que vai reunir os alunos das ETEDs espalhadas por todo o país para uma semana de ministrações, debates, louvor e intercessão durante a primeira semana de abril. Nos dias 6 e 7, a conferência se abre para os membros das igrejas locais, sendo um momento de celebração e esclarecimento sobre o tema.

O objetivo da Go Conference é esclarecer a visão global de missões da organização, gerar unidade e fortalecer as frentes missionárias do centro-oeste, já que a região apresenta grande quantidade de pessoas que fazem parte dos segmentos menos alcançados do Brasil.

Informações: para saber mais sobre a ETED Reconciliadores 2018, entre em contato através do e-mail etedpantanal@hotmail.com ou pelo número (88) 9 9712-7880. Já sobre a Go Conference, entre em contato através do número (41) 9 9836-5675.

Por Scheila Veronica Comper*

Relato IV

No CIMA 2018 (um dos ministérios da MOVIDA; leia mais no link ao final do texto) eu pude viver muitas coisas fora do meu cotidiano. Na etapa Descubra tive a oportunidade de aprender mais sobre a Palavra de Deus, sobre saber o que ele espera de mim. Todos nós que participamos tivemos muitas palestras e workshops incríveis com pessoas incríveis, que vivem realmente o chamado missionário. Foram dias de muito crescimento.

Na etapa seguinte, o Experimenta, vivi o que nunca imaginei. Fui para a aldeia Velha, para os indígenas da etnia Canela, e lá tive um dos momentos mais importantes que vivi. Na cultura dos Canelas é comum “adotarem” pessoas de fora como filhos, porém pra mim não foi nada comum, foi especial, um dia inesquecível.

Essa família da foto [que abre este post] (que está faltando muitos) foi a que me adotou. Levaram-me ao pátio, me apresentaram como filha para o restante da aldeia. Nesse momento, a tia escolhe o nome do novo filho, normalmente dado um nome de um momento, um acontecimento, algo que marcou na vida dela. Minha tia me deu o nome de Anjigo, que em canela significa Entrega, a entrega que ela fez da vida dela pra Cristo, que foi marcante pra ela. Pra mim foi incrível, vou me lembrar desse momento pra sempre.

Deus sabe o que faz e onde nos coloca pra falar dele. Eu não sabia o que faria lá e como faria, mas Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos! Eis me aqui senhor, cumprirei teu chamado com alegria onde quer que eu vá. E que toda honra e glória seja dada a ELE!

* Scheila tem 24 anos e é de Taió (SC)

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A desvalorização da libra egípcia não deve ser o que impede o acesso de alguém às Escrituras. É com esta lógica que a Sociedade Bíblica do Egito usou subsídio para levar a Palavra de Deus a um preço baixo na importante Feira Internacional do Livro de Cairo que participaram. Ramez Atallah, diretor da organização que também trabalhou com a Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (IFES) e foi Secretário Regional da região que engloba o Oriente Médio e Norte da África, contou em informativo recentemente que o Novo Testamento deles custa 2 libras egípcias, o equivalente a menos de 0,40 centavos de reais!

A organização também foi convidada pelo Ministério da Cultura pelo segundo ano a apresentar shows para crianças, e levaram a feira um personagem, fantoches, palhaço e uma peça com música. Em sua carta afirmaram: “Enquanto as crianças que cresceram frequentando a Escola Dominical sentem-se em casa, para a maioria esta é uma apresentação única”.

As crianças e os pais foram convidados ao palco para falar cinco coisas que Deus criou para nós. Depois, uma representante do ministério procurou a estande da Sociedade Bíblica para parabenizá-los por não zombar das pessoas como as outras apresentações, mas a fazê-las compartilhar coisas boas e pensamentos positivos. As crianças também foram o alvo de uma das estantes, dedicada totalmente a elas. A organização conclui sua carta afirmando: “Apesar de afetar negativamente nossa venda geral, nossa agenda é promover a mensagem da Palavra de Deus”.

Ore para que a Sociedade Bíblica do Egito possa continuar esse ministério importante e abençoando, com o recurso financeiro necessário para levar as Escrituras a todos.

Por Patrícia Brandão

A organização missionária Asas de Socorro, que trabalha há mais de 60 anos servindo populações de difícil acesso na Amazônia, está com inscrições abertas para o projeto Ide50+. O projeto consiste em uma viagem missionária formada exclusivamente por pessoas com mais de 50 anos que queiram levar a Palavra de Deus e auxílio humanitário para comunidades ribeirinhas. A viagem vai ocorrer dos dias 26 de maio a 1º de junho.

Para participar, é necessário arcar com custos do pacote de viagem oferecido pela organização, além das passagens aéreas, que não estão inclusas. O valor do pacote varia de R$ 690 a R$ 720, dependendo da forma de pagamento, que pode ser parcelado até o final do mês de abril.

Além disso, é necessário que o participante tenha boa disposição física para se locomover durante os trabalhos e para passar seis horas em viagem noturna de barco, onde poderá dormir em uma rede ou em um colchão no chão. A programação do projeto intercala momentos de serviço com lazer, reflexão e comunhão, sendo uma boa oportunidade também para fazer novas amizades.

Para saber mais ou fazer a sua inscrição, acesse o site: http://www.asasdesocorro.org.br/projeto-ide-50-.html.

Por Vitor Freire

Nossa prática (etapa Experimente do CIMA, um dos ministérios da MOVIDA; leia mais no link ao final do texto) iniciou dia 26 de janeiro e terminou dia 31 à tarde. Nossa equipe era: eu, Vitor Freire, o líder da equipe, minha esposa Debora Muller, além do meu filho Samuel, de 7 anos, de Florianópolis (SC); Danilo, de São Paulo (SP); e Lana, de Teresina (PI). Essa prática foi realizada em parceria com a Igreja Batista de Nazário, do pastor Miguel.

Nosso primeiro trabalho foi conhecer o campo, fomos visitar várias famílias no bairro onde era um assentamento alguns anos atrás. Pudemos ver de perto a realidade do local com muitas famílias com pai desempregado, muitos filhos, famílias em situação difíceis. Nos dias posteriores, trabalhamos com jovens, crianças, adolescentes e as famílias, realizamos trabalhos de palhaços, palestra para jovens e adolescentes, pregação da palavra ao domingo na igreja e testemunhos.

Nossa prática foi em cima do que o pastor Miguel nos passou sobre a realidade e a necessidade, um trabalho de motivação, incentivo a buscar a Deus através da Palavra e oração. Para as crianças foi feito trabalho em cima do plano da salvação com o livro sem palavras. O resultado foi ótimo, pois podemos ouvir as pessoas falando dos testemunhos e da pregação que lhes levaram a refletir sobre a Palavra de Deus.

No último dia fizemos uma avaliação junto com a família do pastor e todos concordaram que o local precisa de obreiros, pessoas comprometidas com Jesus. Ficamos felizes nesses pouco dias por ter ajudado a despertar a igreja e o povoado a buscar a Deus e levar a Cristo para essa vila de Nazário.

 

  • Clique aqui para saber mais sobre o CIMA.
  • Leia aqui o primeiro relato sobre a etapa Experimente publicado no blog Paralelo 10.

Por Asaph Jacinto*

Confesso que quando era menino nunca sonhei em ser cientista. Quando era adolescente também não. E muito menos quando entrei na faculdade! Mas o tempo foi passando e, quando me dei conta, tinha acabado de fazer 23 anos, com três graduações, mestrado e começando o doutorado. Então, comecei a aceitar a ideia de ser um cientista, pois de várias formas Deus tem me levado por esse caminho (e não é que estou gostando dessa jornada?).

Um dos instrumentos que o Senhor tem usado várias vezes comigo nessa área é a Aliança Bíblica Universitária** (ABU). Entrei nela no primeiro ano da graduação e foi amor à primeira vista. Não saí mais! [A Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) é uma organização missionária evangélica que compartilha o evangelho de Jesus Cristo nas escolas (Aliança Bíblica de Secundaristas, ABS) e universidades (Aliança Bíblica Universitária, ABU) brasileiras através dos próprios estudantes, que atuam em grupos locais, como a ABU ABC. Há também a Aliança Bíblica de Profissionais (APB).]

Alguns veteranos do movimento missionário estudantil me incentivaram a me envolver com pesquisa, conversando, mandando links das opções, dando dicas… Uma vez uma amiga só foi numa palestra sobre como conseguir bolsas de pesquisa para gravar o áudio e me mandar! Mas confesso que sou teimoso e, apesar de tudo isso, demorei uns anos para começar meu projeto de iniciação científica.

Acabei entrando no mestrado por um motivo bem inusitado. Tinha vontade de fazer o curso, claro, só que planejava esperar um pouco. Mas o relógio de Deus é outro, não é mesmo?

Um dia fiz uma espécie de auto avaliação e percebi que algo que sempre tive vontade de fazer e nunca tinha conseguido era estar mais envolvido com a ABU. Listei todas as pessoas que considerava as mais envolvidas na missão. O que elas tinham em comum? Todas estavam na pós-graduação! Presentes na universidade faça chuva ou faça sol, o dia todo, e assim conseguiam servir na missão estudantil também. Acredite se quiser, mas foi por isso que tentei entrar no mestrado e, graças a Deus, deu certo.

Quando penso na minha carreira, talvez o que eu mais seja grato pela ABU seja uma oficina em um treinamento local. O título era “Vida pós-ABU: vocação a serviço do Reino”, no treinamento da ABU São Paulo (SP) em 2014. Pensava que um engenheiro cristão glorificava a Deus somente em duas tarefas: falando de Jesus para outros engenheiros e/ou tentando ganhar dinheiro para ajudar os missionários ou a igreja. A engenharia em si era algo secundário, sem valor.

Como era mais fácil para os médicos, os assistentes sociais, os psicólogos. Eles ajudam pessoas, transformam vidas e realmente mudam o cotidiano delas de uma forma surpreendente. Isso sim era glorificar a Deus, eu pensava.

Mas e eu? Um mero engenheiro de materiais, fazendo mestrado sobre fibras de bambu? Era bem frustrante pensar nisso. Só que naquela oficina o Espírito Santo me fez entender de novo o significado de Colossenses 3:17: “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai”. Uau! Uma frase tão simples, mas tão revolucionária para mim.

Deixei de ser pior que médicos, pastores ou outras profissões “melhores”. A engenharia poderia ter tanto valor aos olhos de Deus quanto as outras profissões mais “nobres” de antes. Isso me marcou tanto que até hoje tento explicar esse conceito para todos os calouros de exatas que conheço. E é impressionante como muitos se identificam com esse conflito.

Hoje já passei da metade do doutorado (meu Deus, falta pouco tempo pra defesa, socorro! Ainda bem que Ele não vai me deixar na mão). Sou cada vez mais grato a Deus por ter colocado esses abeuenses no meu caminho para me animar na jornada. E também sou inspirado a ajudar os que estão começando na vida acadêmica agora, como o Senhor permitiu que eu fosse auxiliado.

Isso tudo para tentar que todos os membros possam viver “juntos, na mesma fé, no mesmo amor. Juntos na mente e coração!” E possamos glorificar a Deus, compartilhando do evangelho na universidade e também sendo os melhores profissionais que conseguirmos, como Jesus faria.

 

*Asaph (na foto o primeiro à esquerda) é cristão, presbiteriano e abeuense. É tecnólogo em polímeros pela Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental e na UFABC cursou ciência e tecnologia, engenharia de materiais e o mestrado em nanociências e materiais avançados. Está no 3º ano do doutorado no mesmo programa.