O crente é sal para a humanidade quando tem uma linguagem sadia — não mentirosa, não caluniadora, não bajuladora, não agressiva, não obscena.

O crente é luz para o mundo quando realiza transações honestas, não assume débitos que não pode resgatar, paga suas contas no prazo certo, desculpa-se quando precisa adiar o pagamento de uma dívida, não emite cheques sem fundo, não aceita suborno de espécie alguma, sabe controlar seus gastos, não faz do dinheiro o seu deus, não é sovina.

O crente tem credibilidade quando é autêntico, não lava apenas o exterior do prato, não tem duas caras nem duas medidas, quando se compromete “a viver o que prega e deixar de pregar o que não vive”.

O crente é perfume que se espalha por todos os lugares quando tem relações humanas aprovadas — delicadeza, cordialidade, humildade, paciência, tolerância, generosidade, espírito de perdão, capacidade de andar a segunda milha.

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A ressurreição de Jesus de entre os mortos foi uma tremenda surpresa. Para todo mundo. Para os apóstolos. Para Cléopas e seu companheiro de caminhada. Para as mulheres da Galileia. Para José de Arimateia e Nicodemos. Para os principais sacerdotes. Para fariseus e saduceus, especialmente para estes, “que dizem não haver ressurreição” (Mt 22.23). Para o governador Pôncio Pilatos e o rei Herodes Antipas. Para as multidões que cantavam: “Hosana ao Filho de Davi” e para as multidões que gritavam freneticamente: “Crucifica-o”. E, talvez, até para Maria, sua mãe.


Os apóstolos custaram a assumir a ressurreição do Senhor, apesar das aparições. Jesus lhes mostrou as marcas dos cravos nas mãos e nos pés e ainda permitiu que eles o apalpassem (Lc 24.39-40), o que provavelmente fizeram, já que João declara algum tempo depois: “O que nossas mãos apalparam… anunciamos também a vós outros” (1 Jo 1.1-3). Para se certificarem de que era um Jesus ressurreto de carne e ossos, e não um espírito, o Senhor lhes pediu algo para comer na presença deles (Lc 24.41-43). Tomé foi o mais resistente. Não levou a sério o testemunho das mulheres da Galileia nem o testemunho de Pedro e João nem o testemunho dos demais apóstolos nem o testemunho dos dois discípulos de Emaús: “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei” (Jo 20.25).

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Não é o sangue de Abel, o primeiro a ser derramado sobre a terra (Gn 4.10). Não é o sangue de um cordeiro sem defeito passado nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas dos israelitas na noite da saída do Egito (Êx 12.7). Não é o sangue de bode que o sacerdote oferecia em oferta pelo pecado e levava para dentro do Santo dos Santos no grande dia da expiação (Lv 16.15). Não é o sangue de carneiros, novilhos e touros seguidamente oferecidos ao Senhor. Não é qualquer sangue que pode remover pecados (Hb 10.4).

O único sangue que tem o poder de aplacar a ira de Deus e produzir perdão e purificação é o sangue de Jesus Cristo.

 

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Há 72 anos | 9 de abril de 1945

Neste dia, há 24 anos, o famoso pastor luterano Dietrich Bonhoeffer foi executado por ordem de Himmler no campo de concentração de Flossenberg, poucos dias antes da libertação do campo pelos aliados. A vítima tinha 39 anos apenas. “Dietrich Bonhoeffer foi um grande realista, uma das poucas pessoas que rapidamente compreenderam, ainda antes de Hitler assumir, que o Nacional Socialismo era uma tentativa brutal de fazer História sem Deus, baseada unicamente na força humana” (Leibholz). Dietrich foi preso pela Gestapo em casa de seus pais em 5 de abril de 1943. Permaneceu na prisão e nos campos de concentração dois anos e quatro dias, impressionando grandemente pela sua coragem indômita, pela sua ausência de egoísmo e pela sua bondade.

Texto originalmente publicado na edição de abril de 1969 de Ultimato.

Ó Deus, tem misericórdia de mim, pois sou pecador e aprendiz. Em meu incontido desejo de repassar para os outros as belezas que encontro na leitura da tua Palavra  a cada manhã, peço-te que me dês capacidade para produzir textos edificantes. Dá-me uma porção daquilo que é necessário  para cumprir e desenvolver essa aspiração.

Dá-me substância, conteúdo, recado, mensagem. Algo que gere fé e convicção, conforto e esperança, arrependimento e transformação, alegria em meio à tristeza e consternação em meio à euforia. Filtra o que eu tenho paraescrever e o que eu quero escrever. Ensina-me a construir em vez de destruir. Que a minha pena em tempo algum afaste alguém de ti.

Pastor Elben César (1936-2016), no seu escritório, em 2016

Dá-me exegese cuidadosa da tua Palavra. Que eu não me sirva dela de modo irresponsável e superficial, mas que ela se sirva de mim. Dá-me uma mentalidade bíblica. Que eu veja a história numa perspectiva bíblica. Que eu veja o presente numa perspectiva bíblica. Que eu enxergue o futuro numa perspectiva bíblica.

Dá-me discernimento espiritual para eu não misturar as coisas nem deixar de distinguir o bem do mal, o doce do amargo, a luz das trevas e o trigo do joio. Dá-me coragem e equilíbrio no trato de temas controvertidos e apaixonantes, e capacidade para enfrentar o que é complexo.

Dá-me a sabedoria que vem do alto, aquela que procede de ti, aquela que existe desde o princípio, aquela que mora com a prudência, aquela que vale mais que o ouro puro e a prata escolhida, aquela que tornaste disponível por meio da oração. Preciso muito de olhos que vejam, de ouvidos que ouçam e de coração que ame. Quero ser escravo e instrumento da Verdade.

Afasta de mim as segundas intenções, os propósitos duvidosos, as alfinetadas desnecessárias, a crítica mordaz. Livra-me do desamor, do preconceito, do equívoco, da injustiça. Segura em tuas mãos as rédeas do meu pensamento, do meu raciocínio, da minha escrita. Não me deixes escrever o que não é para ser escrito. Não me deixes colocar bobagens no papel. Amém

• Texto publicado originalmente em Súplicas de um Necessitado – oração e vigilância, Elben César [Editora Ultimato]
Há algo que você possa fazer para diminuir o seu sofrimento e o sofrimento alheio? Há algo que você possa fazer para aumentar a sua alegria e a alegria dos outros? Examine cuidadosamente as providências listadas a seguir. Se você acha que elas são sábias e funcionais, coloque-as em prática e reparta-as com os outros.
1. Negue-se a si mesmo

Se um dos maiores e mais complexos problemas do ser humano são os sofrimentos provocados pela pecaminosidade latente, aprenda a negar-se a si mesmo, a dizer não aos seus ímpetos pecaminosos, a fazer morrer a sua natureza terrena e má. Certa vez, Jesus convocou a multidão e seus discípulos e lhes disse francamente: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34). O esforço para crucificar a carne é altamente compensador. Você deixará de causar problemas a curto, a médio e a longo prazo para você, para seu cônjuge, para seus pais, para seus filhos, para os que estão mais próximos de você e para a sociedade. Seja santo, como Deus é santo (1 Pe 1.14-16).

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