Não tem como negar nem como escapar. Quanto mais trigo, mais joio. A quantidade de joio é proporcional à quantidade de trigo. Sempre foi assim. Enquanto alguns se dão ao trabalho de semear o trigo, outros se dão ao trabalho de semear o joio. Ambos os semeadores são incansáveis. A extensão do trigo provoca a extensão do joio.

O autor da denúncia da triste mistura do trigo com o joio é o próprio Senhor da Seara. Há quase dois milênios Jesus Cristo ensinou: “O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. Mas, enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi. Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu” (Mt 13.24-26, NVI).

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A respeito de Jesus não há palavras mais concisas, mais solenes e mais profundas do que estas: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo. 1.14).

Você precisa parar reverentemente diante desse quadro e refletir sobre o significado de cada palavra. Dê especial atenção ao fato de que Jesus habitou entre nós cheio de verdade. Isso quer simplesmente dizer que o Senhor merece crédito no mundo cheio de hipocrisia, cheio de falsidade, cheio de engano, cheio de equívoco e cheio de mentira.

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A palavra salvação é uma palavra muito solene. Por ser mencionada com frequência pelos pregadores do evangelho ao redor do mundo e em todos os tempos, ela tem se tornado vulgar.

O antônimo de salvação é perdição. Não há necessidade de salvação se não há perdição. Como, hoje em dia, a palavra perdição é por demais questionada, questiona-se também, obrigatoriamente, a palavra salvação. Questionando-se ambas as palavras, questiona-se toda a estrutura do cristianismo. Não havendo nem perdição nem salvação, obviamente não há Salvador. Jesus Cristo deixa de ser o que é — “Sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo 4.42) — e se torna um personagem simplesmente histórico. Se Ele não é o Salvador do mundo, a expiação realizada na cruz é lorota. Jesus deixa de ser o Salvador para ser um mártir, como Joana d’Arc ou Martin Luther King.

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Não se pode falar só sobre perdão. O perdão torna-se necessário por causa do pecado. Há pessoas que precisam muito de perdão e não o sabem. Porque perderam a noção de pecado e não têm convicção de pecado.

Talvez não houvesse pecado se não houvesse lei. Mas a lei existe. É a lei de Deus. Portanto, qualquer desconhecimento ou desrespeito a essa lei chama-se de pecado. Poderia chamar-se de infração ou crime ou de qualquer outra palavra. Todavia, por se tratar de uma desobediência à lei de Deus, a palavra mais própria é pecado. É uma palavra técnica, profundamente religiosa, usada primeiramente nas Escrituras Sagradas e, depois, na Teologia e na literatura religiosa.

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Há acusações que procedem. São firmadas sobre relatos, sobre provas, sobre documentos. São produzidas por pessoas honestas, que nunca tiveram qualquer implicância contra o acusado. Mas há também acusações que não procedem. Baseiam-se ora em equívocos ora na maldade humana, que não suporta ver um homem íntegro. As provas são forjadas, falsas e mentirosas. As testemunhas, o promotor de acusação e o juiz são todos subornados. Desde que o mundo é mundo, há justos colocados na cadeia e criminosos colocados na rua.
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Livro da semana | Práticas Devocionais

As práticas devocionais são exercícios de sobrevivência e de plenitude espiritual, demandam trabalho, esforço e tempo. Assim como as plantas que vivem mais de um ano no deserto do Saara são obrigadas a ter raízes muito compridas para colher a umidade nas profundezas do subsolo, o crente precisa se adaptar até descobrir e explorar os veios cheios de água viva para se manter vivo e vigoroso.

Prática da leitura da Bíblia

A prática da leitura da Palavra de Deus é a arte de procurar o Senhor nas páginas das Sagradas Escrituras até achar, de enxergar toda a riqueza que está por trás da mera letra, de ouvir a voz de Deus, de relacionar texto com texto e de sugar todo o leite contido na Palavra revelada e escrita, tanto nas passagens mais claras como nas passagens aparentemente menos atraentes, mediante uma leitura responsável e o auxílio do Espírito Santo.

A Bíblia é a Palavra de Deus. Isso quer dizer muita coisa. Significa que ela encerra a auto-revelação de Deus e expressa toda a sua vontade em matéria de fé e conduta. Significa ainda que você não está desesperadamente em estado de absoluta desinformação quanto a Deus, quanto à vida e quanto à eternidade. Você tem em sua própria língua um livro que revela todo o programa de Deus, uma espécie de enciclopédia que fornece toda sorte de informação teológica necessária, um manual de avaliação que mostra a diferença entre o certo e o errado.

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