Queridos missionários,

Sei que vocês recebem muitos e-mails. Mas, se possível, vejam abaixo coisas muito bonitas sobre o valor da humildade*.

A humildade sintetiza e coroa as demais virtudes.

Precisamos aprender a subir e a descer a escada de Jacó. Quando nos exaltamos descemos; quando nos humilhamos subimos.

A Davi coube o reconhecimento de seu pecado após ter sido humilhado; a Deus coube dar-lhe o perdão após sua confissão de culpa.

Prefiro um malogro suportado com humildade a uma vitória com orgulho.

Com frequência, é a humildade que salva a quem muito e gravemente pecou.

Elben | 14 de junho de 2011.
*Frases extraídas da edição de abril/junho de 2010 da Revista Beneditina.

 

Enquanto caminhamos inexoravelmente para a morte via envelhecimento ou acidente ou doença, de ambas as margens do caminho se nos apresentam promessas de uma vida sem solução de continuidade. De um lado, somos convidados a colocar a nossa esperança nos recursos e nas possibilidades da ciência, ainda que vagarosa. Do outro, recebemos o desafio da fé para crer na intervenção do próprio Deus, que transformará nosso corpo atual em outro corpo, de biologia diferente, ainda que sem data anunciada.

A qual delas devemos nos apegar? Qual é a mais crível? Dar-se-á o caso de que a vitória sobre a morte anunciada nas Escrituras Sagradas é uma referência aos sucessos da engenharia médica e ao futuro da biologia?

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Salomão é o mais extravagante de todos os personagens das Escrituras Sagradas. Pode ser chamado, sem erro, de polivalente, superdotado e exagerado. Viveu mil anos antes de Cristo. Era filho de Davi e “da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6). Foi educado pelo profeta Natã (2 Sm 12.24-25). Assentou-se no trono de Israel por decisão do próprio pai (1 Rs 1.28-31). Foi uma expressão da misericórdia divina, uma vez que descendeu exatamente da mulher com a qual Davi adulterou. Seu nome está na árvore genealógica de Jesus Cristo, pois “onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou muito mais ainda” (Rm 5.20, BLH). Salomão foi um fenômeno quanto à capacidade e à diversidade de trabalho.

Salomão escreveu mil e cinco cânticos e três mil provérbios. Dos três mil provérbios, muito menos da metade está na Bíblia, sob o título Provérbios de Salomão. Se cada versículo de Provérbios fosse um provérbio, teríamos então 915 provérbios, somente um terço de toda a sua produção. Acompanhe alguns de seus conselhos:

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Pedro e Paulo disseram: “Estou pronto”. O primeiro afirmou: “Estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte” (Lc 22.33). O segundo declarou: “Estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor” (At 21.13). Na verdade, porém, Pedro ainda não estava totalmente pronto, fosse para a prisão, fosse para a morte. Ele precisou amadurecer um pouco mais e aprender a confiar em Deus mais do que nele mesmo. Não muito tempo depois, ficou pronto. Mas Paulo estava de fato disposto a enfrentar a prisão e o martírio.

Não é com poucos anos de carreira cristã que você pode considerar-se pronto para enfrentar qualquer obstáculo, qualquer provação, qualquer oposição, qualquer tortura ou qualquer sofrimento. O arroubo e a impetuosidade não são suficientes para enfrentar certas gargantas muito apertadas do testemunho cristão. Você precisa ter lastro, reservas, experiências, profundidade e o contrário de auto-suficiência.

Você precisa estar sempre pronto. Para qualquer eventualidade, para qualquer mudança, para qualquer perigo, para qualquer crise emocional.

Essa prontidão você precisa conquistar. Ela é perfeitamente possível. Depende muito de sua intimidade com Jesus, depende muito de seu crescimento espiritual, depende muito de sua vigilância. Uma pessoa pronta vai até as últimas conseqüências. É capaz de passar pela prova de escárnios e açoites e até de algemas e prisões. É com estas pessoas que Deus realiza a sua obra de redenção do mundo.

Deus o abençoe!

Texto originalmente publicado na edição 261 de Ultimato.

A lista de milagres estranhamente não solicitados é enorme. Estamos deixando o tempo passar, as coisas se agravarem e a tristeza aumentar, mas não temos coragem de clamar por certos milagres. Somos incentivados a orar pelo milagre da cura de doenças incômodas ou terminais, pelos milagres da prosperidade e por outros milagres sensacionalistas.

Existe um milagre chamado conversão. É quando o coração de carne toma o lugar do coração de pedra. É quando o pecador descobre que é pecador e chora na presença de Deus. É quando a fé no sacrifício vicário de Jesus desponta e se apodera daquele que quer ser perdoado de seus pecados. É quando alguém se despe do velho estilo e adota outro estilo de vida. É quando a pessoa assume compromisso privado e público com Jesus Cristo. É quando alguém é libertado e arrancado do império das trevas e transportado para o reino de Deus (Cl 1.13). Esse é um milagre e tanto. Porque são poucos os que acertam com a porta estreita (Mt 7.14). Enquanto o milagre da cura, que também glorifica a Deus, traz benefícios exclusivamente para a vida terrena, o milagre da conversão diz respeito a esta vida e à vida que há de vir.

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Jesus está tomando uma refeição na casa de um fariseu chamado Simão. De repente, uma mulher sem nome entra sem ser convidada, abaixa-se e fica aos pés de Jesus por algum tempo. Ela tem nas mãos um pequeno vaso de pedra cheio de perfume. Antes de derramá-lo nos pés do Senhor, ela os lava com suas lágrimas e os enxuga com seus longos cabelos e põe-se a beijá-los compulsivamente. Jesus deixa a mulher à vontade. O fariseu acha aquilo muito estranho e diz com os seus botões: “Se este homem fosse o profeta que pensei, saberia que tipo de mulher ela é” (Lc 7.39).

Aquela senhora era conhecida na cidade não por seu nome nem por sua eventual beleza. Embora todas as outras mulheres e todos os homens daquele lugar fossem nascidos em pecado, ela era conhecida como “pecadora” (em quase todas as versões); ou como “pecadora pública” (Bíblia do Peregrino); ou como “mulher de má fama” (NTLH); ou, ainda, como “prostituta” (NBV). Se usarmos os muitos sinônimos da palavra “prostituta” ou “meretriz” que aparecem no “Dicionário Aurélio”, todos pejorativos, diríamos que aquela moça era uma mulher da rótula, uma mulher da rua, uma mulher da vida, uma mulher da zona, uma mulher de amor, uma mulher de má nota, uma mulher de ponta de rua, uma mulher de fandango, uma mulher do mundo, uma mulher do palo aberto ou uma mulher errada. Quem sabe, para Simão, pecadora era ela sozinha, e não também aqueles homens que dela se serviam. Continue lendo →