Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho, seu único Filho, pela seguinte razão: para que ninguém precise ser condenado; para que todos, crendo nele, possam ter vida plena e eterna. (Jo 3.16)

Ele ama de verdade. Ama em profundidade. Seu amor não depende de correspondência. Ele ama porque ama. É um amor sacrificial. É um amor pungente.

O amor é a única força que destrói os interesses pessoais, o egoísmo, o indiferentismo, a apatia, a hipocrisia. É uma segurança para quem é amado, para quem se cobre do amor alheio, para quem é posto debaixo do amor.

O amor de Jesus não fica só no anúncio, na declaração. Ele é declarado e confirmado: “Esta é a maneira de medir o amor – o maior amor é demonstrado quando uma pessoa entrega a vida pelos seus amigos” (Jo 15.13). E Jesus foi até o banco dos réus, até o madeiro, até o túmulo. Exclusivamente por causa do amor. Sob a força do amor. Impelido pelo amor.

Jesus não é mercenário. Não é pago para viver, não é pago para morrer, não é pago para amar. Ele vive, morre e ama porque é movido pelo amor.

Trecho originalmente publicado no livro Cuide das Raízes, Espere Pelos Frutos.

Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne (Gênesis 2:24)

No que diz respeito ao casamento no plano original da criação, não há lugar para o adultério, para o divórcio nem para a homossexualidade.

A união sexual é tão perfeita que os cônjuges se tornam uma só carne e ninguém pode ter a ousadia de profaná-la, separando-os.

Considerada ridícula e ultrapassada, essa é a herança deixada por Deus e confirmada por Jesus Cristo (Mt 19.4).

 

Texto originalmente publicado na edição 362 de Ultimato.

Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. (1 João 4:15)

A confissão de fé é mais do que uma obrigação. É uma explosão que não se pode conter e se manifesta repetidas vezes ao longo da caminhada cristã por meio da palavra e das mais espontâneas e variadas atitudes do crente verdadeiramente convicto.

Repetidamente

Existe confissão de pecado e confissão de . São duas coisas distintas.

Ambas fazem parte da carreira cristã. A confissão de pecado é a prática de colocar-se contritamente na presença de Deus para se declara culpado de pecados pessoais e específicos com o propósito sadio de obter perdão e purificação, mediante a obra vicária realizada por Jesus Cristo. A confissão de fé é a prática de colocar-se convictamente diante de Deus e diante dos homens para se declarar proprietário de crenças pessoais a respeito da salvação e do senhorio de Jesus Cristo. Tanto a confissão de pecado como a confissão de fé não se limitam a uma única vez. A primeira confissão de pecado e a primeira confissão de fé serão necessárias ao longo da vida religiosa para manter a higiene da alma e para manter a bagagem doutrinária.

Explosão

A fé começa no íntimo. Mas não para aí. Se for autêntica, ela acaba se exteriorizando. Pela palavra e pelo testemunho de vida. Ela rompe as paredes da privacidade e se mostra aos outros. Daí a explicação de Paulo “Com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.10). Este fenômeno da-se historicamente o nome de confissão de fé. É isto que aconteceu com a mulher samaritana quando deixou o cântaro junto á fonte e correu á cidade para anunciar Jesus aos homens de Sicar. “vinde comigo, e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito” (Jo 4.29). É isso que aconteceu também com o ladrão que se converteu no dia da morte de Jesus (lc 23.39-43). A fé verdadeira é incontrolável. Ela tem que aparecer. Ela não consegue ficar presa. Ela precisa explodir. Continue lendo →

“O Deus todo-poderoso tem colocado sobre mim dois grandes objetivos: a supressão do comércio escravocrata e a reforma dos costumes”. William Wilberforce

Porque o inglês William Wilberforce, talvez o mais célebre abolicionista da história, era de baixa estatura, enxergava pouco e tinha o nariz encurvado para cima, o biógrafo escocês James Boswell dizia que ele era “um perfeito camarão sem importância”. Porém, depois de observar a tenacidade de Wilberforce na luta contra a escravatura, Boswell, dezenove anos mais velho, passou a se referir a ele como “o camarão que cresceu e virou baleia”. Wilberforce morreu em 1833, aos 74 anos, três dias depois de as duas casas do Parlamento inglês terem aprovado por maioria esmagadora o projeto de abolição da escravatura.

 

 

Texto originalmente publicado na edição 358 de Ultimato.

Ao chegar ao Brasil, na segunda metade do século 17, o missionário europeu encontrava muitos desafios pela frente:

Muito chão

A extensão territorial do novo campo missionário era enorme. Embora as fronteiras não estivessem demarcadas, alguns anos depois o Brasil seria pouco menor que a Europa toda, quatorze vezes maior que a Península Ibérica e cem vezes maior que o minúsculo Portugal.

Muitas migrações

As gentes para evangelizar provinham de três grandes migrações: da Ásia (os indígenas), da Europa (os portugueses e mais alguns europeus) e da África (os negros que começaram a chegar em 1538).

Muitas etnias

Havia uma diversidade enorme de etnias indígenas (mais de mil) e africanas (mais de 250), com características e culturas distintas, em alguns casos, bem diferentes. Havia indígenas pacíficos e indígenas guerreiros, indígenas que comiam carne humana em rituais de guerra e indígenas não antropófagos, indígenas que viviam praticamente nus e indígenas que cobriam-se de peles. Havia negros da costa atlântica e da costa índica, de toda a África subsaariana.

Muita distância

Os indígenas se encontravam totalmente dispersos, ocupando o litoral de norte a sul e o interior do país, de leste a oeste. Eram tão numerosos quanto a população de Portugal.

Muitas línguas

A comunicação era um problema quase intransponível por causa da diversidade de línguas. Até hoje há equipes de missionários linguistas gastando em média 25 anos para traduzir o Novo Testamento para línguas indígenas. E ainda falta bem mais da metade de traduções a fazer. Quanto aos negros, o problema era menor porque, como escravos, eram obrigados a aprender a língua dos portugueses.

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Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar (Isaías 48:17b)

Ninguém fica parado. Ou você anda para a frente ou você anda para trás. É mais e mais para cima ou mais e mais para baixo. Não dá para parar. O entusiasmo é grande demais para parar no meio do caminho em direção à luz. A loucura é grande demais para parar no meio do caminho em direção às trevas. Ou é de vitória em vitória ou é de derrota em derrota. Ou você continua na prática da justiça ou você continua na prática da injustiça. Ou você insiste na santidade ou você insiste na imundícia (Ap 22.11). É de glória em glória ou de fracasso em fracasso. Se existe a linha do meio, que separa uma coisa da outra, dura apenas um segundo, o tempo suficiente para você engatar a primeira ou engatar a marcha à ré.

Dá-se o nome de evolução quando a caminhada é para a frente. Dá-se o nome de involução quando a caminhada é para trás. “A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18). A vereda do ímpio é como a luz do poente que vai brilhando menos e menos até ser noite fechada.

Se você está caminhando mais e mais para trás, dê um grito em direção a Deus e, com o auxílio dele, vire subitamente para a frente e continue a andar. Desta vez na direção contrária, rumo à glória. E não pare mais!

Texto originalmente publicado na edição 254 de Ultimato.