Toda vez que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies que vivem na terra. Gênesis 9.16

No devido tempo as águas do dilúvio retrocederam, e todos os ocupantes da arca — pessoas e animais — desembarcaram. A seguir, Noé edificou um altar e ofereceu ofertas queimadas sobre ele, simbolizando a dedicação da sua nova vida a Deus. Já antes do dilúvio, olhando para o futuro, Deus tinha dito a Noé: “Com você estabelecerei a minha aliança” (6.18). Então depois do dilúvio ele o confirmou (9.8-11).

“Aliança” é uma palavra-chave na Bíblia. Denota uma solene promessa de Deus na qual ele toma uma iniciativa de imerecida misericórdia. A promessa da aliança de Deus logo depois do dilúvio tinha um lado afirmativo e outro negativo. A negação foi feita cinco vezes sucessivas. Deus disse para si mesmo: “Nunca mais” (8.21; 9.11, 15).

A esta promessa negativa, Deus acrescentou uma bênção afirmativa, na qual ele repetiu seu mandamento original de quatro ênfases: frutificar, multiplicar, encher a terra e dominá-la (9.1, 7). Ele renovou o compromisso com a sua criação. Além disso, prometeu que, enquanto a terra existisse, o ciclo anual das estações (tempo de semear e tempo de colher, frio e calor, inverno e verão) e a seqüência de dia e noite nunca acabariam. Toda forma de vida depende, de alguma maneira, da regularidade desses ciclos, e sempre foi assim, mesmo antes de se saber que eles resultam dos movimentos da terra em torno de si mesma e em torno do sol. A Marinha Real inglesa tinha bastante confiança nisso. Certa vez enviou a seguinte orientação: “A frota vai zarpar ao nascer do sol, e o sol nascerá às 5h52min”.

Deus se manteve fiel à sua aliança, a qual ele assinou e selou com o arco-íris (v. 12, 17). Em contraste com o escuro cenário de um céu ameaçador, a luz e a beleza desse fenômeno aparecem, unindo céus e terra. De forma parecida, o apóstolo João viu o trono de Deus envolto por um arco-íris, pois ele governa o mundo com misericórdia (Ap 4.3).

Leitura recomendada: Gênesis 8.20-22; 9.1, 7-17

Texto originalmente publicado no livro A Bíblia Toda o Ano Todo

Lembro-me muito claramente de que há vários anos, sendo um cristão ainda jovem, a questão que me causava perplexidade (e a alguns amigos meus também) era esta: Qual é o propósito de Deus para o seu povo? Uma vez que tenhamos nos convertido, uma vez que tenhamos sido salvos e recebido vida nova em Jesus Cristo, o que vem depois? É claro que conhecíamos a famosa declaração do Breve Catecismo de Westminster: “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. Sabíamos disso e críamos nisso. Também refletíamos sobre algumas declarações mais breves, como uma de apenas sete palavras: “Ama a Deus e ao teu próximo”. Mas de algum modo, nenhuma delas, nem outra que pudéssemos citar, parecia plenamente satisfatória. Portanto, quero compartilhar com vocês o entendimento que pacificou minha mente à medida que me aproximo do final de minha peregrinação neste mundo. Esse entendimento é: Deus quer que seu povo se torne semelhante a Cristo. A vontade de Deus para o seu povo é que sejamos conformes à imagem de Cristo.
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Por Ariane Gomes

John Stott, com binóculos em mão | Foto: Kieran Dodds

Um aspecto que merece ser destacado antes da seleção de trechos a seguir, é que John Stott falou sobre descanso como uma disciplina. Você já tinha pensado nisso?

O descanso é tão relevante e indispensável para manter saudáveis o corpo, a mente e o coração e também o vigor e o frescor espiritual que precisa ser planejado, exercitado e usufruído de maneira plena e com mais frequência que se costuma fazer.

Ao falar de desafios da vida cristã, especialmente na experiência do líder1, ele explica que o cansaço abate as pessoas de tal maneira que elas perdem a vontade de ler as Escrituras, de orar e de dar testemunho de Jesus Cristo. Por isso, tirar um tempo de descanso para si mesmo, eleger passatempos e dedicar tempo à família e amigos são disciplinas das quais o cristão não deve abrir mão. Estas são necessidades humanas e ninguém deve ter vergonha de admitir que as tem.

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