LANÇAMENTO

Antes de mais nada, é preciso deixar claro o que Christopher Wright lembra ao recomendar a série: “Estamos lendo a Bíblia com John Stott”. Ponto. E, não apenas as suas considerações sobre a Bíblia. 

Lançada nos Estados Unidos pela InterVarsity Press, a série “Lendo a Bíblia com John Stott”, acaba de ganhar dois novos volumes no Brasil: Lendo Romanos com John Stott, volumes 1 e 2. Os dois lançamentos se juntam ao primeiro título da série, Lendo o Sermão do Monte com John Stott.

A carta de Paulo aos Romanos é um livro essencial para se entender o evangelho. Paulo se dirigia aos seus contemporâneos, falando de evangelismo e de sexualidade; da queda e da soberania de Deus; das relações entre Igreja e Estado e de santidade; de discipulado e também de como lidar com as diferenças de opinião dentro da comunidade cristã. 

Os dois volumes da série oferecem ao leitor a essência, o significado e a aplicação do texto bíblico.

Os capítulos 1 a 8 do livro de Romanos são apresentados em Lendo Romanos com John Stott (vol. 1); e, os capítulos 9 a 16, são apresentados em Lendo Romanos com John Stott (vol. 2).

Não custa lembrar. A série Lendo a Bíblia com John Stott evita detalhes técnicos e acadêmicos, e também pode também ser usado como leitura diária. E, melhor: ao final de cada capítulo, o leitor encontra orientações para líderes, além de um guia de estudo para uso individual ou em grupo.

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O que a série “Lendo a Bíblia com John Stott” NÃO É

> Não é a conhecida série “A Bíblia Fala Hoje”, publicada pela ABU Editora na década de 1980. 

> Não é uma nova edição dos livros conhecidos como “A Mensagem de…”, nem uma nova roupagem para os comentários bíblicos de John Stott.

> Não se trata de uma série de comentários bíblicos técnicos e acadêmicos.

O QUE É a série “Lendo a Bíblia com John Stott”

> É um lançamento. Uma série inédita, ainda sendo publicada nos Estados Unidos pela InterVarsity e, no Brasil, pela editora Ultimato.

> Enfatiza o significado e a aplicação do texto bíblico e evita detalhes técnicos e o rigor acadêmico. 

> Apresenta um formato adequado também à leitura diária, que pode ser usado tanto para estudo bíblico como para leitura devocional.

> De leitura fácil, os livros contam com um guia de estudo ao final de cada capítulo, que tornam a leitura prática e agradável, tanto para uso individual como para estudo em grupo.

> Nas palavras de Christopher J. H. Wright, a série “apresenta aos novos leitores não apenas as riquezas da exposição bíblica de John Stott, mas as riquezas da Palavra de Deus que eles ainda não conhecem”.

> Enfim, organizada por Douglas Connelly, a série “Lendo a Bíblia com John Stott” é uma exposição breve e cuidadosa de passagens específicas do Novo Testamento, oriundas da série “A Bíblia Fala Hoje”, iniciada por John Stott e da qual ele foi editor.

Boa leitura. 

No mês em que se completam 7 anos da morte de John Stott, Ultimato seleciona conteúdo sobre a vida, ministério e produção escrita de Stott que vale a pena lembrar. Começamos com o artigo a seguir, escrito pelo pastor Robinson Cavalcanti em 2001, a propósito do aniversário de 80 anos de Stott. Boa leitura!

O mundo cristão comemorou, com grande alegria, no dia 27 de abril deste ano, os 80 anos do nascimento de um dos mais importantes teólogos do último século, o Rev. John Stott, ministro anglicano e autor de, entre outros, Cristianismo Básico, um clássico traduzido para 50 línguas, com mais de 2 milhões e meio de cópias vendidas. Há dez anos, estive presente ao seu 70º aniversário, em Oxford.

Stott nasceu em 1921 no seio de uma família de classe média alta de Londres. Seu pai, um humanista, era um renomado cardiologista. Sua mãe, uma cristã tradicional, ensinou ao pequeno John e a suas três irmãs a lerem a Bíblia, a orarem e a freqüentarem a igreja. Sua conversão se deu na adolescência, quando aluno da prestigiosa Escola Secundária Rugby, pelo ministério de um professor que organizava grupos de estudo bíblico e acampamentos de férias, visando ganhar para Cristo os filhos da elite inglesa.

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“Minha primeira resposta à pergunta “Por que sou cristão?” foi referir-me ao Cão de Caça do Céu, que me perseguiu, cutucou e aguilhoou até que eu me entregasse a ele. Minha segunda resposta é “porque estou convencido de que o cristianismo é verdadeiro, ou melhor, de que as afirmações de Jesus são verdadeiras.” (John Stott)

1. Cristo é como uma mulher que varre a sua casa em busca de uma moeda perdida; é como um pastor que se arrisca nos perigos do deserto em busca de apenas uma ovelha que se perdeu; e é como um pai que sente saudades de seu filho pródigo e deixa que ele experimente as amarguras de seus desatinos, mas que está pronto, a todo momento, para correr e encontrá-lo, e dar-lhe as boas-vindas de volta ao lar. (p. 32)

2. Jesus colocou-se numa categoria moral em que estava só. Todos os demais estavam na escuridão; ele era a luz do mundo. Todos estavam famintos; ele era o pão da vida. Todos estavam sedentos; ele era a água viva. Todos eram pecadores; ele podia perdoar os seus pecados. (p. 46)

3. Se Jesus reivindicou autoridade para perdoar o penitente, ele reivindicou também autoridade para julgar o impenitente. Várias de suas parábolas dão a entender que ele esperava retornar no fim da história. Ele disse que naquele dia se assentaria em seu glorioso trono. Todas as nações estariam diante dele, e ele as separaria umas das outras como um pastor separava as ovelhas dos bodes. Em outras palavras, ele determinaria o destino eterno de todos. Assim, ele fez de si mesmo a figura central do dia do julgamento. (p. 47)

4. O que fazer com as afirmações de Jesus? Algo que não podemos fazer (embora muitas pessoas tentem) é ignorá-las. Se as varremos para debaixo do tapete, elas têm o hábito constrangedor de aparecer novamente. Elas estão costuradas no tecido dos Evangelhos, não podemos fingir que não estão ali. Não podemos caracterizar Jesus como um professorzinho de trivialidades éticas, inofensivo e bom. (p. 48)

5. As afirmações de Jesus soam como delírios de um lunático, mas ele não mostra nenhum sinal de ser um fanático, um neurótico, nem muito menos um psicótico. Ao contrário, ele se apresenta nas páginas dos evangelhos como o mais integrado e equilibrado dos seres humanos. (p. 49)

6. Quando Jesus morreu na cruz, o próprio Deus, em Cristo, recebeu o julgamento que merecíamos, a fim de nos dar o perdão que não merecíamos. A pena plena do pecado foi paga não por nós, mas por Deus, em Cristo. Na cruz o amor e a justiça divinos foram reconciliados. (p. 60)

7. Não devemos considerar a cruz como derrota e a ressurreição como vitória. A cruz foi a vitória conquistada e a ressurreição foi a vitória endossada, proclamada e demonstrada. (p. 67)

8. Em qualquer compreensão equilibrada da cruz, confessaremos Cristo como Salvador (expiando nossos pecados), como mestre (revelando o caráter de Deus) e como vitorioso (vencendo os poderes do mal). (p. 67)

9. Jesus colocou de lado a sua imunidade para sentir a dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e sangue, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós, morrendo em nosso lugar, a fim de que pudéssemos ser perdoados. (p. 68)

10. Somente Jesus conhece a Deus, de modo que só ele pode fazê-lo conhecido. Isso significa que Deus é completo e finalmente revelado em Jesus Cristo. (p. 131)

Frases retiradas do livro Por Que Sou Cristão. Editora Ultimato.