A primeira edição de 2017 da revista Ultimato

Procurai a paz da cidade… e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz. (Jeremias 29.7)

Hoje, 8 em cada 10 brasileiros vivem em cidades. A concentração de pessoas em centros urbanos nas últimas décadas, tornaram as palavras de  Jeremias tão atuais quanto as manifestações de rua das últimas semanas.

A capa da edição 364 da revista Ultimato, a primeira de 2017, é um olhar sobre a cidade. Mais especificamente, um olhar de lamento do profeta Ezequiel. Trata-se de um cântico triste sobre uma cidade em situação de calamidade causada pelo pecado. Aliás, quem mais canta cânticos fúnebres na história do Antigo Testamento, por ordem expressa de Deus, é Ezequiel.

Para o autor da matéria, é tempo de reaprender a chorar. E não faltam motivos. Lamentos bíblicos e lamentos atuais sobre a nossa realidade podem nos ajudar a pedir a misericórdia de Deus e enxergar esperança.

Para degustação, confira tudo o que você vai ler na primeira edição do ano no SUMÁRIO:

 

Quando a política e a religião estão estreitamente ligadas

[LIVRO DA SEMANA]

Por Colin Chapman

Todos os judeus religiosos baseiam seu direito à terra na Escritura, e todos os muçulmanos têm fortes razões islâmicas para reivindicar a terra, e especialmente Jerusalém, para os palestinos.

 
A política e a religião estarão sempre estreitamente ligadas

É difícil pensar em outra situação em qualquer lugar do mundo em que a política tenha se tornado tão estreitamente ligada à religião, e em que textos sagrados tenham um efeito tão profundo na ação política.

No entanto, por mais que a religião esteja amarrada com a política nesse conflito, problemas políticos requerem soluções políticas, e se as pessoas religiosas das três crenças não conseguem aprender a falar umas com as outras e a fazer concessões no mundo real com vistas à sobrevivência, paz e convivência, deve ser exigido que elas retirem-se para seus guetos e falem apenas com quem está dentro do seu círculo fechado. Mais >

Obstáculos à oração

[500 Anos da Reforma]

Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa.
— João 16.24

Existem dois obstáculos principais à oração. O primeiro surge quando o Diabo o impele a pensar: “Eu ainda não estou preparado para orar. Eu deveria esperar mais meia hora, ou mais um dia, até que eu esteja melhor preparado ou até que eu tenha terminado de cuidar disso ou daquilo”. Enquanto isso, o Maligno o distrai por meia hora para que você não pense mais na oração durante todo o resto do dia. De um dia para o outro, você acaba se envolvendo com outros interesses e é impedido de orar. Esse obstáculo, tão comum, mostra quão malicioso é o Maligno ao tentar nos enganar.

Frequentemente ele tenta fazer isso comigo. O Diabo também tem influência sobre os nossos corpos, os quais são tão preguiçosos e insensíveis que nem ao menos conseguimos orar da maneira que desejamos. Mesmo quando começamos a orar, distraímo-nos com pensamentos fúteis e desconcentramos da oração.

O segundo obstáculo surge quando perguntamos a nós mesmos: “Como você pode orar a Deus e fazer a oração do Pai-Nosso? Você é indigno demais e peca todos os dias. Espere até ser mais devoto. Mesmo que você esteja com disposição para orar agora, deve esperar até que tenha confessado o seu pecado e participado da Ceia do Senhor, para que então você possa orar mais fervorosamente e possa se aproximar de Deus com confiança. Somente após isso é que você poderá realmente orar a oração do Pai-Nosso de coração”. Esse obstáculo é sério e nos esmaga como se fosse uma enorme pedra. Apesar dos nossos sentimentos de indignidade, os nossos corações devem lutar para remover este obstáculo de tal forma que consigamos nos aproximar de Deus livremente e clamar a ele.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.