Por Ariane Gomes

Considerado o livro devocional mais vendido de todos os tempos, Tudo Para Ele, de Oswald Chambers, reúne meditações bíblicas que são uma insistente advertência para que o ser inteiro, circunstâncias e oportunidades sejam entregues a Jesus Cristo. Alguns textos desafiam ao arrependimento e à conversão; outros, à vida de oração, leitura bíblica, encorajamento, alegria e serviço.

Tudo Para Ele reúne parte de palestras oferecidas por Chambers na Faculdade de Ensino Bíblico em Clapham, Inglaterra, de 1911 – 1915, e de artigos devocionais preparados por ele enquanto servia como missionário da Associação Cristã de Moços, no Egito, entre 1915 e 1917.

Biddy, como ficou conhecida Gertrude Hobbs, esposa de Chambers, é a grande responsável pela compilação das devocionais e palestras do autor. Durante os sete anos de casamento, ela participou do ministério do marido registrando seus sermões e devocionais e também por meio da hospitalidade em favor dos soldados com quem eles trabalhavam no Egito. Biddy era considerada excelente taquígrafa e registrava cada discurso de Chambers preocupando-se não apenas com a fidelidade às palavras como também com o objetivo daquilo que o marido ensinava.

Quando Chambers morreu, em 1917, com apenas 43 anos de idade, Biddy decidiu permanecer com a filha, Kathleen, no Egito. Ela serviu entre as tropas militares até 1919, ano em que retornou para a Inglaterra e deu início à preparação de todo material registrado para publicação.

Tudo Para Ele foi publicado pela primeira vez em 1927, na Inglaterra, está traduzido para mais de quarenta idiomas e já vendeu milhões de exemplares. Assim como outros livros de Oswald Chambers, ele é distribuído gratuitamente pela Associação Oswald Chambers Publicações a estudantes e pastores mais necessitados.

Porque as meditações de Oswaldo Chambers chamam a atenção para Jesus, Ultimato reuniu frases de Tudo Para Ele na esperança que sejam um encorajamento para aqueles que o seguem de todo coração.

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(Em nome de uma filha bebê)

Por Jonathan Simões Freitas

 

Thalita, Manuela e Jonathan

Querida mamãe,

 

Vai valer a pena! Vamos falar a verdade: já está valendo, né?!

 

Sei que na maioria das vezes não tenho te deixado dormir bem… Mas sabe o que é? É que, pra mim, mais de três horas sem te sentir por perto é uma eternidade! Sinto saudades e fico querendo te ver um pouquinho antes de encarar mais algumas horinhas de sono.

 

Afinal, você é uma mãe muito fofa. De vez em quando, tenta bancar a brava. Mas eu já saquei que não cola. Você é fofa e pronto!

 

Sei que o meu jeitinho contribui. Ainda mais agora que aprendi a dar aquele sorriso maroto de empatia e que percebi que, se eu acordar assim e jogando charme, já ganho vocês para o resto do dia.

 

De qualquer forma, fato é que a nossa parceria está muito bacana. Pelo menos do meu ponto de vista de bebê. Eu concordo que esta de me levar para passear cedo e depois me dar uma frutinha criou uma ótima rotina para o meu início de dia. Convenhamos que eu também estou fazendo a minha parte com a soneca estendida no fim da manhã e no meio da tarde.

 

No final da nossa jornada diária, acho o máximo ver você e o papai juntos na cozinha – e como a minha papinha até mais feliz vendo vocês lavarem a cota extra de louça que eu gerei! Também curto a “operação vapt-vupt” do banho, cotonete na orelha, Salsep no nariz e mamá de despedida. Acho que ficou uma dinâmica familiar bem legal para o meu início de noite. E sim: saiba que eu sei que você corre no chuveiro para eu não te esperar muito e dou “a maior moral” para isso! Você é demais, mamãe!

 

Sei que vou ter que crescer, amadurecer e bancar ser uma garotinha mais independente com o tempo. Mas confesso: este primeiro ano cheio de chamegos eu não vou esquecer nunca. Você arrebentou! Em breve, pode fazer as malas para ser mãe de segunda viagem!

 

Aquele beijo babado na bochecha,

 

Sua filhota.

  • Jonathan Simões Freitas é marido da Thalita e pai da Manuela, que está com 1 ano e 15 dias.

Por Mateus Andrade

Mateus e Rebeca

O café da manhã é a principal refeição do dia. Podem vir médicos e nutricionistas provarem o contrário que eu não mudo de opinião. Não mexam com o meu café da manhã! Não mexam também com a minha rotina. Que venham terapeutas, psicanalistas e rebeldes por vocação dizer que a rotina desapropria sua liberdade e torna a vida monótona. Eu não caio nesse conto-da-carochinha!

Acordo às 5h da manhã. Coloco a água para esquentar. Preparo algumas frutas e coloco o pão na torradeira. Enquanto o café é coado, como as frutas e, logo depois, o pão já está no ponto e o café fresquinho. Deliciava-me com tudo isso.

Depois que a Rebeca nasceu, não se segue à risca este roteiro. Entre partir a manga e picar a banana, há uma troca de fralda. Às vezes, o café é esquecido na xícara, pois eu estava no quarto fazendo a Rebeca dormir. O pão queimou na torradeira? Várias vezes!

Não há mais hora para acordar. Num exercício de psicologia positiva, forço-me a me sentir como se estivesse em férias, pois, não programo mais o horário do meu despertador. Foi melhor assim, afinal, a Rebeca sempre acordava antes dele e, de longe, ao o ouvir eu pensava: “devia estar acordando agora”.

Confesso, por diversas vezes foi frustrante. Não perdi só o café da manhã, mas, a minha rotina. Minha deliciosa rotina, melhor amiga do meu café da manhã.

Felizmente, aos poucos, deixei o aborrecimento e a frustração de lado. E melhor ainda, não foi por conformismo. Sendo pai, aprendi a compreender mais do que é ter uma vida de fé, confiança e consagração. Quando eu não tinha a Rebeca para cuidar, vivia um mundo de fantasia em que eu era o senhor dos meus horários e programador da minha rotina, quando o verdadeiro senhor do tempo é Deus.

Através da paternidade, ao não compreender tanto amor que tenho pela minha filha, eu compreendo mais sobre o Amor de Deus e descanso ao reconhecer o cuidado diário que ele tem conosco nos mínimos detalhes.

Pela graça de Deus, tenho hoje a benção de ser pai da Rebeca e a missão de criar e educar uma filha dEle, e acima de tudo, me sinto cada vez mais na completa dependência dEle.

É verdade que não tenho mais o mesmo café da manhã, nem a mesma rotina que eu tanto gostava. Agora, em essência ainda sou o mesmo, graças a Deus, e descobri que sendo pai, sou outro.

  • Mateus Andrade é historiador, professor, marido da Lorena e pai da Rebeca.

Foto de Andréa Vargas, entrevistada nessa edição, no Instagram: @andreavargasinsta

Nesta postagem você pode conhecer todo o conteúdo extra que foi divulgado na edição de julho/agosto de Ultimato. A ideia é oferecer muito mais conteúdo para o leitor aprofundar-se nos assuntos de cada seção da revista.

Ultimato fica contente em distribuir o enorme acervo de artigos, livros, canções e outros recursos e também por divulgar conteúdos dos colaboradores. Aproveite!

 

Quantidade sem qualidade, por Elben César:

Legado Elben César

 

Conselhos de Pedro – uma paráfrase para o cristão peregrino, por Délnia Bastos:

Estrangeiros e peregrinos sobre a terra

 

Para saber mais sobre as questões da matéria de capa acesse esse post

 

Os desejos do Espírito, por Ricardo Barbosa:

Reprimir os desejos é uma atividade humana necessária

 

A sexual idade, por Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski:

Como resguardar a criança do sexo precoce, da pornografia e da homossexualidade

 

O futuro do evangelicalismo, por Valdir Steuernagel:

Quem são e o que fazem os “evangelicais”?

 

Fé pública – Conselho Editorial Jovem Ultimato entrevista Pedro Dulci:

Política e juventude cristã: passividade ou esperança?

A mui santa participação política

 

A mais decisiva das doutrinas, por Alderi S. Matos:

O Deus em quem é difícil crer

 

John Perkins, por René Padilla:

O evangelho não deixa espaço para a intolerância

 

O evangelho do reino de Deus, por Ed René Kivitz

O reino de Deus e as utopias

 

O evangelho do barroco mineiro, por Bráulia Ribeiro

No meu bairro tem circo

 

O inverno do tempo, por Gladir Cabral:

A fé cartólica

 

Sal da terra no ritmo do sertão, por Marcos Sal da Terra:

Banda Sal da Terra

Cantando sem medo para o Deus verdadeiro

 

O presente dos presentes, por Rubem Amorese:

Que presente se dá para quem já tem tudo?

No artigo “Pornografia no bolso – 24 horas por dia, 7 dias por semana”, Elsie Gilbert menciona como hoje “toda criança, adolescente, jovem ou adulto que carrega consigo um celular conectado à internet tem à sua disposição a porta de entrada para um universo dinâmico, incrivelmente diversificado e agressivo de conteúdos pornográficos”.

Pensando em proteger as crianças desses e outros males, o Comitê Gestor da Internet no Brasil elaborou a cartilha “Internet Segura para seus filhos“, um guia didático e introdutório, com dicas extremamente importantes e necessárias a todos os pais e responsáveis que se importam com as crianças.

Foram preparadas duas versões da cartilha, uma para crianças, outra para adolescentes. A das crianças trata de temas como os cuidados dos pais ao publicar conteúdos sobre os filhos, as regras e os exemplos que precisam ser estabelecidos, como pais podem monitorar o uso da internet de uma forma saudável, e muito mais.

A cartilha voltada para os adolescentes, “Internet com responsa”, apresenta tópicos como exposição excessiva online, liberdade de expressão e danos à imagem e reputação, cyberbullying, racismo, danos e riscos no envio de fotos íntimas e vários outros.

Acesse as cartilhas, compartilhe com quem é pai ou trabalha no cuidado de crianças e adolescentes.

Livro da Semana  | Antes de Casar

 

A Bíblia estabelece sabiamente três princípios para que o casamento seja bem-sucedido: “Por isso deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, tornando-se uma só carne” (Gn 2.24).

Quando você decide se unir oficialmente a uma pessoa, nasce um novo sistema familiar. Seus pais e irmãos continuarão sendo sua família, mas agora passarão a ser sua família de origem. Novos papéis terão de ser desempenhados. O filho agora será esposo, o pai será sogro, a irmã será cunhada e assim por diante. Quando uma pessoa decide se casar, ela modifica toda a antiga configuração familiar.

A nova configuração muitas vezes é difícil de ser compreendida, tanto para os recém-casados como para as famílias de origem. Quando isso ocorre, abre-se a possibilidade para muitos conflitos, que estão entre aqueles causadores de divórcio.

A Bíblia estabelece sabiamente três princípios para que o casamento seja bem-sucedido: “Por isso deixa o homem pai e mãe e se une a sua mulher, tornando-se uma só carne” (Gn 2.24).

Segundo este texto, para que um casamento realmente aconteça são necessárias três ações por parte dos cônjuges: deixar, unir-se, tornando-se. Contudo, é preciso considerar que o tempo que cada cônjuge viveu com sua família de origem foi muito maior do que o que estão juntos, por isso estas ações serão trabalhadas processualmente por ambos, para a construção de um novo lar.

“Deixar”

Há muita confusão no que diz respeito à palavra “deixar”. Para alguns, ela soa como sinônimo de “abandonar”. Entretanto, abandonar não significa que os cônjuges não deverão mais pedir conselhos aos seus pais e que deverão excluí-los de suas vidas. A Bíblia fala que na multidão dos conselhos há sabedoria e, provavelmente, em muitas situações os pais podem ajudar a evitar erros que eles já cometeram.

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