Comunicado da família sobre a saúde do Pr. Elben César: 23/09

Resolvemos, as filhas, fazermos este comunicado de forma mais pessoal sobre a saúde do nosso pai. Desde o Comunicado de 8 de setembro, informando a sua queda, temos recebido inúmeras manifestações de carinho e orações. Passados 16 dias, as pessoas têm buscado notícias. Elas querem saber como está o “Reve”, como estão os familiares e como está a Ultimato.

 

Como está o “Reve” [Pastor Elben]?

Ele continua internado na UTI do Hospital Madre Tereza em Belo Horizonte, fisicamente estável. Respira com ajuda de um aparelho portátil. Neurologicamente não houve alteração do quadro. Ele continua em coma, mesmo com a retirada da sedação há alguns dias. Os médicos nos informaram que o hemisfério direito do cérebro sofreu isquemia. Do ponto de vista da medicina, as possibilidades de retorno à consciência são mínimas. E a cada dia que passa, humanamente falando, diminuem as perspectivas. Os médicos nos avisaram que no início da próxima semana ele deverá ser transferido para o quarto.

O Elben recebe visitas diárias de membros da família e amigos em dois horários. Ao lado do seu leito na UTI, colocamos uma cruz vazada pequena e, na parede, colocamos fotos, versículos e sua identificação: “Elben, casado há 60 anos com Djanira, pai de cinco filhas, avô de sete netos e três netas, bisavô de um bisneto e três bisnetas. Muito amado!”. Durante as visitas, cantamos, atualizamos notícias, relembramos fatos, lemos a devocional do dia do mesmo devocionário que ele estava usando, oramos, massageamos os pés. Entre outras coisas, pedimos que o “Divino Companheiro” esteja ao lado dele neste leito de sono.

Um dos versículos colados no quarto de Elben: "Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque ele confia em ti". (Isaías 26.3)

Um dos versículos colados no quarto de Elben: “Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque ele confia em ti”. (Isaías 26.3)

É triste para nós vê-lo assim, ele que é tão cheio de vida, cheio de planos, mesmo com os seus 86 anos. Temos clamado a Deus, pedindo que o traga de volta à vida plena.

 

Como está a família?

Orando, esperando, orando. As filhas, os genros e os netos se alternam em Belo Horizonte. Djanira, esposa, está firme como uma rocha. Ela conta especialmente com o apoio da filha mais velha que reside com ela, mas também das outras filhas. Djanira teve a oportunidade de visitar o Elben duas vezes. Quase todos os dias, perto do meio-dia e à tardinha, nos juntamos às duas para ouvir ao telefone o relato das visitas feitas. E acabamos de instalar internet na casa delas para podermos trabalhar lá e estarmos mais próximas.

Em uma de nossas visitas, um plantonista da UTI, talvez por nos ver cantar, perguntou: “Vocês estão cientes da gravidade do quadro?”. Sim, estamos cientes. Por isso mesmo, oramos insistentemente para Deus operar um milagre, se esta for a sua vontade. Sabemos que Deus está no controle e que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).

Temos sido grandemente apoiadas pela igreja de Viçosa, por muitos amigos em Belo Horizonte e outros lugares, e nos sentimos fortalecidas pelas orações de tantos intercessores.

 

Como está a Ultimato?

A despeito do abatimento com esta situação, cada um continua o seu trabalho. Duas vezes por dia, duplas de oração intercedem pelo “Reve”. As rotinas não se alteraram e a Editora segue em fluxo normal.

 

Olhe para o Alto!

Uma de nós recuperou um livreto publicado em 2004, escrito pelo pai, cujo título é “Olhe para o Alto”. São frases curtas que apelam para o leitor não olhar para as circunstâncias, não olhar para baixo, mas para o Alto, para Deus e receber dele o alento, a força, a bênção diária, o milagre.

Perguntas sem resposta, acontecimentos sem lógica, dores sem diagnóstico, medos sem definição — são problemas incômodos, passageiros ou não. ‘Quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá’ (1Co 13.10).
— Elben César, em Olhe para o Alto, 2004 (p. 18).

 

Agradecidas, pedimos aos irmãos que estão intercedendo que continuem orando e olhando para o Alto, enquanto aguardamos a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

 

As filhas Júnia, Lênia, Klênia, Délnia e Gínia

[com Djanira]

 

Socorrendo um mundo quebrado

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Por Ariane Gomes

O mundo clama por socorro físico, mas no fundo é o anseio desesperado por algo que dê esperança e motivo para enfrentar o futuro, algo verdadeiro ao qual possa se apegar

am_entrevista_img-20150510-wa0005A Associação Missão Esperança e a Rede SOS Global atuam há mais de dez anos com equipes de socorro emergencial em catástrofes, apoiando parceiros que moram em países da Ásia e desenvolvendo trabalhos em diversas áreas e na formação de obreiros locais para a prática da missão. A Rede SOS Global já enviou equipes para socorrer vítimas do ciclone em Mianmar, do terremoto no Haiti, do tsunami no Japão, do tufão nas Filipinas , das chuvas no sertão brasileiro, das enchentes em Santa Catarina e das chuvas e deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro.

Em recente viagem à Ásia, Margaretha Adiwardana, líder da AME e Rede SOS Global, constatou que ainda há muita coisa por fazer. Ela contou a Ultimato algumas de suas percepções diante de um mundo marcado por feridas espirituais, emocionais e físicas.

Como líder da AME/Rede SOS Global, você faz muitas viagens em visita a parceiros, reconhecimento de campos, apoio e incentivo aos que estão na linha de frente. Do que você encontrou na viagem mais recente, o que é um grande desafio, uma situação que precisa de socorro emergencial?

am_entrevista_img_6093Na última década, há uma nova estratégia agressiva, sistemática, bem pensada, preparada e financiada, que visa o proselitismo onde o cristianismo é minoria. Isso acontece em regiões tradicionalmente cristãs mas que atualmente vivem sem conhecer a fundo a Palavra. Essa nova estratégia atinge principalmente os jovens, incentivando-os a se afastarem da igreja, a deixarem a fé e a abraçarem a fé da maioria. Eles são seduzidos pela oferta de bens materiais e bem-estar nas regiões muito carentes e por tentações físicas pecaminosas. Nos lugares por onde tenho passado, centenas de milhares já abandonaram a fé cristã devido a essa estratégia agressiva. Há pré-adolescentes, com 11 ou 12 anos, grávidas, que têm que se casar abandonando a escola e a fé. Oferece-se comida a crianças com fome. Jovens se embrenham em prostituição, álcool e drogas que, inicialmente, são oferecidos de graça. A igreja em várias dessas regiões perde as crianças e os jovens, a sua geração futura. O testemunho cristão se torna ineficaz e até causa vexame. Mais >