Recorte da imagem que ilustra a capa da Ult370. A arte é de Rick Szuecs

Já virou clichê falar que estamos em crise. Não é novidade para ninguém. O pior é a sensação de que a tal crise só se aprofunda e ganha novas dimensões. Mas e daí, o que os cristãos têm a ver com isso? As Escrituras oferecem orientações de como deve ser a postura do seguidor de Jesus? Essas e outras perguntas deram norte à matéria de capa da próxima edição da revista Ultimato, que acaba de entrar em gráfica.

A edição de março-abril da revista Ultimato trata de temas atuais do país. Os colaboradores focam em quatro pontos principais: Paul Freston escreve sobre as rupturas da igreja evangélica, Christian Gillis sobre o cenário político e social, Andrea Vargas e Guilherme de Carvalho sobre questões que envolvem sexualidade e o pastor Osmar Ludovico afirma que a única esperança para um Brasil melhor é o Cristo vivo.

Sim, apesar da escuridão destes dias difíceis, esta edição da revista é um chamado à esperança. É preciso lembrar que “aqueles que acreditam em um Deus soberano devem ser menos irritados, menos ansiosos e menos temerosos. Uma das ordens mais repetidas na Bíblia é ‘Não temas’. Deus é o autor e finalizador de nossas histórias, tanto individual quanto coletivamente”.

O infográfico desta edição, “Retrato da Velhice no Brasil – Um Brasil mais grisalho”, com indicadores a respeito do envelhecimento no Brasil, fala também de oportunidades e desafios para a igreja. Esse infográfico é uma maneira de Ultimato prestar homenagem aos leitores com mais de 60 anos, alguns dos quais acompanham a revista desde os primeiros anos, como o seu Sebastião Lisboa Vargas, 81 anos. Ele é o primeiro assinante de Ultimato e, nesta edição, conta o seu testemunho de conversão na seção “Aconteceu Comigo – Meu Encontro com Jesus”.

Para quem ainda não anotou na agenda. As comemorações dos 50 anos continuam por todo o ano. O culto de gratidão acontece dia 14 de abril em Viçosa, MG. Você está convidado!

Confira os destaques da seção ULTIMATOONLINE publicados na edição 369 da revista Ultimato.

Para encontrar mais conteúdo, com atualização diária, acesse portal Ultimatoonline ou a loja virtual com os lançamentos e tudo sobre os nossos livros. Conheça também o acervo digital da revista Ultimato.

 

Alguns dos LIVROS mais vistos

> Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos, Elben César

> Até Que Tenhamos Rostos, C. S. Lewis

> A Arte Não Precisa de Justificativa, H. R. Rookmaaker

> Refeições Diárias, no Partir do Pão e nas Orações, Elben César

> Crer é Também Pensar, John Stott

Alguns dos ARTIGOS mais lidos

> A juventude dos reformadores: um chamado ao amor intergeracional, Davi Lago

> Cinco séries que vale a pena conhecer, Carlos Caldas

> “Cura gay”: homoafetividade não é destino, Guilherme de Carvalho

> O que a Bíblia fez com Lutero e o que Lutero fez com a Bíblia, Vilson Scholz

 

 Como falar da Reforma para crianças

Os 500 anos da Reforma Protestante marcaram não apenas o mundo adulto. E, entre os muitos artigos, Ultimatoonline publicou e colocou à disposição dos leitores algumas ferramentas preciosas sobre a Reforma para pais, professores e líderes de crianças e adolescentes.

Da colunista Márcia Barbutti, o artigo Como falar da Reforma para crianças apresenta uma conversa-aula, além de vídeos, músicas, slides e outros recursos para ensinar a história e os pilares da Reforma Protestante para as crianças.

 

 

Quem precisa de um estudo bíblico?

Reconciliação: quem deve tomar a iniciativa?

Estudo bíblico desenvolvido a partir do artigo A reconciliação e o ministério do perdão triangular, publicado na edição 338 da revista Ultimato. Trata-se de mais um recurso disponível no blog Estudos Bíblicos que você encontra no portal

Em Cristo, Deus oferece o perdão a todos. Como responder a essa verdade e à necessidade de perdoar? Como lidar com os relacionamentos, muitas vezes complicados, sabendo que Deus nos reconciliou consigo mesmo?

Excelente material para estudo individual ou em grupo. Confira no blog estudos bíblicos Ultimato.

 

Uma devocional para chamar de sua

O blog Devocional Diária reúne uma seleção preciosa de meditações diárias, de autores como Eugene Peterson, C. S. Lewis, Elben César, Martinho Lutero e John Stott. A cada dia, somos guiados pela narrativa bíblica e pela reflexão de cristãos piedosos que deixaram publicados parte do seu legado e experiência cristã.

 

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Livro da Semana  | Verdadeiros Cientistas, Fé Verdadeira

Cresci numa comunidade rural nas montanhas de Ozark em Arkansas, cercada pela beleza da natureza e pelo amor de Deus. Tive muita sorte: era um lugar receptivo, e tanto minha família quanto minha igreja ensinaram-me por meio de palavras e exemplos a viver em amor a Deus e aos demais. Que benção! Com montes, rios, lagos, fontes, prados e árvores ao meu redor, o mundo natural me cercava e nunca estava longe da nossa vida diária, do trabalho ou do divertimento. Vivíamos numa fazenda arborizada com vacas, cachorros, gatos, hamsters e vida selvagem bem ao nosso alcance. Foi nesse cenário que cresci, com um amor especial pelos animais, pelas florestas e pelo céu noturno cintilando de estrelas.

Também apreciava o estudo acadêmico na escola local, e a ciência era uma parte intrigante dele, ajudando-me a compreender o mundo natural que eu amava. Não conhecia nenhum cientista, de modo não poderia conceber que algum dia eu poderia ser uma cientista. Meus pais não haviam feito faculdade, mas deram todo o apoio para que seus quatro filhos chegassem ao ensino superior. No Natal, meu irmão mais velho e sua esposa davam-me muitas vezes presentes ligados à ciência, o que me passava uma mensagem de incentivo em relação a essa área de estudo.

Mas eu tinha também outros interesses: a música, a literatura e, especialmente, a matemática. Nossa pequena cidade rural tinha a sorte de contar com excelentes e dedicados professores, e graças a boa formação e incentivo que recebi deles tornei-me fascinada pelo modo pelo qual a matemática era capaz de resolver os quebra-cabeças da física. Foi por causa da confiança e do interesse que inculcaram em mim que busquei o ensino superior, ate mesmo em lugares bem distantes.

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Livro da Semana  | O Deus Que Eu Não Entendo

CCO/Unsplash.com

Quando nos deparamos com o fenômeno do mal, lutamos para aplicar nele toda a habilidade racional — filosófica, prática e solucionadora de problemas — que orgulhosamente aplicamos em todas as outras coisas. Somos levados a tentar entender e explicar o mal. Será que devemos simplesmente engolir nossas perguntas desesperadas, aceitar que o mal é um mistério e calar a boca? Será que faremos mais do que isso? Por que essas perguntas não funcionam?

Entender as coisas é uma necessidade humana fundamental. A narrativa da criação mostra que fomos colocados no meio ambiente criado para gerenciá-lo e subjugá-lo, o que implica obter entendimento sobre ele. Ser humano é ser encarregado de governar a criação, e isso exige o máximo de entendimento sobre a realidade que nos rodeia. O simples quadro de Gênesis 2, que mostra o primeiro humano nomeando o resto dos animais, é uma indicação desse exercício de reconhecimento e classificação racional. Nossa racionalidade é em si uma dimensão do fato de ser feito à imagem de Deus. Fomos criados para pensar! Nós precisamos investigar, entender, explicar; é uma característica humana peculiar que se manifesta em nossos primeiros meses de vida.

Então, entender as coisas significa encontrar o lugar delas no universo, prover para tudo que encontramos um lugar justo, legítimo e verdadeiro junto à criação. Nós instintivamente buscamos estabelecer a ordem, dar sentido, encontrar razões e propósitos, validar as coisas e então explicá-las. Como seres humanos feitos à imagem de Deus justamente com esse propósito, temos uma necessidade inata, um desejo insaciável e uma quase infinita habilidade de organizar e ordenar o mundo nesse processo de entendê-lo.

Assim, como esperado, quando nos deparamos com esse fenômeno do mal, lutamos para aplicar nele toda a habilidade racional — filosófica, prática e solucionadora de problemas — que orgulhosamente aplicamos em todas as outras coisas. Somos levados a tentar entender e explicar o mal. Porém, não funciona. Por quê?

Deus, em sua infinita perspectiva, e por razões as quais só ele conhece, sabe que para nós, seres finitos, o mal não pode e de fato não deve “fazer sentido”. Porque a verdade final é que o mal não faz sentido. “Sentido” faz parte da nossa racionalidade, que é em si parte da boa criação de Deus e da imagem de Deus em nós. Assim, o mal não pode fazer sentido, já que o sentido é em si algo positivo.

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No início de 1981 foi realizado o Acampamento da Juventude e eu fui convidado a participar. Ali Deus se revelou a mim de uma maneira maravilhosa. Enquanto a Palavra de Deus era pregada num culto da fogueira, a minha mente divagava em mil questionamentos sobre a minha vida, sobre o meu futuro, sobre a minha necessidade de Deus. Foi algo que não consigo descrever completamente, mas era como se Deus me acolhesse em seus braços e dissesse: “Venha, meu filho, eu quero ser o Seu Salvador e Senhor”. Era o dia 20 de janeiro de 1981. Eu estava com 17 anos de idade.

O trecho acima é um recorte do testemunho de conversão de um goianiense, nascido no verão de 1963, o primeiro filho do seu Ozair e da dona Célia. Apaixonado pela cultura e musicalidade brasileira, ele lembra que “não havia reunião da família sem violão e cantoria. Tios, primos, avós, todos cantavam. Família festeira, amante das serenatas.”

Jornalista, músico, compositor e pastor, ele é o primeiro blogueiro do Portal Ultimato Online e colunista da revista Ultimato, responsável pela seção “Novos acordes”, desde a sua criação em 2004. Atualmente mora em Brasília, onde pastoreia a Igreja Presbiteriana do Lago Norte. Confira abaixo um bate-papo na varanda da Ultimato com Carlinhos Veiga.

Alguma pessoa ou livro, em especial, influenciou sua aproximação da leitura e da escrita?

Não houve um livro em especial, nem mesmo uma pessoa. Sequer venho de um contexto onde a leitura fosse estimulada. Acho que três acontecimentos me levaram aos livros: a minha conversão a Cristo e a consequente sede de conhecer a Bíblia e autores cristãos; o despertamento da minha vocação musical e poética; e o curso de jornalismo na universidade, especialmente as matérias que envolviam produção de textos.

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Nos primeiros dias de 2018, Ultimato recebeu uma mensagem calorosa e animadora do sr. Vitor V. Gans, de Nova Petrópolis, RS, assinante da revista Ultimato há mais de 10 anos.

Ele escreveu em resposta à edição 46 boletim Da Redação, enviado aos assinantes da revista. E, junto com a mensagem, enviou um poema de sua autoria, escrito em 2005, sobre reconciliação – tema da matéria de capa da edição de janeiro/fevereiro de Ultimato.

A Tua reconciliação conosco, Senhor, nos reconcilie com o mundo!

A Tua reconciliação conosco, Senhor…

Jamais nossos caminhos foram como os Teus.

Querendo ser iguais a Ti (como Adão)

aos Teus mandamentos respondemos “Não!”.

Mas Tu estendeste um arco-íris sob os céus…

Sempre de novo ofereces Tua mão

aos pecadores que, sem ti, vivem ao léu:

Quem te negou, Te abandonou, Te esqueceu

ouve mil vezes tua palavra de perdão.

Até que Tu, com dó de nossa perdição,

enviaste-nos por mestre Teu filho Jesus,

que ensinou a amar-Te, amando o irmão,

e que, sacrificando-se por nós na Cruz,

nos deu contigo eterna reconciliação

e nossa escuridão rompeu com Tua luz.

 

…nos reconcilie com o mundo!

Senhor, conduz-nos por caminhos que são Teus,

transforma-nos: a nossa redenção

fará que nós levemos reconciliação

a um mundo que Teus mandamentos esqueceu.

Embora afastados, vê os filhos Teus

como filhos amados – dá-nos Tua mão

para que nós a estendamos ao irmão

que nos fez mal ou nos feriu, ou ofendeu.

Que nós façamos da mensagem do perdão

obtido pelo sacrifício de Jesus

caminho de justiça e reconciliação,

levando a humanidade até a Cruz,

e transformando o mundo – Tua criação! –

para que viva salvo em Tua luz!

É possível que algumas das informações do infográfico a seguir choquem os leitores. De fato, enaltecida na literatura, cantada na música, amada pelos pais, louvada pelos avós, é de se surpreender que a criança viva num mundo tão hostil.

Esta hostilidade se revela de diferentes maneiras e atinge crianças e adolescentes de formas e intensidades diversas. O infográfico põe à mostra algumas delas. Confira a íntegra do artigo Um Retrato da Infância e adolescência no Brasil, publicado na edição 369.

Ultimato se alegra em publicar este infográfico na edição em que celebra os 50 anos, pois desde 2001 participa de iniciativas em favor das crianças, entre elas a parceria com Mãos Dadas, rede que integra dezenas de organizações evangélicas que apoiam os pequeninos.

Confira, logo depois da imagem abaixo, outros infográficos publicados pela revista Ultimato em 2017.

>> Arquivo para impressão aqui <<

 

Infográficos publicados pela revista Ultimato em 2017:

> Reforma: 500 anos de protestantismo

Brasil — um retrato em preto e branco

Refugiados — medo, oportunidade, compaixão, ação?

> Indígenas no Brasil — um universo pouco conhecido