[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e ¬o deu a seu marido, que comeu também. [Gênesis 3.6]

Todas as tentações de Satanás seguem o mesmo padrão. Primeiro, Satanás testa a fé das pessoas e as seduz, distanciando-as da Palavra de Deus. Isso as leva a pecarem contra outras pessoas. Nós podemos ver na nossa própria experiência que Satanás sempre trabalha assim.

Quando um pensamento nos atinge pela primeira vez, não achamos que estamos prestes a fazer algo errado. Se pensássemos assim, poderíamos mudar de ideia e considerar resultados potenciais, prevendo o dano e a miséria que causaríamos. Poderíamos até mudar a maneira de pensar e de agir. Contudo, tais pensamentos normalmente são escondidos e nós vamos em frente com a nossa atitude pecaminosa, ao ponto de abandonarmos nossa fé.

Eva apanhou o fruto na árvore. Ela estava convencida de que não morreria, mesmo Deus tendo dito o contrário. Ela creu nas palavras de Satanás. Pensou que seus olhos seriam abertos e que ganharia sabedoria. Depois que as palavras envenenadas do Maligno entraram em seus ouvidos, Eva estendeu sua mão e pegou o fruto proibido, saboreando-o com sua boca. Portanto, ela pecou com todas as partes de seu corpo e sua alma. Mesmo assim, ela ainda não estava ciente do terrível pecado que havia cometido. Comeu o fruto alegremente e trouxe um pouco para o seu marido, que também comeu.

Lascívia, ira e cobiça trabalham ao mesmo tempo. Enquanto o pecado está trabalhando, nós não o sentimos. Ele não nos assusta. Não ferroa. Pelo contrário, parece amigável, bondoso e contente. Frequentemente não sentimos culpa enquanto estamos pecando. Entretanto, mais tarde, quando a lei de Deus expõe o pecado, as consequências nos esmagam.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Os rios e igarapés da Amazônia escondem muitas histórias de gente que luta para sobreviver. As dificuldades são inúmeras, desde problemas que poderiam ser amenizados pela efetivação de serviços públicos básicos de saúde e educação, e tantos outros sobre os quais não se tem controle. Mesmo diante de tantas adversidades, os ribeirinhos colecionam histórias de luta, sobrevivência e esperança. Muitas delas nunca serão conhecidas. Mas pelo menos algumas você pode conhecer agora. Elas foram registradas pela câmera do jornalista Rodrigo Santos, em suas viagens pela Amazônia, com a organização Asas de Socorro. Vale a pena conferir.

A menina com paralisia cerebral

História de uma família que tem uma filha deficiente – o pai gostaria que a menina pudesse brincar com os irmãos. Ele se preocupa com as crianças e sabe do amor e necessidades básicas da família e lamenta a ausência de assistência pública. Um dia triste foi quando os pais notaram a filha deficiente. O próprio pai aplicou injeção de remédio na filha e orou a Deus pelo restabelecimento da menina. Deus ouviu sua oração.

heila web from Rodrigo Santos on Vimeo.

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Livro da Semana   |   Acontece nas Melhores Famílias

 

O que os pais podem fazer para evitar um final trágico para suas famílias, como teve a de Eli?

Além de algumas atitudes já mencionadas, gostaria de acrescentar outros pontos.

Pais muito atarefados devem buscar tempo para interessar-se de forma real e efetiva pela vida e pelo mundo de seus filhos. Não basta interessar-se pelas boas notas no boletim ou pela arrumação do quarto. É preciso procurar saber o que o filho realmente gosta: quais seus interesses, quais músicas ouve e por quê, quais jogos de computador ele joga, quais atividades desenvolve com amigos quando estão juntos. Alguns pais querem que seus filhos gostem daquilo que eles gostam (futebol, por exemplo). Porém, impor seus gostos aos filhos é uma forma de desrespeitar a sua individualidade.

Os pais devem aprender a desenvolver um equilíbrio dinâmico entre liberdade e limites. Uma fantasia que a ideologia capitalista inculca na mente de muitos pais é que eles devem satisfazer todos os desejos de seus filhos para que eles não desenvolvam “traumas”. Isso é falso! Os filhos devem aprender a ouvir “não” da parte dos pais e saber que esse é um treino para a vida, pois a vida nos coloca diariamente limites em nossos desejos.

Entretanto, os pais também precisam dar certa liberdade a seus filhos. Tentar criá-los em redomas de vidro é impossível e os impede de se tornarem plenamente adultos, deixando-os infantilizados pela vida afora. Continue lendo →

Tem pai que gosta de ciência, pai que se dedica a pensar sobre a igreja, que curte arte, que ama um bom devocionário, e por aí vai. Cada pai tem seus interesses, e Ultimato tem um livro que pode fazer parte da história de cada pai. Para esse Dia dos Pais alguns desses homens nos contaram um pouco de suas relações com nossos livros. E você, qual livro recomenda?

 

Recomendo Refeições Diárias com Jesus. Esse é um dos devocionários que o Reverendo Elben escreveu, e é o que a gente mais gosta. Ele é baseado nos quatro evangelhos, que narram a encarnação, a vida, a obra, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Pra gente esse devocionário tem um gostinho especial porque ele faz parte de um momento muito marcante da nossa vida, nos ajudou a ter um ritmo diário de devoção em casa, que foi muito precioso.

– Pedro Paulo Valente, pai de João e Davi

 

“Arte Cristã” não é uma arte que usa temas bíblicos ou cristãos. Não é a expressão criativa de pessoas que aceitaram a Cristo. Claro, há muita diferença entre o cristão e o não cristão. Mas, não podemos procurar essa diferença no lugar errado. Rookmaaker nos ajuda a pensar sobre isso.

– Marcos Bontempo, pai de Clara e André

 

 

Eu indico Súplicas de um Necessitado porque é um livro que, além de uma linguagem simples e acessível, nos desafia a orar de maneiras como nunca fizemos antes. Acima de tudo, o livro nos leva a reconhecer e somos pobres e necessitados do auxílio de Deus. Acho que com o passar do tempo temos uma tendência natural de cair na religiosidade e monotonia, e neste pequeno livro o pastor Elben César nos ajuda a aprofundar nosso relacionamento com Deus, nos lembrando de orar por coisas que geralmente deixamos de lado. É um excelente guia para quem deseja melhorar e aprofundar sua prática de oração.

– Phelipe Reis, pai da Elis

 

Não deveríamos esperar envelhecer para ler um livro como É Preciso Saber Envelhecer. Se tivéssemos lido há 30 anos, certamente hoje teríamos uma melhor visão sobre a vida, o que influencia nos relacionamentos familiares, na educação dos filhos, em tudo. Uma velhice com os moldes e padrões cristãos pode se tornar muito mais prazerosa e abençoadora. Deus quer nos usar em qualquer idade, em qualquer época da nossa vida.

– Eliézer Camargo, pai de Elisa, Caleb e Raquel

 

Recomento o livro A Espiritualidade, O Evangelho e a Igreja, de Ricardo Barbosa, por abordar os três temas mais preciosos da vida cristã, na minha opinião. Aprecio a maneira como foi abordado cada um dos temas, trazendo algo vivo e não intimista e alienado da realidade. A espiritualidade vista como o tratamento sincero de nosso ser, o evangelho como a verdade da nossa vida semanal e a comunidade como o lugar onde podemos crescer como pessoa no contato com o outro. 

– Jony Almeida, pai de Jônatas e Pedro, e avô de Judá e Maria

 

Desde 1978, quando vim estudar em Viçosa, Ultimato me ajuda a refletir sobre os assuntos atuais sob a perspectiva bíblica, e vice-versa. Ao longo dos anos vi Ultimato abordar, sem medo, assuntos polêmicos como a Teologia da Libertação, a homossexualidade e até mesmo Harry Potter. E entrevistar pessoas ilustres, como o apóstolo Paulo em pleno Pacaembu, em 1984. Claro que a reação dos leitores sempre foi a mais variada possível. O livro Cartas a Ultimato – uma radiografia do cristianismo brasileiro reuniu várias dessas interessantes cartas. Vale a pena assinar Ultimato e ler esse livro, que despretensiosamente faz parte da nossa história.

– Ney Sakiyama, pai de Felipe, Elisa e Larissa

 

Sou muito interessando por esse tema de fé e razão. Acho que a gente tem que buscar conhecer a verdade, e nesse debate de ciência e fé cristã, uma coisa não exclui a outra. Muitos autores nos ajudam a entender como essas formas de entender a realidade podem se complementar e nos fazer ter uma noção melhor de como viver.

– Paulo Sacramento, pai de Melissa e Sebastian

Em agosto vamos contar histórias no Portal.

“A estrebaria em Belém”, Christina Balit.

E, é bom lembrar, boa parte das Escrituras Sagradas são narrativas, são histórias. Em Salvos da Perfeição somos lembrados que a Bíblia é contação de histórias não apenas por opção de estilo, mas porque é Palavra de Deus e não Palavra sobre Deus.

Vamos contar histórias sobre Deus, sobre Jesus. E, claro, as nossas histórias se misturam às histórias do povo de Deus, quando Deus entra na nossa história.

Vamos contar histórias de gente pequena, gente jovem, gente de mais idade, gente que viveu no passado, gente simples e desconhecida e gente muito conhecida. De muitos lugares. Histórias que acontecem no ambiente da igreja, no ambiente profissional, no consultório, na academia, na estrada, na comunidade.

Para Elienai Cabral, se a Bíblia fosse uma teologia organizada para definir Deus e seus propósitos, seria apenas um desafio teórico, que diria respeito a nossa racionalidade. Mas, a Bíblia é narrativa, ou seja, feita de histórias. É Deus entre nós. É Deus caminhando ao nosso lado.

Confira a nossa primeira história do mês: Quem tem medo da Morte?

[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Os meninos se empurravam dentro dela, pelo que disse: “Por que está me acontecendo isso?” Foi então consultar o Senhor. [Gênesis 25.22]

A oração de Rebeca era para a sua própria vida e a dos seus bebês. Mesmo assim, sua oração resultou no nascimento de dois grandes líderes e de todos os seus descendentes. Ela pediu a Deus apenas um centavo, mas obteve uma montanha de ouro – algo que ela não havia esperado nem ousado acreditar. Ela fez uma oração modesta e razoável, e estava disposta a ficar satisfeita com pequenos benefícios.

Nós também temos o hábito de orar por coisas triviais e insignificantes. Quando oramos, não levamos em consideração a grande majestade de Deus. Se Deus quisesse nos dar somente coisas mesquinhas e superficiais, ele não teria nos dado tal modelo magnificente de oração: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino”. Deus tem abundância de recursos e ele não é avarento. Ele nos oferece generosamente os melhores presentes disponíveis no céu e na terra. Ele espera que nós peçamos a ele muitas coisas e que acreditemos sinceramente que obteremos o que pedimos. Quando recebemos o que pedimos na oração do Pai-Nosso, estamos, na verdade, recebendo céu e terra, e tudo o que eles contêm. Pois, quando pedimos que o seu nome seja santificado, que o seu reino venha, e que sua vontade seja feita, estamos esmagando inúmeros demônios e envolvendo o mundo todo em uma única oração.

Por sermos tão limitados e termos uma fé tão fraca, devemos observar cuidadosamente como Deus respondeu à oração de Rebeca. Deus não fica contente em nos proporcionar uma pequena quantidade daquilo que pedimos, mesmo se pedimos somente um pouco. Ele prefere nos dar “infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20).

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Photo by Karl Fredrickson on Unsplash

Ambiente de frustrações e alegrias, comunidade de santos e pecadores, abrigo para fortes e fracos. A igreja é um mosaico paradoxal! Embora seja “motivo” de decepção para muitos, ela, porque é projeto de Deus, permanece sendo motivo de entusiasmo para muitos outros que sonham com uma igreja viva, que ame a Deus, ame ao próximo e manifeste ao mundo esse amor servil.

Se você está pensando em desistir da sua comunidade de fé, os textos abaixo podem lhe ajudar a mudar de perspectiva. Ou se você é um autêntico entusiasta da igreja, eles podem lhe animar ainda mais. O conteúdo a seguir, publicado no Portal Ultimato e nos diversos blogs, durante o mês de julho, é para inspirar leitores a sonharem com uma “Igreja Viva”. Confira!

Marcas de uma igreja acolhedora
A igreja por si só não promove a comunhão. A comunhão verdadeira é obra do Espírito Santo. [Jeremias Pereira]

A Igreja de Jesus Cristo e a igreja evangélica brasileira
O que chamamos “igreja evangélica brasileira” não significa mais nada, ou melhor, significa tanta coisa que não faz mais diferença o que significa. [Ed René Kivitz]

Entre dores e amores: comunhão na comunidade
A fé cristã é relacional, comunitária. É pessoal, porém não é privada. Precisamos uns dos outros. [Karen Bomilcar]

Carisma e caráter na Igreja
Uma igreja genuína, autêntica e cheia de vida é a mesma coisa que uma organização dinâmica, eficaz e engajada? [William Lane]

O poder do testemunho
O mundo precisa outra vez ser impressionado pela vida dos cristãos. [Luiz Fernando]

10 verdades sobre o evangelho, a igreja e a missão
A primeira missão da Igreja não é proclamar, mas morrer. Somente morrendo para nossos pecados e desejos viveremos para Cristo. [Ronaldo Lidório]

A adoração na igreja viva
A adoração em uma igreja viva provém de uma disposição do coração, que se harmoniza, afetuosamente, com o que Deus é e faz. [Rubem Amorese]

Quem são e o que fazem os “evangelicais”?
Para entender melhor a história, as tendências do evangelicalismo a partir de 1910 [Bertil Ekström]

Igreja: Uma palavra destruída
Somos mais competentes em usar a marreta do que a colher de pedreiro. Mas para cada imitação barata da igreja há milhares de autênticos discípulos de Cristo. [Gerson Borges]