O Senhor dos Anéis ou A Guerra dos Tronos?

 Peter Jackson praticamente inaugurou a era das trilogias ao nos presentear com a versão cinematográfica do clássico O Senhor dos Anéis. De tão espetacular, a sequência ganhou nada menos do que dezessete das trinta indicações que recebeu.
Embora tenha estreado como filme apenas em 2000, os livros são publicações da década de 1950 e venderam mais de 160 milhões de cópias. J. R. R. Tolkien, falecido desde 1973, não teve a oportunidade de ver sua terra média em cores.
Mesmo não sendo uma trilogia, a bola da vez parece estar com George Martin e suas Crônicas de Gelo e Fogo, saga que está no quinto volume e se tornou a longa série de televisão produzida pela HBO batizada de A Guerra dos Tronos. Martin, que está vivo e ativo aos 65 anos, está trabalhando em mais dois volumes, enquanto a série está indo para a sétima temporada. Continue lendo →

Em Cristianismo Equilibrado John Stott afirma que não há passatempo que o diabo aprecie mais do que fazer cristãos perderem o equilíbrio. Mas, afinal de contas, o que esse equilíbrio significa? Hoje parece que as brigas e divisões entre os cristãos estão cada vez mais expostas. Será que você consegue viver o equilíbrio na prática? 

Descubra nesse quiz, e compartilhe por aí!

 


[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Ao se levantarem na manhã seguinte, ele disse: “Deixem-me voltar ao meu senhor. […] Não me detenham, agora que o Senhor coroou de êxito a minha missão. Vamos despedir-nos, e voltarei ao meu senhor”.
— Gênesis 24.54b-56

Esta passagem das Escrituras nos proporciona um bom exemplo. O servo de Isaque estava ávido para levar a futura noiva do seu mestre para ele. Aqui somos lembrados de que quando o assunto é fazer a obra de Deus não devemos ficar parados e procrastinar. Precisamos superar todos os obstáculos que nos impedem de completar nossa tarefa.

Até mesmo escritores não cristãos dizem que as pessoas, depois de pensar sobre uma questão, devem rapidamente seguir em frente com suas intenções e agir sem demora. Sallust, o político e historiador romano, deu este conselho: “Depois de analisar, aja rapidamente!” Bonaventure também fez uma declaração excelente sobre este assunto: “Aqueles que perdem grandes oportunidades serão ignorados”. Ainda pior do que tudo isso é quando adiamos fazer o que Deus ordena.

A procrastinação resulta em danos sérios. Quem não responde rapidamente quando o Espírito Santo chama perderá sua oportunidade. Raramente ele pede mais de uma vez. Isso eu aprendi por experiência pessoal. Todas as vezes em que era necessário orar, ler ou participar da Santa Comunhão, quanto mais eu adiava, menos eu sentia necessidade de fazê-lo. O Espírito Santo não dá seus dons àqueles que procrastinam. Ele prefere os que o obedecem de boa vontade e desempenham as ordens de Deus alegremente e sem demora. Vemos essa atitude no Salmo 119.60: “Eu me apressarei e não hesitarei em obedecer aos teus mandamentos”. O Espírito Santo aprovou essa mesma avidez em Rebeca, quando ela prontamente deu água a Eleazar e correu para contar à sua família sobre a sua visita. Exemplos como esses, de servos de Deus, devem nos inspirar a resistir à tolice da procrastinação.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.

[Livro da Semana]
Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas

Por Ricardo Barbosa

A nossas crenças e valores moldam nossas reações e a visão que temos da vida

A vida cristã começa com o encontro com Cristo e seu chamado para segui-lo. Damos nosso sim e começamos um novo e longo caminho em direção à conformidade com a vida de Jesus Cristo. A jornada entre o começo que chamamos de conversão e o fim ou alvo que Paulo descreve como “atingir a plenitude de Cristo” (Ef 4.13) envolve a renúncia a um modelo de vida, ao “velho homem”, como Paulo afirma (Ef 4.22), e a aceitação de um novo caminho e maneira de viver e ser. É um processo dinâmico que envolve conflitos, tensões, sacrifícios, mudanças e a busca da santidade, que é a conformidade com a vida de Jesus Cristo.

Um exame simples, mas que precisa ser feito com frequência é nos perguntarmos: Qual é a finalidade da minha conversão? De que modo minha conversão a Cristo transformou a minha vida, o meu modo de ser e a minha visão da realidade? Qual ou quais são as marcas de uma pessoa realmente convertida? Em que medida a conversão cristã transformou, não apenas as minhas convicções, mas também o meu caráter? Em que medida me considero hoje um cristão mais maduro e mais semelhante a Jesus Cristo? É possível romper com o processo de vitimação e crescer numa fé viva, responsável e emocionalmente madura?

Se nossas convicções são vagas e abstratas, não saímos do “eu sinto” ou “eu acho”

As emoções e os sentimentos decorrem dos nossos pensamentos e convicções. Essa é uma afirmação sobre a qual grande parte deste livro está baseada. As reações emocionais emergem da maneira como percebemos, interpretamos e julgamos a vida e os acontecimentos. A paisagem interior determina a paisagem exterior. Não são as realidades exteriores que nos desestruturam emocional ou espiritualmente, mas o julgamento que fazemos delas, principalmente o modo como cremos que Deus participa delas. O modo como vejo e interpreto uma situação irá determinar a maneira como reajo a ela. É o mundo interior de cada um que irá definir a forma do mundo exterior no qual vivemos. Várias pessoas podem estar diante do mesmo cenário, e cada uma delas pode reagir a ele de maneira diferente. Por quê? Não é a situação em si que irá definir a maneira como vou agir, mas a maneira como eu olho, percebo e julgo essa situação. Todos nós julgamos a partir de referenciais interiores que definem o modo como olhamos, interpretamos e julgamos cada situação.

Reagimos de maneira diferente a um mesmo diagnóstico médico ou a uma demissão no emprego. O que nos leva a reagir de maneira diferente não é o diagnóstico ou a demissão em si, mas o modo como os interpretamos e julgamos. Em si, o diagnóstico ou a demissão não têm o poder de determinar meus sentimentos, mas o julgamento que faço deles define a maneira como vou reagir emocionalmente. É por isso que o pensamento tem grande influência sobre as emoções e os sentimentos. Alguém pode chamar você de gordo ou feio, e isso pode provocar uma grande crise de autoestima ou uma boa risada. Vai depender do que você pensa a respeito disso.

As convicções estruturam o pensamento. A nossa crença e os valores que adotamos moldam a mente e consequentemente a visão que temos da vida, do mundo, dos relacionamentos, da sexualidade e de tudo o mais. Se nossas convicções são vagas e abstratas, algo parecido com “eu sinto” ou “eu acho”, ou meramente intelectuais e racionais, estão nos livros que admiramos e com cujas ideias concordamos, mas não são nossas convicções no sentido pessoal do que cremos, elas não terão o poder de transformar nosso modo de pensar e terão pouca ou nenhuma relevância para a formação do nosso caráter, amadurecimento cristão e para nossas reações emocionais.

#LivrodaSemana
• Trecho retirado de Pensamentos Transformados, Emoções Redimidas de Ricardo Barbosa de Sousa.

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Por Ariane Gomes

O envio regular e gratuito de exemplares de Ultimato para os missionários é parte do ministério da Editora Ultimato há muitos anos. Esta ação visa a oferecer conteúdo para edificação das lideranças e dos grupos alcançados e apoiar os ministérios desenvolvidos.

No mês de janeiro de 2017, Ultimato recebeu relatos de missionários sobre como a revista tem sido usada. Veja alguns depoimentos:

A revista e o Portal Ultimato têm abençoado nosso ministério. Recebemos um exemplar de Ultimato por meio de nossa agência – Missão Priscila e Áquila (MISPA).Utilizamos a revista para edificação de nosso coração e, às vezes, compartilhamos o conteúdo dela com amigos, líderes e com o rebanho. Sua abordagem resplandece o evangelho do Reino de maneira integral. Parabenizamos a revista e seus colaboradores pelos artigos publicados e dizemos: “Não parem de fazer a revista impressa, pois ela auxilia muito o nosso ministério”.

Samuel e Rafaella, missionários no sertão de Pernambuco

Ultimato é importante para nós pois: 1) Enriquece nossas devocionais individuais e em grupo; 2) Desafia-nos a crescer no relacionamento com Deus; 3) Oferece informações, fatos relevantes e dados estatísticos sobre diferentes temas no Brasil e no mundo e fazemos uso desses dados no evangelismo e discipulado; 4) Informa sobre congressos, cursos e conferências pelo Brasil; 5) Usamos a revista como prêmio em dinâmicas para jovens do ministério que coordenamos, desafiando-os à prática da leitura de conteúdo de qualidade.

Ultimato tem nos encorajado e ampliado nossa visão bíblica sobre o serviço no Reino de Deus e ajudado no trabalho como missionários.

Rafael, Helen e Sofia, coordenadores do ministério OM ArteSpaço Brasil – Operação Mobilização

A revista Ultimato é uma ferramenta usada por Deus para trazer crescimento à nossa jornada. Um dos grandes benefícios da leitura da revista é encontrar textos sobre assuntos pouco falados em nossas igrejas e outros contextos como meio ambiente, arte e cultura. Somos abençoados ao ler as seções “Pastorais” ou “Reflexão”. Testemunhos e histórias inspiram-nos e fazem-nos lembrar da importância deles na Igreja em que servimos. Usamos Ultimato no treinamento missionário. Ela informa a realidade da igreja no Brasil e atualiza temas importantes para o país e para o mundo, além de oferecer perspectivas de ação, missão e vocação. Sempre compartilhamos a relevância da revista na vida daqueles que possuem vocação para servir na missão.

Nossa família é abençoada com os estudos e palavras encorajadoras e sempre que lemos a revista nosso coração se enche de esperança por ver gente tão séria e empenhada em fazer o reino de Deus estabelecido em todas as áreas da vida e do mundo.

Lucas Sterssio, coordenador do CT MAIS – Centro de Treinamento Missionário na Missão MAIS.

• Ariane Gomes é responsável pelos projetos ligados às ações ministeriais da Ultimato.

É possível apoiar o envio de Ultimato para os missionários sendo um patrocinador. Clique aqui e saiba como.

Por Yohan Ignas

Fui pra uma escola de missões no Havaí pra surfar, e não ser missionário

Sempre gostei de surfar e meu sonho era conhecer o Havaí. Um sonho muito distante para mim, até que surgiu uma chance quando um amigo conseguiu ir para Surfing The Nations – uma escola de missões no Havaí.

Lembro que enviei a papelada de inscrição para a escola, concordando cumprir todo cronograma, mas deixando claro que não queria ser um missionário, queria apenas surfar. Para minha surpresa fui aceito. Confesso que pensava: “Se Deus sabe que meu intuito não é ser missionário, por que está tudo dando certo?”. Sem resposta naquele momento, parti.

No Havaí, vi o potencial que a Igreja de Jesus pode ter. Foi impactante ver a influencia e respeito que eles tinham nas praias, eventos de surf e marcas mundiais. O impacto do evangelho era bem mais poderoso e extenso do que um momento de culto. Após meses aprendendo, era hora de voltar, restavam duas semanas quando o Senhor falou comigo de forma clara.

O início do movimento Sal

Ao retornar ao Brasil, juntei alguns amigos e começamos a evangelizar surfistas e pessoas que não freqüentariam uma igreja tradicional. Escolhemos a segunda feira como dia do encontro, onde assistíamos filmes de surf, oferecíamos um lanche e depois uma reflexão bíblica. No início tivemos o apoio da Missão Surfistas de Cristo (MSC), que foi crucial para o desenvolvimento do projeto.

A gente reunia em uma escola de inglês, mas em poucos meses tivemos que buscar outro lugar, pois o número de pessoas umentou. Foi aí que surgiu a idéia de ocuparmos o anfiteatro na Beira Mar de Fortaleza. O local era meio abandonado e sujo, sem nenhuma estrutura, mas tínhamos alegria no coração de poder receber novas pessoas a cada semana.

Tendo a convicção do meu chamado e desenvolvendo ministério na prática, após alguns anos, a liderança pastoral da minha igreja me direcionou para um seminário e desafiaram um casal mais velho para me acompanhar como mentores no ministério. Continue lendo →

Não há passatempo que o diabo aprecie mais do que fazer cristãos perderem o equilíbrio

 

Parece que John Stott escreveu a frase que abre esse texto na semana passada. Não, não foi. A frase está em Cristianismo Equilibrado, lançamento da Editora Ultimato.

Alguns poderiam imaginar que nunca antes na história fomos tão divididos e briguentos. Ledo engano. Estamos apenas mais expostos e, talvez, menos discretos nas nossas preferências. Enfim, se fomos ou estamos “rachados” ou “divididos”, Cristianismo Equilibrado é um clássico na busca por discernimento.

Publicado pela primeira vez no Brasil em 1982 pela CPAD, Cristianismo Equilibrado ganhou uma nova edição original em inglês, em 2014, da qual traduzimos para a publicação em português. A nova edição – ampliada – conta ainda com uma longa entrevista com o autor, que responde a várias questões contemporâneas que desafiam a unidade da igreja.

Algumas frases para degustação:

Nosso temperamento tem mais influência em nossa teologia do que costumamos perceber ou reconhecer.

Não me importo com a pluralidade, desde que vá de mãos dadas com a unidade.

Quando sentimos medo, abrigamo-nos em relacionamentos e guetos nos quais nos sentimos seguros com pessoas que pensam como nós.

Às vezes, esquecemo-nos de que Deus ama a diversidade e criou uma rica profusão de tipos, temperamentos e personalidades humanos.

Ainda que nossa apreensão da verdade bíblica dependa da iluminação do Espírito Santo, ela é inevitavelmente influenciada pelo tipo de pessoa que somos, pela época em que vivemos e pela cultura a que pertencemos.

Nas coisas essenciais, unidade; Nas coisas não essenciais, liberdade; Em todas as coisas, caridade.

Muitos imaginam que a fé é completamente irracional, mas as Escrituras não colocam fé e razão em pontos opostos ou incompatíveis. Ao contrário, a fé só pode despertar e crescer dentro de nós com o uso da mente.

O asceticismo é a rejeição das boas dádivas do bom Criador. O oposto é o materialismo – não apenas possuir coisas materiais, mas passar a preocupar-se com elas. Entre o asceticismo e o materialismo estão a simplicidade, o contentamento e a generosidade, que deveriam marcar todos nós.