Equipe Ultimato ouvindo o significado da cruz vazada, que simboliza a centralidade de Cristo – um dos pilares da editora

Em 2018 Ultimato comemora seu jubileu. Nestes cinquenta anos de caminhada, trabalhando com o objetivo de contribuir para a transformação de vidas e edificação da Igreja, por meio da publicação de conteúdo cristão, a editora Ultimato também tem como compromisso “olhar para as pessoas da equipe, em sua individualidade, e se empenhar no cuidado e acompanhamento de cada um”. É por causa disso que desde 2014, após um processo de consultoria, a editora implantou a avaliação de desempenho dos colaboradores internos.

A coordenadora de gestão de pessoas e desenvolvimento, Ivny Monteiro, fala sobre como esse processo acontece e a importância dele para o desenvolvimento de cada integrante da equipe e o cumprimento da missão da editora.

Como foi identificada a necessidade de realizar esta avaliação de desempenho?

​Há cerca de quatro anos, durante um processo de consultoria externa, ficou claro que a Ultimato possuía diversos comportamentos e competências considerados essenciais na rotina dos seus funcionários, contudo, não havia uma lista sistematizada. Com a ajuda dos consultores essa lista foi estabelecida. A partir daí percebemos a importância de acompanhar a aplicação e desenvolvimento desses itens. O desenvolvimento dos funcionários traz, além do ganho individual, um crescimento como equipe.

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Em O Ajuste Fino do Universo, o cientista e teólogo Alister McGrath afirma que o crescente interesse pelo diálogo entre as ciências naturais e a teologia cristã indica que a teologia natural é um ponto de encontro conceitual entre os dois campos. O autor diz ainda que a teologia natural está relacionada a discernimento, a ver a natureza por meio de um conjunto particular e específico de lentes.

Em entrevista ao site Apologetics 315, McGrath respondeu a algumas questões sobre teologia natural, que destacamos aqui:

Você poderia descrever a teologia natural brevemente, e em seguida explicar qual papel você crê que ela exerce para a apologética cristã hoje?

Bem, a ideia da teologia natural pode tomar várias formas, mas todas elas têm uma coisa em comum: que de alguma forma podemos usar o mundo natural ao nosso redor como um tipo de canal para ajudar pessoas a encontrarem a Deus. Em outras palavras, você está argumentando a partir da criação em direção ao criador. De muitas maneiras, este é o tema do primeiro verso do Salmo 19: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”.

“Você vê a glória dos céus? Bem, isto não aponta em direção à glória ainda maior de Deus?”. E esse é o ponto no qual muitas pessoas estão em nossa cultura. Elas têm um senso muito real de respeito pela natureza, têm amor por ela, apreciam sua beleza. Um das coisas que podemos fazer é tentar dizer: “Olhe, o que você está fazendo é admirar ou amar algo que Deus fez. Não seria o próprio Deus melhor ainda?”. Então, isso é usar a natureza como um ponto de partida. Continue lendo →

[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. [Mateus 5.39-40]

Envolver-se em questões seculares não é pecado para os cristãos. Os cristãos estão apenas desempenhando as responsabilidades que todos os cidadãos – sejam cristãos ou não – têm. Entretanto, os cristãos têm de evitar o pecado conscientemente e fazer o que Cristo espera deles. Pois, ao contrário deles, as pessoas do mundo não fazem o que Cristo requer.

É por isso que quando os cristãos lutam na guerra, ou entram com uma ação judicial ou determinam uma pena, estão agindo em sua função de soldado, advogado ou juiz. Porém, dentro dessas funções, os cristãos desejarão manter suas consciências limpas e seus motivos puros. Eles não desejarão ferir pessoa alguma. Assim, eles vivem a vida simultaneamente como cristãos e como pessoas seculares. Eles vivem como cristãos em todas as situações, suportando sofrimentos neste mundo. Eles vivem como pessoas seculares obedecendo a todas as leis nacionais, regulamentos comunitários e regras domésticas.

Em resumo, os cristãos não vivem para coisas visíveis nesta vida. Essas coisas enquadram-se na autoridade do governo secular, que Cristo não pretende abolir. Externa e fisicamente, Cristo não deseja que fujamos da autoridade dos governos nem espera que abandonemos nossos deveres cívicos. Em vez disso, ele quer que sejamos submissos aos poderes organizacionais e regulamentares do governo, que protegem a sociedade, e façamos uso deles. Porém, interna e espiritualmente, vivemos sob a autoridade de Cristo. Seu reino não está preocupado com a autoridade governamental e não interfere nela, mas está disposto a aceitá-la. Assim, como cristãos e como indivíduos, não devemos afrontar uma pessoa má. Por outro lado, como cidadãos com responsabilidades sociais, devemos nos opor ao mal em toda a extensão da nossa autoridade.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana  |  A Arte e a Bíblia, Francis Schaeffer

 
Ainda que a criatividade em si seja algo bom, nem tudo o que é feito pelo ser humano é intelectual ou moralmente bom

Todos nós nos relacionamos diariamente com obras de arte, mesmo que não sejamos artistas profissionais nem amadores. Lemos livros, escutamos músicas, observamos cartazes e admiramos arranjos de flores. Arte, com o significado que estou utilizando, não inclui apenas “arte elevada”, isto é, pintura, escultura, poesia e música clássica, mas também as expressões mais populares — romances, teatro, cinema, música popular e rock. De fato, há uma razão real pela qual a vida cristã em si deveria ser nossa obra de arte mais grandiosa. Mesmo para o grande artista, a obra de arte mais crucial é sua vida.

A seguir, busco desenvolver uma perspectiva cristã sobre a arte em geral. Como criadores e apreciadores da beleza, como devemos compreendê-la e avaliá-la? Creio que existem pelo menos onze perspectivas distintas a partir das quais o cristão pode considerar e avaliar os vários aspectos da arte. Estas perspectivas não esgotam os vários aspectos da arte. O campo da estética é rico demais para que isso acontecesse. Porém, elas cobrem uma parte significativa do que deve ser o entendimento do cristão nesta área.

A obra de arte como obra de arte

A primeira perspectiva é a mais importante: Uma obra de arte tem valor em si mesma. Para alguns, este princípio pode parecer óbvio demais para ser mencionado, mas, para muitos cristãos, é algo impensável. Assim, se ignorarmos este ponto, perderemos a essência da arte. A arte não é algo que simplesmente analisamos ou avaliamos por seu conteúdo intelectual. É algo a ser apreciado. A Bíblia diz que as obras de arte no tabernáculo e no templo estavam lá pela beleza.

Como um artista deve começar a fazer sua obra como artista? Eu diria que ele deve iniciar seu trabalho decidindo fazer uma obra de arte. Isso tem significados diferentes em escultura e poesia, por exemplo, mas, em ambos os casos, o artista deve se dedicar a fazer uma obra de arte.

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[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Então Isaque despediu Jacó e este foi a Padã-Arã, a Labão, filho do arameu Betuel, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e Esaú. [Gênesis 28.5]

Jacó esperou muitos anos pela bênção prometida e, depois de recebê-la, teve de ir para o exílio. Ele foi forçado a deixar os seus queridos pais, e estes foram separados do seu amado filho por um longo tempo. À primeira vista, pode-se pensar que isso não era tão ruim. Mas é muito difícil para qualquer pessoa deixar o pai e a mãe, uma herança e um ambiente confortável e fugir em miséria e pobreza.

Esse é um exemplo maravilhoso que nos mostra como Deus trabalha. Ele requer que confiemos em suas palavras e em suas promessas até mesmo quando o oposto dessas promessas estiver acontecendo conosco. Jacó obteve a bênção prometida, mas precisou agarrar-se a ela por meio da fé e não duvidar do que não podia ver. Jacó nada tinha a não ser um cajado na mão e um pedaço de pão na sacola. Ele estava pobre, sozinho e exilado, mas confiava nas promessas de Deus. O exemplo de Jacó nos ensina a viver pela fé. Devemos crer em Deus quando ele promete nos amar e nos proteger, cuidar de nós e nos ouvir, mesmo que não possamos ver isso acontecendo.

Essa história foi escrita como um exemplo para nós. Devemos aprender a confiar na Palavra visível do nosso invisível e incrível Deus. Pelo fato de Deus não mentir nem nos enganar, esperamos com confiança e paciência que ele cumpra sua promessa. Isso é difícil para nós porque estamos acostumados a coisas que podemos tocar, ver ou sentir. Precisamos aprender a abandonar o que podemos experimentar apenas com nossos sentidos e viver de acordo com o que é invisível.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana   |   Engolidos Pela Cultura Pop

Um dos problemas encontrados por quem tenta compreender a cultura popular de forma cristã é o fato de que a Bíblia não a reconhece como uma categoria separada. Em parte porque os filhos de Israel viviam em uma teocracia onde cultura popular e cultura religiosa eram sinônimos e em parte porque muito do que hoje classificaríamos como cultura popular só passou a existir por causa da eletricidade. Muitas das formas de arte com as quais lidamos hoje não existiam nos tempos do Antigo ou do Novo Testamentos.

Ainda assim, as bases para a cultura foram estabelecidas bem no início da Bíblia: cuidar do jardim e nomear os seres em Gênesis 2, cuidar da terra e fazer roupas em Gênesis 3, construir cidades e tocar harpas e flautas em Gênesis 4, construir barcos em Gênesis 6, construir um altar em Gênesis 8, plantar frutas e produzir vinhos em Gênesis 9, produzir tijolos em Gênesis 11, produzir tendas em Gênesis 12. Na descrição da construção do tabernáculo em Êxodo encontramos as mais detalhadas informações sobre ornamentação artística por meio de medidas precisas, tipos preferenciais de madeira e instruções sobre o uso de ouro, prata e pedras preciosas.

O primeiro artista citado pela Bíblia é Bezalel, que é especificamente cheio “do Espírito de Deus”, que lhe dá “destreza, habilidade e plena capacidade artística” (Êx 31.3). Ele foi capacitado para trabalhar com ouro, prata e bronze, esculpir madeira, talhar e empilhar rochas, gravar e bordar. Apesar de seus dons terem sido dados para ajudar na construção de um lugar para adoração, neste texto é estabelecido o princípio de que Deus gosta de beleza, design e harmonia. Deus queria ser lembrado de uma forma especial em uma construção que foi o produto da cultura popular da época.

Nos tempos do Novo Testamento, os judeus viviam em um território comandado pelos romanos. Suas vidas se resumiam a trabalho, cuidados da casa, preparação e consumo de alimentos, celebrações, conversas e ao movimento da sinagoga. Assim como acontecia com meu avô quase dois mil anos depois, praticamente não havia tempo para entretenimento. A destreza dos músicos, dançarinos e contadores de história era utilizada em festas e festivais. Como nas sociedades atuais que estão em áreas em desenvolvimento, a cultura popular tinha o papel de unir a comunidade, marcar transições importantes e relembrar sua história. Não era algo divorciado da rotina. Quando o filho pródigo volta para casa, seu pai o veste com “a melhor” roupa (Lc 15.22) e coloca um anel em seu dedo. Em seguida, ele oferece uma festa que envolve “música e dança” (Lc 15.25).

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Em mais uma edição do Nossa Música Brasileira (NMB), dessa vez a 11ª, o Acampamento Jovens da Verdade, em Arujá (SP), foi palco de um final de semana de boa música cristã, conexão entre pessoas e discussão de assuntos atuais.

O som ficou por conta Gladir Cabral, João Alexandre, Paulo Nazareth, Carta Sonora, Estêvão Queiroga, Roberto Diamanso e Cezar Do Acordeon Abianto, Tiago Arrais, Vavá Rodrigues e Vocal Livre.

Enquanto o pessoal cantava, mais arte tomava o palco, essa através das tintas e dos pincéis. Marcelo Bittencourt, artista plástico e ilustrador, preenchia as telas com imagens que representavam as expressões musicais que aconteciam no evento.

Em setembro, durante a campanha “Encontros com Arte”, são essas imagens que ilustram os topos do nosso boletim Últimas. Aqui vai uma galeria com o registro de algumas delas. E se você ainda não recebe o Últimas, clique aqui para assinar gratuitamente e não perder esse conteúdo.