O mais antigo livro impresso mecanicamente é o livro mais vendido e mais amplamente distribuído em todo o mundo: são mais de 5 bilhões de exemplares impressos da Bíblia Sagrada, segundo o Guinness World Records. O texto sagrado completo já foi traduzido para 349 idiomas e mais de 2 mil línguas têm pelo menos um livro da Bíblia em sua língua.

Disponível em tantos idiomas, versões e formatos, a Bíblia ainda é útil para os nossos dias? Ela tem algo a dizer sobre os problemas contemporâneos? Como relacionar seus ensinamentos com o dia-a-dia? Afinal, a Bíblia ainda fala? Essa é a questão que conduz a matéria de capa da edição nº371 da revista Ultimato, de maio/julho, que já está na gráfica.

A Carta ao Leitor da próxima revista explica: “A matéria de capa desta edição é um convite a uma redescoberta semelhante. Embora hoje a Bíblia seja acessível para a grande maioria das pessoas […], não parece que esteja sendo lida como deveria e, por consequência, exercendo a influência que deveria exercer. Precisamos reencontrar o Livro e “encher as entranhas” com a Palavra de Deus (Ez 3.3). A promessa de Deus continua válida: “A minha palavra fará o que me apraz, ela não voltará vazia” (Is 55.11)”.

E como fazer uma capa que retrate a Bíblia com criatividade, sem os clichês e estereótipos de sempre? O designer Rick Szuecs, responsável pela criação das capas da revista Ultimato há quase quatro anos, encarou mais esse desafio. Com fotos cedidas gentilmente por Márcia Foizer, tiradas durante o Som do Céu 2018, Rick preparou três sugestões. Qual delas será a capa da próxima Ultimato?

O último sábado (14/04) foi de festa e celebração para a família Ultimato. Colaboradores, ex-funcionários, assinantes e amigos, de perto e de longe, se juntaram aos ultimateiros para louvar a Deus pelos 50 anos da revista Ultimato. À tarde, a editora abriu as portas para uma recepção com café, queijo e doce de leite. Os visitantes puderam conhecer o prédio da editora, caminhar pelo jardim de oração e conversar com alguns funcionários. Entre o grupo estavam o casal de missionários George e Gizele Corrêa, que moram em Lábrea, AM, e são representantes do projeto Paralelo 10; a professora Isabel Brandão, ex-funcionária da editora, que veio de Vitória da Conquista, BA; o pastor Wilson Costa, diretor executivo da Aliança Cristã Evangélica Brasileira; o designer Rick Szuecs, criador das capas da revista Ultimato, e a esposa Priscila Satlher, artista plástica; e Silêda e Valdir Steuernagel, colunista da revista há 24 anos.

O culto de gratidão pelos 50 anos da revista reuniu mais de quatrocentas pessoas na Igreja Presbiteriana de Viçosa. Após músicas e orações, Marcos Bontempo, diretor editorial, contou um pouco da história da Ultimato, partindo da criação do primeiro jornal evangélico da América do Sul, criado por Ashbel Green Simonton, em 1864. Bontempo também lembrou do desejo que pastor Elben César tinha de poder comunicar além do púlpito da igreja, e mencionou alguns fatos marcantes na caminhada da Ultimato: a primeira edição do jornal Ultimato (1968), a mudança de jornal para revista (1976), a primeira capa em cores (1995), o falecimento do fundador (2016) e a primeira edição da revista Ultimato sem ele (2017). A capa dessa edição trouxe estampada a cruz vazada – símbolo tão apreciado pelo pastor Elben César, por apontar para a morte e ressurreição de Cristo e para a centralidade que Cristo deve ocupar na vida cristã.

De geração em geração: Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre

Baseado no tema do culto, “De geração em geração: Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre”, o pastor Valdir Steuernagel lembrou que impossível celebrar cinco décadas sem olhar para a história do povo de Deus, o movimento do evangelho e as marcas dessa caminhada. Ele mencionou o legado do pastor Elben César, como uma pessoa que gostava de cruzar fronteiras, o que se tornou uma marca do ministério de Ultimato. Steuernagel finalizou com uma palavra de encorajamento, lembrando que a fidelidade de Deus nos permite caminhar com esperança rumo a outros cinquenta anos.

O culto abriu espaço para um momento de homenagens. Klênia Fassoni, diretora da Ultimato, chamou à frente ex-funcionários, assinantes, parceiros, familiares e atuais colaboradores para dar uma pequena amostra da grande rede de amigos que caminham ao lado de Ultimato nessas cinco décadas. O momento encerrou com todos cantando uma reafirmação de prosseguir na caminhada:

“Marcharemos cheios de coragem / Seguiremos seja onde for / Embora a dor nos cerque na viagem / Marcharemos na coragem do Senhor”
(Vencedores por Cristo)

50 anos caminhando ao lado de muitos outros

Ao longo do fim de semana, vários dos amigos que se achegaram a Ultimato nesses 50 anos deixaram palavras de agradecimento e incentivo ao ministério. João Vicente, ex-aluno do Centro Evangélico de Missões, veio do Rio de Janeiro para a celebração e expressou que “é motivo de muita alegria poder participar deste momento tão singular da história de missões da igreja brasileira”. Secretário geral da Sociedade Bíblica do Brasil em Belo Horizonte, MG, Ricardo Oliveira registrou que “é um prazer imenso conhecer esta tão importante ‘ferramenta’ do reino de Deus. Sigamos juntos semeando a palavra que transforma vidas”.

Pedro Sebastião, titular de assinatura coletiva em Belo Horizonte há quase 30 anos, trouxe consigo outros seis convidados. Em seus contatos com Ultimato, vira e mexe ora pelos pedidos compartilhados na editora. Também assinantes de longa data, Hermógenes e Denise da Silva, casal de Sabinópolis, MG, compartilharam que “nós não sabemos o que fazer com os números de Ultimato que estão na estante! Fazem parte de nós, guardamos como as coisas preciosas da vida. Vamos ter que dar de herança para os netos”.

Confira o vídeo da visita à sede da editora Ultimato

 

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A matéria de capa da edição 370 da revista Ultimato aborda temas atuais e sensíveis do cenário social, político e cultural do Brasil. Mais que isso, aponta algumas respostas bíblicas que a fé cristã pode oferecer nestes tempos difíceis.

No artigo Há esperança para o Brasil?, Osmar Ludovico ressalta que “a crise política, econômica e social que nos assola é o sintoma, mas a causa é espiritual”. Baseada na matéria de capa e inspirada por artigos, como o de Ludovico, a equipe Ultimato foi convidada a orar. Abaixo você confere algumas orações feitas pelos ultimateiros em favor do país, da igreja, dos cristãos e daqueles que sofrem. Ao final do post você também pode deixar sua oração nos comentários.

 

Senhor, nosso Deus,
Em nome de Jesus, teu Filho, pedimos a tua misericórdia e tua interferência. Nos ajude a enfrentar este mundo cheio de sofrimento e injustiças. Aumenta a nossa fé e nos dê forças para ajudar os necessitados e os desamparados, pois há muitas pessoas sofrendo por causa de pessoas desonestas e gananciosas. Que com a tua graça possamos lutar e orar por um país melhor. 
 
– Romilda R. Oliveira

 

Senhor,
Rogo-te que nos livre de toda frieza espiritual e falta de amor ao próximo. Não permita que o medo nos paralise, nem que ele nos impeça de anunciar o teu evangelho e de lutar por um país mais justo. Dá-nos instrumentos e ousadia, guarde a nossa mente e coração nestes tempos difíceis.
 
– Ingrid Reis

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Os 50 anos da revista Ultimato foram comemorados no Som do Céu 2018. O anfitrião da festa, Marcelo Gualberto, conduziu um bate-papo bem humorado com Marcos Bontempo e Klênia Fassoni, e abriu o palco para os músicos Carlinhos Veiga e Gladir Cabral, que cantaram “Mineiro com Cara de Matuto” e “Ultimato”, canções preparadas especialmente para a ocasião.

No próximo sábado, 14/04, Ultimato recebe os amigos para o culto de gratidão pelos 50 anos, que terá como pregador o pastor Valdir Steuernagel. O culto terá início às 19h, na Igreja Presbiteriana de Viçosa, e será transmitido ao vivo pela página do editora Ultimato no Facebook: @editora.ultimato.

Confira os destaques do Boletim Últimas #392

Igrejas irregulares. Onde foi parar a ética?

Como um programa de Compliance pode ajudar igrejas e organizações cristãs e cultivarem a ética e a transparência? [Robson Ramos]

A Bíblia é traduzida dos originais. Mas o que significa isto?

O que significa para nós, brasileiros, leitores do português, dizer que temos acesso ao texto bíblico original? [Vilson Scholz]

Campanha mundial convida cristãos a dez dias ininterruptos de oração
O objetivo é trazer um avivamento genuíno, no Brasil e no mundo, que resulte em santidade de vida, unidade do Corpo de Cristo e despertamento para evangelismo e missões. [Notícia]

Boa semente em solo fértil
Lançada em 1968, a revista Ultimato celebra o seu rico legado, mas já se prepara para os muitos frutos que virão pela frente. [Carlos Fernandes e Marcos Simas]

Fé e razão: novas questões para um antigo debate

Todo conhecimento que abdica da fé, particularmente, da crença em Deus, é um conhecimento estéril. [William Lane]

O diálogo de C.S. Lewis com o mundo de ontem e de hoje
Com sua vida e obra, C.S. Lewis estabeleceu um diálogo com a sociedade de seu tempo. Como os princípios aos quais ele se agarrou ainda falam ao mundo de hoje? [Gabriele Greggersen]

Ultimato. Desde 1968
Em abril, como parte da celebração dos 50 anos de Ultimato, publicaremos conteúdos históricos da revista. Confira o texto de apresentação da edição número 1. [Ultimato 50 Anos]

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Livro da Semana  |  Filosofia da Tecnologia

 

A questão sobre a utilidade prática não é assim tão óbvia e nem sempre deveria ser levantada. Imagine se na escolha de um parceiro alguém fosse conduzido pela questão da utilidade prática…

 

Engenheiros são geralmente pessoas de mentalidade prática. Afinal de contas, eles estão ocupados com coisas que estão focadas na prática do dia a dia. Eles fazem coisas, mantêm e reparam aparatos técnicos e projetam sistemas sofisticados.

Por certo, a tecnologia não é meramente uma questão de destreza das mãos, mas também uma questão de conhecimento. Pode-se estudar tecnologia. Mas geralmente esse conhecimento é de natureza prática e focalizado diretamente na sua aplicação à vida diária.

Há algo prático na filosofia?

Para grande parte das pessoas, a filosofia é exatamente o oposto. Às vezes, tem-se a impressão de que não há em absoluto algo de prático na filosofia. Esse é um campo de estudos considerado como um tipo de atividade ascética. Filósofos fazem perguntas bizarras, como: O que é o “ser”?, O que é o “conhecimento”?, O que é o “tempo”?, O que é a “verdade”? e “O que é a “realidade”? Essas questões soam particularmente estranhas, uma vez que as respostas parecem ser tão óbvias.

Nós todos não sabemos o significado do “ser”, do “conhecimento”, do “tempo”, da “verdade” e da “realidade”? Qual é o sentido em se fazer todas essas perguntas? E, além disso, os engenheiros pensam: como poderiam as respostas a essas questões me auxiliar em meu trabalho técnico prático? O livro de Thom Morris Philosophy for Dummies [Filosofia para bobos] (1999) foi direcionado a esse público amplo. Nele, ele jocosamente cita Voltaire que está debochando de si mesmo enquanto examina o foco (aparentemente) nada prático dos filósofos. “Se o ouvinte não compreende a intenção do comunicador, e se o próprio comunicador não compreende sua intenção, então você está lidando com filosofia” (Morris, 1999: 14).

Na verdade, a questão sobre a utilidade prática não é a mais óbvia quando se lida com a filosofia. As pessoas deveriam perguntar a si mesmas se a questão da utilidade prática deveria de fato ser sempre levantada. Isso porque existem muitas áreas na vida em que tal pergunta não deveria ser feita. Imagine se na escolha de um parceiro alguém fosse conduzido pela questão da utilidade prática.

 

Definindo melhor as questões

No entanto, essas questões aparentemente desprovidas de praticidade tornam-se mais relevantes para os engenheiros quando nós as definimos de modo mais atento Assim, alguém pode, por exemplo, perguntar: O que, na verdade, é algo técnico (que é, assim, uma questão relacionada ao “ser” aplicada à tecnologia)? Quando denominamos algo como “natural” e quando denominamos algo como “técnico”? Ou: o que é conhecimento técnico e de quais maneiras ele difere do conhecimento científico (ou a questão do “conhecimento”, mas agora aplicada à tecnologia)? Seria a tecnologia uma ciência física aplicada, ou algo diferente?

Para os engenheiros que se esforçam conscientemente para contribuir com uma sociedade saudável, uma reflexão filosófica sobre a tecnologia é particularmente útil, pois ela pode ajudá-los a definir seu próprio pensamento e conduta técnica. Assim, os engenheiros também devem ser incluídos entre os “praticantes reflexivos”, como Donald Schön (1983) os denomina.

Como a reflexão filosófica pode ser útil a um engenheiro? Para responder a isso, temos de diferenciar entre três funções da filosofia. A função analítica significa que há uma tentativa de se elaborar boas definições e conceitos para desse modo criar um quadro de referência conceitual. A função crítica é direcionada à elaboração de uma discussão sobre se o funcionamento da tecnologia é benéfico ou prejudicial. A função direcional tenta determinar o que seria um bom desenvolvimento da tecnologia. A filosofia da tecnologia é um campo de estudos relativamente novo. Nas últimas décadas, quatro temas emergiram: a tecnologia como artefatos, como conhecimento, como processos e como parte do nosso ser enquanto humanos.

• Trecho retirado de Filosofia da Tecnologia — Uma Introdução, publicado pela Editora Ultimato.

“Os cinquenta anos da Ultimato são a soma de várias histórias de muitos amigos”. A declaração da psicóloga Juliana Berger, na manhã de terça-feira (03/04) durante uma dinâmica de grupo com a equipe Ultimato, está expressa em outras palavras na declaração de missão da editora: “Ao lado de muitos outros…”. Quem esteve no Som do Céu 2018 pôde perceber essa característica colaborativa de Ultimato conhecendo um pouco da história construída a muitas mãos. leia mais >>

Confira alguns registros do Som do Céu 2018

Confira os destaques da seção ULTIMATOONLINE publicados na edição 370 da revista Ultimato.

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Alguns dos mais lidos

> Fazendo as pazes com a culturaGabriele Greggersen

> Black Mirror e o nosso falso self de cada dia, Carlos Caldas

> A reconciliação – em Cristo – das gerações, Ricardo Borges Wesley

> Jerusalém, o Estado de Israel e o povo palestino, Marcos Amado

> Como reconciliar rupturas na família, Carlos “Catito” Grzybowski

 

Alguns dos mais vistos

> O Discípulo Radical, John Stott

> Até Que Tenhamos Rostos, C. S. Lewis

> A Arte e a Bíblia, Francis Schaeffer

> O Caminho do Coração, Ricardo Barbosa

> Século I – A Reconstrução, Cayo César Santos

Por que pastores se matam?

Se você é um pastor de verdade […] não se mate por nada. Nem por tudo. Morte expiatória só a de Jesus. Pastores se matam porque passam a ler a Bíblia só para fazer sermões, porque desconhecem o ócio santo e criativo, porque não ouvem música, não namoram, não dançam, depois de um “vinho com a mulher da sua mocidade” (Pv. 5.18).

Do colunista, músico e pastor Gerson Borges, o artigo aponta algumas possíveis razões desse desatino que a cada dia se torna mais comum nas igrejas.

Quem precisa de um estudo bíblico?

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