Por Davi “Koiporo” Rodrigues

Davi, ao lado da esposa, no aniversário de um ano do filho.

As mais incríveis lembranças da minha infância são em família, em especial com meu pai. Lembro-me de ajuda-lo como servente de pedreiro, das pescarias em brejos e das brincadeiras no quintal. Mas os momentos mais marcantes, foram diversas viagens (de carro, de bicicleta e às vezes a pé) que fizemos para zona rural do sertão nordestino com intuito de alcançar os povos mais isolados com a mensagem do Evangelho.

Meu pai sempre foi alguém muito prático e todos esses momentos não tinham um intuito “pedagógico”, como muitas atividades que pais e educadores fazem com crianças objetivando “ensinar uma lição”. Meu pai só queria que eu estivesse perto dele e consequentemente eu acabava fazendo o que ele fazia.

Meu pai entendeu o que é viver o Evangelho. E graças a vida dele e de tantos outros que influenciaram positivamente minha vida, eu também consegui compreender o significado de ministério e Evangelho. Quando faço uma análise do que sou e de como percebo o mundo, vejo que meu pai teve mais impacto sobre minha vida do que penso. Levei um tempo para enxergar isso, mas hoje isso é muito claro.

Ainda na infância, vendo meu pai evangelizando nos interiores, me senti chamado a ser missionário. Com o passar do tempo e de acordo com que fui crescendo, esse desejo só foi aumentando, mas tinha um problema, eu não tinha nenhuma “qualidade” para ser um obreiro. Eu não falava bem, não cantava, não sabia “evangelizar”, organizar eventos etc. Ou seja, meu perfil não se “enquadrava”, inclusive ouvi isso de um pastor. Chegando a juventude decidi cursar Publicidade e Propaganda. E nesse momento, o chamado que eu declarava ter, foi ainda mais colocado em descrédito por meus amigos e irmãos em Cristo. Continue lendo →

Que a nossa alma bendiga ao Senhor!

Num cenário de contínua aridez e muitos desafios, na última celebração em equipe pelos 50 anos de Ultimato, fomos animados com a lembrança da bondade e providência de Deus. É ele – o Senhor glorioso e majestoso – que “faz crescer a relva para o gado e a erva para corresponder ao trabalho do homem, para fazer sair alimento do seio da terra, [que dá] o vinho que alegra o coração, o azeite que faz reluzir o rosto e o pão que fortalece o coração” (Sl 104.14,15, TB).

Da matéria bruta – uvas, azeitonas e trigo – aos elementos processados – vinho, azeite e pão – que alimentam, mas também alegram e fortalecem o coração, a bênção da semeadura à colheita e do tempo de desfrutar, tudo vem de Deus.

O esforço para reconhecer e valorizar os frutos colhidos pelos setores da Ultimato foi incentivado durante todo o ano e os elementos reunidos na “Festa da Colheita” fizeram apenas nos lembrar e ser agradecidos, mais uma vez, pelo sustento de Deus durante mais um ano de trabalho.

Das pequenas às grandes coisas, tudo é fruto para nós:

– devocional semanal com a equipe e oração diária com d. Djanira, fundadora da Ultimato

– grupo de intercessores pelo ministério Ultimato com 108 pessoas

– 4.626.291 de caracteres de livros revisados

– 26 toneladas de produtos enviados, sem contar as expedições das revistas

– 28 mil livros vendidos

– 23 mil revistas enviadas gratuitamente a missionários, encarcerados, casas de recuperação, lideranças no Norte e Nordeste e endereços católicos

frases e versículos ilustrados divulgados nas redes sociais

– negociações bem-sucedidas para redução de gastos

– mais de 300 horas de treinamento do pessoal da equipe

– recebimento do Prêmio Areté como a melhor revista cristã do ano

– cafés e almoços especiais, culto, atividades internas, Dia “U”, participação em eventos para comemorar os 50 anos

– celebração do aniversário especial de parceiros

– várias melhorias técnicas no sistema de banco de dados e de gerenciamento

– permanência nos valores, missão e visão Ultimato

– textos e imagens gentilmente oferecidos para a revista e portal

– crescimento da audiência do Portal Ultimato – alcançando hoje 15 mil visualizações diárias

– continuidade da campanha do “Cafezinho

– uma equipe de 28 funcionários e 3 estagiários que tornou possível a semeadura, colheita e celebração por tantos frutos

Os desafios continuam – a terra árida, as poucas chuvas e a colheita custosa no mercado editorial brasileiro são tema de notícia todos os dias ultimamente. Mas, à semelhança do salmista que, como resposta alegre ao farto benefício divino, convoca todo o seu ser a louvar ao Senhor provedor, nós seguimos em frente, gratos, contando com a bênção de Deus e à espera da próxima colheita!

 

Contentamento: porque falamos tanto sobre e experimentamos tão pouco? Para que você possa começar o novo com essas reflexões, já colocamos na gráfica a primeira edição de 2019 da revista Ultimato, com Contentamento como matéria de capa.

Além das reflexões sobre o tema principal, a revista traz também um especial sobre as tendências dos caminhos da missão em 2019. Líderes brasileiros em missão foram convidados para contribuir, a partir de uma questão norteadora: Algo muda com relação ao movimento missionário brasileiro a partir do novo cenário político brasileiro em 2019?

O resultado das eleições também perpassa outras seções da revista. Em “O Caminho do Coração”, o pastor Ricardo Barbosa escreve: “As últimas eleições trouxeram grande sofrimento e ruptura no coração das igrejas. Porém, quando o mesmo espírito de intercessão atua no coração e na alma do povo de Deus, a mesma amizade que os santos do passado experimentaram torna-se uma possibilidade real entre nós hoje.”

Aproveite para começar 2019 com boas ideias. Caso ainda não seja assinante, confira as opções de assinatura e receba a revista Ultimato em sua casa.

Em dezembro chega um tempo de celebração para a Igreja Cristã, com a alegria pela encarnação do Verbo, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, do pão que desceu do céu, do maná celestial.

Mas em meio à velocidade da rotina contemporânea, como se preparar de forma correta para esse momento? Muito já foi dito sobre o Natal em artigos publicados em UltimatoOnline. Aqui, reunimos uma boa dose deles, para que a comemoração do Natal seja consciente, sem cair em extremos como os de consumo excessivo ou do dia 25 ser só mais um no calendário.

Fique com escritos de Elben César, William Lane, Luiz Fernando Dos Santos e muitos outros:

 

Natal de mais e Natal de menos

Para os cristãos, o Natal é uma celebração genuína do nascimento do Salvador e Senhor Jesus Cristo. É tempo não só de recordar as promessas do Messias como também o seu cumprimento na pessoa de Jesus em Belém de Judá. Na igreja e nos lares cristãos aproveitamos esse tempo para ler as profecias e o evangelho e para cantar os hinos natalinos. Mas como qualquer prática e costume religioso, o Natal sofre as influências culturais da época. [William Lacy Lane] >> leia mais

 

A história do Natal

De fato, a história do Natal é um amontoado de eventos que não podem ser assimilados pela razão. Quase tudo ultrapassa a natureza. Digo quase tudo porque, enquanto a concepção de Jesus é totalmente sobrenatural, a sua formação no ventre de Maria e o seu nascimento são absolutamente naturais. [Elben M. Lenz César] >> leia mais

 

Natal Coca-Cola

Engana-se quem imagina esta festa comemorada por todos com bons vinhos, regando assados de lombo de porco, perus, chesters, frutas secas e coisa e tal, sem distinção de classe. A rigor, a Coca-Cola é a dona da festa, e tudo que está por trás da mesma. Não há como comemorar um Natal à moda brasileira, com metáforas sobre a injustiça e opressão sempre presentes [Derval Dasilio] >> leia mais

 

Por onde começar e como celebrar o Natal?

Todos sabemos que o Natal sempre nos envolve num processo crescente de agitação e corre-corre, que acaba nos distraindo e afastando do cenário real desta época do ano. Foi pensando nisto que procurei preparar este pequeno manual litúrgico, onde por meia hora ou um pouco mais, poderemos separar um tempo para meditar, orar, cantar, interceder, e assim nos preparar para a chegada do Messias [Ricardo Barbosa] >> leia mais

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Com 365 trechos dos sete livros mais amados de C.S. Lewis, Leituras Diárias das Crônicas de Nárnia – Um Ano com Aslam reúne uma seleção preciosa das crônicas, que se tornaram clássicos da literatura mundial e também ganharam o cinema. O livro conta também com ilustrações de James Andrew, que também podem ser encontradas nesse e-book.

Além do momento devocional, os recursos disponíveis podem ser utilizados para muitos outros fins.  A professora Suelen Fernanda, de Itaperuçu, PR, nos enviou o registro de um uso muito apaixonante do livro: com as crianças.

“Gostaria de compartilhar e agradecer a essa editora por ser um ótimo instrumento de Deus em nossas vidas. Digo ‘nossas’ pois trabalho em uma comunidade extremamente carente do interior da cidade de Itaperuçu, região metropolitana de Curitiba, e somos agraciados com conteúdos que nos inspiram e ajudam a crescer espiritualmente. Trabalhamos as ‘Leituras Diárias das Crônicas de Nárnia’ com nossos alunos todos os dias e está sendo uma bênção.”

Suelen também nos enviou fotos do trabalho dos pequeninos. Quem sabe isso não sirva de inspiração para você ou quem conhece e trabalha com crianças?

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Uma razão para recomendar Lewis é que, dado a sociedade totalmente variada que temos hoje, a igreja tem a profunda necessidade de uma pessoa íntegra e com conhecimentos para falar com tantos grupos quanto possível.

Lewis era, e lógico, um dos melhores homens para esta tarefa. Ele nasceu em 1898 e morreu em 1963. A história de sua vida é uma história de conversão do duro ateísmo intelectual para o cristianismo, e então para um dos grandes campeões cristãos desse século.

Ele foi um professor de Oxford cujos escritos abrangiam desde teologia, éticas, filosofia, crítica literária, ficção científica, histórias infantis, literatura imaginativa, e muito mais. Há muito mais áreas nas quais Lewis não se pronunciou, mas ele disse isso com graça e suavidade”.

Esse trecho de C.S. Lewis, para todos os homens e todas as épocas, por Todd Kappelman, esclarece bem o porquê de ainda hoje, mais de cinco décadas após seu falecimento, ainda falamos de C.S. Lewis e a atualidade de suas ideias.

Reunimos aqui vários dos artigos relacionados ao autor de “As Crônicas de Nárnia”, “Até que Tenhamos Rostos”, “Lendo os Salmos”, “Surpreendido pela Alegria” e tantas outras obras que influenciam a sociedade por todo o mundo:

 

C.S. Lewis puro e simples

Lewis não se importava com categorias e questões secundárias do Cristianismo. Como lemos em “Cristianismo Puro e Simples” – um tratado de questões primárias – ele o via como uma casa com um hall de entrada, que dá para vários cômodos, cada um deles representando uma vertente do cristianismo e suas respectivas convicções. E adverte que o hall mesmo não serve para habitação: como seres humanos limitados que somos, não podemos abarcar a totalidade do cristianismo e sua diversidade. Temos que optar por uma de suas vertentes -o que nos torna vulneráveis e sem qualquer direito de nos assumirmos como donos da verdade. >> leia mais

 

A encarnação de Cristo, por C. S. Lewis

Para início de conversa, ele pede para lembrarmos de nossas fantasias de infância em que imaginamos nossos brinquedos ganharem vida, como no Toy Story. É essa a implicação da encarnação na vida do cristão: ela faz com que, de soldadinhos de chumbo, nos tornemos seres de carne e osso, mesmo à nossa revelia. A vida cristã é toda uma história de pinóquios, que sofrem das dores da encarnação ou mutação decorrente da vivificação. >> leia mais

 

C.S. Lewis e o propósito principal do ser humano

Se pensarmos que o propósito supremo do homem é que ele faça algo para Deus, estamos centrando a sua existência nele mesmo, e Deus como objeto da sua ação. Se pensarmos que o propósito supremo do homem é receber algo de Deus, então o homem é que é o objeto, Deus é o Centro de tudo, inclusive da existência humana. Deus não existe em função do homem, e nem o homem existe em função de si mesmo. O homem existe em função de Deus. Ele é o recipiente da ação de Deus. Fomos criados para que Deus nos ame. Fomos criados para o seu prazer. >> leia mais

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Do início da publicação da revista Ultimato, em 1968, até agora, já se foram 50 anos. E os leitores têm muito o que dizer após a leitura.

Até agora, 374 edições já foram impressas. Imagine a quantidade de artigos publicados, sobre os mais diversos temas!

Era costume que os comentários dos leitores sobre o conteúdo de Ultimato chegassem por carta, o que originou a seção “Cartas à redação” na revista, onde alguns deles eram publicados.

Com o tempo, as cartas foram sendo substituídas pelos e-mails e comentários no portal. Os primeiros deles mereceram uma menção diferenciada na revista, como “Cartas via internet”, em 1997 (foto).

Na comemoração aos 40 anos de Ultimato, o livro Cartas à Ultimato trouxe uma coletânea com pouco mais de 700 das milhares de participações enviadas pelos leitores ao longo das décadas.

Hoje temos um endereço específico para os comentários online: cartas@ultimato.com.br. Em tempos de redes sociais, eles também chegam pelas nossas páginas no Facebook, Instagram e Twitter.

Mas, caso você queira voltar às raízes e deixar sua participação por carta, o endereço é Caixa Postal 43, CEP 36570-000, Viçosa – MG.

O importante é continuar ouvindo a você!