[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! [Mateus 7.10-11]

As nossas necessidades urgentes deveriam ser motivo suficiente para nos fazer orar. Mas, como se isso não bastasse, Jesus usa uma bela ilustração da vida familiar para nos persuadir a orar. Nem uma criança muito problemática receberia dos seus pais uma cobra em vez de um peixe. Com essa ilustração, Jesus está dizendo: “A sua natureza humana é corrupta. Você não chega nem perto de ter a bondade de Deus, mas, ainda assim, você dá bons presentes aos seus filhos. Pelo fato de Deus, o seu Pai celestial, ser perfeito, ele não lhe daria boas coisas se você lhe pedisse?”. Se analisarmos bem essa ilustração, desejaremos orar.

Entretanto, quando entendemos o que Deus diz em sua Palavra, começamos a viver de acordo com ela e a ensinamos a outros, começamos a enfrentar muitas tentações e frequentes oposições. A nossa natureza pecaminosa é inimiga da oração. Rapidamente ela fica entediada, descuidada e indiferente ao que Deus diz e à vida boa que ele nos dá. Por isso, nunca teremos tanta sabedoria, conhecimento da Palavra de Deus, fé, amor e paciência como deveríamos ter. Todos os dias a nossa natureza pecaminosa nos pega pelo pescoço e nos arrasta para longe da oração.

O mundo também é um inimigo da oração. Ele é tão invejoso que basta termos fé e a preciosa Palavra de Deus para ele se recusar a tolerar qualquer uma delas, não importa quão fracos possamos ser. O mundo nos condena, tenta tirar o que temos e não nos dá paz.

Esses são os dois inimigos da oração: nossa natureza pecaminosa e o mundo. Por dentro, eles tentam diminuir nosso desejo de orar e, por fora, tentam nos afastar da oração. Tudo o que podemos fazer é continuar clamando a Deus. Devemos clamar por força e por um melhor entendimento da sua Palavra.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana   |   Todd D. Hunter

 

Como resgatar a escuta de sermões – bons ou nem tanto – para que eles produzam vida e não culpa?

 

Se existe uma vida leve e libertadora para seguir a Jesus, como vamos interagir com os sermões para que possamos caminhar nesta direção?

Já estive nos dois lados de um sermão medíocre, no do pregador e no do ouvinte! Vamos ver se conseguimos deixar de lado as preocupações e experiências normais com os sermões — ótimos, bons ou razoáveis — e, em vez disso, nos concentrarmos em como podemos resgatá-los como voz de Deus a serviço da vida para a qual Jesus nos chama.

Para resgatarmos a prática de ouvir sermões de modo que eles sejam traduzidos em uma vida livre e libertadora, podemos começar com a epístola de Tiago. Tiago afirma que quando deixamos a Palavra “entrar por um ouvido e sair pelo outro” desprezamos algo muito importante e cometemos um grave erro. Ele insta seus ouvintes a viver “na prática”. Afirma que a pessoa que assim o faz “vai longe e será abençoada por Deus” (Tg 1.22-25).

Por experiência própria, muitos de nós achamos que Tiago não está certo. Continue lendo →

Por Délnia Bastos

Hoje amanheci com dor nas costas e pensei: “Será que voltou aquela dor que senti por muitos dias por causa de um acidente há três meses?”.

A verdade é que este domingo me acordou pensativa e nostálgica – um misto de ausência e presença. Saudade e alegria. Nosso arco foi bem esticado até o ponto de lançar nossa terceira flecha[1] para fora de casa. Foi lançada para longe.

Ausência porque ela se foi para seguir seu caminho e chamado. Ausência dobrada por lembrar que o avô não pode presenciar este momento. Faz cinco meses que ele se foi. Tenho certeza que ele teria ido até a rodoviária para despedir da neta. Com orgulho, teria compartilhado com os amigos que ela foi para São Paulo trabalhar em um projeto para refugiados. Talvez até arrumasse um jeito de ir visitar o projeto (de novo) e escrever algo como “O Mineiro com Cara de Matuto visita a Neta em Projeto Missionário”. Saudade. Continue lendo →

[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Quando os homens do lugar lhe perguntaram sobre a sua mulher, ele disse: “Ela é minha irmã”. Teve medo de dizer que era sua mulher, pois pensou: “Os homens deste lugar podem matar-me por causa de Rebeca, por ser ela tão bonita”. [Gênesis 26.7]

Os teólogos discutem se Isaque pecou ao dizer que Rebeca era sua irmã. Em sua fraqueza, ele pensou: “Eu direi que ela é minha irmã, ou eles me matarão”. Isso soa quase como: “Vá em frente. Pegue minha esposa e a desonre, desde que eu não seja prejudicado. Se eu disser que ela é minha esposa, você sentirá que não pode tê-la a menos que me mate primeiro”. Essa não é uma atitude tola, boba e indigna para um homem tão importante? Não seria melhor se ele apenas dissesse: “Ela é minha esposa. Eu não me importo se você me matar ou não”? Entretanto, a passagem diz que Isaque estava com medo. Que vergonha alguém tão importante quanto ele ter tanto medo da morte!

Essa história foi escrita para confortar o povo de Deus. Ela mostra quão misericordioso e bondoso Deus realmente é. Apesar de sermos pecadores e fracos, o Senhor é paciente com nossa fraqueza, desde que permaneçamos longe daqueles que negam, odeiam ou amaldiçoam a Deus. Diferentemente de algumas pessoas, não desejo inocentar os nossos ancestrais na fé. É confortante saber que até pessoas boas na Bíblia escorregaram e agiram mal. Não elogio suas ações como se elas fossem boas, da mesma forma que eu não justifico Pedro por negar a Jesus, nem os apóstolos por o abandonarem ou por qualquer outra coisa insensata que fizeram.

Entre o pequeno rebanho de Jesus, existem algumas almas pobres, miseráveis e fracas. Jesus é o rei tanto dos fracos como dos fortes. Ele odeia as pessoas arrogantes e se opõe aos teimosos. Ele pune os hipócritas e aqueles que confiam demais em si mesmos. Contudo, ele não quer desencorajar ou oprimir aqueles que estão temerosos, tristes ou preocupados. Ele não quer apagar o pavio fumegante (Is 42.3).

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Falecido em 15 de maio de 1984, aos 72 anos, vítima de um câncer, Francis A. Schaeffer foi um dos pensadores cristãos mais influentes do século 20. Por alguns ele é considerado como conversador, tantos outros se perguntam se vale a pena ouvir de novo sua voz no mundo contemporâneo e no Brasil de hoje. Estudiosos do legado de Sschaeffer, como Guilherme de Carvalho, afirmam que Francis Schaeffer é crucial para a igreja evangélica brasileira no século XXI. “Schaeffer é relevante para o Brasil. […] é um mestre de espiritualidade com uma abordagem genuinamente pós-iluminista; talvez um dos poucos que temos assim. Ele escreve sobre espiritualidade cristã e evangelização genuína no mundo de hoje, em termos de como esse mundo funciona, confrontando a mente moderna/hipermoderna e mostrando com clareza a verdade do evangelho”, explica Carvalho.

Schaeffer fundou a comunidade L’Abri na Suíça, ministério de alcance internacional, e escreveu diversos livros, entre eles O Deus que Intervém, A Arte e a Bíblia e A Morte da Razão, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Do último título selecionamos doze frases que lembram o legado do autor.

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Francis Schaeffer para o Século 21

 

Livro da Semana   |   Paul Tournier

 

Para Paul Tounier, a ternura não é pieguice ou enternecimento. É atenção à pessoa, restabelecer a primazia das pessoas sobre as coisas.

 

Penso que o futuro está na ternura, mas temo ser mal compreendido.

Participei do Instituto Ecumênico, em que houve um seminário sobre o ministério de cura na Igreja. Tive o prazer de promover um verdadeiro diálogo entre teólogos e médicos. Naturalmente alguns participantes se agruparam ao meu redor e questionaram-me sobre este livro, que eu estava escrevendo. Estava sendo interpretado por uma charmosa polonesa chamada Halina Bortnowska.

De repente, ela parou de me interpretar para perguntar vivamente: “Ternura! Como é irritante para uma mulher ouvir sem cessar sobre uma missão de ternura! Não é uma forma de enviá-la para uma casa de repouso, fora da vida ativa, à margem da sociedade, de contestar suas capacidades intelectuais e objetivas e reduzi-la a uma função inferior de consoladora?” Tentei aplacar a sua revolta colocando um pouco da ternura permitida nesse tipo de ambiente tão hostil.

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Donas de casa, enfermeiras, costureiras, geólogas… Seja qual for a ocupação das nossas mães, elas ainda têm mais uma atribuição: são professoras por excelência!

Aqui no blog você pode ler alguns dos ensinamentos das mães dos ultimateiros, e a gente aproveitou para perguntar também nas nossas redes: O que sua mãe te ensinou? Foram muitas boas lições! Compilamos aqui 25 delas. Mães são mesmo uma benção!

Com a palavra, nossos leitores:

1 – A amar a Deus. (@loidepatricia, @ruthlonguinho, @roselimxs, @samiraeller e @comprometidoscom_a_palavra)

2 – A fazer o bem, não importa a quem. (@luzia.silvestre.1 e @gloria_andrade276)

3 – A dar o meu melhor em tudo que faço. (@natth_mr e @tulio_simplesmente_t3n)

4 – A não ter medo de me posicionar. (@quelzinharpm)

5 – A nunca mentir, porque a verdade uma hora sempre aparece! (@caci.missoes)

6 – A ser prevenida. (@angela.de.carvalho)

7 – Minha mãe me ensinou como ser perseverante em oração, buscando total dependência à Deus. Ela me ensinou isso quando eu estava perdido no mundo, apostatado de minha fé, pois sempre orava. E sim, Deus ouviu as orações de uma mãe fiel! (@aquillamonteiro) Continue lendo →