Dança do Bate-Pau, aldeia Córrego do Meio, Sidrolândia, MS, 2016. Foto: Eliseu Júnior

Para elaborar o infográfico “Indígenas no Brasil – um universo pouco conhecido”, Ultimato recorreu a várias fontes sérias. Artigos e links das matérias podem ser consultados aqui.

AURELIANO, André Luís Procópio; MACHADO JR., Eliseu Vieira. Alcoolismo no contexto indígena brasileiro; mapeamento da bibliografia nacional. Antropos; revista de antropologia. Ano 4, volume 5, maio de 2012.

LIDÓRIO, Ronaldo (org.). Etnias indígenas brasileiras; relatório 2010. Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI–AMTB).

LOBATO, Edir; SANTANA, Graça. A classificação musicológica dos instrumentos musicais indígenas. In: NIMUENDAJÚ, Curt. Instrumentos musicais indígenas, a arte e a colação etnográfica. Museu Paraense Emílio Goeldi. Belém, 2014.

Censo escolar da educação básica 2016; notas estatísticas. Brasília, DF, fevereiro de 2017.

>> Muita terra para pouco índio?

>> No Brasil, população indígena é de 896,9 mil

>> Povos não alcançados no Brasil; a realidade indígena

>> Quais são os povos indígenas mais numerosos do Brasil

>> Indígenas; gráficos e tabelas

>> Instituto de geriatria cria ambulatório específico para atender índios idosos

>> O número de índios no Brasil está diminuindo?

>> Os índios que não fazem aniversário

>> Pesquisa apresenta panorama da saúde indígena no Brasil

>> Conheça o Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI

>> Boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, volume 48, nº 30, 2017.

>> Terras indígenas do Brasil

>> Professores serão qualificados para trabalho em escolas indígenas

>> Quase metade das escolas indígenas não tem material didático específico

>> IBGE aponta que 76,7% dos índios são alfabetizados

>> Cresce número de estudantes indígenas em universidades

>> Observatório da criança e do adolescente; população de crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos

>> Inquérito nacional de saúde e nutrição dos povos indígenas – 2008-2009.

>> Diagnóstico da população indígena no Brasil

Foto: FIDA

Comida é um tema abrangente. Pode representar encontro, partilha e celebração, como mostrou a revista Ultimato 368, assim como pode ser motivo de lamento e preocupação. Enquanto nas regiões em desenvolvimento os conflitos, as guerras e os desastres naturais causam a escassez de comida e a má nutrição, em outras partes do mundo, mesmo onde há larga produção de alimentos, muitas pessoas são afetadas pelo desperdício ou adoecem pelo consumo exagerado de alimentos pouco saudáveis.

O que a igreja tem a ver com a fome no mundo, o desperdício de alimentos, o aumento na taxa de obesidade e a má nutrição das crianças? A fim de chamar a atenção para um assunto tão importante, listamos algumas informações, artigos e recursos que podem ajudar cristãos a refletir, orar e, quem sabe, incentivá-los a desenvolver ações que respondam ao chamado da boa mordomia da criação.

30% de toda a comida produzida no mundo vai parar no lixo

1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Na América Latina e Caribe, 15% de tudo que é produzido na região é perdido ou desperdiçado, o que daria para alimentar mais de 30 milhões de pessoas. >> leia mais 

A fome e a obesidade estão aumentando no mundo

A má nutrição está diretamente ligada ao sobrepeso e à obesidade, que têm aumentado consideravelmente. Na América Latina e no Caribe, a prevalência de meninas e meninos menores de 5 anos com sobrepeso e obesidade afeta atualmente 3,9 milhões de crianças.  >> leia mais

Conflitos são grande causa da fome

Cerca de 60% das 815 milhões de pessoas que sofrem com a fome atualmente vivem em regiões de guerra. Três quartos das crianças desnutridas do mundo também estão em países afetados por confrontos. Cerca de 80% dos recursos do Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão sendo direcionados a regiões afetadas por conflitos.  >> leia mais

Má nutrição poderá afetar mais da metade população mundial até 2030

Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas sofrem de alguma forma de deficiência nutricional e cerca de 1,9 bilhão de indivíduos têm sobrepeso — desses, 600 milhões são obesos.  >> leia mais

Cerca de 3,1 milhões de crianças morrem de fome a cada ano

A má nutrição causou quase metade (45%) das mortes em crianças menores de cinco anos em 2011. Crianças que são mal nutridas sofrem até 160 dias de doença a cada ano. A desnutrição aumenta o impacto de todas as doenças como o sarampo e a malária. >> leia mais

Em países pobres, alimentar-se adequadamente é uma luta diária. Em situações de guerra, comer é uma batalha perdida.
David Beasley, diretor do Programa Mundial de Alimentos na ONU

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500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Jesus respondeu: A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. [João 6.26]

Cristo diz ao povo que eles o estão seguindo não por causa do seu ensino, mas por causa dos seus estômagos, os quais eles amam. Eles pensavam: “Jesus é um grande mestre para nós! Ele nos dará liberdade. Nós todos ficaremos satisfeitos, teremos qualquer coisa que quisermos”. Nessa passagem, o Senhor revela que tipos de seguidores seriam atraídos pelo evangelho. Ainda hoje, o evangelho atrai pessoas que pensam que ele encherá suas barrigas, satisfará seus desejos e os ajudará aqui, nesta vida.

Essa ideia é tão comum hoje que eu estou quase me cansando de pregar e ensinar a esse respeito. As pessoas, fingindo ser discípulos sinceros, vêm ouvir um sermão. Porém, debaixo dessa aparência, elas vêm motivadas apenas por ganhos pessoais. No entanto, o evangelho não foi enviado do céu para as pessoas encherem suas barrigas, terem o que desejam e fazerem o que lhes agrada. Cristo não derramou o seu sangue com esse propósito!

O evangelho proclama a glória de Deus e nos ensina como louvar o Senhor. Deus deseja que o louvemos. Ele quer que façamos o que lhe agrada. Se a honra e o reino de Deus forem a nossa prioridade, então ele não apenas nos dará a vida e tudo de que necessitamos neste mundo, como nos dará também a vida eterna.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana  |  A Espiritualidade na Prática

Por Paul Stevens

 

A primeira e a última refeição

O primeiro presente para Adão e Eva, o primeiro mandamento e a primeira bênção de Deus, é a comida: “Disse Deus: “Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês” (Gn 1.29). Mas o primeiro pecado também aconteceu no contexto do comer.

Adão e Eva estavam alojados em um jardim-santuário para desfrutar da comunhão com Deus, para promover comunhão e para serem cocriadores com Deus – tudo na presença dele. Mas, como a serpente havia indicado, a árvore do conhecimento representava a tentação de serem independentes de Deus – “ímpios” como Esaú, citando Hebreus novamente.

O primeiro casal poderia fazer uma refeição com o diabo e quebrar a comunhão com Deus, exatamente como aconteceu. Quando eles viram que ela era “boa de comer” (uma questão de provisão), “agradável aos olhos” (esteticamente bela) e “desejável para dar entendimento” (obtenção de poder), comeram. Por que o pecado entrou na família humana por meio de uma refeição comum? Seria porque não existe algo como uma refeição comum?

Falando sobre isso com grande profundidade, Leon Kass diz:

Embora a árvore do conhecimento do bem e do mal seja apenas uma metáfora – o conhecimento não dá em árvores –, a imagem sugere uma clara relação entre a autonomia e a voracidade humanas, ao representar o limite da autonomia na forma de um limite para a voracidade… Deus buscou proteger o homem da expansão de seus desejos para além do naturalmente necessário, ou da substituição do desejo dado pela natureza pelos desejos criados por nossa própria mente e imaginação. Essas perspectivas tentadoras, porém perigosas – de autonomia, escolha, independência e aspiração pelo controle pleno, e do desejo emancipado e insaciável – estão sempre presentes no centro da vida humana… Quando a voz da razão despertou, e a simples obediência foi questionada (tornando-se, portanto, não mais possível), os desejos do homem começaram a sobressair. Embora não soubesse exatamente o que isso significava, o homem imaginou que seus olhos seriam abertos e ele seria como deus, ou seja, autossuficiente, autônomo, independente, conhecedor, talvez imortal e, por fim, livre. Assim foi a promessa da serpente – a voz suave que fez a primeira pergunta do mundo e, dessa forma, perturbou sua paz para sempre.1

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Se o sabor da vida depende de quem a tempera, quem tempera a sua? Para quem anda com Jesus, ingredientes que não faltam à mesa são encontro, partilha e celebração.

Embora pareça um assunto trivial, há muitas lições nos registros bíblicos que fazem referência à comida. Por isso, a última edição de 2017 da revista Ultimato nos convida a integrar o alimento à vida cristã.

Além de mostrar a mesa como um ponto de celebração, reconciliação, partilha e justiça, comunhão e unidade, a matéria de capa “À Mesa com Jesus” serve ao leitor o artigo “Pão da vida” e “Refeição e Hospitalidade”. No primeiro, o pastor Luiz Fernando dos Santos fala do convite feito a nós para sentarmos com Jesus à mesa e comermos o alimento que ele mesmo serve ao dar-se a nós. No segundo, o pastor William Lane explica que “partilhar uma refeição com alguém significa ter ou desejar ter um relacionamento ou pacto com essa pessoa”.

A última revista do ano chama o leitor para refletir e sentar à mesa com os amigos, com a família e com Jesus. Na verdade, é Deus quem nos convida para uma refeição, chamando-nos à reconciliação e comunhão. Portanto, comamos com alegria!

Confira o sumário da revista Ultimato de novembro/dezembro.

 

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As pinturas de Hyatt Moore e Anderson Goes, que ilustraram a matéria de capa da Ultimato 368, também vão embelezar o topo do nosso boletim Últimas, em novembro. Assinando o Últimas você recebe semanalmente em seu e-mail as notícias, artigos e reflexões mais recentes do Portal do Ultimato. Para assinar, clique aqui.

500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Vede o arrogante! A sua alma não é correta; mas o justo viverá por sua fé. [Habacuque 2.4, AS21]

As palavras dadas por Deus a Habacuque, que as gravou em tábuas, incluíam uma declaração brilhante: “O justo viverá por sua fé”. Isso significa que quem quiser ser justo e viver uma vida justa deve crer na promessa de Deus. Essa verdade não muda. Consequentemente, pessoas ímpias morrerão em sua incredulidade.

Precisamos crer no que foi escrito na tábua se quisermos viver agora e para sempre. Precisamos crer que Cristo virá com seu reino. Quando as coisas parecerem diferentes e nos sentirmos perturbados neste mundo, não podemos perder nosso rumo. A Palavra de Deus sustenta revelações que vão além dos nossos sentidos e são mais elevadas do que o nosso entendimento. Quando olhamos para a nossa situação atual nos sentimos perturbados. Pela fé, precisamos superar esses sentimentos. Mesmo quando rodeados de problemas, devemos confiar que o reino virá e será estabelecido de forma gloriosa.

Esta passagem traz um exemplo claro de como os profetas no Antigo Testamento pregavam e enfatizavam a fé em Cristo, assim como acontece no Novo Testamento. Percebemos que Habacuque foi tão ousado que condenou as obras. Ele atribuiu vida exclusivamente à fé. Está claro que Habacuque afirma que os incrédulos não terão sucesso por si próprios. Seus esforços já estão julgados. Que eles orem e trabalhem até morrer. Suas obras nada valerão, nada alcançarão e em nada os ajudarão. Enquanto isso, os cristãos viverão pela fé.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Confira o relato de Antonia Leonora van der Meer sobre o evento:

 

O IV COMIBAM foi realizado em Bogotá, Colômbia, e contou com 1.800 participantes, entre estes 160 brasileiros e 300 mexicanos. Da Interserve, fomos três: Eliezer, Sara e eu. E fomos com um bom grupo do Cuidado Integral do Missionário (CIM) da AMTB: Rúbia, Márcia, Hairton e eu. Foi muito proveitoso, com muitos contatos abençoados.

O CIM teve um encontro de dois dias antes do próprio Congresso, onde os brasileiros presentes foram muito bem acolhidos e valorizados, e assim surgiu uma integração abençoada.

Eliezer e Sara montaram o estande – a Corferias fez um bom trabalho de preparo anterior Escolhemos a opção menor, mas foi bem adequada e atraiu muitas pessoas interessadas, de vários países. Pudemos conversar com as pessoas, dar informações sobre a agência, os campos e as oportunidades, e os mais interessados preencheram uma ficha para contato posterior.

O que mais me impressionou foi a coragem, a visão e o compromisso de irmãos de Cuba e da Venezuela. Perguntei a um venezuelano como faziam com o sustento dos obreiros no contexto difícil atual, em que os templos das igrejas estão sendo desapropriados e há outras limitações. A solução encontrada foi o contato e apoio de igrejas latinas nos Estados Unidos.

As minhas responsabilidades, além de estar no estande diariamente durante várias horas, foi ministrar um seminário sobre “As dores dos que voltam”.  A sala oferecia lugares para cerca de 80 a 100 pessoas, mas havia perto de 140. Tiveram que buscar mais cadeiras. Vários compartilharam suas experiências e ouvimos testemunhos que confirmam a necessidade de um cuidado especial nessa fase da vida missionária. Nos dias seguintes pessoas me abordavam falando sobre como esse ensino foi importante. Falei também da importância de cuidados dos Filhos de Terceira Cultura (FTCs). Um FTC também compartilhou sobre as dores de sua experiência. Esperamos poder contribuir de alguma maneira com a nossa experiência. Continue lendo →