Eles foram mortos a pauladas. Foi pela fé que morreram?

Ultimato acaba de lançar 3 livros que falam daquilo que cremos, como viver o que acreditamos e as implicações de levar às últimas consequências o que afirmamos crer.

Para degustação, o blog da Ultimato recorta um trecho do prefácio de Sangue, Sofrimento e Fé, escrito pelo autor de O Deus Que Eu Não Entendo, Christopher Wright. É de arrepiar.

Minha mãe não gostou muito da ideia, embora não a pudesse contrariar.

Eu estava entrando na adolescência quando o renomado pastor romeno que tinha vivido em uma solitária na prisão e sido torturado pelos comunistas, Richard Wurmbrand, passou alguns dias em nossa casa em Belfast, durante uma visita à Irlanda do Norte. O pastor Wurmbrand estava insistindo que eu fosse servir a Deus em lugares perigosos do mundo, onde eu talvez tivesse que dar minha vida por Cristo. “Afinal”, ele disse, “você tem sangue de mártires na sua família”.

Ele estava se referindo ao meu falecido tio Fred, que havia seguido seu irmão mais velho em 1935 (meu pai, Joe Wright) até o Brasil, para alcançar tribos indígenas na Amazônia com o evangelho. Na sua primeira expedição no rio Xingu, junto com outros dois missionários (Fred Roberts e Fred Dawson – o que explica o apelido, “Os três Freds”), eles foram todos mortos a pauladas pelos índios Kayapó, ao pé da Cachoeira da Fumaça.

Seria difícil alegar que foram mortos por sua fé em Cristo, já que nem tiveram a chance de compartilhá-la. Eram homens brancos, e os únicos homens brancos que esses indígenas conheciam eram os exploradores de borracha, homens violentos que matavam os indígenas assim que os viam. Podemos entender sua reação ao grupo de três pioneiros. Mas é verdade que morreram por causa do seu desejo de compartilhar o evangelho com aqueles que ainda não o haviam ouvido.

Mas, pela graça de Deus, os esforços de atingir os Kayapó mais tarde foram bem-sucedidos e meu pai e minha mãe conheceram crentes dessa tribo numa visita em 1965, ocasião em que meu pai pregou usando a Bíblia do tio Fred.

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P.S.: Os outros dois títulos são Cristo, Nosso Reconciliador e O Compromisso da Cidade do Cabo (relançamento), ambos publicados em parceria com a Encontro Publicações.

 

Ebook novo na Ultimato – a missão de ponta-cabeça

capa_miss_invertida_WEBUltimato acaba de lançar o eBook A Missão Invertida – A igreja local e as idas e vindas dos missionários. O livro impresso foi lançado em junho e, agora, a versão digital de A Missão Invertida inaugura um novo caminho para o livro digital na Ultimato.

É o que podemos chamar de eBook direto. Sem intermediários. Ao adquirir o seu livro, o leitor recebe da editora Ultimato o aviso com a liberação para download imediato.

E por falar em livro, A Missão Invertida coloca de ponta-cabeça algumas ‘lições’ do passado. Para o autor, o “ide” é um mote cada vez mais fora da realidade atual. Além disso, o “ide” também não é a única linguagem de mobilização e motivação para missão. Você não pode deixar de ler. Agora, no tablet, no celular, no ereader…

Gente disposta a descobrir a vontade de Deus para o mundo

publicoQue estimulante é participar de um evento que reúne mais de 1.300 pessoas dispostas a descobrir a vontade de Deus para o mundo! Foi assim o 7º Congresso Brasileiro de Missões (CBM), ocorrido na semana passada, de 6 a 10 de outubro, na aprazível Águas de Lindóia, SP.

Ultimato estava lá. Montou um estante, colheu histórias, (re)encontrou amigos, ouviu com atenção os conceitos e alegrou-se com o que Deus tem feito nos continentes por meio da igreja brasileira. Os desafios são muitos, mas a igreja não para. Deus move pessoas, intenções e desejos. Deus abre caminhos, não obstante o sofrimento.

Foi emocionante ouvir um jovem ex-dependente químico restaurado pelo projeto “Cristolândia”, da Junta Batista de Missões Nacionais. A droga não conseguiu destruir sua memória e, de forma impressionante, ele declamou todo o capítulo 8 do livro de Romanos. Foi também animador conhecer o Marcos. Ele é surdo e, graças a ajuda de quatro intérpretes de Libras, ele conseguiu receber as mensagens do CBM.

Nos corredores, entre tantos estandes, a riqueza de experiências era formidável. Gente de todo tipo fazendo missões. E foi em um destes corredores que Ultimato instalou um pequeno memorial do que já publicamos, desde a década de 70, sobre temas missionários.

Outro bom momento foi o lançamento de 22 livros durante o Congresso. Que alegria ver a produção literária nacional crescendo! Dois livros da Ultimato estavam entre os lançados: “Sangue, Sofrimento e Fé” e “Cristo, Nosso Reconciliador” (este em parceria com a Encontro Publicações).

Outros fatos que merecem registro:

  1. Lançamento do VOCARE – um congresso para adolescentes e jovens sobre vocação que vai acontecer de 18 a 21 de abril de 2015. Ultimato apoia.
  2. A equipe da Ultimato trabalhou muito para colher informações e histórias. A próxima edição da revista Ultimato vai trazer uma matéria especial sobre o 7º CBM.
  3. As palestras de Chris Wright foram muito edificantes. De forma clara, simples e didática, o autor de O Deus Que Eu Não Entendo mostrou as intenções de Deus para sua igreja, e como isso molda nossa identidade cristã. [leia no blog do Timóteo Carriker os resumos de Chris].
  4. O lançamento da “Bíblia Missionária de Estudo”, da Sociedade Bíblica do Brasil. Trata-se de um importantíssimo recurso para quem quer realmente entender o tema de missões.

Por tudo isso, e muito mais, valeu a pena participar do 7º CBM!

Começou o 7º Congresso Brasileiro de Missões

chriswright_fotoComeçou na noite de ontem a sétima edição do Congresso Brasileiro de Missões (CBM), em Águas de Lindoia, SP. Considerado o maior evento de missões do Brasil, o congresso reúne missionários, líderes de agências, pastores e preletores brasileiros e internacionais.

Na foto, Christopher Wright, autor de O Deus que eu não entendo e um dos preletores do CBM.

A abertura do evento foi feita pela Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), que apresentou o seu novo presidente, Cassiano Luz, falando sobre a revisão do papel da AMTB.

Na sequência, o pastor Rocindes Corrêa, coordenador de um projeto de integração entre a universidade e a missão, incentivou os participantes a refletirem sobre as mudanças de paradigmas em missões e sobre a importância da formação da geração de jovens vocacionados. Ele citou o exemplo de um jovem Ticuna que, por meio de uma bolsa de estudos, se formou em enfermagem na Universidade Evangélica de Anápolis e agora é contratado pela FUNASA para trabalhar entre os seus.

Ronaldo Lidório foi o pregador da noite. Ele compartilhou uma mensagem baseada em Mateus 28.18-20, ressaltando a integralidade no texto: “Toda a autoridade” foi dada a Jesus, o que demonstra a singularidade e a centralidade de Cristo na missão; “todas as nações”; “todos os mandamentos”; e a presença de Jesus conosco “todos os dias”.

Alguns números aproximados do evento são: 15 preletores em plenárias;  46 preletores em oficinas, 65 estandes – representando editoras, agências, escolas e outras organizações missionárias.  Amanhã será confirmado o número total de participantes.

O evento está sendo transmitido ao vivo no canal www.portalaguaviva.com.br

No mês da Reforma, estudos bíblicos sobre a Reforma

imag_reformadoresComo parte da campanha editorial Reformadores, o site estudosbiblicos, do portal Ultimato, vai publicar 8 estudos sobre a Reforma durante o mês de outubro. Dois a cada semana: a Reforma e a… Bíblia, e a educação, e a arte, e a família e muito mais.

O primeiro estudo, à disposição dos leitores, foi Justificação: o ponto de partida da Reforma. O segundo, publicado ontem, é bastante atual para as discussões acaloradas sobre os rumos da educação brasileira: A Reforma e a educação: Calvino, Knox e Comênio.

Fique à vontade para montar o seu próprio “caderno” de estudos bíblicos sobre a Reforma e espalhe essa notícia.

Em tempo. Em outubro, Ultimato também lançou os livros Sou Eu, Calvino e Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Os evangélicos não têm força para decidir a eleição para presidente

paul_freston_mesa2Leia a entrevista do sociólogo e colunista da revista Ultimato, Paul Freston, à Exame.com, publicada um dia antes das eleições, que definiram a ida para o segundo turno dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Roussef (PT).

São Paulo - Dos mais de 26 mil políticos que concorrem a algum cargo público nestas eleições, exatos 328 terão seus nomes expostos nas urnas acompanhados das palavras pastor, missionário ou bispo. O Pastor Everaldo (PSC), candidato à presidência, é um deles. 

O dado é um reflexo claro da disseminação da fé evangélica no país. Em 2000, 15,6% da população se declarava seguidor da religião. Dez anos depois, em 2010, a proporção pulou para 22,2% do total de brasileiros.

Estima-se que o eleitorado evangélico corresponda a 22% do total de brasileiros aptos a votar nestas eleições. O que rende cerca de 27 milhões de votos.

Com Marina Silva (PSB) disputando voto a voto um lugar no segundo turno com Aécio Neves (PSDB), muitos têm afirmado que a votação dos evangélicos pode ser decisiva. A candidata, que é membro da Igreja Assembleia de Deus, é a favorita entre todos os grupos da religião, segundo pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira.

Segundo Paul Freston, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na prática, os evangélicos não têm peso para decidir uma eleição majoritária, como para presidente ou governador.

Obviamente, o número de seguidores da religião não é suficiente para garantir mais da metade dos votos. Além disso, por definição, a postura das igrejas evangélicas tende a não ser uniforme – tanto que as denominações se dividem no apoio a Dilma Rousseff (PT), Aécio e Marina.

“Numa eleição apertada, o favoritismo evangélico pode ser fiel da balança. Mas, numa eleição apertada, muita gente pode ser fiel da balança”, afirmou em entrevista a EXAME.com há duas semanas – portanto, antes da virada de Aécio Neves nas pesquisas.

Nas eleições proporcionais, que é o caso dos deputados federais e estaduais, a história é outra. De acordo com o especialista, uma igreja grande pode sozinha eleger um representante para a Câmara dos Deputados, por exemplo. Mais >