“Uma das ideias mais atuais de Hegel diz respeito ao conceito de liberdade.
Ela consiste em lembrar que toda discussão sobre liberdade é inócua se não começar por responder quais condições sociais são necessárias para que uma vida livre possa ganhar realidade. […]Não é possível ser livre sendo miserável. Livres escolhas são radicalmente limitadas na pobreza e, por consequência, na subserviência social. Posso ter a ilusão de que, mesmo com restrições, continuo a pensar livremente, a deliberar a partir de meu livre-arbítrio individual. No entanto, uma liberdade que se reduziu à condição de puro pensamento é simplesmente inefetiva. Ela determina em muito pouco as motivações para o nosso agir.”

Vladimir Safatle – Folha de S.Paulo, 16/11/2010

 

“Quase todos já fizemos porcaria quando jovens. É a fase da explosão hormonal e da vitalidade física, dos exageros e da insensatez, dos impulsos para desafiar o perigo, das transgressões e dos ritos de afirmação diante dos (e com os) colegas.
Mas a juventude também é o período em que fixamos os valores que vão nos servir de norte na vida adulta. O que pretendem ser quando crescer os meninos bem nascidos que se divertiam distribuindo pauladas em inocentes em plena Paulista no feriadão escolar?”

Fernando de Barros e Silva – Folha de S.Paulo, 16/11/2010

 

“Com quem nossos jovens contam – além dos especialistas aos quais são encaminhados – para falar de suas angústias, seus medos, suas insatisfações e até mesmo do tédio que experimentam em suas vidas? Qual é nosso papel e nossa responsabilidade para com eles?”

Rosely Sayão – Folha de S.Paulo, 16/11/2010