Conversamos por um longo tempo sobre escolhas da vida. Refiz mentalmente minha caminhada. Nada extraordinário, mas tudo com gosto de esperança (mesmo que meu “eu” por vezes tenha dito o contrário). Fiz opções, trilhei caminhos. Até aí, tudo normal.

Mas falar de liberdade exige também humildade. A vida não são apenas minhas escolhas. Estas definem, é verdade, boa parte de meus passos. Mas o que faço não afeta todas as coisas do mundo, mesmo que interfira diretamente em quem sou. Há uma natureza que independe de mim. Há “leis” que fazem a vida seguir; existindo eu ou não. Há liberdade para o mundo correr tanto quanto há para mim. Esse é um ponto.

O outro ponto é entender a importância de olhar para trás. Relembrar o passado me fez pensar que esse deveria ser o primeiro exercício para quem preza seriamente pelo conceito de liberdade. A dimensão exata de ser livre não está no futuro, mas no que já vivemos. Como demorei tanto para perceber isso? Quero dizer, os passos sinceros que trilhei me fizeram amadurecer as escolhas, experimentá-las como quem mastiga com paciência.

Não se faz vida em laboratório.

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