A vocação não é um fim em si mesma. Não se sustenta pela sua importância própria, mas sim pelo caminho espiritual que a conduz e dá a ela corpo, forma e clareza.

É como se fosse a harmonia de uma canção. Todas as notas musicais ligadas, formando uma composição agradável.

A vocação está debaixo de algo maior e mais importante: a harmonia da nossa caminhada pessoal, profunda e honesta com Deus. Esta é a fonte para todas as escolhas que tomarmos e todas as tarefas que assumirmos. Quando a harmonia estiver comprometida, tudo o mais também estará.

O maior desejo de quem quer levar a sério sua vocação é ter certeza de que ouviu, de fato, a voz de Deus. Não é fácil. Esta experiência não é, no entanto, isolada de todo o resto.

Ouvir a voz de Deus é consequência de submeter-se a ele, de perseverar na fé, de aprofundar-se na verdade bíblica, de ter humildade para ouvir conselhos de outros irmãos, de agarrar-se (espiritual e emocionalmente) a Jesus Cristo.

Vocação tem menos a ver com tarefa, e muito mais a ver com relacionamento: primeiramente com Deus (Aquele que nos chama) e depois com o próximo (a quem servimos).

“Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha” (1 Co 11.26).

 

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