O que esperar de um corrupto? De um capacho dos exploradores? De um baixinho ordinário que enriqueceu às custas dos impostos do povo? Linchamento? Tortura? Cadeia?

Zaqueu, o cobrador de impostos do Império, chefe dos publicanos em Jericó, mais uma vez não era maioria naquele dia. Não conseguiu acompanhar a multidão; teve que subir em uma figueira brava, por causa da sua baixa estatura. Por que tomar uma atitude tão constrangedora? Zaquel era movido por um forte e súbito desejo: ver quem era Jesus. Ver e conhecer. Não esperava, no entanto, que Jesus também queria vê-lo; não só vê-lo, mas conhecê-lo; não só conhecê-lo, mas estar com ele. “Desde daí, homem! Vou para sua casa”.

A despeito da opinião pública (o povo reclamou), ao entrar na casa de Zaqueu, Jesus adentrava no coração humano acostumado a oprimir, enganar, extorquir, contar meias-verdades para beneficiar-se financeiramente, criar esquemas lucrativos para si próprio e para Roma. Jesus entrou na casa de todos que, pelo menos por algum momento, reconhecem que são pequenos demais diante de tanto pecado. Jesus não espera ser convidado formalmente. Ele mesmo se convida.

Zaquel vê Jesus, experimenta sua graça e então toma uma atitude: abandonar a vida de corrupto infame. Não da boca para fora, para agradar a mídia, mas com determinação de restituir as vítimas de seu pecado. Zaqueu doa metade dos seus bens aos pobres e restitui (em quatro vezes) os extorquidos. Não, ele não era filantropo, nem experiente em marketing social; era um simples arrependido.

Zaqueu não é mais rico, não é mais corrupto. Também pudera, ele não é mais – e nunca será – a mesma pessoa. Hoje, ele recebeu em sua casa uma visita ilustre: a salvação.

E Jesus? Bem, o Senhor cumpriu sua missão de buscar e salvar o que estava perdido; com consequências pessoais, sociais, econômicas e eternas.

(Leia Lucas 19.1-10)

 

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