“A singularidade é uma grande dádiva de Deus, mas uma grande maldição sem Deus”.
James Houston

Em mundo que valoriza a individualidade, celebro as diferenças, mas me entristeço com o individualismo. Porque individualidade sem solidariedade é viver em uma ilha, curtindo a si mesmo. É bastar-se, enquanto a beleza da vida passa na esquina de nossos olhos cegos.

A espiritualidade cristã é vivermos Deus em nós e nós nEle; o outro em nós, e nós no outro. Somos um corpo (já dizia Paulo), portanto, partes indivisíveis um do outro.

Reconhecer nossas diferenças é um passo para reconhecermos nossas semelhanças. O alvo, porém, é viver a vida em comum, com a riqueza da individualidade.

Não podemos cair no conto moderno da felicidade individual. Leia com atenção: ninguém é feliz sozinho. O termômetro que mede uma boa vida não é dinheiro, sucesso profissional ou ausência de sofrimento, mas sim o quanto conseguimos conviver com Deus e com o próximo.

A verdade de que os mais importantes mandamentos são amar a Deus e ao próximo nos instiga a entender que os maiores mistérios da vida serão descobertos quando vivermos, da melhor maneira possível, uma vida compartilhada.

O amor de Deus, no entanto, é o solo para plantarmos nossa vida com o outro. Sem isso, somos somente um grande e triste deserto.

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