“Os livros ou a música nos quais imaginamos que a beleza estivesse acabarão nos traindo se confiarmos neles. A beleza não estava neles; ela apenas nos alcançou através deles, e o que nos acometeu por meio deles foi o passado – são belas as imagens do nosso real desejo; mas, quando as confundimos com a coisa em si, elas se tornam ídolos mudos, quebrando o coração de seus adoradores. Pois elas não são a coisa em si; não passam da fragrância de uma flor que não encontramos, do eco de um tom que não ouvimos, de notícias de um país que jamais visitamos. Você acha que estou tentando fazer alguma mágica? Quem sabe esteja; mas lembre-se dos seus contos de fada. A mágica é usada tanto para quebrar o encantamento quanto para induzi-lo.”

C.S. Lewis (The Weith of Glory – Peso de Glória)

  1. Não concordo que a beleza nos alcance através das coisas. Do meu ponto de vista, encontramo-a nas coisas. Não concordo muito a noção de Lewis porque ela nos faz acreditar que a beleza é uma espécie de entidade intangível, supra-sensorial, supra-racional…

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