Pelas estradas da vida, ele semeava
Lançava sementes e mais sementes, sem medida.
Alguns perguntavam: por quê?
Outros: não vale nada.
Mas o semeador a semear continuava.

Grãos caíram no meio do caminho, e as aves o comeram.
Não nasceram, mas voaram;
Outros entre as pedras ficaram;
Brotaram, mas sem raízes profundas.
Existiram, mas, sem forças, sucumbiram.

Com ervas inimigas, outro punhado ficou.
E a má companhia da desinformação o sufocou.

Por fim, as sementes em boa terra cresceram.
E produziram uma colheita surpreendente,
Aliviando a fome, e fazendo todo o povo contente.

E só então as pessoas começaram a perceber o que é:
Que a esperança sempre se veste de semente
E todo caminho é uma trilha de fé.

Que o conhecimento é eterno, e não escondido.
Para quem eternamente o busca,
como um pai procura pelo filho perdido.

Que a Palavra nunca morrerá
Mesmo num mundo frágil, cheio de medos,
De dessabores, tempestades e desesperos.

Assim o semeador segue a caminhar,
Semeando grãos e plantando esperança,
Transformando escassez em bonança,
E ensinando nossos olhos a enxergar.

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