Não, não se trata de doses açucaradas de palavras. É sobre quem acolheu o início de nossas histórias em seu próprio ventre. É sobre quem teve que lidar com a ansiedade da espera, foi obrigada a encontrar cura para o filho doente onde não havia médicos nem hospitais e precisou trabalhar em três turnos diários para sustentar a família.

Esta mensagem não é sobre o Dia das Mães. É sobre nós mesmos, sobre nossa relação com o passado. É sobre o amor que se forma — não nas prateleiras de supermercado, nem na ilusão de uma noite de verão. Falo do amor que nasce na dor, que toma forma na relação íntima e cúmplice e que se torna incondicional na teimosia e perseverança de quem aposta tudo no outro.

Este texto é sobre uma verdade incrível: nossas mães são um memorial (talvez o maior de todos) de que ainda somos gente, que viemos de gente, que o que, afinal, nos sustenta são as pessoas. Não importa se somos ricos ou pobres, homem ou mulher…  nossas memórias mais íntimas são marcadas pela relação maternal que tivemos ou que infelizmente nos faltou.

Não é sobre o Dia das Mães. É sobre a humanidade.

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