Por Polianna Andrade

O Meu Lugar no Mundo

 

Você tem dúvidas sobre seu chamado para servir a Deus? Eu também tive, e ainda oro sobre isso, mas hoje está mais claro. Não sei se este texto vai ajudar, mas espero que Deus fale com você de forma muito pessoal. Me acompanha na trajetória de hoje?

Me chamo Polianna Andrade, tenho 36 anos, sou discípula de Cristo, filha desse Mestre e Pai incrível, pernambucana, aprendiz de missionária, radialista e jornalista. Agora, já que estamos apresentados, vamos prosear!

Admiro quem tem tudo planejado para seguir a vida e a carreira. Comigo não foi assim. Eu não sabia o que fazer quando tivesse que iniciar a faculdade. Na verdade, eu nem pensava nisso. Tinha planos bem distantes dos estudos e queria servir a Deus da forma que eu achava que Ele queria para mim, e isso estava bem distante da academia.

Quando iniciei a faculdade eu tinha receio de que os professores fizessem a pergunta tão comum do primeiro período: “O que fez você escolher este curso?”. Ouvir os alunos me intimidava ainda mais, a grande maioria dizia que na infância brincava de…, que gostava de escrever…, que teve influência da família porque todos são… E eu, o que iria dizer? Que, com muito amor, fui “arrastada” por uma amiga para a faculdade de jornalismo porque ela sabia que eu não gostava de exatas e que caí ali de paraquedas? Ou melhor, de “arrastão”?

Bem, Deus tem seus meios! Ele me deu amigos que me ajudaram a ajustar algumas rotas da minha vida. Mas, quem sabe numa próxima vez falamos de amizade? Voltemos à profissão e ao chamado.

Eu era uma pessoa improvável para o jornalismo: tímida, péssima para falar principalmente com desconhecidos, rádio e TV como profissão jamais haviam se passado em minha mente. E, para completar, desde a infância carreguei sérios problemas de aprendizagem, principalmente no que diz respeito à agilidade. Sempre demorei a aprender. Mas vou poupar você dos detalhes.

O seguinte é esse: Louvo a Deus pela vida da minha amiga Fabiana Silva, também jornalista. No primeiro período da faculdade me encantei. Mas não tinha ideia se um dia eu poderia servir a Deus com essa profissão. Na época, eu nem sabia que servimos a Deus com tudo o que Ele coloca em nossas mãos. Eu não fazia ideia de onde chegaria. Pouco tempo depois de passar a amar o jornalismo, precisei trancar a faculdade por questões pessoais. Em seguida, saí da minha terra natal, Recife, PE, e fui para Porto Velho, RO. Essa é uma longa história, mas, para encurtar, lá eu fiz um curso de rádio e TV. Mas, veja só, antes que eu me inscrevesse ouvi que eu deveria procurar outra coisa para fazer porque era muito tímida e não me daria bem nessa área. Eu sabia que realmente era tímida, mas algo em mim era mais forte e dizia para ir lá e fazer. Fiz! Na metade do curso eu já estava trabalhando na área. Mas não foi fácil, antes disso passei por um período bem complicado e vendi salgados nas ruas para pagar o curso e seguir estudando. E, pasmem, dessas vendas surgiram duas oportunidades de trabalho na área – foi quando iniciei como assistente de produção na TV. Anos depois, voltei para Recife com o curso técnico e também com experiência como repórter. Então, decidi retomar e concluir o curso superior de jornalismo.

Trabalhei em três emissoras de TV como repórter de rua e produtora de conteúdo. Atualmente, trabalho na Rádio Trans Mundial do Brasil (RTM), uma emissora cristã e missionária que eu não sabia que existia e, menos ainda, que um dia poderia servir a Deus usando minha profissão de forma tão integral como missão.

Conheci a RTM após a mudança para São Paulo. Saí de Recife em janeiro de 2018 com a certeza de que Deus me chamava para esta cidade onde nunca cogitei morar. Enquanto o avião decolava eu perguntava a Deus como seria minha vida distante de tudo o que me envolvia em missões. Quando cheguei em São Paulo, a vaga de emprego para a qual eu viera foi suspensa. Fiquei três meses desempregada. Neste período, ouvi falar da RTM e deixei o meu currículo, como o pastor Fábio Torres, na época diretor da Operação Mobilização (OM) sugeriu que eu fizesse. Conheci os ministérios da rádio e fiquei encantada com o trabalho missionário e o acolhimento que recebi de todos ali. Iniciei o trabalho em junho daquele ano.

Tudo na RTM tem me impactado. Conhecer pessoas que eu admiro e entrevistá-las é uma alegria! Entrevistar o Alex Kendrick, diretor do filme “Quarto de guerra” e com os produtores da série “The Chosen” me marcou. Deus me surpreendeu! Vi o seu carinho comigo. Tenho experimentado isso ao longo da minha vida, na RTM, e acredito que seguirei experimentando enquanto viver e por onde Ele me levar.

Falar de Jesus como jornalista e radialista e servir em minha igreja foi além do que eu poderia sonhar. Através de minha profissão, Deus tem me proporcionado viver experiências que nunca imaginei.

Se Deus plantou algo em seu coração, ainda que você ache impossível, simplesmente obedeça. Andar sob a direção dele, mesmo sem saber onde está pisando, é experimentar a confiança de que Ele o guia no caminho. A jornada é intensa, mas vale a pena cada passo dado em direção à obediência. Obedeça mesmo sem entender!

 

  • Polianna Andrade, 36 anos, filha do Mestre Jesus Cristo, pernambucana, aprendiz de missionária e jornalista na Rádio Trans Mundial do Brasil. @poli.andrade85

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