Por Tonica

Como é possível

Que aquele por meio de quem tudo foi criado
E que sustenta a todas as coisas,
A pessoa mais honrada e gloriosa

É esse que está assim tão desfigurado

Tão maltratado, tão esgotado,
Tão abandonado pelos homens e até pelo Pai?

Isso não pode ser certo, não pode ser justo
Não faz sentido,
É uma loucura total
Ninguém pode ver nesse ser desfigurado
Aquele mestre alegre, sábio e carinhoso
E muito menos um ser divino e glorioso.

Mas foi por mim e por você
Que ele aceitou tamanho peso de pecado
Todos os pecados de todas as pessoas.
Foi por amor, inacreditável e grande amor!
Entregou-se sem reservas
E sua obra completou.

Mas a morte não podia vencer tão puro ser
Tão justo ser, tão grande amor
Foi a morte a derrotada naquele dia
A morte, o pecado, e o mal
E nós recebemos a liberdade
E a dignidade de filhos de Deus
Que divina loucura, que grande amor!

Você sabia que encaminhar para um amigo uma newsletter de um missionário que trabalha em uma nação sem liberdade religiosa pode significar sua prisão, deportação ou até mesmo risco de vida? Com a facilidade de transmissão e interceptação de mensagens pela Internet, o perigo para os missionários em campos transculturais marcados pela perseguição e para as igrejas e os cristãos nessas regiões é grande. Por isso, é preciso muito cuidado ao repassar as notícias que você recebe. Ainda que você confie para quem você está enviando, às vezes é melhor avisar que aquilo não pode ser encaminhado, muito menos publicado em blogs, Facebook, Twitter, etc. Às vezes, é melhor nem enviar. Cada caso é diferente, por isso é tão complicado. Confira algumas dicas para lidar com esses casos:

Pergunte ao missionário: sempre é bom sondá-lo antes de encaminhar aquela mensagem para uma lista de pessoas ou um grupo num aplicativo. Aliás: antes de contar dele para outros, antes de falar até na igreja. Talvez ele vá dizer não, e é importante que você respeite. Uma simples mensagem “Posso divulgar?” pode resolver a dúvida.

Assuma que não é uma mensagem segura: mesmo e-mails seguros podem ser hackeados, então ao escrever para a pessoa assuma que aquela mensagem pode ser interceptada por algum grupo contrário ao trabalho dela. Com isso em mente, já deve ficar um pouco mais claro o que pode e o que não pode ser escrito.

Confirme o que pode dizer aos outros: às vezes você pode contar a história, mas não o nome da pessoa, o nome do país e/ou da religião predominante de onde ela está. Às vezes nem sequer um destes. Às vezes pode falar de um ou outro, mas sem combiná-los ou com um código. Praticamente nunca se deve dizer o nome de um morador local cristão. Pergunte e respeite, por segurança, os limites impostos. Se a divulgação for liberada, não encaminhe o e-mail expondo, assim, o contato da pessoa, mas reescreva e faça as edições solicitadas por segurança.

Cuidado com o vocabulário: o simples uso da palavra “missionário” ou outros termos comuns no meio cristão (o “evangeliquês”) pode colocar em risco aquela pessoa ou aquele trabalho, não use essas palavras para protegê-lo. Assim como o nome do local, assuntos de política internacional que afete o trabalho, nada que coloque o trabalho em risco.

Liberdade religiosa no mundo
Esperamos que estas dicas lhe ajudem da próxima vez. A situação não é simples. De acordo com a Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas cerca de 215 milhões de cristãos são perseguidos em 50 países, sendo dez deles de perseguição extrema, como a Coreia do Norte.

De acordo com o relatório “Liberdade Religiosa no Mundo”, publicado em 2016 pela organização católica ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), não são apenas Estados que perseguem grupos religiosos. O sumário destaca 38 países onde as violações da liberdade religiosa vão além da intolerância e violam os direitos humanos. Vinte e três destes são classificados no nível máximo de “perseguição”. É preciso lembrar, no entanto, que a perseguição religiosa atinge diversos os grupos religiosos, como os yazidis no Estado Islâmico, os muçulmanos em Mianmar e os bahá’ís no Iêmen – o Human Rights Watch é uma boa fonte para acompanhar notícias de liberdade religiosa no geral.

Recém lançada no Brasil, a Rede Miqueias realizará o congresso “Caminhos da Missão: A igreja e seu tempo” entre os dias 26 e 29 de junho. Como uma comunidade global de cristãos – organizações e indivíduos – comprometidos com a missão integral, o grupo se reunirá em Vitória (ES) na Igreja Batista da Praia do Canto.
Aberto para todos, o encontro terá como objetivo promover encontros e caminhos de resposta às questões do nosso tempo a partir da missão integral, compartilhar experiências de missão integral na prática, possibilitar a troca e aprendizado por meio dessas experiências, e envolver mais igrejas e pessoas na rede. As inscrições podem ser feitas neste link e o custo é de R$ 150 (inclui apenas participação no evento e materiais) – a organização não se responsabilizará pela hospedagem dos participantes, mas oferecerá dicas de hotéis e hospedagem solidária.

Lançada no Brasil em julho de 2016 (leia mais sobre o lançamento na Ultimato), a rede busca promover a missão integral, capacitar seus membros nessa perspectiva baseada na Palavra de Deus e criar uma rede de contatos.

Estão abertas as inscrições para o Curso de Bacharelado em Teologia a Distância da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA), reconhecido pelo MEC. Neste ano, a instituição celebra os vinte anos da formatura de sua primeira turma, que inclusive visitou o campus no dia 17 de fevereiro (leia mais no site deles).

A graduação tem duração de 3 anos começa em abril e conta com conteúdo online e vídeo-aulas com o enfoque da Missão Integral e um olhar prático para a teologia. De acordo com a faculdade, também será enfatizada a importância da igreja local e seus ministérios.

Os alunos podem organizar sua agenda semanal de estudos com as disciplinas semestrais de acordo com suas necessidades. Além disso, o sistema de EAD da faculdade possui diversos espaços para interação e avaliação online, entre outros. A presença física é apenas exigida no ano de conclusão do curso na FTSA, em Londrina, para avaliações e defesa do Trabalho de Conclusão de Curso.

A mensalidade custa R$ 375, com desconto para quem pagar pontualmente. Mais informações sobre o currículo e as inscrições podem ser encontradas no site da instituição.

Foto oficial do Vocare 2015

Você já parou para refletir qual é o chamado que Deus tem para sua vida? Voltado para jovens e adolescentes cristãos em busca de respostas, o congresso do movimento Vocare ajuda nessa e em outras perguntas. Este ano, ele acontecerá entre os dias 21 e 23 de abril, no feriado de Tiradentes, em Maringá (PR).

A inscrição já está aberta desde 2016 e custa R$ 299, com alimentação inclusa. A hospedagem será no próprio local do evento, o campus da UNICESUMAR (Av. Guedner, 1610), e os participantes que ficarem por lá devem levar seus próprios colchonetes ou colchões de ar para dormirem nas salas. Veja mais e inscreva-se em http://vocare.org.br/ .

Com foco na faixa etária de 16 a 26 anos, o movimento busca mobilizar jovens para a missão de Deus, seja para servirem onde estudam, trabalham ou em algum campo transcultural. Lá é possível conhecer e conversar com diversas agências missionárias, organizações e ministérios de diferentes áreas de atuação: a ideia é encontrar a resposta para o seu chamado.

Organizado pela Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), o Vocare teve, na primeira edição, em 2015, 700 jovens presentes. Em 2016 o número saltou para 1200 pessoas e espera-se 2 mil neste ano. O coordenador nacional, Rodrigo Gomes, conta que a cada edição ele espera que mais jovens sejam conectados com a sua vocação. “Não é um evento feito pra pessoa ir, sentar e assistir, é feito pra interagir. A tendência é que cada vez mais a gente tire o foco do palco, mas que tenha uma experiência. [Algo] que proporcione ao jovem uma experiência com Deus em relação a sua vocação. Para que entenda o que Deus quer para a sua vida e tenha a oportunidade de forma prática, bem objetiva, para já sair dali engajado de alguma forma.”

O Vocare conta com mais do que palestras e apresentações. “No palco, o nosso desejo é colocar jovens anônimos que estão espalhados fazendo diferença e transformando a sua realidade a partir do momento em que vivem a sua vocação em Cristo, queremos dar voz a essa galera”, compartilha Rodrigo. Este ano, haverá 40 oficinas, além de espaços como o “Connect”, feito para apresentar “oportunidades imediatas de envolvimento” nas organizações filiadas à AMTB. O “Vocvillage” também será um local interativo, com estandes de missões e instituições. Além disso, para refletir o participante pode aproveitar e aconselhar-se no “Hangout”, conversando com gente com experiência de vida sobre suas dúvidas. Se a dúvida é prática, é possível mergulhar um pouco na realidade com a “Vivência Missionária”.

São vários grupos reunidos para realizar o congresso. “Hoje nós somos 31 organizações envolvidas diretamente na coordenação do movimento Vocare, temos 72 pessoas envolvidas na equipe em 22 coordenações diferentes”, compartilha Rodrigo. Desta forma, abrangência de espaços e áreas de atuação oferece um amplo leque para que o jovem possa conhecer e conectar-se, seguindo assim o chamado de Deus para sua vida.

Não é a primeira vez e nem começamos ontem. Ultimato e missão se confundem.  Caminham juntos desde a fundação e lançamento do então Jornal Ultimato, em 1968.

Durante alguns anos, publicamos o caderno H2O, um suplemento que acompanhava a revista impressa, sobre missões nacionais, fazedores de tenda e missões transculturais. Aliás, Caminhos da Missão é também o nome da seção da revista Ultimato, criada em 2009.

Agora, o Portal Ultimato tem o prazer de abrigar mais um blog no seu guarda-chuva, o Caminhos da Missão, coordenado pela professora e também autora de alguns dos nossos títulos, Antonia Leonora van der Meer, com apoio de Jessica Grant. Bem-vindas.

Por Antonia Leonora van der Meer

 

Os menos jovens entre nós devem lembrar-se da tragédia que aconteceu em Ruanda e Burundi, dois pequenos países bem verdejantes, no coração da África, em 1994.

Por influências bem negativas dos poderes coloniais foi se estimulando uma rivalidade crescente entre os Hutus e Tutsis, povos que conviviam em paz há séculos. Houve vários momentos de conflito violento onde as igrejas ajudavam e protegiam os que se refugiavam em seus templos. Mas em 1994 foi diferente, pessoas foram convidadas a refugiar-se em igrejas, e aí os responsáveis chamaram os assassinos para vir e massacrar centenas de refugiados, mulheres e crianças. Foi horrível, principalmente porque a maioria do povo se considerava cristão. Houve alguns líderes e grupos que se manifestaram contrariamente e muitos acabaram sendo assassinados também.

Agora surgiu um novo momento de grande tensão em Burundi, e milhares já se refugiaram em países vizinhos. O presidente, Nkurunziza, que se declara cristão protestante, declarou em abril que vai concorrer uma terceira vez à reeleição — o que é contrário à constituição. Houve muitos protestos e uma resposta violenta da polícia. A igreja protestante está dividida entre os que apoiam o presidente e os que são contra, enquanto a igreja católica, da maioria da população, é contra.

Por enquanto, o exército é respeitado, mas há muitos desertores. Se surgir uma rebelião armada, será trágico! O partido jovem (Imbonerakure) foi acusado de estar envolvido em violência e intimidação do povo no país. As escolas estão fechadas.

O governo adiou as eleições e tenta apoio internacional, mas os líderes da oposição agora estão trancados em suas casas, sem coragem de se manifestar, e o apoio internacional já desapareceu, há fome, a economia já está em frangalhos. A maioria da população vive de agricultura, mas não tem como adquirir sementes para plantar. Há muita fome e o apoio internacional acabou.

Estudantes da Universidade Nacional estão acampados há mais de um mês em volta da Embaixada dos Estados Unidos, por se sentirem menos ameaçados naquele lugar público.

Existe um movimento de pacificadores, “Great Lkes Outreach”, que promove iniciativas pela paz, com trabalho na Radio e TV, com apoio de pastores e juventude cristã, produzindo folhetos, mensagens, promovendo a cooperação entre organizações, procurando ser uma influência de sal e luz. Que Deus proteja esses líderes ativos.

Sangue, Sofrimento e Fé – A Missão Cristã em Contextos de Perseguição, livro organizado por Antonia Leonora van der Meer, William Taylor e Reg Reimer, ganhou o Prêmio Areté – na categoria “Missão” – de 2015. O Prêmio Areté é promovido pela Associação de Editores Cristãos (ASEC) e foi entregue durante a Feira Literária Internacional Cristã (FLIC), em agosto de 2015.

Sangue, Sofrimento e Fé reúne vários autores, de várias nacionalidades, que escrevem a partir de suas próprias experiências e paixão, sobre a missão cristã em contextos de perseguição.