“Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem”.
(João 1.6-9 – ARA)

 

A luz (verdadeira) veio ao mundo e criou um clarão em meio à escuridão que é viver. Diante do abismo do coração humano, perdidos que estamos, tateando sem ver, enganados pelo odor, textura, status, formato e sentido. A existência não passa de tentativas inócuas de significações infantilizadas.

Somos como um pássaro se banhando no movimento superficial das águas de um riacho. Sempre se mexendo, mas nunca mergulhando.

Contra todos os prognósticos da humanidade, eis que Deus envia um homem (João Batista) para anunciar uma realidade estrondosa – não um novo império político, não um “paraíso perdido”, não uma fórmula secreta da felicidade, não uma revolucionária causa pela qual viver e morrer, mas uma Pessoa.

O Verbo. A Luz. Cheio de graça e verdade (João 1.14). O próprio Deus feito humanidade, redimindo (de dentro para fora, daqui para lá) os meandros mais obscuros da alma.

João era um homem simples, imperfeito, frágil, limitado, pobre. Sem posição social, sem poder, sem glamour, sem dinheiro, mas disposto uma ser testemunha fiel de Cristo e a enfrentar a rejeição do mundo entorpecido pela escuridão de quem somos.

Rejeitamos a luz, mas só a luz é capaz de resolver nossa rejeição. Zombamos da bondade, mas só a bondade pode transformar a maldade. Ignoramos o Verbo, mas só o Verbo tem a força para mudar as coisas de lugar. Não acreditamos no Homem, mas só o Homem pode salvar a humanidade.

No final das contas, a mensagem é esta: ser gente plena é o projeto de Deus para o ser humano. Ser gente inteira em Cristo é o lugar ideal para começarmos a crer e recomeçarmos a viver. Longe das sombras.

 

Imagem: pixabay
  1. Conceição Cyrilo da Fonseca

    Às vezes somos inseguros até desesperados por resultados imediatos de Deus. Esquecemos que o tempo de Deus é diferente do nosso. Por isso parar ,meditar e definir como estamos diante de Cristo?

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