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Por Rodrigo Almeida

Clint Eastwood, famoso não só como ator, mas também como diretor, resolveu fazer um filme com o gênero que o consagrou e disse que com este filme ele fazia uma homenagem aos filmes de faroeste que tanto o ajudaram a chegar ao estrelato. E que bela homenagem ele conseguiu fazer. O filme parece reunir de bom tudo o que um faroeste precisa para se tornar inesquecível.

O filme conta a história de uma prostituta que é espancada por um cliente, um dos seguranças do bordel prende o agressor e seu amigo. Eles chamam o xerife que vai ao local, dá uma prensa no agressor e no amigo, mas no final libera os dois. Isso revolta as meninas da casa e elas botam a cabeça dos jovens a prêmio. Então um grupo de ex-pistoleiros já aposentados vão à busca do agressor e do seu amigo para defender a honra das prostitutas.

É sobre isso que quero falar neste texto. Como a igreja tem virado as costas para pessoas que estão à margem da sociedade, como prostitutas, presos, drogados… Gasta-se milhões com programas, shows gospel, conferências e se pede dinheiro como nunca se pediu antes na história da igreja. E pouco se gasta ou quase não gasta nada com os marginalizados e condenados da sociedade.

Philip Yancey, em um de seus livros, conta que certo homem perguntou a uma prostituta que estava sofrendo com a vida que levava, “porque você não procura uma igreja?”. Ela respondeu ao homem, “para quê, só pra me sentir pior?”. E esta é outra realidade dentro de muitos templos. Quando essas pessoas marginalizadas vão buscar ajuda não encontram amor, mas só condenação e dedos apontados.

A grande lição que este filme me deu é que precisamos como igreja de Cristo aprender a cada dia estender a mão aos condenados e mostrar que o Jesus que pregamos tem em sua essência amor, e, sim, que ele pode fazer de um marginalizado, de um condenado uma nova pessoa.

“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25.35-40)

Rodrigo Almeida é de Petrópolis, Rio de Janeiro, e escreve para o blog Sala de Cinema Gospel.