Por Jeferson Cristianini

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:19 e 20). Essas palavras de Paulo são profundas e merecem nossa atenção. Ele diz que seu ego foi sufocado pela presença de Jesus. Quando nos convertemos, perdemos o senso de pensarmos em nós mesmos e abandonamos o que chamávamos de “eu”. O “eu” é trocado pelo nome de Cristo.

Enquanto antes da conversão o “eu” era quem comandava e dava as diretrizes, após a conversão, no processo de santificação, aprendemos que nossa vida está nas mãos de Deus, e Cristo vivem em nós. Cristo vivendo em nós é o mais precioso presente, pois onde Jesus está, há perdão e graça.

Com a expressão de Paulo “Cristo vive em mim”, aprendemos que Jesus deve ter a primazia em nossas vidas, que Jesus é o Rei que governa nossas ações e que nosso prazer será sempre fazer a vontade dEle e não a nossa.

Na caminha do discipulado cristão, vamos aprendendo a apontar sempre e tão somente para Jesus e não mais valorizarmos o nosso “eu”. Conforme vamos andando com o Mestre, que sempre apontava para o Pai, vamos crucificando nosso ego e exaltando Jesus Cristo.

Nas palavras de Paulo, ele foi “crucificado com Cristo”. A cruz, como um dos símbolos da fé cristã, nos revela o amor redentor do Pai e a obediência do filho Jesus. Dessa forma, estar crucificado com Cristo é buscar fazer cabalmente a vontade do Pai e morrer para o pecado.

Essa declaração ode Paulo é desafiadora a nós hoje, assim como foi no primeiro século da era cristã. Esse despojamento do “eu” não é bem visto pela sociedade contemporânea que valoriza o “eu” e que idolatra o ego.

Segundo nossa sociedade, as pessoas de sucesso são as tidas como famosas, aceitas, respeitadas, admiradas, seguidas e que gostam de exaltar o seu ego inflado. Já os cristãos são aqueles que, ao caminharem com Jesus, aprendem a renunciar suas vontades, desejos e aspirações para poder dizer com alegria e realização pessoal: “Cristo vive em mim”.

Estar crucificado com Cristo é uma benção para o cristão verdadeiro, pois a cruz é sinal de renúncia e morte. Felizes são aqueles que crucificam seu ego e dizem “vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”.

  • Jeferson Rodolfo Cristianini é pastor da Igreja Batista Nova Canaã Sorocaba.

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