Por Ioná Nunes

Em fevereiro desse ano, uma pesquisa realizada pelo Instituto Barna nos EUA, revelou que 47% dos millennials – os nascidos entre a década de 80 e o começo dos anos 2000 – acredita que, em parte, é errado compartilhar a sua fé com outras pessoas.

Os dados não são do nosso país, mas essa não é uma realidade distante da nossa. Além de nos fazer pensar em como os jovens chegaram a essa conclusão, esse resultado nos deixa aturdidos. Se deparar com essa informação é como levar um soco no estômago. Quais as razões para termos chegado nesse ponto? O que pode explicar esse descaso em partilhar a informação mais importante de todos os tempos?

Ter a convicção do amor de Deus, aprender sobre ele enquanto lemos as escrituras e percebê-lo ao nosso redor nos impele a falar sobre essa redenção o tempo inteiro com todo mundo. Principalmente entre os jovens, é comum midiatizar a vida nas redes sociais e anunciar pra todo mundo quando ganhamos presentes ou vivemos momentos especiais . Por que não fazer o mesmo com o evangelho?

Se Cristo crucificado não é suficiente para nos fazer cair de joelhos e nos deixar tão constrangidos a ponto de nos impulsionar falar a seu respeito, não o amamos. Essa é a razão principal para nãos repartirmos a boa notícia.

Somente quando o amor Dele nos encontra e permanece em nós que somos levados a dividir a boa notícia, amá-lo é o combustível para cumprirmos o ide. Se não o amamos acima de todas as coisas, não amaremos nosso próximo e consequentemente não falaremos de Deus para ele.

A verdade é que existem mais pessoas dispostas a ouvir a mensagem do que gente para pregá-la. Por medo de serem rejeitados, muitos se escondem atrás da bandeira da “tolerância religiosa” e se tornam cristãos “007”. Não partilham o que acreditam e ninguém faz ideia de que seguem a Jesus.

O cristão universitário se torna refém do “politicamente correto” – não me refiro às palavras e estratégias usadas para partilhar o evangelho, e sim ao fato de não fazê-lo conhecido porque a verdade se torna relativa. Essa é uma mentira que tem se replicado entre os jovens como um vírus.

O respeito às crenças que não se assemelham à cristã virou um disfarce, uma máscara que é usada como justificativa quando se questiona o motivo pelo qual tantos jovens têm retido a mensagem. A verdade é que o respeito deve existir, mas nunca deve impedir o testemunhar.

É irônico pensar que a liberdade de professar e falar sobre fé é esnobada de um lado do globo, enquanto no outro, pessoas são torturadas, perseguidas e assassinadas pelo simples fato de se auto-declararem cristãs…

É certo que o ambiente universitário brasileiro é hostil para quem é cristão, mas esse cenário revela o quanto essas pessoas necessitam de Cristo. Perdidas em ideologias vazias, militando por causas passageiras, pois creem que encontraram seu propósito e sentido nelas, essas pessoas são engolidas e escravizadas por deuses falsos que prometem satisfazer sua fome incessante por algo mais.

A resposta das perguntas para que e por quem fomos criados é Jesus e precisamos ser ousados o suficiente para compartilhar essa notícia com quem precisa ouvi-la. Precisamos ser reflexos de Cristo.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos tire do comodismo. Que Ele nos ajude a amá-lo e a obedecer seu chamado, e que nos encha do seu Espírito para tomarmos a iniciativa de fazer conhecida a Sua obra de redenção. Que o Senhor nos perdoe pela nossa negligência, nos leve ao arrependimento e que produza a mudança de comportamento. Somos os portadores da resposta que todos procuram, não devemos escondê-la.

  • Ioná Nunes, 24 anos. É jornalista e congrega na Segunda Igreja Batista em Teresina.
  1. Texto muito bom!! É isso mesmo, o Brasil está bem louco com a teoria da relatividade, e se não cuidarmos da nossa mente, como cristãos, acabamos internalizando este conceito automaticamente. Que o Senhor renove nossa mente à cada dia.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>