Por Jeverton “Magrão” Ledo

Muito se discute sobre quais são os formatos mais eficazes para alcançar as novas gerações de jovens envolvidos por um universo tecnológico e providos de informação em cada esquina. Conectados, descolados.

Que juventude é essa? Podemos identificá-los por vários diferentes ângulos, mas alcançar a sua mente e coração exige dedicação, respeito, ter os ouvidos bem abertos para escutar, e principalmente amar.

Parece chover no molhado para você? Amar é uma palavra em desuso. Enchemos a boca para dizer que somos discípulos, mas estamos cheios de nós mesmos. Somos arrogantes, intransigentes, e quando se trata de abordar o outro, só criticamos e apontamos os erros. E em muitos casos afastamos os que, por diferentes motivos, ainda se encontram vagando como cegos apesar de todas as luzes que emitem um falso brilho e que não podem preencher o vazio interior.

Ao longo de todos esses anos, tenho acompanhado diferentes movimentos. Alguns não passam de grandes ondas que proporcionam bons dias de surf, mas conduzir vidas a uma genuína transformação e que gera mudanças exige muito mais que apenas ondas…

Mas como a história sempre tem dois lados, movimentos seguem firmes no esforço contínuo de entender e dialogar com essa geração.

Pessoas comprometidas, corações e mentes abertas que são como portas abertas convidando jovens a entrar, encontrar seu lugar e vivenciar o verdadeiro encontro, que trará real sentido à caminhada.

Inicie a busca pelo outro com humildade, sensibilidade, enxergando nele o que tem de melhor. Permita-se descobrir os pontos em comum, interesses, dificuldades, sonhos, anseios , medos.

Somos todos iguais. Por vezes incoerentes, inconsequentes, introvertidos, extrovertidos, no fundo em uma busca insana de nos encontrar e descobrir quem somos na essência.

Pense que a luz que iluminará esse caminho sem falsas ilusões já te transformou e que você, apesar de você mesmo, pode ser uma ponte construída em inabalável alicerce e que encurtará a busca daqueles que se encontram ao seu redor.

Os jovens são o futuro? Na verdade são o presente.

Desejo boas pontes de relacionamento.

  • Jeverton “Magrão” Ledo é missionário e trabalha com juventude. Ele e a esposa estão na Bélgica, onde vão morar por um tempo.
  1. Antonia Leonora van der Meer

    Querido Magrão, parabéns mais uma vez por uma reflexão necessária e desafiadora. Queremos ser ponte, que Deus nos ajude a sermos pontes que saibam ouvir, amar, respeitar e aprender junto com os jovens.

  2. Muito bom Magrão! Que Deus continue a abençoar vocês! Que sejam sempre essas boas pontes por onde forem! Que eu também seja! Tudo isso para o nosso Deus! Abraços!

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