Por Rodrigo Almeida

Foto: Divulgação

Recentemente aconteceu algo que nos últimos anos é frequente na minha cidade, mas nunca fez nenhuma diferença em minha vida: um show da cantora Ivete Sangalo. É a terceira vez que ela vem aqui em um intervalo de cinco anos, e olha que a minha cidade nem é tão grande, cerca de 300 mil habitantes. Seja por política ou por grandes patrocínios, ela sempre aparece por aqui tirando toda tranquilidade.

Como disse, isso nunca me incomodou a não ser pela tristeza de ver tantos jovens perdendo a vida, se jogando nos prazeres de um show, com músicas regadas por letras de duplo sentido. Mas, o que mais mexeu comigo desta vez foi a quantidade de jovens membros de igrejas que foram ao show. Falo de jovens com ministérios e cargos que trocaram o culto pelo “axé” de Ivete Sangalo.

Com essa tristeza em meu coração, lembrei-me de “Jogos Vorazes”, filme em que a sorte de alguns jovens é lançada em uma competição mortal, uma espécie de reality show onde o objetivo final é ficar vivo. O interessante é que para participar dessa “competição mortal” os jovens são escolhidos na sorte. Claro, ninguém é louco de dar o nome para morrer.

Voltei a me lembrar dos jovens que trocam a salvação de suas vidas com a “sorte” daquilo que lhes é oferecido. O pensamento é semelhante a esse: se a igreja tem uma grande oferta para mim hoje, com um culto onde minhas emoções serão afloradas, lá estarei. Mas, se o “mundo” também me oferecer um dia de emoções, lá também estarei. São pessoas que vivem a vida por emoções e não por convicções e nem conversão.

Que nós, enquanto jovens, possamos tomar uma mudança de atitude e que a Igreja ore pelos jovens de todas as cidades que tem jogado com a sorte de suas próprias vidas. Ensinar os jovens a firmarem seus pés na rocha, que é Cristo, é um meio para que não tenhamos uma geração morta, guiada por emoções de um grande jogo voraz, mas sim geração de verdadeiros filhos de Deus, que manejam bem a sua palavra e nela tem suas convicções de vida.

“Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca [Ap 3.16]

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Rodrigo Almeida é de Petrópolis, Rio de Janeiro, e escreve para o blog “Sala de Cinema Gospel“.

  1. Rodrigo
    Parabéns pela postagem. Foste simples, coeso e completo.
    Só que estamos vivendo uma época em que a fé é emotiva e visível, assim, fica difícil para a maioria dar este conselho que advertes deve ser dado e acatado: Evitar as misturas e as emoções e se guiarem por um Evangelho puro e santo.
    O que torna mais difícil é que alguns ‘shows’evangélicos são iguais ou piores que os dos cantores não cristãos e assim, fica difícl para alguns jovens perceberem a diferença.
    Orar pela juventude é nossa obrigação, mas dar bons exemplos também.
    Amei tua postagem
    Paz sempre
    Elisabeth Lorena Alves

  2. Parabens Rodrigo !!! gostei muito de sua colocacao em relacao aos jovens.Tambem concordo , pois esta na hora de terem mais compromisso e seriedade com a palavra de Deus.
    Reflitam:
    “todas as coisas me sao licitas mas nem todas me convem”.

  3. Belo texto Rodrigo de Almeida,
    Depois de ler fiquei imaginando que benção deve ser os membros jovem de sua igreja, devem ser referencia aqui na nossa cidade. Pois a maior dificuldades dos pastores hoje é manter uma membresia de jovem.

    Abços

  4. Abençoado seja o Nome do Senhor que te guia nesse projeto maravilhoso! Parabéns! e continue se permitindo ser um instrumento de Deus para ajudar aqueles que ainda não O conhecem a ter uma visão dos caminhos que Deus tem para nós.

  5. Eu gostei da idéia… mas. Bem é que eu só queria dizer que penso: que não há problema ir em shows… ou em festas.
    Podemos ser sal e luz lá também. Não podemos ficar nos excluindo do mundo. A luz da candeia brilha mais forte na escuridão.

    Mas gosto do texto principalmente ao apontar para um dos grandes defeitos que temos. A nossa inconstância nos relacionamentos que temos. Principalmente com Jesus. Podemos ir pra festas e shows, sim. Mas não quer dizer que não devemos estar em Cristo quando estamos lá.E também claro, vale a pena pensar mais sobre quais shows e festas temos ido e quais são os motivos. Os motivos são importantes.

  6. O fato é que em relação aos jovens,a igreja atual,colhe os frutos de ensinamentos passados pela igreja tradicional e que por “tradição” nós hoje,que ensinamos na igreja,passa-
    mos o mesmo ensinamento errôneo,por exemplo,a frase que mais dizemos na igreja sobre as coisas do mundo é a seguinte: “O mundo não tem nada pra te oferecer”,ora,isso é uma grande mentira!! Se pegamos o texto de Mateus 4,vemos que uma das coisas que o adversário mostrou pra Jesus para tentá-lo,foi a glória desse mundo!
    Pegamos o texto de Daniel e seus companheiros na Babilônia e vemos que o que era lhes oferecido para comer,eram os manjares do rei,não era qualquer coisa!
    Então concluo que quando digo aos jovens da minha igreja que o mundo não tem nada pra oferecer,de certa forma estou enganando-o e quando ele vai dar uma olhada lá fora,no mundo vê que existe muita coisa que boa.
    Então em relação aos jovens,penso eu,a igreja deve dizer
    tudo que é de mais belo,o mundo tem para oferecer,porém
    nada disso,provém de Deus,logo nada disso edifica,nada
    disso me faz estar mais próximo do Pai,por isso Jesus rejeitou na tentação do deserto,por isso Daniel rejeitou
    participar da mesa do rei,é como escreveu o apóstolo João: …”o mundo passa e a sua concupiciência,mas aquele que faz a vontade do Senhor permanece para sempre”

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