Isto é o pão que o Senhor vos dá para vosso alimento. (Êxodo 16.15)

O êxodo não foi apenas uma caminhada de quarenta anos entre o Egito e a terra de Canaã. Não foi apenas um movimento de libertação. Não foi apenas o tempo em que Deus organizou a nação de Israel, dando-lhe a lei, as festas, o tabernáculo e o culto. O êxodo foi uma escola de fé e de obediência.

De todas as providências de Deus, a que mais os ensinou a confiar nele foi a distribuição diária do maná. O pão do céu nunca faltou, mas Deus os obrigou a colher apenas a porção do dia. Se colhessem mais do que o necessário, a sobra com certeza se estragaria. Apenas no sexto dia a colheita em dobro não se perderia. Assim aconteceu por todo aquele tempo. O povo aprendeu a crer.

Esse método de Deus de transmitir a fé foi aplicado muitos anos antes. O Senhor ordenou que Abraão saísse de sua terra e da casa de seu pai para a terra que ele lhe mostraria (Gn 12.1). Abraão teria de sair pela fé, na certeza de que, na hora certa, Deus lhe mostraria a terra para onde deveria ir.

Certa feita, Jesus enviou dois de seus discípulos a uma aldeia próxima para que lhe trouxessem um jumentinho. Não citou nomes, não entrou em detalhes. Só lhes adiantou o que aconteceria. Eles tinham de depender exclusivamente das poucas informações e deu tudo certo (Mc 11.1-7). Cena parecida deu-se logo em seguida, a respeito do aposento onde eles deveriam preparar a Páscoa. Outra vez deu tudo certo (Mc 14.12-16). Eram aulas práticas de confiança em Deus.

Texto publicado em Devocionais Para Todas as Estações. Editora Ultimato.

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