Por Daniela Piva 

Daniela tentando ser valente em Victoria Falls, 2015

Se tem uma coisa que a gente vai precisar no meio dessa crise toda é ser valente. Valente, no dicionário, logo vem associado à coragem, a ser corajoso. Para nós brasileiros, fica fácil de entender que a palavra coragem vem do CORAÇÃO.

Parece contraditório, né? Parece tão absurdo… É sim, extremamente, vulnerável.

Mas não existe coragem sem vulnerabilidade, como a querida Brené Brown já nos mostrou em suas pesquisas. O caminho de abrir nosso ser e falar a verdade é doído, mas, ao mesmo tempo, extremamente recompensador.

É o que nos conecta, o que nos faz viver melhor, o que faz o pertencimento ser possível e o amor acolhido.

Não há um pingo de fraqueza em abrir seu coração e ser vulnerável sobre suas imperfeições. Na verdade, esse é um dos maiores atos de coragem que se pode ter.

Depois de me familiarizar com essa temática, tento de vários jeitos ter coragem para ser vulnerável. Este é um espaço no qual tento fazer isso, porque sei que isso me ajuda, e espero que te ajude também.

Nos conectamos por meio de nossas histórias. O que acontece comigo pode acontecer com outros e vice-versa. No final de tudo, não estamos sozinhos. Acho que isso é o mais importante de tudo: não estamos sozinhos.

Não estamos passando pela pandemia do coronavírus a sós! E parte de passar por isso deve significar ter coragem para sermos vulneráveis e falar quando estiver muito difícil.

Vamos precisar falar quando acabar o dinheiro, quando não tivermos como pagar o aluguel ou comprar os remédios, quando a rotina ficar irregular, quando a ansiedade aumentar ou ainda quando a tristeza bater e for tão forte que parece nos sufocar.

Isso quer dizer que também que vamos precisar falar o quanto amamos nossos familiares, o quanto nos importamos com nossos amigos, e até com o amor não correspondido. Não podemos mais desvalorizar o lugar dos amores na nossa vida, eu não tenho mais tempo para isso…

Porque, no final de tudo, ao falarmos sobre tudo isso, ficaremos mais fortes juntos. E nossa força está em abrir nossos corações. Precisamos ter essa coragem.

O mundo nunca mais será o mesmo, e não podemos deixar que ele seja. Quem sabe agora poderemos nos mostrar de verdade, sermos mais inteiros, com menos medo do que vão pensar de nós e mais medo de viver uma vida sem amor, pertencimento e alegria.

E, quem sabe, assim vamos perceber que nunca estivemos sós.

Sê valente, eu e você?

  • Daniela Piva é psicóloga. Filha do Criador. Psicodramatista. Viajante do mundo por chamado e paixão. Escritora e Artista amadora. Curiosa e questionadora. Cozinheira por hobby. Aprendiz da vida. Em busca de uma vida mais saudável de corpo, alma e espírito. Texto publicado originalmente em seu blog pessoal.

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