Por Gabriel Louback

No último dia da semana, houve descanso. Depois de seis dias de trabalho intenso—mas dias bons, muito bons—, chegou, então, o dia do repouso: de avaliar a semana, as realizações e, enfim, descansar.

E havia ali um jardim, um belo jardim. E o dia de folga não podia ser de outra maneira, se não passear por esse jardim, fruto de seu trabalho, um belo trabalho. Quase como se os dias de descanso tivessem sido feitos para serem desfrutados no jardim e, os jardins, para serem desfrutados todos os dias, principalmente nos dias de descanso.

Ao passear por ali, porém, faltava algo: faltavam arbustos no campo, não havia uma planta que tivesse germinado, pois não havia quem cultivasse o solo. Ele podia ter feito tudo sozinho, claro, e ainda faltava mandar a chuva, mas Ele nunca foi desses que se isolam e realizam tudo por conta própria. Desde o início, sempre gostou do trabalho em equipe. Essa nova parceria, no entanto, seria uma que iria além do trabalho.

Sim, agora haveria quem trabalhasse e cultivasse a terra, mas seria uma relação profunda de amizade e amor, uma relação como ninguém havia visto antes; uma relação de cumplicidade, de amizade e paternidade.

Era uma bela história que se iniciava, e nada melhor do que um jardim, em um belo dia de descanso, para começar essa história.

  • Gabriel Louback é formado em jornalismo, com especialização em Missiologia na escola Gå Ut Senteret (Noruega) e missionário na Itália. Gosta de ouvir histórias e de contar as que não são ouvidas.

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