Pare! Olhe [no espelho] e volte
Por favor, pare agora! Sim, é preciso parar e dar um basta a tanta intransigência, violência, discriminação e todas outras agressões que mancham de sangue e revelam o pior de seres, que se dizem humanos.
É preciso perguntar a nós mesmos: onde pretendemos chegar com tudo isso? Que caminho é esse marcado pela indiferença, pelo desejo mesquinho de fechar os olhos e nos voltarmos para nossos nichos com cara de espiritualidade?
Onde se revela o ser espiritual se não em pequenas ações que demonstrem um desejo de vencer a si mesmo, de abrir mão dos próprios interesses e juntar-se a massa de discriminados, esquecidos e invisíveis, que buscam seu lugar ao sol?
Somos eficazes em nossos discursos bem construídos, eloquentes e fervorosos em argumentos que apontam os grandes culpados. Como algozes do alto de nossos pedestais, inflados e cheios de convicções, respaldados pela teoria e conhecimento, sentenciamos o pecador. Quando, na verdade, eu sou o pecador. Escondo minhas próprias mazelas em meus achismos e teorias, que me impedem de me colocar de joelhos, em posição de arrependimento.
Preciso, então, pedir perdão pelas vezes que caminhei e não enxerguei meu próximo. Perdão por vezes que não escutei o clamor, que acelerei e segui pela estrada que me conduziu a lugar nenhum.
É hora de voltar. Ainda há tempo. Me desarmar. Permitir que a transformação continue a cada nova manhã, a cada respirar, a cada raio de sol que entra pela pequena janela e me convida a despertar para um novo começo.
Deixemos de lado o cristianismo fadado ao isolamento e partamos rumo ao mar aberto de oportunidades de diálogo. Que nossos olhos se abram e a luz ilumine nosso caminho e caminhada.
Sejamos humildes, reconhecedores de nossa própria condição. Mais do que vozes, nos tornemos faróis a conduzir a embarcação ao porto seguro.
• Jeverton “Magrão” Ledo é missionário e pastor de jovens.
jeverton.ledo@gmail.com
Leonardo
Magrão. Paz.
Boa reflexão. Este artigo me fez lembrar daquele corinho que diz:
Cada estrada em que eu andei
Eu pensei: daria certo
Toda a terra em que habitei
Terminou em um deserto
Quando Deus achou-me em trevas,disse: Haja luz!
Quando Deus achou-me em guerras,disse: Haja paz!
Quando Deua achou-me em negras nuvens de tribulação
Fez nascer um arco-íris do céu, no meu coração
Toda vez que eu tive sede Ele, deu-me de beber
Água viva, deu-me de beber (3x)
Nathalia Amorim
Amém… Mais um maravilhoso artigo, querido Magrão. É nítido vermos hoje em dia cristãos que esquecem os mandamentos do Mestre e vivem uma vida querendo ser superior aos demais, esquecem de ser humildes, esquecem de amar, esquecem de serem, verdadeiros cristãos. Realmente é hora de Parar, olhar-se e voltar-se aos ensinamentos do Abba. ^^
Que o Espírito Santo de Deus continue a operar em sua vida.
Renato Reis de Oliveira
Texto legal. Vale ler e refletir.