Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero. (Sl 128.2.)

Todos os dias um homem chamado Sísifo tinha o trabalho de rolar uma pedra muito pesada até o cimo de um monte, de onde ela se despencava, o que o obrigava a começar tudo de novo, sucessivamente. Dessa lenda surgiu a expressão “trabalho de Sísifo”, que define aquele trabalho não só esgotante, mas também inútil.

Mesmo cansativo e, às vezes, monótono, o trabalho, com raras exceções, é uma bênção de Deus. Não é uma consequência da queda, porque a antecede. Logo após a criação, Deus ordenou ao homem: “Encham e subjuguem a terra” (Gn 1.28). O trabalho deixa de ser uma graça divina quando se trata de trabalho escravo e de trabalhos forçados. Quando o trabalho se torna uma mania, um instrumento para alimentar o ego, o consumismo e o poder, perde o seu caráter edificante.

Os que trabalham dentro das normas com justa razão querem ver o fruto do seu trabalho. O trabalho inútil, o trabalho de Sísifo, é uma das nossas maiores frustrações. Paulo alegrava-se porque a igreja de Corinto era o resultado do seu trabalho missionário naquela cidade e encorajava os coríntios com a promessa de que, no Senhor, o trabalho deles não seria inútil (1Co 9.1; 15.58).

O mesmo e sempre oportuno encorajamento é dado pelo salmista: “Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero!” (Sl 128.2). Mesmo penoso, o trabalho que rende algum resultado é sempre motivo de realização. Foi o que aconteceu com Jesus Cristo conforme está registrado em forma de profecia: “Depois do sofrimento de sua alma, Ele verá a luz e ficará satisfeito” (Is 53.11).

Trecho retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

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