Na varanda com o autor  |  Paulo Fernando Ribeiro

 

Ao contrário do “engenheiro que virou suco”, Paulo Ribeiro preferiu seguir como engenheiro, mas com um pé ou os dois, em Nárnia. Embora com um currículo exaustivo, para o nosso leitor, o colunista mais parece um especialista em C. S. Lewis. Aliás, somos gratos por isso.

Torcedor do Santa Cruz Futebol Clube – o que mostra sua resiliência –, Paulo Fernando Ribeiro saiu do Vale do Pajeú, em Pernambuco, banhado pelo conhecido Rio Pajeú – aquele que “Vai despejar No São Francisco” e, depois, “Vai bater no meio do mar” – e foi longe. Professor há mais de 40 anos, boa parte deles em universidades na Europa e Estados Unidos, Paulo é casado com Adriana Schalkwijk e têm quatro filhas e nove netos.

De São Lourenço da Mata para a lista dos 2% dos pesquisadores de maior influência no mundo – na área de Engenharia Elétrica – foi um pulo. E, melhor, ele descobriu cedo, com outro colunista da Ultimato, o bispo e também professor Robinson Cavalcanti, que poderia ser um “cristão de tempo integral como engenheiro”. A igreja e a ciência agradecem. Paulo Ribeiro é professor Titular Livre na Universidade Federal de Itajubá, MG e conversou com o “Na Varanda com o Autor”.

 

Alguma pessoa ou livro, em especial, influenciou sua aproximação da leitura e da escrita?

Os livros de C. S. Lewis foram os que mais me ajudaram a desenvolver gosto pela leitura e pela escrita.

 

Quando a inspiração para escrever não vem…

Quando a inspiração não vem, não escrevo, vou passear em Nárnia ou continuo a ler.

 

O que os adultos devem ler para as crianças?

Minha regra é e sempre foi ler para as crianças aquilo que acho importante, relevante e sábio. E, o que me emociona ou entusiasma.

 

Que conselho você gostaria de ter recebido na sua juventude?

Gostaria de ter sido encorajado mais a ler alegorias tais como Nárnia.

 

Como você lida com o envelhecer?

Naturalmente. Sinto a falta de poder jogar futebol, mas aos poucos vi que o que Lewis disse se torna uma realidade: “(…) é maravilhoso o quão misericordiosamente o desejo desaparece quando o poder acaba”.

 

O que mais a anima e o que mais a incomoda no meio evangélico?

Nada me anima muito… E, a falta de busca por sabedoria e a politização das igrejas é o que mais incomoda.

 

Você é engenheiro, pesquisador e sempre trabalhou com ciências exatas. Nunca pensou que isso poderia afastá-lo de Deus ou da igreja?

Não, nunca pensei assim, pois via a ciência como um complemento para a minha fé.

 

Como e quando você percebeu a sua vocação? 

Quando estava concluindo o curso de Engenharia Elétrica e no momento em que um grande conselheiro (Robinson Cavalcanti), me disse que poderia ser um cristão em tempo integral como engenheiro. Uma grande alegria, que permanece até hoje, encheu meu coração. Até ali,  eu pensava que só como pastor poderia servir ao Senhor de forma completa.

[Na imagem acima (à direita), a “Chácara Nárnia”, onde moram Paulo e Adriana, nas últimas semanas acompanhados dos pais de Adriana, o conhecido Rev. Francisco Leonardo Schalkwijk e sua esposa, dona Margarida].

 

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