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Mais de 17 milhões de crianças e jovens se encontram em situação de pobreza no Brasil – 40,2% da população de zero a 14 anos. De acordo com as informações, divulgadas em um relatório da Fundação Abrinq, os maiores índices de crianças e adolescentes em situação de pobreza de concentram nas regiões Norte (54%) e Nordeste (60,6%).

Em números absolutos, o Nordeste abriga mais de 8 milhões de crianças e adolescentes em situação de pobreza. Já a região Norte, que possui pouco mais de 2,5 milhões, é superada pelo Sudeste, que tem mais de 4,5 milhões de crianças e adolescentes em condição de pobreza familiar.

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Por Héber Negrão

O livro “Desafios da Liderança Cristã”, publicado pela Editora Ultimato em 2016, apresenta uma série de exposições de John Stott na conferência da International Fellowship of Evangelical Students (IFES) em Quito, Equador no ano de 1985. A partir das orientações de Stott, apresento a seguir cinco dicas que podem ser aplicadas à realidade de pastores, missionários e líderes que desenvolvem trabalho nas regiões norte e nordeste do Brasil.

1 – Contextualize e não desanime com o véu que cega o entendimento das pessoas

Existem no Brasil 121 etnias indígenas pouco ou não evangelizadas (DAI/AMTB) | Foto: Eliseu Júnior

O primeiro problema que o autor aborda é a questão do desânimo que pode levar o líder à uma perda de visão e de entusiasmo para o trabalho. Em sua exposição de 2 Coríntios 4 ele destaca as várias vezes em que Paulo diz “não desanimamos”. Segundo o texto as causas desse desânimo são a cegueira espiritual e a fraqueza do próprio corpo. O “véu”, termo usado por Paulo para fazer referência à esta cegueira espiritual, é algo imposto por outrem impede que os ouvintes de Paulo compreendam a mensagem do Evangelho.

Ao trabalhar em comunidades ribeirinhas, vilas sertanejas ou aldeias indígenas o obreiro cristão necessariamente vai precisar lançar mão da contextualização do Evangelho, conhecendo a cultura onde trabalha de modo a apresentar uma mensagem relevante e que faça sentido para a cosmovisão de seu público. Entretanto, não importa o esforço feito para que isso aconteça, sempre haverá o véu cegando o entendimento dos incrédulos. Stott transcreve bem o desespero que muitos de nós enfrentamos quando isso acontece: “expomos o evangelho com clareza, mas as pessoas não podem compreendê-lo. Nós esmiuçamos de forma tão simples que pensamos que até mesmo uma criança poderia compreendê-lo, mas elas não o entendem (…). Duvido que haja algo mais desanimador do que isso para o obreiro cristão.” (p.16).

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Por Náice Caroline B. da Silva

Arquivo pessoal

Quando ouço a palavra missões, meu coração enche de alegria. Eu tinha 22 anos quando entrei em um barco na cidade de Parintins (AM) para fazer minha primeira viagem missionária. Lembro que quando eu era criança, sonhava com esse dia. E ele chegou como um presente de Deus!

Foi uma experiência tão maravilhosa que não parei mais. Já são mais de quinze viagens missionárias, com as organizações Asas de Socorro, Ministério das Cores e Hope for Brazil, com quem estou viajando ultimamente para o estado do Pará. Em novembro de 2017, irei novamente, pela graça de Deus.

O “ide” de Jesus me motiva, empolga, enche meu coração de esperança em falar do amor fascinante que é Deus. Recordo das palavras de Salomão, que disse: “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que cheguem os dias difíceis e se aproximem os dias da velhice em que dirás: ‘Não tenho mais satisfação em meus dias!’” (Eclesiastes 12:1).

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Poesia de Zenilda Lua | Fotogafia de John Medcraft

Ando incompleta de vazios.
Em tudo dei de achar graça.
Passei da angústia dolorida para um sentimento docíssimo que imita o cintilar dos lírios brandos.
Aprendo de azul mais que tudo.
Aprendo também de milagres, de pássaros, de cânticos e até de miçanga que já fora semente endurecida e, de repente virou um colar de ternura.
Aprendo de flor, de calêndula e até dos querubins que fizeram sonata nos campos de Salomão.
Do resto, não sei explicar direito não.
“Meu pranto tornou-se folguedo.
Meu pano de saco foi desatado.
Agora estou cingida de alegrias”.

 

• Zenilda Lua, nascida em Patos (PB), reside atualmente em São José dos Campos(SP). Atua como Assistente Social, escreveu livros de poemas e é mãe de Brisa.

• John Philip Medcraft, nascido em Londres, naturalizado brasileiro, mora em Patos (PB) há 45 anos. É pastor presidente da ACEV (Ação Evangélica) com compromisso com missão integral nos sertões nordestinos. Apaixonado por Jesus, Betinha, Caatinga e QPR (idealmente nesta ordem).

O Brasil é o país com o maior número de defensoras e defensores de direitos humanos e ambientais assassinados em 2016. De acordo com levantamento da Global Witness, foram 49 mortes neste período – o que nos coloca no topo da lista entre os 24 países analisados. A maior parte dos crimes aconteceu na região Norte. Assista ao vídeo produzido pela Conectas Direitos Humanos.

 

Por Eli Leão Catachunga (Ticuna)

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O índio brasileiro é cidadão que tem anseios, carências e necessidades específicas, que precisam ser supridas. É um desafio que exige a visão clara de que as terras indígenas são vitais para a subsistência do povo, e que a gestão tradicional (sem utilizar plenamente seus recursos) já não supre as atuais demandas indígenas.

O impacto dessas mudanças é bem mais relevante nas etnias que apresentam longo contato com a sociedade envolvente. Muitos desses contatos resultaram na perda da capacidade de produção dos indígenas, pois passaram a depender do mercado para obter o consumo básico. Entre os grupos que compõem esta categoria estão aqueles cujas terras ficam localizadas nas proximidades dos centros urbanos, principalmente no nordeste, centro e sul do país. Eles não possuem, em seu entorno, recursos naturais com densidades suficientes para prover sua subsistência à maneira antiga.

Estas regiões apresentam altas densidades demográficas e elevadas demandas sociais de consumo. Assim, os recursos naturais que constituíam a base da subsistência dos povos indígenas, como a caça, a pesca e outros produtos da extração florestal, foram esgotados. Além disso, em alguns casos a área de cultivo é limitada, pois as terras tornaram-se improdutivas devido ao uso constante.

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Foto: SBB

Dia primeiro de agosto, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) realizará a primeira edição do Encontro de Pessoas com Deficiência Visual no município de Rio Branco (AC). Na ocasião, a SBB doará um exemplar da Bíblia em Braile, projeto pioneiro no País, lançado pela organização em 2002, para ampliar o acesso das pessoas com deficiência visual às Escrituras Sagradas. Dessa vez, a organização beneficiada é a Associação dos Deficientes Visuais do Acre (ADVI).

O evento acontecerá na sede da Associação e contará com a palestra “Gratidão”.

A iniciativa da SBB é realizada por meio do programa A Bíblia para Pessoas com Deficiência Visual e tem o objetivo de tornar a Bíblia Sagrada acessível a todas as pessoas e, por meio dela, promover a inclusão social, o desenvolvimento cultural e amparo espiritual a esse público.

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