Por Moacy Paulino

Nasci num lar evangélico, mas ainda criança meus pais se desviaram. Vivi a adolescência e parte da juventude longe de Deus.

Aos 24 anos tomei uma decisão, junto com minha namorada (atual esposa), em caminhar com Cristo em um culto da Igreja Batista Central em Caetés I – Abreu e Lima – PE. Rapidamente nos envolvemos com os ministérios da igreja local, mas nem fazíamos ideia do que Deus exigiria de nós.

Trabalhando em uma empresa multinacional e cursando engenharia, fui desafiado por Deus a abandonar o curso e iniciar o bacharelado em teologia. Dois anos depois, em um sonho, Deus me incomoda a sair da empresa e viver na obra (dependência total de Deus).

Após a conclusão do curso, surge um convite para fazer missões ribeirinhas no município de Parintins, no Amazonas. Ficamos um pouco receosos, a princípio, mas resolvemos atender o chamado. Em 2008, com minha esposa grávida, chegamos a este lugar maravilhoso. São nove anos de muito aprendizado, surpresa, encanto, desafio e fé, vivendo em Parintins.

Descobri outro jeito de viver e de ver o mundo! Como um nordestino consegue entender que o excesso de água é a época de escassez de comida? Como aceitar que um rio no percurso não é o empecilho para transpor, mas o caminho a seguir?

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O primeiro Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, divulgado dia 22 de setembro, pelo Ministério da Saúde, informa que os maiores índices de mortalidade estão entre os povos indígenas. A taxa entre os índios é quase três vezes maior (15,2), a cada 100 mil habitantes, do que o registrado entre os brancos (5,9) e negros (4,7), aponta o boletim. A divulgação dos números abarca um período de óbitos e tentativas de suicídios entre 2011 e 2016.

O suicídio entre crianças e jovens indígenas no Brasil foi classificado como pandemia. (Foto: Thiago Gomes/Fotos Públicas)

Entre os jovens indígenas está o maior número de suicídios. A faixa etária de 10 a 19 anos concentra 44,8% dos óbitos – brancos e negros possuem a mesma porcentagem, 5,7%. Em pelo menos mais uma faixa etária, o suicídio entre os indígenas é maior: dos 20 aos 29 anos, correspondendo a 30% dos registros ante quase 20% de brancos e negros. Na medida em que a idade avança para os indígenas, o índice cai: entre 30 e 39 anos, 15%; 40 a 49 anos, 10%; 50 a 59 anos, 5%; 60 em diante, menos de 5%.

As mulheres indígenas também possuem taxas mais elevadas de óbitos por atentados contra a própria vida (7,7) se comparado com mulheres brancas (2,7) e negras (1,9). Entre os homens, no entanto, a quantidade de suicídios é bem mais acentuada: 23,1 – brancos (9,5) e negros (7,6). Os indígenas correspondem a 0,47% da população do Brasil, com 896.917 indivíduos (IBGE,2010). Dessa maneira, o suicídio entre as populações indígenas é considerado um sério problema de saúde – sobretudo porque está concentrado na infância, adolescência e juventude.

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Por Jénerson Alves

Durante o mês de setembro, o Portal Ultimato celebra a criatividade e o Criador com o tema “Encontros com Arte”. É uma oportunidade de inspirar e conhecer novos artistas que expressam a glória de Deus com sua criatividade.

Paralelo 10 apresenta cinco artistas cristãos do nordeste que você precisa conhecer. Eles atuam em diferentes áreas culturais, muitos até são polivalentes. Não se trata de um “ranking”, mas sim de uma lista de indicações. A seleção está em ordem alfabética. Confira:

01 – Davi Geffson e as “Verdades que rimam”

Com 25 anos de idade, o universitário Davi Geffson se destaca no ambiente teatral. Há 11 anos, ele lidera um grupo de teatro cristão em Caruaru (PE). Aliado às apresentações evangelísticas, ele interage também com grupos não cristãos, já tendo apresentado espetáculos em teatros e escolas. 

O contato inicial do jovem com o teatro foi na igreja, mas o reconhecimento não ficou limitado aos arraiais eclesiásticos. Em 2008, ele chegou a ser premiado em um festival de teatro promovido pelo Sesc no município pernambucano de Surubim, a 118 quilômetros da capital.

Costumeiramente, ele faz apresentações tanto em Caruaru quanto em outros municípios da região. “Buscamos um cuidado com interpretação, figurino, cenário, iluminação, sonoplastia, enfim todo o trabalho de bastidores é monitorado e planejado para que se tenha a justa qualidade”, comenta. Além do teatro, Davi cultiva outros segmentos artísticos, como a poesia popular e a declamação. Ele mantém no Instagram o perfil @verdadesquerimam, abordando temas do cotidiano com uma linguagem poética. “A minha fé é a base para minha arte. É por meio dela que a faço com excelência. Só a fé me motiva para continuar diante de tantas lutas e dificuldades”, salienta o ator.

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Conteúdo extraído da revista Passo a Passo, edição 102, publicada pela Tearfund

Imagem ilustrativa (google.com)

Os prédios das nossas igrejas são um ótimo recurso para divulgar mensagens e saúde em nossas congregações e comunidade. Aqui estão algumas ideias…

1 – Mostre filmes educativos

Você pode usar o prédio da sua igreja para mostrar filmes sobre cuidados de saúde à sua comunidade. A Medical Aid Films produz filmes sobre temas como nutrição, saúde materna e saúde infantil. Consulte a página de Recursos para obter mais detalhes.

Aqui estão algumas dicas para mostrar filmes no prédio da sua igreja:

  • Pense sobre o som. As pessoas conseguirão ouvir o filme? As pessoas geralmente conseguem entender um filme sem vê-lo, mas é essencial que possam ouvi-lo. Você pode pedir emprestadas algumas caixas de som ou um sistema de som para o evento. Você também pode usar um microfone para a pessoa que for apresentar o filme.
  • Providencie uma tela para projetar o filme. Se não tiver uma tela de projeção, você pode usar uma parede de cor clara, um lençol branco liso ou até folhas de papel.
  • Verifique sua fonte de energia. Use uma fonte confiável de eletricidade, se possível. Você precisará de eletricidade para usar equipamentos como notebooks, leitores de DVD, projetores, caixas de som, etc. Considere a possibilidade de pedir emprestado um gerador a alguém, se necessário.
  • Teste os equipamentos vários dias antes da projeção para garantir que estejam funcionando. Se houver algum problema, você pode tentar corrigi-lo ou encontrar outros equipamentos para substituí-los. Se possível, leve equipamento sobressalente no dia, para o caso de algo dar errado.
  • Bloqueie a luz. Se estiver mostrando um filme durante o dia, cubra as janelas para bloquear a luz. Assim, será mais fácil para as pessoas verem o filme.

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Confira a entrevista com o pastor Laurence Martins, um dos organizadores do fórum, concedeu ao Paralelo 10.

Como surgiu a ideia do evento?

A ideia de um fórum sobre sustentabilidade surgiu entre um grupo de irmãos da Primeira Igreja do Evangelho Quadrangular de Manaus, após avaliarem os desafios que existem na Amazônia e como a igreja poderia contribuir para enfrentá-los. Foi esse grupo que também criou a Associação de Desenvolvimento Socioambiental – Origem – uma das promotoras do fórum.

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Por Jonathas Lira

Photo by Jeremy Bishop on Unsplash

Desde criança dizia que eu seria “missionário para ser comido pelos jacarés” (minha cabeça era muito fértil). Sempre soube que Deus tinha um plano especial para mim e que iria ser um pastor.

Enquanto isso não acontecia, liderei um clube bíblico na escola, ministérios na igreja e durante cinco fui anos líder da Juventude Batista do Amazonas.

Por orientação da minha mãe, comecei o curso de psicologia na Universidade Luterana do Brasil em Manaus, AM. Trabalhei com o meu pai, que como arquiteto sempre valorizou minhas habilidades artísticas. Mas sempre tive a convicção de que Deus utilizaria tudo isso para seu reino.

Em uma noite especial, novembro de 2005, depois de um congresso de missões, Deus me desafiou a sair de casa. Deixei meu pai, mãe e irmão. “Queimei minhas carroças e afundei meus barcos no cais” e fui para a Faculdade Teológica Batista de São Paulo, SP. A Fernanda – minha esposa, na época minha namorada – foi junto para cursar música.

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Para órfãos e crianças vulneráveis
Por Julie Hefti

Criar arte e falar sobre ela pode ajudar as crianças a se recuperarem de experiências difíceis. As atividades podem incluir desenho, pintura, modelagem, colagem e qualquer outro tipo de arte. As atividades abaixo podem ajudar os órfãos e crianças vulneráveis a expressar suas emoções, crescer em autoestima e lidar com memórias difíceis.

O cuidador precisa ouvir bem, expressar compreensão e mostrar plena aceitação e amor. É importante perceber até que ponto a criança quer compartilhar. A atmosfera deve ser descontraída e amigável, e as crianças devem divertir-se enquanto fazem as atividades (por exemplo, usando diferentes cores e materiais).

Ideia 1: o lugar seguro

Um bom lugar para começar com as crianças que passaram por algo traumático é fazê-las desenhar um “lugar seguro”. Esta atividade também é útil para as crianças que estão ficando ansiosas. Incentive a criança a fechar os olhos e imaginar um lugar onde ela se sinta muito segura. Este poderia ser um lugar real ou imaginário. Dê-lhe bastante tempo para imaginar este lugar: isso pode ser difícil para crianças recentemente traumatizadas. Diga-lhe que, neste lugar, só estarão as pessoas que ela quiser e que nada de ruim poderá acontecer com ela. Faça perguntas para ajudá-la a criar uma imagem do lugar, como: “Dê uma olhada ao redor. O que você vê? Que cheiro você sente? O que você ouve? Você está muito feliz e seguro (a)… O que você está fazendo?”. Pergunte “O que mais?” para incentivar a criança a dar mais detalhes. Quando a criança tiver terminado de imaginar o lugar, ela poderá desenhá-lo ou criá-lo com canetas coloridas, lápis, tintas ou materiais diferentes. Incentive-a a se lembrar desse lugar e pensar nele quando sentir medo ou estiver triste.

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