Localizado no sertão piauiense, mais precisamente no município de Ribeira do Piauí, o maior parque de energia solar em operação da América do Sul produz energia suficiente para abastecer diariamente um município com 1,2 milhão de pessoas.

De acordo com a matéria do Jornal Nacional, veiculada dia 21/11, o parque está em uma área equivalente a setecentos campos de futebol, onde estão distribuídos quase um milhão de painéis solares. O que atraiu o projeto para o sertão piauiense foram as características da região: a forte radiação, a baixa umidade do ar e muitas horas de sol.

O Brasil tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. Em relação à geração de eletricidade, as hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção. Atualmente, a participação da energia solar na matriz energética do país é de apenas 0,2%, mas a meta é atingir 10% até 2030.

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Por George Correa

Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo. (Romanos 10.17)

O apóstolo Paulo sempre procurou anunciar a boa noticia da salvação. Naquele tempo, muitas pessoas ouviram sobre o evangelho e, pela fé, creram na mensagem de Jesus Cristo. É interessante notar que no versículo acima diz que a fé em Jesus vem através do “ouvir”. Uma pessoa pode ouvir alguém falando a respeito de Cristo, ou também pode ouvir a mensagem através de um aparelho que comunique o evangelho.

Nas populações ribeirinhas existem muitas pessoas que não sabem ler, pois não tiveram a oportunidade de ir à escola. Agora, porém, a oportunidade de ouvirem sobre o evangelho chegou através do aparelho “Proclaimer” (O Proclamador), um aparelho fácil de manusear com três formas de carregar – através de uma placa solar embutida, manivela ou carregador.

Nesse aparelho está narrado todo o Novo Testamento, de Mateus à Apocalipse, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, o que facilita o entendimento das populações ribeirinhas.

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Na infância, ela gostava de assistir programas, reportagens, tudo que fosse relacionado à natureza e à região Amazônica. Nessa época, sua família não era cristã. Mas ela conta que, “mesmo assim, amava a Jesus e dizia que queria ser repórter, para levar o amor de Deus aos indígenas, aos ribeirinhos e ao povo que vivia nas florestas”. A paulista Margarete Araújo não imaginava que o sonho de criança se tornaria realidade um dia.

Em 2005, já na vida adulta, Margarete conheceu a Jesus e a partir da convivência na igreja foi descobrindo sua vocação missionária. Em uma experiência de trinta dias na reserva Krahô, pela Missão Jocum, em 2013, a missionária “se apaixonou pelo povo”. A continuação dessa história, ela conta na entrevista a seguir.

P10 – Como você foi parar entre o povo Krahô?

Em outubro de 2013, estava em missão no Sul e fazendo um curso da Jocum, em Almirante Tamandaré, PR. Para o período prático do curso, eu e uma equipe fomos enviadas para o estado do Tocantins, na reserva Krahô, no norte do Brasil. Ficamos ali cerca de 30 dias e me apaixonei por aquele povo. Orei perguntando a Deus se era para eu continuar ali e Deus confirmou em meu coração, através da minha família e líderes. No final de Janeiro de 2014, me mudei para Palmas, capital de Tocantins, para poder servir na reserva Krahô.

P10 – O que você aprendeu servindo entre os Krahô?

Deus se manifesta de maneira que não esperamos. Mesmo um povo que é esquecido, sem estudo, saneamento básico, que tem uma cultura totalmente diferente da minha, eles têm práticas de princípios bíblicos. Muitas vezes, se mostravam mais fiéis a Deus do que eu mesma. É surpreendente ver a fé, a convicção e como eles reconhecem a Deus, da forma deles, sem lerem ou entenderem a Bíblia. Nesses anos, aprendi que temos que ganhar o direito de sermos ouvidos; quando coloquei em prática e passei a conviver com eles, aprender da cultura, dos deuses deles, eu pude ter uma visão diferente e soube contextualizar o evangelho, aí ganhei o direito de ser ouvida por eles. Aprendi que ao chegar à outra etnia ou cultura, temos que fazer um estudo antropológico primeiro, para com o tempo compartilhar da pessoa de Jesus Cristo, e não impor uma religião.

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Por Raquel Lima

Era difícil acreditar que existissem pessoas tão isoladas no meio da Floresta Amazônica. Se antes era algo que eu havia escutado falar, naquele momento eu via como tanta gente ainda precisava de atenção e cuidado. Na cadência da nossa vida até lemos e sabemos, mas não nos damos conta da real condição de sermos um país de dimensões continentais, que nos eleva a certa exuberância natural e abastança, uma vez que temos um quinto de toda a água potável do planeta. A extrema pobreza e ineficiência de um governo falido e corrupto que subestima e ignora a força e dignidade do seu povo também podem ser identificadas entre os ribeirinhos.

O barulho daquele motor ligado a muitas horas, que cruzava com bravura aquelas pequenas vielas entre os igarapés, revelava entre uma mata e outra casas sobre palafitas, inundadas pelo avanço das águas. Comunidades inteiras, plantadas e populosas, emergiam no meio da floresta em completo isolamento, alheias à imensidão do Brasil, com um ritmo, uma rotina, uma identidade e perfil muito próprios.

A pele bem morena, os longos e lisos cabelos negros e o sorriso fácil são características marcantes dos ribeirinhos. A beleza pode ser explorada de muitas formas para onde quer que se olhe. Tamanha foi a benevolência de Deus naquele lugar e foi dessa bondade que surgiu, há anos, o Projeto Amazônia.]

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Foto: Ascom Sead

Os produtores da agricultura familiar no nordeste são responsáveis por fornecer metade dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. A produção dos nove estados da região totalizam quase 50% dos 4,4 milhões de empreendimento do segmento. Os dados foram publicados recentemente em matéria da Carta Capital, baseados no último Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com as informações, investimentos nos últimos anos visam adensar as cadeias produtivas locais, incorporar novas culturas e tecnologias, aumentar a compra e reduzir o impacto da seca, fenômeno que tem trazido prejuízos incalculáveis aos agricultores familiares.

Tania Bacelar, economista ouvida por Carta Capital, afirma que a seca afeta principalmente a pequena pecuária e a agricultura, pois os grandes produtores têm mais recursos para combatê-la, pois sempre ocuparam as terras perto de rios e contam com abastecimento de água mais farto.

No cenário da agricultura familiar, o Maranhão desponta na produção de mel e açaí, produtos enviados in natura para estados vizinhos, como Piauí e Pará, onde são processados e industrializados. Já o Ceará se destaca na distribuição de mudas de cajueiros-anões. O Estado é o maior produtor da fruta no Brasil.

Nota: Com informações de Carta Capital. Clique aqui leia a matéria na íntegra.

A quarta edição do Conplei Jovem reunirá a juventude indígena de mais de seis etnias diferentes, como Ticuna, Cocama, Yagua, Marubo, Matis, Mayuruna, entre outras. O encontro acontece de 16 a 19 de novembro, em Benjamin Constant, município do Amazonas localizado na tríplice fronteira: Brasil, Peru e Colômbia.

O principal objetivo do encontro é mobilizar a juventude indígena para o engajamento missionário. Além disso, o encontro quer ser um espaço para o diálogo com a juventude cristã indígena, promoção da unidade e integração dos jovens indígenas de várias tribos e etnias, ministração de estudos da Palavra de Deus, e valorização da cultura e do uso da língua materna.

De acordo com o líder do Conplei Jovem, Ricardo Poquiviqui, está surgindo um novo movimento missionário entre os indígenas no Brasil, mas para este movimento permanecer “precisamos de novos obreiros e líderes em suas aldeias, com formação acadêmica, capacitados e com visão para que se lancem ao preparo e envio missionário”.

O pastor Ricardo explica que assim como todo jovem tem seus próprios desafios, entre os indígenas não é diferente. “Hoje, o jovem indígena não vive mais a realidade que seus pais viveram. A nova geração preserva a cultura dos pais, mas está fora das aldeias[1], buscando formação acadêmica, desfrutando da tecnologia, usando celulares, aparelhos eletrônicos, mídias e redes sociais virtuais, e com todo o apelo que o pecado oferece. É justamente nesse contexto que precisamos despertar o interesse e a vocação missionária da juventude indígena, bem como todo o seu potencial para suprimento de pessoas capacitadas para o campo missionário.”, afirma.

Nota
[1] De acordo com o relatório do DAI-AMTB (2010), 48% da população indígena no Brasil vivem próximos a áreas urbanizadas ou em áreas urbanizadas.

Serviço
Evento: 4º Conplei Jovem.
Data: 16 a 19 de novembro de 2017.
Local: Igreja Evangélica Indígena, comunidade Ticuna, aldeia Filadélfia, no município de Benjamim Constant, Amazonas.
Organização: Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei).

Por Bebeto Araújo

Nasci em Recife, numa família tradicionalmente católica e sempre estudei em colégios com esta mesma orientação de fé. Muito do que aprendi na infância se diluiu na adolescência por escolhas erradas que fiz. Não encontrava na religião respostas para algumas inquietações interiores e também não via conexão alguma da “fé do domingo” com a minha vida no restante da semana.

Existia dentro de mim um inconformismo com a injustiça social e a opressão em nosso país. Em meados da década de 1980, entrei pela primeira vez na universidade e, de cara, me engajei no movimento estudantil, que tinha causas concretas de luta que poderiam “matar aquela fome interior” – as principais bandeiras eram a oposição ao regime militar e as eleições diretas para presidente!

A luta por “liberdade” (sem limites!) tornou-se uma obsessão! Justificava todos os meus atos inconsequentes com a frase: “eu nasci para ser livre!”. Até o dia em que uma adolescente me confrontou e disse, “você pensa que é livre…”. E, com muita convicção, paixão e firmeza, começou a me falar de Deus, de uma maneira não-religiosa! Apresentou-me uma perspectiva diametralmente oposta a que eu conhecia. Em síntese, a ideia era essa: “a fé cristã não é sobre o que você faz, é sobre o que Deus fez por você!”.

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