Por Valdir Steuernagel

Todos nós somos agentes e vítimas de algo que se poderia chamar de obediência seletiva, no nosso seguimento a Jesus. Mas confesso que me é difícil entender a nossa indiferença com relação ao meio ambiente. Até parece que o Deus a quem seguimos não é o criador dos céus e da terra! Ou será que estou errado? Você ouviu recentemente algum sermão chamando a igreja à responsabilidade ambiental? Participou de algum programa que falasse da relação entre a missão da igreja e a ecologia? Por que é tão difícil para a igreja cumprir com a sua responsabilidade de cidadã?

Será porque a empresa missionária, nascida no ventre da modernidade, bebeu da água da conquista e alimentou-se na mesa da mentalidade do progresso? Assim, a natureza deveria ser conquistada e explorada com vistas ao nosso bem-estar…

Será porque a igreja foi contaminada pelo vírus do sucesso e, no processo de materialização da bênção, os cristãos só querem mais um carro na garagem? Continue lendo →

Por Priscila Mesquita

Até o fim do mês de junho, a Igreja Presbiteriana de Manaus (IPManaus) deve inaugurar o novo prédio da Congregação em Envira, município localizado a 1.200 quilômetros de Manaus, no sudoeste do Estado. Com rápido avanço no mês de maio, a construção é fruto da parceria entre a Igreja Presbiteriana de Vila Mariana (SP), missão River of Revival (Texas-EUA) e IPManaus.

Felipe e Adenilde Silva, casal que lidera a igreja em Envira (AM)

De acordo com o coordenador desse campo missionário, Pr. Alcedir Sentalin, a estrutura básica está pronta, necessitando apenas da instalação de banheiros e retoques na pintura. “A construção deve terminar em meados de junho. Será um espaço amplo, com estrutura em madeira, onde poderemos receber as crianças, os jovens e os adultos que já frequentam os cultos”, explica o pastor.

A Igreja em Envira possui uma característica urbana é atualmente é liderada pelo jovem casal Felipe e Adenilde Silva, que conduzem as reuniões em uma casa. Além desse núcleo, a IPManaus já desenvolve um trabalho missionário entre os indígenas da região. Continue lendo →

Encontrar o Evangelho é como se deparar com um leão numa jaula

Certa vez, eu li em um livro que ir de encontro ao Evangelho é como se deparar com um leão solto da jaula: exige de você uma resposta imediata de tentar correr ou esperar a morte. Não há como enxergar a grande verdade da Bíblia, entendendo a nossa terrível condenação diante da grandiosa graça do nosso Deus que se entrega como o sacrifício perfeito levando a nossa culpa e nos dando a sua justiça, sem ter resposta. Quando entendi isso, minha vida foi transformada.

Tenho 20 anos e nasci em Jacundá, interior do Pará. Mas, quase em toda a minha vida fui criado na Capital, conhecida por ser a cidade das Mangueiras. Nas ruas de Belém, fui crescendo em uma família cristã, caminhando nas bases da fé cristã, de forma correta acerca das verdades do nosso Deus. Eu era frequente nos domingos, assíduo nas escolinhas e fiel nas atividades. Porém, toda a minha suposta espiritualidade era como práticas vazias, porque buscava obediência sem relacionamento com Deus.

E como um reflexo disso, dessa aparente rebeldia que é natural de um coração pecador, passei por algumas crises existenciais na busca por entender quem era Deus e como ele se relacionava comigo. Mesmo na fase de criança, essas crises eram reais pra mim. Ouvi muito, porém, na verdade, aprendi pouco. Não conhecia a Deus, de fato. Achava que a fé dos meus pais automaticamente seria a minha, e por isso, nunca me preocupei em cultivar essa vida de caminhada com Deus. Continue lendo →

“Deus me agraciou em permitir morar e servir o povo sertanejo”, José Carlos

Há cinco anos visitei o sertão do Piauí pela primeira vez, fui até uma comunidade quilombola chamada Baixão. Eu já tinha visitado muitos lugares no nordeste, mas essa foi minha primeira vez no sertão. Lembro como se fosse hoje o quanto fiquei impactado com aquela visita. Entrávamos nas casas de telhado baixo, com revestimento de taipas. As palavras que as pessoas da comunidade usavam eram na maioria desconhecida do meu vocabulário. Mas algo não saia da minha cabeça: como podem existir comunidades tão distantes e tão carentes no meu país e eu nem ouvira falar?

Depois daquela visita Deus falou muito forte ao meu coração que aquele tempo não foi apenas só mais uma visita qualquer. Nós tínhamos responsabilidade diante do que Deus tinha nos permitido ver e conhecer.

Começamos a levar doações para o quilombo Baixão e para outras comunidades do sertão. Nessa época eu morava em Teresina (PI) e para chegar em comunidades do sertão nos viajávamos cerca de 500 quilômetros.

O tempo foi passando e percebi que minha vida era muito mais intensa no sertão do que na capital Teresina ou em qualquer outro lugar. Resolvi então me mudar para o município de Betânia do Piaui. Fui sozinho. Durante alguns meses morei em um quarto na casa do pastor da igreja local. Continue lendo →

Agência Fotos Públicas

“Precisamos concordar que não existe seca no Semiárido. Existe, sim, falta de conhecimento sobre a realidade climática e, em consequência, o que pode plantar ou criar. A seca na cabeça das pessoas é a pior das secas”. A fala contundente é de Haroldo Schistek, militante do Semiárido brasileiro, que desde o fim dos anos 80 vem lutando para que se conheça mais essa região do país e, assim, se consiga conciliar a necessidade de produção de alimentos com a preservação do bioma. Segundo ele, esse desconhecimento vem desde os portugueses. “O interesse estava concentrado na faixa litorânea, procurando pau-brasil ou plantando cana-de-açúcar”, recorda. Mas a necessidade de criar gado empurrou os vaqueiros para o centro do país. A partir daí, encrusta-se a cultura de impor forma de produção a uma região tão peculiar.

Schistek é o idealizador da perspectiva da Convivência com o Semiárido – CSA. “Em outras regiões áridas ou semiáridas, as populações nativas selecionaram ao longo de milhares de anos plantas para cultivar, domesticaram animais silvestres resistentes ao clima, tudo que não tem acontecido aqui”, destaca em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. É por isso que aposta nessa relação de associação com o clima. “A roça de milho morreu por causa da seca? Foi não! Pois, se tivesse plantado sorgo, em vez de milho, teria uma roça abundante apesar da pouca chuva. Foi a seca que matou tua vaca e os bezerros? Foi não, mude para a criação de caprinos e ovinos e terá sucesso”, exemplifica. Continue lendo →

Por Davi Koiporo

Pastor Francisco Rodrigues Ferreira foi missionário entre os indígenas e plantador de igrejas no interior do Maranhão. Atualmente reside em Teresina (PI).

Em 1994 os missionários Francisco e Alfredo, que trabalhavam entre indígenas, estavam fazendo uma viagem entre as aldeias onde desenvolviam ministério na cidade de Barra do Corda, no Maranhão. No meio do caminho, em um povoado chamado Bacabal do Maciel, os dois fizeram uma parada.

Uma moradora local pediu que os missionários realizassem um culto no povoado. Os missionários disseram que não poderiam fazer, pois estavam bastante ocupados e tinham que visitar as aldeias. Nesse momento, aquela mulher disse as seguintes palavras: “Nós (sertanejos) devemos ser muitos desgraçados. Os índios têm missionários e nós não”.

O pastor Francisco conta que aquela frase entrou como uma faca em seu coração. O que o deixou aflito por diversos dias. Ao contatar as igrejas locais, da região, nenhuma demonstrou interesse em iniciar um trabalho evangelístico no alto sertão maranhense, pois alegaram ser uma missão muito trabalhosa. Continue lendo →

Não foi uma decisão fácil sair da agitação do Rio de Janeiro diretamente para a Amazônia. Que loucura! Mas Deus, aos poucos, me mostrou que ele tinha um plano muito maior para mim, que só bastava eu confiar nele. Então, ele me mostrou que existia um lugar onde a urgência de anunciar a sua Palavra era muito maior e que também existia um povo que precisava de amor.

A Amazônia é uma terra rica em beleza e cultura, mas que por trás de tanto encanto esconde realidades sofridas. Atualmente, trabalho em uma comunidade ribeirinha, que fica localizada na região do médio Solimões. Certa vez um dos moradores do local disse: “há Tempos eu pedia a Deus que Ele enviasse pessoas que nos ensinasse sobre a Bíblia, agora eu sei que Ele ouviu as minhas orações porque nos enviou vocês”.

Quando nos colocamos à disposição de Deus, Ele nos capacita e usa a nossa vida para sermos objeto de transformação na vida daqueles que são sedentos da sua verdade. É quando vemos que os nossos sonhos e as nossas vontades não valem de nada em comparação aos sonhos e planos que Deus tem para nós. Continue lendo →