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Indígenas de diferentes etnias se reúnem para adorar ao Senhor

Imagine participar de um culto com gente de diferentes etnias? Com cânticos, sermões e orações comunitárias que expressam culturas diversas que se unem para a adoração a Deus?

Parece um sonho escatológico, mas um pouco dele já pode ser visto na Igreja Batista Independente, em Altamira, no Pará. A ideia surgiu quando agências missionárias se juntaram para pensar como acolher os indígenas da região.

Nasceu então o projeto Guerreiros do Xingu, que tem como objetivo contribuir na evangelização das etnias da região e treinar lideranças entre esses grupos para que eles próprios possam continuar o trabalho missionário. O projeto teve início em maio de 2014 a partir do esforço de missionários de diferentes organizações que atuam na região. Fazem parte do projeto a missão Alem, Antioquia, Interact e APMT.

Uma das atividades mensais do “Guerreiros do Xingu” é exatamente o Culto Multiétnico. A atividade surgiu a partir da necessidade de acolher os indígenas que migraram para Altamira por conta da construção da Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo erguida no Rio Xingu. A obra prevê que 20 mil famílias, entre caboclos e indígenas que vivem nas proximidades do rio, sejam retirados de suas propriedades.

O Culto Multiétnico é uma oportunidade de evangelização e um momento de integração e partilha para os indígenas. Os encontros que, no início, reuniam pouco mais de 30 indígenas, atualmente chegam a juntar cerca de 200 pessoas de diferentes etnias.

Outro objetivo do projeto é preparar material didático na língua das etnias. Hoje, o projeto já dispõe de materiais em áudio de canções nas línguas Assurini, Parakanã, Arawete. O projeto também visa treinar líderes indígenas para trabalharem em suas próprias comunidades. Esse treinamento tem sido desenvolvido por meio de discipulado pelos missionários das diferentes organizações que integram o projeto.

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