Nadia Szopińska / Freeimages.com

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Por Jeverton Magrão

 

Nesse oceano de reflexões, sigo eu no meu pequeno bote remando e remando, na busca constante por um entendimento melhor de quem sou eu, e de tudo quanto me cerca.

Enfrento as ondas que me desafiam a desvendar os “mistérios” que envolvem as relações interpessoais. Relações que me chegam em relatos por vezes apaixonantes, apaixonados, e – se me permitem – de corações em pedaços.

Em um constante vai e vem, como o subir e descer da maré, escuto suspiros, declarações, e posso sentir em cada palavra o desejo sincero do encontrar alguém. Esse alguém idealizado, construído no mar avassalador da paixão.

A paixão tem o poder de nos cegar? Dizem que só enxergamos aquilo que queremos. Inebriados, somos transportados a um universo paralelo onde tudo que se vive é a atmosfera das juras de amor eterno. Mas o que é amor? Ok, tudo bem, já entendi. Essa é fácil. Eu e você temos na ponta da língua a resposta para uma colocação tão óbvia. Entrega, compromisso, comprometimento, abrir mão, respeitar. E a lista segue….

Agora e o real, o dia a dia, a distância, o início que se torna meio e por muitas vezes não chega ao final sonhado lá no início onde tudo nos parecia uma linda história de amor? Sim, histórias relatadas, compartilhadas, iniciadas e cheias de suas próprias certezas, mas que esbarram nas diferenças veladas, não trabalhadas, demonstrando muitas vezes um descontrole e um falso entendimento de nossos próprios sentimentos.

E agora, José?

Queria eu poder ter a resposta para trazer fim a sofrimentos, e dar rumo certo a cada nova relação, a cada crise, conduzindo ao encontro sublime do seu complemento, ao encontro do companheiro de uma vida inteira. Sem poderes, sigo carregando comigo a certeza que é preciso amar! Amar!

 

  • Jeverton “Magrão” Ledo é missionário e trabalha com juventude. Ele e a esposa estão na Bélgica, onde vão morar por um tempo.

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