A história de cinco hinos antigos publicados na revista Ultimato entre 1968 e 1982

 

Por D. Henriqueta Rosa Fernandes Braga

 

1.

Billy Alexander / Freeimages.com

Billy Alexander / Freeimages.com

Sei que Cristo me quer bem

Revista Ultimato, fevereiro de 1968

 

Na ilha Constituição no rio Hudson, junto à academia militar de West Point, Estados Unidos, por onde tem passado várias gerações de oficiais do exército norte-americano, Anna Bartlett Warner, autora do hino Sei que Cristo me quer bemJesus loves me! This I know – viveu por longos anos com sua irmã Suzana, que alcançou certa fama como escritora.

Domingo após domingo, com paciência e dedicação ela dirigia uma classe da escola dominical.

Amava profundamente os seus alunos e por eles era igualmente estimada. Como também possuísse dotes literários, escreveu para as suas crianças muitos contos e canções.

Frequentemente havia entre seus discípulos cadetes de West Point, aos quais dispensava especial carinho. Sabia que a vida os havia de levar por caminhos diversos, talvez difíceis, cheios de tentações ainda mais perigosas por se encontrarem distantes do lar, mas facilmente sujeitos às influências das más companhias. Empenhava-se em razão disto por gravar-lhes na alma mensagens simples, mas incisivas que lhes pudessem servir de âncora no rugir das tempestades.

No pequeno cais da ilha, dominicalmente as duas irmãs esperavam pelo bote conduzido por um cadete que as vinha buscar para a escola dominical.

Certa vez, porém, o bote atracou-se à ilha numa quarta-feira. Ana foi ver quem chegava e defrontou-se com um dos cadetes que acabara de ser promovido a subtenente e enviado para a China. Deveria embarcar no dia seguinte, mas não queria partir sem despedir-se de sua professora da escola dominical e agradecer-lhe o muito que lhe devia.

Disse-lhe então: “Talvez a senhora já não se lembre de um fato cuja preciosa recordação há de acompanhar-me pelo resto da vida. Lamentei-me certo domingo, em classe, não poder decorar todos os versículos da Bíblia, ao que a senhora replicou: ‘Tudo que necessitas recordar é que Cristo te ama, conforme diz a Bíblia’. Esta grande verdade facilmente levarei para a China. Muitas vezes tenho agradecido a Deus por esta lição; em sinal do meu reconhecimento trago-lhe esta pequena lembrança”. Ao dizer isto entregou-lhe um marcador em formato de uma pequena Bíblia.

Anna Werner ficou impressionada com esse episódio e compreendeu melhor a importância de fixar de maneira indelével na mente e no coração dos seus alunos a mensagem divina. Sentou-se à mesa e escreveu o hino hoje mundialmente conhecido:

 

Sei que Cristo me quer bem,

Pois a Bíblia assim o diz;

Fraco sou, mas força tem;

Vai levar-me ao bom país.

 

Lá na cruz por mim morreu,

Meus pecados quis pagar;

E no sangue que verteu

Posso agora descansar.

 

Quer-me bem o bom Jesus;

Só por ele eu vou viver;

Bem alegre em sua luz

Hei de amá-lo até morrer.

 

Sei que me quer bem,

Quer ver-me feliz;

Sei que me quer bem

A Bíblia assim me diz.

 

2.

Careço de Jesus

Revista Ultimato, janeiro de 1970

 

Anna Sherwood Hawks era uma dona de casa feliz. Amava o seu marido, aplicava-se aos labores domésticos com dedicação e depositava em Deus sua plena confiança, entregando-lhe todas as preocupações.

Certo dia, enquanto realizava as tarefas diárias, uma doce paz particularmente a envolveu, uma grande alegria inundou-lhe a alma e sentiu de uma maneira singular e profunda a presença do Mestre. Pensou então no conforto da presença de Cristo em todas as horas, na alegria e na tristeza, e imaginou o que seria viver sem ele, brotando-lhe do coração uma fervente prece em que reconhecia a carência humana em relação a Cristo.

A ideia a tomou por inteiro. Abandonando seus trabalhos, sentou-se diante de uma janela aberta através da qual podia descobrir toda a beleza de um formoso dia de junho, pegou de sua pena e extravasou em versos suas incontidas emoções.

Eis o que escreveu:

 

Careço de Jesus!

De ti, meu Salvador!

Somente a tua voz

Tem para mim valor.

 

Careço de Jesus!

Unido a ti, Senhor,

Pecado e tentação

Não mais terão vigor.

 

Careço de Jesus!

Vem dar-me ao coração

O gozo de viver

Em santa retidão!

 

Careço de Jesus!

Nas trevas ou na luz,

Sem ti a vida é vã:

Sou pobre sem Jesus

 

Careço de Jesus!

Viver desejo aqui

Ligado mais e mais

Ó salvador, a ti.

 

De ti Senhor, careço!

De teu amparo sempre!

Oh! Dá-me a tua bênção:

Aspiro a ti!

 

Dois dias depois entregou a poesia a seu pastor – Rev. Roberto Lowry – que lhe acrescentou o estribilho e, já tendo musicado outras letras escritas por Ana Hawks, também pôs esta em música.

Neste mesmo ano – 1872 – “Careço de Jesus” foi pela primeira vez entoado na Convenção Nacional de Escolas Dominicais Batistas realizada em Cincinnati, Ohio.

Pouco depois Lowry e Doane publicaram-no numa pequena coleção intitulada Diadema Real.

Anos mais tarde, sua autora perdeu o esposo. Em uma carta a uma amiga, confiou-lhe:

“Só agora, quando a sombra de uma grande perda caiu sobre o meu caminho é que compreendi alguma coisa do poder confortador da letra, que em horas de plena segurança e paz, foi-me permitido oferecer a outrem”.

A tradução portuguesa desse expressivo hino foi preparada em 1877 por dona Sara Poulton Kalley, exatamente cinco anos após ter sido escrito e musicado. Fê-lo para incluir no Hinário Salmos e Hinos, onde pode ser encontrado sob o nº 157.

 

3.

Descansa, ó alma!

Revista Ultimato, março de 1971

 

Descansa, ó alma: eis o senhor ao lado.

Paciente leva, e sem queixar-te, a cruz.

Deixa o Senhor tomar de ti cuidado:

Ele não muda, o teu fiel Jesus!

Prossegue, ó alma: o Amigo Celestial.

Protegerá teus passos no espinhal!

 

Prossegue, ó alma: o trilho é estreito e escuro.

Mas no passado Deus guiou-te assim!

Confia a Deus o teu futuro,

Que esse mistério há de aclarar-se enfim.

Confia, ó alma: a sua mansa voz.

Ainda acalma o vento e o mar feroz!

 

Confia, ó alma: a hora vem chegando,

Irás com Cristo, o teu Senhor morar.

Sem dor nem mágoas gozarás cantando,

As alegrias do celeste lar.

Descansa, ó alma: agora há pranto e há dor;

Depois o gozo, a paz, o céu de amor!

 

Este belo hino que a inspirada pena do professor Isaac Nicolau Salum trouxe para o português em 25 de setembro de 1940, foi originalmente escrito em alemão por Catharina Amalia Dorothea von Schlegel, nascida em 22 de outubro de 1697. Pouco se sabe de sua vida. Há referências não confirmadas sobre sua vida de que tenha sido diaconisa da igreja luterana. Mas é certo que pertenceu à pequena corte ducal de Coethen, como prova a correspondência que manteve com o conde de Stolberg que, em 1572, incluiu várias de suas produções na Nova Coleção de Cânticos Espirituais por ele publicadas em Wernigerod.

O teor do hino revela a profunda religiosidade de sua autora e uma notável compreensão do amor de Deus.

Foi traduzida para o inglês por Jane Laurie Borthwick nascida em Edimburgo, Escócia.

Esta senhora e sua irmã Sarah Borthwick Findlater dedicaram oito anos de suas dedicadas vidas, de 1854 a 1862, ao preparo de uma esplêndida coleção de cânticos espirituais intituladas Hinos da Terra de Lutero, que colocou em inglês traduções do alemão dos melhores corais luteranos. Publicada em quatro séries, na segunda, que foi publicada em 1855, pela primeira vez apareceu a versão inglesa do hino de Catharina von Schlegel, na qual se baseou o professor Salum para o preparo da letra em português.

A música que é hoje cantada é um arranjo vocal de um trecho do poema sinfônico Finlândia de Jean Sibelius, o insigne compositor finlandês, glória do seu país, falecido em 1857.

Reconhecido o mérito do compositor ainda em vida, pela nação, tornou-se pensionista do estado, que lhe proporcionou na velhice dias calmos vividos numa casa situada em meio a um belo parque. De longe, os turistas podiam vê-lo ainda compondo ou sentado ao piano a tocar suas produções e as dos grandes mestres.

As obras de Sibelius possuem cunho nacional, porém marcado pela originalidade do artista, que foge ao lugar comum quando retrata, em termos musicais, os rios, lagos, ilhas, florestas, montanhas e férteis campos de sua terra natal e o intrépido coração do seu povo, que tem lutado tenazmente por sua liberdade política.

Esse hino deverá integrar a próxima edição de Salmos e Hinos com Músicas Sacras.

 

4.

Grandioso és Tu!

Revista Ultimato, agosto de 1974

 

Em outubro próximo deverá voltar ao Rio de Janeiro, GB, o consagrado evangelista Billy Graham para uma campanha de evangelização que congrega num mesmo ideal todos os evangélicos da Guanabara e adjacências. Cuidadosa preparação vem sendo empreendida no sentido de que esta gigantesca cruzada possa, nas mãos de Deus contribuir para revelar Cristo a muitas almas e conduzi-las, contritas aos pés de Cristo.

Faz precisamente quatorze anos que Billy Graham esteve no Rio na ocasião do 10º Congresso da Aliança Batista Mundial, quando pregou no Estádio do Maracanã a milhares de pessoas que lotaram completamente o maior estádio do mundo. Jamais poderão esquecer aqueles momentos de intensa vibração espiritual os que ouviram a poderosa mensagem do pregador e os expressivos hinos entoados pela multidão. Entre estes conta-se Grandioso és Tu, produzido pelo escritor sueco Carl Boberg, em 1886, logo aprendido por todos e cantado convictamente.

Carl Boberg nasceu em 1859. Vocacionado para o santo ministério estudou teologia, exerceu atividades missionárias, dirigiu um periódico religioso, serviu ao seu país como membro do parlamento durante vinte anos, de 1911 a 1931. Manejando com facilidade a língua materna, foi autor de numerosa produção em prosa e verso, na qual se destacam vários hinos religiosos hoje integrando coletâneas eclesiásticas do seu país. Viveu oitenta e um anos, vindo a falecer em 1940.

Foi aos vinte e sete anos de idade, numa tarde de verão, na pequena aldeia de Kroneback, que escreveu o hino Grandioso és Tu. Realizava-se ali uma reunião em favor da obra missionária. Fora convidado e comparecera com o entusiasmo que lhe era peculiar em se tratando de missões. O dia, muito claro e ensolarado, transcorreu agradável e alegremente. Subitamente, porém, apontaram no horizonte nuvens ameaçadoras que se avolumaram prenunciando forte temporal. Este não tardou a desabar com o seu implacável cortejo de relâmpagos e trovões.

A chuva caiu copiosamente. Mas a tormenta durou pouco. Desanuviada a atmosfera, a natureza retomou seu ritmo natural. Voltou a canora passarada a trinar na ramaria e, no céu, se tornou lindamente visível o arco-íris, relembrando a promessa de Deus a Noé.

Tão rápida transformação maravilhou os circunstantes. Empolgado pela beleza que contemplava, recordou o Rev. Carlos Boberg as palavras do salmista: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento a obra de suas mãos”. Vibraram-lhe na alma as cordas poéticas e, em profunda adoração ao criador de todas as coisas, externou suas emoções num poema em nove estâncias intitulado “Ó poderoso Deus”!

Apesar de publicada em dois jornais, esta inspirada produção permaneceu no esquecimento durante algum tempo. Certo dia percorrendo a província de Vamlard em suas atividades missionárias o Rev. Boberg assistiu a um culto numa igrejinha campestre no decorrer do qual, ouviu surpreso cantar a letra que escrevera anos antes, em Kroneback, com a melodia de uma velha canção sueca, à qual muito bem se ajustava. Esta música foi publicada em Chicago em 1890, mas sua divulgação maior teve início em 1925.

O doutor João Gomes da Rocha, filho adotivo do casal Kalley e, como seus pais, muito dedicado à hinologia, sempre atualizado com o repertório musical evangélico, traduziu este hino para o português em 1910. Em 1938 esta tradução foi publicada pelo presbítero José Luiz Fernandes Braga Junior na coleção Louvores, onde ficou meio esquecida até que a presença de Billy Graham no Rio, em 1960, colocou este hino em evidência. De lá para cá se tornou muito conhecido, contando-se atualmente em português em dezoito diferentes traduções inclusive a que o Rev. Porto Filho preparou especialmente para figurar na nova edição de Salmos e Hinos, já no prelo.

Ei-la:

 

Senhor meu Deus, quando eu maravilhado,

Contemplo a tua imensa criação.

A terra, o mar e o céu estrelado.

Me vêm falar da tua perfeição

 

Então minha alma canta a ti Senhor:

“Grandioso és tu! Grandioso é tu!”

Então minha alma canta a ti Senhor:

“Grandioso és tu, grandioso és tu!”

Quando as estrelas tão de mim distantes,

Vejo a brilhar com vívido esplendor

Relembro, Ó Deus, as glórias cintilantes

Que meu Jesus deixou por meu amor.

 

Olho as florestas murmurando ao vento

E ao ver que tu plantaste cada pé,

Recordo a cruz, o lenho tão cruento,

E no teu Filho afirmo a minha fé.

 

E quando penso que tu não poupaste

Teu Filho amado por amor de mim;

Meu coração, que nele tu ganhaste

Transborda ó Pai, de amor que não tem fim.

 

E quando Cristo, o amado meu voltando.

Vier do céu o povo seu buscar

No lar eterno quero, jubilando

A tua santa face contemplar.

 

5.

Direção Divina

Revista Ultimato, setembro/outubro de 1982

 

As tuas mãos dirigem meu destino

Ó Deus de amor, folgo em que seja assim:

Teus são os meus poderes, minha vida!

Em tudo eterno Pai, dispõe de mim.

Meus dias sejam curtos ou compridos,

Passados em tristeza ou prazer,

Em sombra ou luz – é tudo como ordenas!

E é tudo bom, se for do teu querer.

 

As tuas mãos dirigem meu destino,

Cravadas em sangrenta e rude cruz.

Por meus pecados foram traspassadas:

Bem posso nelas descansar, Jesus!

Nos céus erguidas, sempre intercedendo,

As santas mãos não pedem nunca em vão.

Ao seu cuidado, em plena confiança,

Entrego a minha eterna salvação

 

As tuas mãos dirigem meu destino:

Acasos para mim não haverá!

O grande Pai vigia o meu caminho,

E sem motivo não me afligirá.

Encontro em seu poder constante apoio;

Forte é seu braço, insone o seu amor,

E, em breve, entrando na cidade eterna,

Eu louvarei meu Guia e Salvador!

 

Deve o evangelismo de fala portuguesa a Sarah Poulton Kalley (1825 – 1907) este belo hino, expressão fiel das convicções religiosas da autora.

Nascida em Nottingham, Inglaterra, tendo perdido cedo a mãe, repartiu sua infância e adolescência entre a casa do pai e dos parentes maternos, por cuja influência recebeu primorosa educação e cultivou seus pendores artísticos, claramente revelados mais tarde na poesia e na pintura. Seu tio materno – Samuel Morley – era membro proeminente do Parlamento britânico.

Iniciou sua atividade religiosa em Torquay, onde dirigiu na escola dominical uma bem- sucedida classe de jovens. Já então aprendera a colocar nas mãos de Deus sua vida e seus talentos.

Por sua instrumentalidade muitos jovens se entregaram a Cristo.

Visitando a Palestina, em março de 1852, na companhia de um irmão mais novo, ali conheceu o médico-missionário doutor Robert Reid Kalley, com quem veio a casar-se aos 14 de dezembro do mesmo ano, iniciando uma nova vida de dedicação ao Mestre. Em 1853 visitou com seu esposo os crentes portugueses refugiados em Jacksonville e Springfield, Estados Unidos, por motivo de terrível perseguição religiosa sofrida na Ilha da Madeira, onde antes o doutor Kalley foi missionário. Em 1855 vieram para o Brasil. Aos 19 de agosto desse mesmo ano, em Petrópolis, RJ, deram início à escola dominical no idioma português, em caráter permanente no Brasil. Em 1858 fundaram na Corte, a Igreja Evangélica Fluminense, com a qual se originou no país a denominação congregacional.

Mulher extraordinária foi ajudadora fiel de seu esposo.

Com ele organizou a coleção Salmos e Hinos, cuja primeira edição – só letra – foi lançada em 1861 e, com músicas, em 1868, sendo o primeiro hinário evangélico. Este serviu indistintamente a todas as denominações evangélicas posteriormente instaladas no país até que estivessem em condições de organizar o seu próprio hinário, o que foi feito tendo-se aproveitado, em maior ou menor número, os hinos de Salmos e Hinos.

Após vinte e um anos de notável atuação no Brasil, por motivo de saúde voltou o casal Kalley à Inglaterra (1876).

Falecido seu marido dona Sarah continuou a promover novas edições de Salmos e Hinos ajudada pelo doutor João Gomes da Rocha, seu filho adotivo.

Na Escócia, instalou-se após o regresso do Brasil numa propriedade que denominou Campo Verde como lembrança de nosso país, residindo até o final de seus dias. Já idosa, franqueava sua confortável residência aos jovens universitários que, por motivo de seus estudos, achava-se longe de suas respectivas famílias. Com a alegria que lhe era peculiar, e o calor de seu coração, exerceu benéfica influência sobre eles, mostrando-lhes o caminho da salvação.

Muito estimada por todos, recebeu o carinhoso cognome de “Mãe de Edimburgo”. Faleceu aos oito de agosto de 1907. Tinha oitenta e dois anos de idade.

O hino As Tuas Mãos Dirigem Meu Destino foi produzido no Brasil e publicado pela primeira vez na quarta edição de Salmos e Hinos – só letra – em 1873. Na segunda (1889) e terceira (1899) edições de Salmos e Hinos Com Músicas Sacras apareceu ligado à música O Selig Haus, que também servia a outro hino. Desde a quarta (1919) e quinta (1975) edições de Salmos e Hinos com Músicas Sacras achava-se vinculado à música Beyond de George C. Stebbins. Nesta última edição consta o número 358. Pode ser encontrado também na coletânea Aleluias sob o número 176. O Hinário Evangélico número 350 inclui esta letra, porém com música diferente.

O Hinário Presbiteriano – Novo Cântico – também traz este belo hino sob o número 164.

George C. Stebbins (1846 – 1945), compositor da música Beyond viveu noventa e nove anos. Descendia de Rowland Stebbins, que se estabeleceu em 1643 em Springfield, Massachusetts, Estados Unidos, filho de fazendeiro, nasceu em East Carlton, Orleans County, Nova York. Quando pequeno auxiliava o pai na fazenda e frequentava a escola rural perto de sua casa. Aos 13 anos, matriculou-se numa escola de música e sentiu o despertar de sua vocação. Continuou os estudos vocais e instrumentais em Buffalo, depois em Rochester, tornando-se professor de música. Em 1868 foi para Chicago e ingressou na conhecida firma Lyon na Healy Music Company, ao mesmo tempo em que se tornara diretor musical da Primeira Igreja Batista da cidade e membro do Club Apolo onde muitas vezes foi convidado a fazer solos de tenor. Transferindo-se para Boston em 1784, foi regente do coro da Igreja Batista da rua Claredon pastoreada pelo doutor A. J. Gordon. Dois anos mais tarde tornou-se diretor musical do famoso Tremont Temple e ligou-se em amizade com Moody e Sankey, que o convidaram a participar de suas campanhas evangelísticas. Coube-lhe organizar o coro, o que se realizou em Chicago, em 1876. Daí por diante trabalharam em estreita colaboração. Stebbins acompanhou Moody e Sankey não só pelos Estados Unidos, mas também pela Inglaterra tornando-se um dos mais conhecidos e apreciados cantores evangelistas, pois igualmente se associou à obra de vários pregadores, como o doutor George F. Pentecost, Major D. W. Whittle e Henry Drummond. No inverno de 1889 fez uma viagem evangelística à Índia, Egito, Palestina, Itália e França, alcançando sempre na sua atuação a melhor acolhida.

Durante sua longa e bem-sucedida carreira, compôs centenas de cânticos e ditou muitas coleções de hinos. Foi coeditor com Sankey e McGranahan de várias edições de Gospel Hyms e o compilador e único editor, em 1904, de The Northfield Hymnal. Faleceu em Catskill, Nova York, aos 6 de outubro de 1945.

 

Dona Henriqueta Rosa Fernandes Braga (1909-1983) é autora de Pontos de História da Música, Música Sacra Evangélica no Brasil e o verbete sobre este assunto para a Grande Enciclopédia Delta Larousse, nas edições de 1970 e 1979. Doutora em música, foi membro titular da Academia Nacional de Música, e, com apenas 27 anos de idade, passou a lecionar na atual Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante muitos anos contou nas páginas de Ultimato a história dos hinos.

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    Tenho também exemplares novos do Salmos e hinos com musica,com letra ou cifrados.
    Bem como diversos outros hinários:coros sacros,antemas celestes,melodias de vitoria,melodias do maranata e muitos outros.
    Bem como biblias antigas ou esgotadas.
    gersoneziom@yahoo.com.br
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