“Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe” (Mc 8.34; Lc 9.23)

O psicanalista Francisco Daudt explica que a palavra autonomia vem do grego – “regras para si” – e “significa mandar na própria vida, tomar decisões e rumos próprios”. Acrescenta: “O que não for proibido por lei será de nosso direito fazer”.

Para o verdadeiro cristão, a liberdade de fazer o que se quer é menor. Como cidadãos deste mundo, nosso limite de fato é a Constituição do país, mas como cidadãos dos céus (Fp 3.20), o limite é bem maior. Jesus não ocultou isso de ninguém: “Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe” (Mc 8.34; Lc 9.23). (Na paráfrase de Peterson lê-se: “Quem quiser seguir-me tem de aceitar a minha liderança. Quem está na garupa não pega na rédea. Eu estou no comando”.)

Muito provavelmente, essa restrição da autonomia humana, imposta por Jesus – para o nosso bem – é a maior razão para a não aceitação do evangelho.

Texto originalmente publicado na edição 362 de Ultimato.

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