Para sair do fundo do poço, você precisa fazer alguma coisa. Não o impossível. Apenas o possível. O impossível corre por conta de Deus. São coisas simples, mas fundamentais.

1. Comece com o simples desejo

Este é o início de todo o processo. O “eu não quero” (Sl 81.11, Ap 2.21) atrapalha tudo. Lembre-se do lamento de Jesus à vista de Jerusalém: “Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37). Mas até para querer você pode contar com o auxílio do alto: “Deus está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que ele quer” (Fp 2.13 em A Bíblia Viva).

2. Entre com o pedido

Comece a orar perseverantemente para Deus tirar “do poço de perdição, dum tremedal de lama” (Sl 40.2). Veja o tríplice pedido de restauração de Israel no Salmo 80, cada um deles encompridando o nome de Deus: “Restaura-nos, ó Deus” (v. 3), “Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos” (v. 7) e “Restaura-nos, ó Senhor Deus dos Exércitos” (v. 19). Leve a sério a promessa de Jesus: “Pedi, e dar-se-vos-á” (Mt 7.7). Não se esqueça da séria advertência de Tiago: “Nada tendes, porque não pedis” (Tg 4.2).

3. Assuma o que você fez de errado

Lembre-se onde, quando e como começou a crise que o deixou no fundo do poço. Você precisa pegar o fio da meada outra vez para acabar com o círculo vicioso do pecado. Esta foi a receita de Jesus àquele que havia abandonado o seu primeiro amor: “Lembra-te de onde caíste” (Ap 2.5). Guarde bem estas palavras: é preciso lembrar para confessar.

4. Confesse o iceberg todo

Não é para confessar apenas o pecado mais grosseiro ou apenas os pecados mais leves aos seus olhos. Confesse tudo: a segurança demasiada, as brincadeiras tidas como inocentes, as pequenas e as grandes concessões, a falta de vigilância, a negligência devocional e o grave pecado da rebelião. Guarde bem estas palavras: é preciso pôr tudo para fora para não mais lembrar. O pecado confessado é lançado por Deus nas profundezas do mar (Mq 7.19).

5. Renove a aliança

Você precisa voltar “à prática das primeiras obras” (Ap 2.5). Aquelas que você observava com zelo e com alegria no passado. Comprometa-se outra vez. Faça uma nova profissão de fé. Enfie de novo o seu pescoço debaixo do jugo libertador de Cristo: “Tomai sobre vós o meu jugo” (Mt 11.29). Volte ao exercício de negar-se a si mesmo para resguardar a sua comunhão com Deus (Lc 9.23).

6. Deixe o resto com Deus

O “resto” é mais difícil, mas ele o fará. Deus vai curar as feridas, cuidar das cicatrizes, reparar os traumas, recuperar o tempo perdido, acabar com os complexos, devolver a alegria perdida, acalmar o seu coração com aquela paz de espírito que excede todo o entendimento e comissionar outra vez. Fique certo disto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” (Sl 37.5).

Texto originalmente publicado na edição 225 de Ultimato. Novembro de 1993.

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