500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Então o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação. [Gênesis 19.24-25]

A história de Sodoma e Gomorra mostra a ira flamejante de Deus sendo derramada sobre pessoas pecadoras. Refletir e meditar essa história é uma experiência inquietadora. É por isso que eu fico profundamente comovido quando leio ou falo sobre ela. Mesmo ficando frequentemente furioso com pessoas ímpias que recusam mudar os seus rumos, o sofrimento e a agonia terríveis que aconteceram em Sodoma me perturbam. Eu também sinto a angústia mental que Abraão sofreu quando rogou a Deus. Apesar de as pessoas ímpias de Sodoma se recusarem a mudar, Abraão desejou sinceramente que o desastre não caísse sobre elas.

Hoje, algumas pessoas querem atenuar os mandamentos de Deus. Elas pensam que as pessoas devem ser tratadas somente com amor e tolerância e que não devem ser amedrontadas por exemplos da ira de Deus. Paulo diz exatamente o oposto. Na carta aos coríntios, ele conta diversas histórias sobre a ira de Deus contra os pecadores. Depois ele declara: “Essas coisas ocorreram como exemplos para nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram” (1Co 10:6).

Pessoas arrogantes e teimosas desprezam a Palavra de Deus e riem de palavras bem intencionadas de advertência. Elas se sentem tão bem acerca de si mesmas que, todas as vezes que alguém lhes disser sobre a extensão da misericórdia e da graça de Deus, isso apenas as deixará piores do que eram antes. Isso é o que acontece quando as pessoas tentam se ver livres dos mandamentos de Deus. Devemos nos guardar desse falso ensino. Não é suficiente para essas pessoas trazer destruição sobre si mesmas. Elas querem nos arrastar com elas. Como as pessoas de Sodoma, elas não entendem que seus pecados logo serão punidos.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Há 119 anos nascia Clive Staples Lewis. Apaixonado pelos livros desde a infância e ateu até os 31 anos, Lewis acabou se convertendo ao cristianismo e se tornando um dos mais importantes apologetas do século XX.

Gabriele Greggersen, estudiosa e tradutora da obra de Lewis, diz que embora não possamos afirmar que ele é o escritor cristão mais citado da história, seus escritos, certamente, possuem extrema relevância para hoje. “A atualidade dos escritos de Lewis ainda é mais destacada pelo fato de vivermos em uma era, a pós-modernidade, que, em relação à dele, a modernidade, não inovou em nada, mas apenas aprofundou seus problemas. Portanto, sua mensagem é ainda mais incisiva hoje do que era na sua época.”, enfatiza.

Embora tenha conquistado muitos fãs no Brasil, Lewis também ganhou críticos. Entretanto, é unanimidade o reconhecimento de seu legado para a apologética cristã e à literatura fantástica. Além de publicar Um Ano com C. S. LewisSurpreendido pela AlegriaLendo os SalmosLeituras Diárias das Crônicas de Nárnia e Até Que Tenhamos Rostos, Ultimato reúne um vasto conteúdo sobre o autor no portal Ultimato Online. Confira na seleção abaixo:

O valor dos clássicos segundo C.S. Lewis
A tradução inédita da apresentação de Lewis à obra “On The Incarnation”, de Atanásio, argumenta como e por que ler livros antigos. [Gabriele Greggersen]

Até que tenhamos rostos: uma reflexão devocional
O que acontece até que tenhamos rostos para encarar a face do divino? [Gabriele Greggersen]

10 dicas para ler “Até Que Tenhamos Rostos”, de C. S. Lewis
Ninguém pode apreciar completamente o pensamento de Lewis sem conhecer “Até Que Tenhamos Rostos”. [Paulo Ribeiro]

C. S. Lewis: Ficção, alegorias e mitos podem fortalecer a fé cristã?
Para Lewis, uma boa história pode ir além das aulas de teologia e dos “dragões vigilantes” do racionalismo dogmático. [Paulo F. Ribeiro]

500 Anos da Reforma  |  Por Martinho Lutero

Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna. [Judas 1.20-21]

Todos os mestres das Escrituras concluem que a essência da oração é simplesmente o coração voltado para Deus. Assim, conclui-se que tudo o mais que não leva o coração a Deus não é oração. Portanto, cantar, falar e assobiar sem essa disposição no coração são orações da mesma maneira que os espantalhos no jardim são pessoas. O nome e a aparência podem estar lá, mas falta a essência.

Jerônimo confirmou essa verdade quando escreveu sobre um líder da igreja antiga, chamado Agathon. Agathon viveu no deserto por trinta anos e carregava uma pedra em sua boca para que aprendesse a ficar calado. Mas como ele orava? Sem dúvida, em seu coração. Esse é o tipo de oração que Deus mais aprecia. Na verdade, esse é o único tipo de oração que Deus considera e deseja. Porém ouvir as palavras nos ajuda a pensar sobre o que estamos dizendo e nos ajuda a orar corretamente. As nossas palavras devem ser como um clarim, uma bateria, um órgão ou um outro tipo de som que move os nossos corações, levando-os a Deus.

Não devemos tentar orar sem palavras, confiando em nossos próprios corações – a menos que estejamos bem treinados espiritualmente e hábeis em remover pensamentos errantes de nossas mentes. De outra forma, o Maligno nos levará a desviar o pensamento e rapidamente destruirá as orações em nossos corações. Assim, devemos nos apegar às palavras e deixá-las nos elevar – elevar até nossas penas crescerem e sermos capazes de planar bem alto sem a ajuda das palavras.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.

Livro da Semana  |  Trabalho, Descanso e Dinheiro

 

Por Timóteo Carriker

Os reformadores protestantes tinham uma visão do trabalho bem diferente da visão monástica. Consideravam-no como a vocação de todos os cristãos. Assim, rejeitavam a dicotomia entre duas atividades humanas e afirmavam que todas as formas de trabalho têm igual valor diante de Deus. Por exemplo, entre outros motivos que resultaram na acusação de heresia de William Tyndale, estava sua crença de que:

Nenhum trabalho é melhor que outro para agradar a Deus: buscar a água, lavar a louça, ser sapateiro ou apóstolo, tudo é uma só coisa; lavar louça ou pregar o evangelho é uma só coisa, no que se refere ao trabalho, para agradar a Deus.

Martinho Lutero acreditava que Deus, na sua providência, havia colocado cada pessoa na sua função na sociedade para realizar as atividades daquela função. João Calvino enfatizou o trabalho útil. Ele disse que Deus não está “como os sofistas imaginavam, à toa, desocupado e quase dormindo, mas vigilante, eficaz, operante e empenhado em ação contínua”.5 E, em seu comentário sobre a parábola das dez minas (Lc 19.11-27), Calvino relacionou os talentos ao trabalho diário e à vocação e, assim, ditou o significado moderno das palavras talento e talentoso. Atualmente, entendemos o talento como o exercício de uma habilidade, frequentemente associado a uma profissão. […]

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A música é uma linguagem universal. Está presente em todas as culturas, como parte da identidade de cada povo. Ela tem o poder de transmitir ideias, contar histórias e até de impulsionar mudanças sociais. Além disso, é um instrumento de adoração a Deus e de celebração da vida.

Para homenagear todos os que se dedicam a esta arte, é comemorado no dia 22 de novembro o Dia do Músico. Preparamos uma coletânea de artigos, retirados do portal e da revista Ultimato, que trazem boas reflexões sobre o tema. Prepare a playlist e desfrute deste conteúdo.

Qual a melhor trilha sonora para o culto?
Toda música tem seu lugar na criação, mas nem todas têm lugar no ambiente de culto. [Marcell Steuernagel]

A centralidade de Cristo na música
O Cristianismo contribuiu consideravelmente para a constituição do patrimônio histórico e artístico do Ocidente. [Rolando de Nassau]

B. King e a “música do mundo”
Melhor um lamento sincero de um blues do que uma fé falsa cantada nessa pseudo, plástica e desnutrida música gospel de hoje.[Gerson Borges]

Música, um desafio de vida
Podemos ter um louvor rico, com conteúdo, ou uma música que não toca ninguém, que não cumpre seu papel. De que lado você está? [Reny Cruvinel]

O maior hino da língua inglesa: “Ao contemplar a Tua cruz”
Contando e cantando a história dos hinos cristãos – o conhecido hino de Isaac Watts. [Henriqueta Rosa F. Braga]

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Clive Staples Lewis, comumente conhecido como C. S. Lewis, foi um dos gigantes intelectuais do século 20 e, talvez, o mais influente escritor cristão de sua época. Faleceu no dia 22 de novembro de 1963, aos 64 anos, por insuficiência renal. Foi professor de literatura inglesa na Universidade de Oxford até 1954, quando foi eleito por unanimidade para ocupar a cadeira de inglês medieval e renascentista na Universidade de Cambridge, cargo que ocupou até se aposentar. 

Suas valiosas contribuições nos campos da crítica literária, literatura infantil, literatura fantástica e teologia popular lhe tornaram aclamado e reconhecido no mundo inteiro. Escreveu mais de trinta livros, que continuam a atrair milhares de novos leitores todos os anos. Entre as suas obras mais apreciadas estão a série As Crônicas de NárniaOs Quatro Amores e Cristianismo Puro e Simples. Outros livros que também se tornaram clássicos, são Um Ano com C. S. LewisSurpreendido pela AlegriaLendo os SalmosLeituras Diárias das Crônicas de Nárnia e Até Que Tenhamos Rostos, todos publicados pela Editora Ultimato.

Selecionamos quinze frases ilustradas para lembrar o legado do autor. Confira:


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C.S. Lewis puro e simples
A relação de C. S. Lewis com a morte

Revista Ultimato  |  Seção ULTIMATOONLINE, edição 368

Os principais postulados da Reforma Protestante e algumas diferenças históricas não dividem mais os cristãos como há quinhentos anos. Ao celebrar o quingentésimo aniversário da Reforma, as declarações sola gratia, solus Christus, sola fide e sola Scriptura parecem ameaçadas pela secularização, pela indiferença ou desconhecimento tanto de católicos como de protestantes. Pelo menos é o que dizem algumas das mais recentes pesquisas do Pew Research Center, conduzidas na Europa e nos Estados Unidos.

A aceitação e boa vizinhança entre os dois principais ramos do cristianismo mostram um quadro em que as diferenças desaparecem e as controvérsias teológicas da Reforma não separam completamente os dois grupos. 

Mais iguais versus mais diferentes

O quadro abaixo poderia chocar não apenas os cristãos dos séculos passados, mas até mesmo famílias do interior de Minas Gerais algumas décadas atrás. Para católicos e protestantes da Europa e dos Estados Unidos, existem mais semelhanças do que diferenças entre os dois grupos.

 As solas da Reforma: sola fide e sola Scriptura

Enquanto os católicos norte-americanos permanecem alinhados com o ensino e as tradições da igreja, a redescoberta da autoridade das Escrituras (sola Scriptura) e da fé salvadora (sola fide) ainda divide os protestantes.

Nos países europeus pesquisados, com exceção da Noruega (onde 51% dos protestantes dizem que a salvação é “somente pela fé”), a justificação pela fé (sola fide) é uma visão minoritária, mesmo entre os protestantes.