[LIVRO DA SEMANA]

Por John Stott

O Novo Testamento nos promete claramente uma certeza que não é incompatível com a humildade. Mas, infelizmente, está em falta em muitas igrejas cristãs hoje.

 

UMA VEZ QUE abrimos a porta para Jesus Cristo e lhe pedimos que entrasse, é possível ter certeza de que ele entrou? Nós já o aceitamos, mas será que ele nos aceitou? Certas pessoas insistem que nunca se pode saber, e que o máximo que se pode esperar é que o melhor aconteça. Outros advertem que afirmar estar certo disso é pecado de orgulho e presunção. No entanto, saber é muito importante, conforme diz um velho provérbio árabe:

Aquele que não sabe, e não sabe que não sabe, é um tolo: evita-o.
Aquele que não sabe, e sabe que não sabe, é um ignorante: ensina-o.
Aquele que sabe, e não sabe que sabe, está dormindo: acorda-o.
Mas aquele que sabe, e sabe que sabe, é um homem sábio: segure-o.

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Terra Santa, povo nem tanto” é o título da Prateleira publicada hoje no portal. 

E, claro, o assunto é o lançamento de fevereiro, De Quem é a Terra Santa?, de Colin Chapman.

O conhecido e insistente conflito entre Israel e a Palestina é um prato cheio para discutir religião e política. Mas, o assunto é sério. Ali, religião e política estão completamente entrelaçadas.

O desafio de Chapman é fazer as perguntas corretas. Por onde começar? Como entender a história e a política de um lado e a Biblia e a teologia de outro?

De Quem é a Terra Santa começa com a história – para uma compreensão mínima da natureza do conflito – e, então, recorre à Bíblia para tentar encontrar sentido nos acontecimentos históricos. Para Gary M. Burge, escritor e professor do Wheaton College, trata-se do “principal livro para os cristãos que querem pensar de forma cristã o conflito Israel–Palestina”.

[Especial 500 Anos da Reforma]

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.
— Efésios 2.10

Vocês têm me ouvido dizer com frequência que a vida cristã tem duas dimensões: a primeira é a fé, e a segunda são as boas obras. Um cristão deve viver uma vida devota e sempre fazer o que é certo. Porém, a primeira dimensão da vida cristã – a fé – é a mais importante. A segunda dimensão – as boas obras – não é tão valiosa quanto a fé. Entretanto, as pessoas ao redor do mundo adoram as boas obras. Elas as consideram muito superiores à fé.

As boas obras são sempre avaliadas como muito superiores à fé. É verdade que devemos fazer boas obras e respeitar a importância delas. Mas devemos ser cuidadosos para não elevarmos as boas obras a tal ponto que a fé em Cristo se torne secundária. Se as estimarmos demais, as boas obras podem tornar-se a maior das idolatrias. Isso tem acontecido tanto dentro quanto fora do cristianismo. Algumas pessoas valorizam tanto as boas obras que negligenciam a fé em Cristo. Elas pregam sobre as suas próprias obras e as louvam em vez de fazer isso com as obras de Deus.

A fé deve vir em primeiro lugar. Depois de pregarmos a fé é que, então, devemos ensinar as boas obras. É a fé – sem as boas obras e antes das boas obras – que nos leva ao céu. Nós chegamos a Deus somente por meio da fé.

Ao longo de 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog vai publicar, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.

[LIVRO DA SEMANA]

Por John Stott

Há duas tendências na igreja: a primeira é a indiferença. A segunda, é o pessimismo. Os cristãos não podem se tornar cínicos quanto a possibilidade de mudança

Jesus falou tanto de guerra quanto de paz. Por um lado, ele nos advertiu quanto a “guerras e rumores de guerras”; por outro, ele incluiu em sua caracterização dos cidadãos do reino de Deus o papel ativo da pacificação. Ele considerou seus seguidores pacificadores como bem-aventurados por Deus e como filhos de Deus (Mt 5.9). Pacificação é uma atividade divina. Deus estabeleceu paz conosco e entre nós por intermédio de Cristo. Não podemos reivindicar sermos seus filhos autênticos a não ser que também nos envolvamos na pacificação.
Quais são as iniciativas práticas de pacificação que podemos tomar?

1. OS PACIFICADORES CRISTÃOS DEVEM RECUPERAR O ÂNIMO

Há duas tendências na igreja de hoje que minam a disposição cristã. Ambas devem ser repudiadas firmemente. Continue lendo →

Billy Lane, colaborador do Portal Ultimato, em visita à editora Ultimato

Além da pausa para o cafezinho de todos os dias, na terça-feira é dia devocional aqui na editora. Quem veio esta semana nos fazer uma visita e compartilhar uma breve reflexão com a equipe foi o professor e amigo Billy Lane, um dos colunistas do Portal Ultimato. Billy falou sobre planos e perseverança. Confira:

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É comum traçar metas e estabelecer alvos quando começamos mais um ano. Mas o que precisamos fazer para alcançar esses alvos? Primeiro, é preciso “querer fazer”. Segundo, requer competência ou capacidade para fazer aquilo que almeja. Por último, é necessário empenho para concretizar. Mas a passagem de Hebreus 12. 1-3 tem um importante lembrete para nós:

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,
Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.

O autor está falando com pessoas que estavam desanimadas, aguardando o cumprimento da promessa. Mas ao invés de focar no cumprimento da promessa, o autor enfatiza o caminho de perseverança que Jesus percorreu.

Qual deve ser nossa motivação para seguir na caminhada? Jesus – um olhar firme em Jesus. Ele nos dá um novo paradigma, que não fica no imediatismo do sucesso e da alegria. Muitos deram um bom testemunho, mas não alcançaram a promessa. O que estamos semeando agora iremos colher no futuro, por isso é preciso perseverar. Nisto consiste o valor da fé, o valor de seguir a Jesus. Portanto, caminhe em 2017 com olhos fixos em Jesus e persevere!

ENTREVISTA COM MARCO ZUCHI

Nascido em Juiz de Fora, o mineiro Marco Aurélio Zuchi da Conceição é cientista político por formação, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e mestre em Comunicação, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Paralelamente à sua profissão, Marco alimenta a paixão pela fotografia. Seu trabalho de maior destaque é o livro “Poeira e Porteira”, uma obra que registra 60 dias de andanças do fotógrafo pelo chão do interior de Minas Gerais.

A imagem do topo da seção “Arte e Cultura” da revista Ultimato, edição 364, é a foto da capa do livro de Zuchi. Em entrevista à Ultimato, ele conta um pouco da sua trajetória no campo da fotografia, o diálogo entre sua fé e sua arte e confidencia um sonho. Confira:

Fale um pouco sobre a concepção da foto que você escolheu para o topo da seção “Arte e Cultura”:

Foto que ilustra a capa do livro Poeira e Porteira

Zuchi – Esta foto foi tirada no Vale do Jequitinhonha. Num primeiro momento o que me chamou muita atenção foi a força da árvore e suas ranhuras, e como ela emoldurava a porteira de forma natural. Gosto muito da luz sobre esta foto; dá a ela uma áurea especial e uma textura que remete ao título do meu livro “Poeira e Porteira”. O cachorro veio dar a singeleza que a foto precisava, e me remete a cadela Baleia descrita em Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Como você iniciou no mundo da fotografia?

Zuchi – Comecei a fotografar de forma despretensiosa e amadora; comprei minha primeira máquina e me arrisquei neste universo. Quanto mais fotografava, mais me interessava pela fotografia e mais me identificava com ela. Comecei a fazer meus primeiros cursos e mergulhei na literatura sobre o tema.  A fotografia, para quem quer aprender, é um terreno fértil e nos leva a um aprimoramento constante. Assim, comecei a querer sempre um pouco mais dela e fui dando meus passos; um de cada vez. Consegui realizar minhas primeiras exposições e participar de projetos de lei de incentivo artístico que me ajudaram nestes primeiros passos. Meu tema principal sempre foi o homem mineiro, suas histórias, seu cotidiano e as surpresas que as montanhas mineiras sempre me reservaram. Destas minhas andanças fotográficas pelo interior de Minas, vislumbrei a possibilidade de realizar um trabalho mais completo sobre o tema; foi quando nasceu a ideia do Livro Poeira e Porteira. Assim eu iniciei no mundo da fotografia; de forma sempre despretensiosa, trazendo esta paixão para meu dia a dia, onde, mesmo não atuando profissionalmente, sempre busquei aprimorar o meu fazer fotográfico.   

O que você gosta de fotografar e por quê?

Zuchi – A fotografia é a minha escrita, na verdade, busco nas minhas imagens descrever um pouco de mim, e do que estou sentindo naquele momento. Assim, o outro, o seu cotidiano, seus problemas, suas alegrias, suas tristezas, suas histórias são a matéria prima do meu fazer fotográfico. O que mais me interessa num primeiro momento quando saio para fotografar é mergulhar neste universo, neste diálogo com meu objeto fotográfico.  A imagem  vem depois, flui de forma bem natural, e vem para  eternizar e tornar impresso aquilo que estou vivendo naquele momento.  Meu fazer fotográfico se mistura um pouco com o trabalho antropológico fruto das influências da minha formação como Cientista Social. Tentar entender o homem e sua incursão no mundo é meu tema favorito e a fotografia é meu grande pretexto para conhecer  suas particularidades e dialogar com ele e, assim, aprender com seus erros e acertos.  Assim, eu gosto de dizer que o bom fotógrafo deve escutar primeiro, para que ele seja capaz de enxergar e não apenas ver. Continue lendo →

Elben César e René Padilla se conheceram em Quito, Equador, durante o Congresso Latino-americano de Evangelização (Clade III), em 1992. De lá, Elben convidou Padilla para escrever regularmente para a revista Ultimato. Hoje, é difícil encontrar tempo para escrever, confessa Padilla, mas ele se alegra muito em poder contribuir com seus textos para Ultimato, uma vez que ela carrega muitas das mesmas preocupações e interesses que estão no coração do ministério de teólogo equatoriano.

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