Por John Stott

“Você permanece fiel ao meu nome e não renunciou à sua fé em mim.” (Apocalipse 2.13)

A igreja de Pérgamo era fiel à verdade. Isto é ainda mais extraordinário se levarmos em conta seu ambiente religioso e cultural. Jesus se dirigiu por duas vezes a essa igreja declarando saber onde ela se encontrava: “onde está o trono de Satanás” e “nessa cidade, onde Satanás habita” (v. 13). Não se sabe ao certo o que Jesus quis dizer com essa expressão. Provavelmente ele estava se referindo à sociedade não-cristã que os rodeava, particularmente poderia significar a idolatria pagã ou o culto imperial.

Pérgamo é descrita como um forte centro de paganismo. Ali foram construídos muitos templos e altares, sendo que no alto da acrópole de Pérgamo havia um imenso altar a Zeus. Pérgamo também ficou famosa por ser o centro da adoração a Esculápio, o deus da medicina e da cura.

Alguns estudiosos, porém, consideram mais provável que o trono de Satanás estivesse associado ao culto imperial. No ano 29 antes de Cristo, foi concedida aos cidadãos de Pérgamo a permissão para erigir um templo a Augusto. Este foi o primeiro templo construído em uma província em honra a um imperador vivo, e alguns acham que a cidade de Pérgamo era o centro do culto ao imperador.

A despeito dessas influências satânicas, a igreja de Pérgamo não havia capitulado. Ao contrário, Jesus dedicou a essa igreja palavras de elogio: “Contudo, você permanece fiel ao meu nome e não renunciou à sua fé em mim, nem mesmo quando Antipas, minha fiel testemunha, foi morto nessa cidade” (v. 13). É tocante que Jesus tenha dado o título de “fiel testemunha” a Antipas, título que antes havia sido dado a ele mesmo (1.5).Contudo, Jesus acrescenta uma queixa. Embora a igreja de Pérgamo, de modo geral, permanecesse fiel a ele, ela tolerava em sua comunhão alguns falsos mestres que se apegavam “ao ensino de Balaão” e “ao ensino dos nicolaítas” (v. 14-15), ensinos que aparentemente toleravam tanto a idolatria quanto a imoralidade.

Para saber mais: Apocalipse 2.12-17

Texto originalmente publicado no devocionário A Bíblia Toda o Ano Todo.

Leia mais:

» Carta à igreja de Tiatira – Santidade
» Carta à igreja de Sardes – Sinceridade

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