A beleza na arte e no evangelho

A beleza na arte e no evangelho

SÉRIE REVISTA ULTIMATO| Estudo 3

Artigo: Beleza, arte e fé cristã: das formas ao coração do evangelho, de Rodolfo Amorim, Ultimato 419.

Introdução

A beleza não pede desculpas. Somos compelidos a admirá-la, pois ela se apresenta na terra (entre os seres vivos e no reino mineral), no firmamento, na cultura, nas relações interpessoais e nas escrituras sagradas. Quando terra e céu finalmente estiverem unidos conforme o propósito de Deus, a beleza continuará a existir.

Atualmente ainda há lugar para a beleza na arte e na compreensão da fé cristã? E como falar da beleza na arte a partir da fé cristã, ou vice-versa? São questões que este estudo pretende abordar.

1- A beleza nos salvará?

A indagação acima, feita pelo autor do artigo, oferece um desafio para o labor da teologia e da arte. Para respondê-la é preciso estar consciente que o conceito de beleza também se aplica à dinâmica da fé e da salvação, pois foi necessário que Deus viesse ao mundo como alguém destituído de beleza para conceder beleza àqueles que dela estavam desprovidos.

  • Explore a ideia de beleza na dinâmica da fé e da salvação com base nos seguintes textos bíblicos: Sl 96.9, Is 61.1-4, 1Pe 3.4, Is 53.1-4.
  • Comente o significado de beleza com base nos seguintes textos bíblicos: Sl 96.9, Is 61.1-4, 1Pe 3.4, Is 53.1-4.
  • Nestes textos há contrastes entre a presença e a ausência da beleza?

2- Resgatados em direção à beleza

Leia (no artigo) as citações de Orígenes e de Agostinho sobre amar e desejar as coisas celestiais por causa da beleza de Deus. Pense nos modos de se falar da atração ao criador como sendo atração pelo que é belo.

  • Explore as relações entre amor, desejo e beleza a partir dos seguintes textos bíblicos: Jr 31.3; Os 2.4; Jo 12.32; Tg 1.4.
  • Como estes textos bíblicos podem ser entendidos à luz da seguinte frase do artigo: “A beleza de Deus conduz o desejo humano até o amor que está no âmago do seu ser.”
  • Como explicar o fato de alguém ser seduzido por algo contrário à beleza de Deus?

3- A beleza e o enlevo da alma

A seguinte frase do artigo faz referência ao papel da beleza: “elevar a alma para além das meras criaturas em direção ao Deus Criador”.

  • Imagine que um artista conseguiu representar adequadamente o Sl 36.5-9 no vitral de uma catedral. Leia o texto bíblico como se estivesse contemplando as partes deste vitral.
  • Pense em como cada parte do vitral contribui para que o enlevo da alma (mencionada na frase) se torne uma experiência concreta.

4- A beleza da redenção

Há referências a Dostoiévski no início e no final do artigo. Repasse essas partes. Note que a beleza que salvará o mundo é aquela manifestada em Jesus, na sua pessoa e na sua obra.

  • A beleza manifestada no amor de Deus deveria chamar mais a atenção dos cristãos? Reflita nesta questão considerando na relação entre os versículos Jo 3.16 e de 1Jo 3.17.

As ideias mais importantes desta aula

  • A beleza está na origem da criação e também nas diversas manifestações da arte.
  • Ela contribui para enlevar a alma humana ao partir das coisas criadas até o Deus criador.
  • Certamente a mais alta expressão de beleza divina dirigida ao mundo só pode ser reconhecida ao se contemplar a graça de Deus em Cristo.

Para pensar

  • Na tarefa de produzir arte, ou de comentar sobre arte, ou de se usufruir dela, é possível aos cristãos se expressarem a partir da fonte da beleza, ou em direção a ela.
  • A arte, como criação humana, muitas vezes irá manifestar-se de acordo com realidades onde não há beleza e onde Deus não é lembrado.
  • Há um modo de se debater, ou de se criticar a arte, com intenção missional. Mas é preciso fazê-lo conforme o exemplo de Paulo em Atenas (At 17.22-23), não com as armas de uma guerra cultural.

Este é um roteiro de aula de Escola Bíblica baseada no artigo Beleza, arte e fé cristã: das formas ao coração do evangelho, de Rodolfo Amorim, publicado na edição 419 (maio/junho de 2026) da Ultimato. Contém considerações adicionais ao artigo.

Autor do estudo: Délio Porto, engenheiro e professor universitário aposentado, presbiteriano, reside em Viçosa, MG.

 

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