Por Kedma Julia Carvalho Muniz, estudante de Viçosa (MG)
Uma das coisas mais legais do evento do movimento Vocare (que aconteceu em junho em Maringá), pra mim, foram as pessoas que você conhece e convive nesses poucos dias. Quando você se dá conta, está cercado de pessoas completamente preocupadas pensando como podem estabelecer o Reino de Deus na terra. Todos estão inquietos, apenas preocupados em oferecer o que têm nas mãos para o alto e para os outros.
Pra quem sabe muito bem sua vocação, o Vocare é um gás que te desperta pra voltar pro foco. Pra quem não sabe ou tá perdidinho, o Vocare disperta possibilidades, de todos os tipos e você passa a se ver útil em áreas que não imaginava. Voltei querendo fazer missão em pelo menos mais quatro lugares diferentes do que era meu plano inicial. E isso não é mal. Me ajuda a entender a vida inteira como um serviço e a estabelecer melhor as raízes, quando me questiono “afinal de contas, eu queria fazer isso por que mesmo?”
Uma das coisas que mais me alegrou no Vocare foram as manhãs de oração. Tem de sacrificar um pouco do sono pra isso, mas é um alívio fazer. Estar ali tão focado e imaginando tantas possibilidades faz a presença do Senhor nos parecer ainda mais consoladora. Saber que não dependo da minha produtividade pra ser filha. Saber que farei o que fizer por gratidão. Não existe missão sem foco em Deus. Não existe resistência sem descanso em oração regular.
Além de tudo isso, o Vocare também me chocou por conseguir compartilhar nos pequenos grupos minhas angústias e inquietações. Não poderíamos ser uma equipe melhor. Choramos e acolhemos nossos novos amigos e irmãos da caminhada. Entendendo que não luto o que luto sozinha. Todas essas coisas me despertaram, alegraram, me fizeram outra garota com novas perspectivas. Recomendo.
*Que tal refletir sua vocação também? O Vocare neste semestre terá eventos regionais pelo país. Informe-se no site https://vocare.org.br/

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