Por Klênia Fassoni

As crianças de 0 a 14 anos são um grupo humano. Representam 1,82 bilhões de pessoas, 28% da população mundial. Segundo Dan Brewster1, Satanás odeia crianças. Ele quer acabar com toda ternura para as crianças e se agrada do choro dos bebês; por isso, educar uma criança é uma luta espiritual.

Mas Jesus ama as crianças. Ele conferiu dignidade e valor às crianças, as abraçou e abençoou. Até mesmo, colocou a criança como modelo para os que desejam entrar no Reino de Deus. Precisamos seguir a Jesus também neste aspecto.

Quando a matéria de capa da edição de novembro/dezembro – O que será desta criança? – já estava em fase de diagramação, tomamos conhecimento do recente relatório produzido por órgãos da ONU que alerta para o fato de que as crianças e os adolescentes são as principais vítimas ocultas da pandemia da Covid-19 no mundo, em face das restrições educacionais (principalmente), alimentares e de renda. Para muitas dessas crianças será necessária mais de uma década para reverter os efeitos desses impactos. A situação no Brasil não é diferente.

Na mesma época, veio à tona o relatório da Comissão Independente sobre Abusos na Igreja Católica que revelou que pelo menos 216 mil menores foram vítimas de pedofilia no seio da Igreja Católica francesa nos últimos setenta anos. Esta marca chega a 330 mil se forem incluídos os abusos cometidos por leigos ligados à instituição: professores, catequistas e dirigentes de movimentos juvenis.

No Dia das Crianças a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) colocou em evidência o drama das crianças. Estima-se que elas representem mais de 40% de todas as pessoas refugiadas no mundo. Apenas nos últimos três anos, cerca de 1 milhão de crianças nasceram no exílio.

A matéria de capa desta edição nos convoca a perguntar: “O que será desta criança?” e a agirmos como Jesus. Falamos não apenas daquelas que estão em nosso meio – as da família, as amigas, as da igreja. O convite é que abracemos todas as crianças, especialmente as que vivem em contextos de maior vulnerabilidade. Que a pergunta “O que será desta criança?” seja repetida muitas vezes, manifestando torcida, cuidado, intercessão, apoio. Nosso desejo é também que cada igreja se torne cada vez mais uma “igreja amiga das crianças”

 

Nota:
1. Dan Brewster. Por que devemos orar pelas crianças? Disponível aqui.

 

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