Crédito: reedcomunica

Ultimato está mais uma vez na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou no último fim de semana. A passeio. Bem, é apenas um modo de dizer que não temos um estande entre os 480 expositores que esperam receber 800 mil pessoas. Os números chamam a atenção, mas podem enganar. O poeta Affonso Romano de Sant’Anna não se deixa impressionar e é um tanto cruel com o maior espetáculo livreiro do país: “as pessoas circulam como zumbis e não compram livros”.

Os movimentos dos leitores não são exatamente o que apregoam os videntes do ramo editorial. E, por falar em profecias, as apostas no livro digital continuam a crescer. Nada contra. Aliás, Ultimato se prepara para lançar uma dezena de e-books e o seu primeiro devocionário digital, em novembro.

Enfim, todos sabemos, não há limites para fazer livros. O formato, é um detalhe. Que o diga o último balanço da Enciclopédia Britânica. Pouco antes de chegar ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, fui surpreendido pelos números da velha ‘coleção’: Em 2011, foram vendidos nada mais e nada menos do que 70.000 coleções que, multiplicadas pelos 18 volumes, somam quase um milhão e trezentos mil exemplares. Nada mal para quem acaba de anunciar o fim da sua edição em papel. Vida longa ao livro.

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