Artigos com o marcador missão
Vida mudada. Igreja reavivada. Mundo evangelizado
14/06/13
[Héber Negrão]
Talvez você já tenha ouvido falar dos Irmãos Morávios e do seu incrível engajamento com missões. O que pretendo apresentar aqui é um pouco mais da história deles e da obra missionária que eles realizaram. Com isso, quero apontá-los como um exemplo de serviço e abnegação que devemos imitar. Obviamente o assunto é vasto demais e aqui não é o local adequado para aprofundar em cada detalhe da história. Por isso, já me dou por satisfeito se você, instigado pela curiosidade e pela brevidade desse texto, for atrás de outras fontes para conhecer melhor a história tão inspiradora desses nossos irmãos.
Pietismo
Um dos lemas da Igreja Reformada é “Igreja Reformada, Sempre Reformando.” Essa frase demonstra profunda consciência da fraqueza humana e de dependência do Deus Soberano para que faça a obra continuamente na vida da Sua Igreja. As instituições humanas sempre estão sujeitas a cair, mas a Igreja de Cristo sempre se manterá de pé. Isso não quer dizer que não venha a sofrer de um esfriamento espiritual. Era exatamente isso que estava acontecendo com as Igrejas Reformadas da Alemanha do sec. XV. Era necessário um avivamento espiritual dentro da ortodoxia morta da Igreja Luterana. Foi com esse objetivo que em 1666, Philip Spener separou um grupo de irmãos da sua igreja para reuniões regulares de estudo bíblico e oração em sua própria casa. Esse foi o marco do início do movimento Pietista na Alemanha. Para Cairns,
O pietismo acentuava um retorno interior, subjetivo e individual ao estudo bíblico e à oração. A verdade bíblica se manifestaria diariamente numa vida de piedade, tanto de leigos quanto de ministros.1
A influência do pietismo em missões foi muito importante. Com o avanço do movimento várias iniciativas missionárias foram tomadas que se organizaram em agências de envio de missionários. Todas tiveram sua inspiração no pietismo. Mais >
Quatro papéis essenciais da Igreja
18/03/13
Você já se perguntou por que a Igreja existe? Talvez você responda: para cumprir a “Grande Comissão”. Ok. Mas então pergunto: a Igreja existe somente para cumprir esta última ordenança deixada por Cristo?
Há alguns anos eu li um livro sobre esse assunto chamado “Povo Missionário, Povo de Deus” de Charles van Engen, professor de missiologia do Fuller Theological Seminary. Com base nesta leitura, ministrei uma palestra para os pastores da região de Belém (PA) em um evento da MEIB (Missão Evangélica aos Índios do Brasil). O que compartilho com você nesse texto é o conteúdo resumido desta palestra baseada nas minhas reflexões deste livro que me ajudou a melhor entender o papel da Igreja no mundo.
Charles van Engen faz uma abordagem da Igreja missionária destacando quatro papéis essenciais. Segundo ele, “a Igreja missionária vem à tona quando seus membros participam cada vez mais da existência da Igreja no mundo por meio do “querigma”, da “diaconia”, da “coinonia” e da “martíria”.* Mais >
O drama da seca e a solidariedade da Igreja
05/03/13
Trabalho pelo sertão nordestino há 32 anos e já acompanhei várias estiagens e duas grandes secas: uma no início da década de 1980 e a destes últimos meses, que está sendo de longe, muito mais dramática.
No início de fevereiro fiz uma viagem pelo sertão da Paraíba e de Pernambuco. Contemplei muitas carcaças de animais pelas beiras das estradas, imagens que denunciam a gravidade de situação que abate milhões de sertanejos.
Esta é a seca mais severa dos últimos 30 ou 40 anos, dependendo da região. Na Paraíba, quase metade do rebanho bovino foi dizimado. Minha tia que mora em Arcoverde (sertão de Pernambuco) ouviu no noticiário sobre um pequeno agricultor que, tendo perdido toda lavoura e animais, atirou na cabeça das últimas cinco reses magérrimas que ainda resistiam à fome. Em seguida, atirou na própria cabeça. Mais >
Jonas: desvios perigosos da missão (2)
26/12/12
Na primeira parte deste artigo, conhecemos o ambiente em que Jonas estava inserido tanto no que diz respeito ao seu chamado para pregar em Nínive como quanto a sua opção desastrosa de tomar um desvio missionário. Agora vamos agora expor as duas últimas cenas que selecionamos no relato bíblico.
Objetivamos ressaltar os perigos do grave erro de um cristão achar que suas ideias possam ser melhores que as de Deus, ou que as alternativas desviadoras da missão que Deus deu a sua igreja possam vir a produzir, de qualquer forma e em qualquer aspecto, mais e melhores resultados.
Apesar dos erros do profeta, o capítulo 4 do livro de Jonas nos revela a face paterna do nosso Deus. Apesar dos desvios que Jonas tomou, o Senhor não o desprezou nem o desqualificou como profeta missionário. Acredito que fazer parte da missão de Deus é tarefa de filhos e filhas a ser aprendida à medida que obedecemos ao Senhor. Deus precisou ensinar ao seu missionário a teologia da misericórdia atuando através da obediência missionária. Mais >
Jonas: desvios perigosos da missão (1)
12/12/12
Por Sérgio Lyra
O registro do livro de Jonas retrata um contraste entre duas percepções diferentes sobre a missão urbana. O conflito entre as cidades de Jerusalém e Nínive, capital da Assíria com seu forte e perverso exército, mostrava um forte antagonismo, fato suficiente para produzir em Israel a rejeição de qualquer proposta de enviar missionários, produtores de paz e restauração para a cidade de Nínive. O caso de Jonas revela a realidade do dilema interno do profeta que produz uma fortíssima tentação para se desviar da missão. O Deus Eterno decidiu enviar seu profeta missionário para pregar o arrependimento justamente na principal cidade do povo inimigo. Seria essa uma “missão aceitável”? Não haveria uma “alternativa melhor”? Não seria tal proposta missionária uma “perda de tempo e esforços”?
Analisar o caso Jonas sob este prisma nos faz perceber que de um lado está a teologia urbana do profeta e do outro, a ação de Deus que lhe comissionou para a missão. A empreitada missionária de Jonas tinha como alvo a população da grande Nínive, cidade que estava situada na região superior da Mesopotâmia, tendo sido edificada por Nimrod, um poderoso caçador e fundador de cidades (Gn 10.11). Posteriormente, Nínive veio a se tornar a cidade capital da Assíria e se tornou conhecida pela sua perversidade, tendo como sua principal divindade Ishtar, a deusa da guerra e do amor.
Fundamentos da missão do povo de Deus
08/05/12
Imagine a seguinte situação. Em uma reunião de membros de uma de sua igreja, o dirigente pede para quem for missionário que se coloque de pé. Quantos membros da sua comunidade se levantariam? Não é difícil prever a sua resposta. Atualmente, ser missionário passou a significar apenas aqueles homens e mulheres que deixam suas casas e se dedicam à pregação do evangelho em lugares distantes. Esta definição errada de missões que atrela a ação missionária apenas ao contexto transcultural produziu uma verdadeira crise na tarefa da evangelização urbana e, consequentemente, nas ações missionárias da igreja moderna. Mais >







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