O poeta Mário Quintana era apreciador de toda sorte de arte: cinema, música, teatro, pintura. Em seu breve poema intitulado “If…”, faz uma homenagem a um belíssimo quadro de Sandro Botticelli: “Anunciação de Cestello”. Pode-se dizer que é uma breve análise do quadro em forma de poesia.   If…   E até hoje não me esqueci […]

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Esta carta foi escrita por um grupo de meninas sobreviventes do bombardeio de Hiroshima e endereçada ao senhor Claude Robert Eatherly, oficial das forças armadas norte-americanas e piloto de um dos aviões que deu suporte ao bombardeiro Enola Gay, que lançou a bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima em 6 de agosto de 1945.   […]

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EU SOU AQUELE (Mário Quintana) Eu sou aquele que, estando sentado a uma janela, a ouvir o Apóstolo das Gentes, adormeci e caí do alto dela. Nem sei mais se morri ou fui miraculado: Consultai os Textos, no lugar competente o que importa é que o Deus que eu tanto ansiava como uma luz que […]

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Em seu ensaio sobre a importância da leitura dos clássicos da literatura, Italo Calvino afirma, entre várias teses, que “[u]m clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. A obra Don Quixote, de Miguel de Cervantes, confirma plenamente essa afirmação. Passados mais de 400 anos de sua publicação, o […]

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Quando comecei a me interessar pelas práticas da oração contemplativa, lá pelos anos de 1987, compartilhei algumas das minhas descobertas e leituras com um amigo. Ele não me pareceu muito interessado e, na verdade, até mesmo mostrou-se desconfiado de que a vida contemplativa seria sintoma ou sinal de alienação, de fuga das questões da realidade. Nada […]

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Fragmento de uma das obras mais importantes de Walt Whitman: “Leaves of Grass”. Uma tradução imperfeita, mas inevitável. Agora não faço mais nada, só ouço, Para verter o que ouço nesta canção, para deixar os sons contribuírem com ela. Ouço bravuras de pássaros, alvoroço de trigo crescendo, murmúrio de chamas, estalido de gravetos cozinhando meus […]

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O sol se põe na linha do horizonte. A escuridão pouco a pouco invade a terra. No risco distante do poente vê-se apenas um clarão. Olhando para trás, o escuro da noite parece encobrir a cidade, menos os prédios mais altos, ainda tocados pela claridade do sol. Tenho para mim que nossos poetas, nossos grandes […]

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