09/09/2016, às 16h10

elben_2O estado de saúde do pr. Elben César, de 86 anos, não melhorou. Ele foi internado na madrugada de ontem (08/09) na UTI do Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte (MG), com hemorragia no cérebro, após uma queda no banheiro de sua casa no feriado do dia 07. O fundador da revista Ultimato foi submetido a uma cirurgia delicada para controlar o sagramento.

Na manhã de hoje (09/09) a equipe médica realizou uma nova tomografia que mostrou que o sangramento, de fato, foi controlado, mas também constatou uma isquemia (insuficiência localizada de irrigação sanguínea).

O pr. Elben continua em coma, e, segundo os médicos, seu estado de saúde ainda merece extrema atenção.

A família agradece tantas manifestações de carinho e continua contando com as orações de todos e todas.

NOTA OFICIAL

 

elben-copia08/09/2016 – 11h

Lamentamos informar que o pr. Elben César está em uma situação delicada de saúde. Ele acaba de ser submetido a uma cirurgia difícil em Belo Horizonte que durou uma hora e meia para remover um coágulo no cérebro, resultado de uma queda. Graças a Deus, a cirurgia foi um sucesso, mas o caso ainda é grave. Não sabemos como ele irá reagir nas próximas horas e dias. Os familiares e a equipe Ultimato pedem suas orações incessantes pela vida do nosso amado irmão, amigo e pastor. Leia a seguir o relato do que aconteceu com ele.

Queda

O pr. Elben César sofreu uma queda no banheiro de sua casa ontem (07/09) por volta das 10 horas da manhã. Ele caiu de costas e teve um forte impacto na cabeça. Sofreu uma perda da memória, mas conseguiu movimentar-se e conversar. No entanto, após o almoço começou a vomitar bastante. Com recomendações do médico da família, foi levado para um dos hospitais de Viçosa. Entrou em coma. Após exames veio um diagnóstico: hematoma subdural (hemorragia no cérebro devido à queda). O cérebro estava sendo comprimido por um hematoma de grande extensão.

Internação e cirurgia

Como ontem foi feriado e por causa da gravidade do caso, não foi fácil conseguir vaga e equipe médica para atendê-lo. Somente às 11 horas da noite é que a família conseguiu levá-lo em uma ambulância de UTI de Viçosa para o hospital Madre Teresa em Belo Horizonte. Ao chegar lá, por volta das 3 horas e meia da madrugada, o estágio de coma do pr. Elben já estava bem elevado. Isso exigiu novos exames e preparação para uma cirurgia muito delicada. A intervenção cirúrgica só pôde ser feita nesta manhã de quinta-feira (08/09) e durou cerca de 3 horas e meia (2h de pré-operatório + 1h30mim de operatório).

Pós-cirurgia

Graças a Deus, a cirurgia foi um sucesso. O coágulo foi removido totalmente. O pr. Elben reagiu bem, fisicamente. A pressão permaneceu estável durante todo o tempo (pode ser que durante o dia ela aumente, mas, segundo os médicos, é algo normal).

É importante ressaltar, no entanto, que não há previsão alguma de melhora substancial. Foi e ainda é um caso grave. Não é possível dizer se o pr. Elben irá acordar, se poderá se comunicar… temos de esperar.

Vamos perseverar em oração!

Desde já, agradecemos.

Em Cristo,

Familiares e Equipe Ultimato

 

Atualizado em 08/09/2016, às 15h36.

 

ACOMPANHE AQUI NO BLOG DA ULTIMATO AS INFORMAÇÕES ATUALIZADAS SOBRE O ESTADO DE SAÚDE DO PR. ELBEN CÉSAR

 

BlogUlt_06_09_16_DarwinTeologia e Darwinismo são como água e óleo para muitos; não podem se misturar. Para outros, nem tanto. Mas o fato é que relacioná-los nunca é uma questão tranquila. Nosso lançamento de setembro – Deus e Darwin -, escrito pelo teólogo e cientista Alister McGrath, discute exatamente como a Teoria da Evolução impactou a chamada teologia natural.

Mas quem foi Charles Darwin? Para entender um pouco sua trajetória, a revista Ultimato 261 resolveu fazer uma comparação biográfica com o primeiro missionário protestante a radicar-se no Brasil: Robert Kalley. Leia o artigo O naturalista e o missionário: Charles Darwin e Robert Kalley e descubra semelhanças e diferenças entre ambos.

 

LANÇAMENTO
Título
: Deus e Darwin – Teologia Natural e Pensamento Evolutivo
Autores: Alister McGrath
Páginas: 376
Formato:
16×23
Preço: R$ 79,10
Editora: Ultimato, em parceria com a ABC2.

 

 

Blog_Ult_05_09_16_Capa_ebook_Brasil#Semana da Pátria – Em tempos de crise, o Brasil vai comemorar sua independência com menos sorrisos. Acusações, violência, manipulações políticas e cristãos pouco pacificadores. Este cenário exige da igreja um momento de reflexão sobre o Evangelho e seu poder reconciliador.

Paulo já dizia em Efésios que Cristo “quebra o muro da inimizade” (Ef 2.14). Já Tiago nos alertou sobre o mal que a língua mal-intencionada causa na vida das pessoas (Tg 3.6).

Mais do que vencer uma discussão, a Igreja precisa ouvir a voz de Deus. “Tenho para vocês planos de paz, e não de mal” (Jr 29.11 – ACR), disse o Senhor por meio do profeta Jeremias em um tempo de decadência moral.

Pastorais para o Brasil – diálogo e reconciliação em tempos de crise é o mais recente e-book gratuito da Editora Ultimato e foi escrito com o intuito de ajudar os cristãos a navegarem com sabedoria pelo mar de acusações que inundam nossos diálogos e nossas redes sociais.

Pastorais para o Brasil reúne uma preciosa seleção de textos retirados da revista e de livros publicados pela Editora Ultimato. Em especial, queremos ajudar a igreja brasileira a conversar melhor sobre os desafios políticos do país. Enfim, queremos melhorar o nível do debate. Somos, igreja brasileira, construtores da paz. E, nossa realização e bem-aventurança é sermos pacificadores.

Com a publicação de Pastorais para o Brasil, a Editora Ultimato quer compartilhar com o leitor a produção e contribuição dos seus autores sobre temas importantes da fé cristã, bem como ajudar os cristãos a entender melhor e vivenciar o conteúdo das Escrituras.

Crédito: @fotolia/jotajornalismo

Crédito: @fotolia/jotajornalismo

 

“Quilombos cada vez menos invisíveis” é um título da reportagem especial da revista Ultimato 362 (setembro/outubro 2016). O “Mineiro com Cara de Matuto” visitou in loco alguns quilombos, entrevistou moradores e conheceu alguns evangélicos quilombolas. A reportagem de 3 páginas continua aqui no blog da Ultimato. Leia a seguir três textos extras sobre o assunto que não foram publicados na edição impressa.

 

1.

Quilombos de refúgio

No passado, os quilombos eram aglomerados de segurança para os escravos fugitivos. Assemelhavam-se muito com as famosas seis cidades de refúgio determinadas por Moisés para abrigar aqueles que cometiam crime de morte acidental ou planejadamente. Fora dessas cidades, eles estariam sem proteção e poderiam ser mortos pelo “vingador de sangue”. Para ficar ao alcance de qualquer pessoa necessitada de abrigo, três cidades ficavam do lado leste e três, do lado oeste do rio Jordão, uma mais ao norte, outra mais ao sul e a terceira mais ou menos entre as duas primeiras. Era uma providência de cima para baixo muito bem organizada para ser aproveitada por pessoas em situação de risco. Essas cidades poderiam ser chamadas de quilombos de refúgio (Nm 35.9-29; Js 20.1-9).

A diferença entre as cidades de refúgio dos israelitas e os quilombos de refúgio dos escravos é que os refugiados se valiam de uma lei estabelecida da parte de Deus por instrumentalidade de Moisés, enquanto os quilombolas se valiam de uma providência tomada por eles mesmos. Os israelitas procuravam os seus abrigos por terem cometido crime de morte. Os negros procuravam os seus abrigos por terem cometido “crime” de fugir de seus donos.

As terras ocupadas pelos negros fugitivos podiam ser doadas, compradas pelos próprios escravos – possibilitada pela desestruturação do sistema escravista –, conquistadas por meio da prestação de serviço, bem como simplesmente apropriadas por eles mesmos. Entre os doadores estariam os ex-senhores, os abolicionistas, pessoas sensíveis à causa abolicionista e as ordens religiosas.

Nota: O Mineiro fez questão de ler um comentário sobre as cidades de refúgio de propósito no Comentário Bíblico Africano (Mundo Cristão, 2010). A autora do comentário é Anastasia Boniface Malle, ministra luterana negra, da Tanzânia.

 

***

2.

O clamor dos profetas

Os escravos não tiveram tempo suficiente para agradecer a colaboração isolada ou coletiva de alguns brasileiros brancos que participaram do movimento abolicionista e que se concretizou tardiamente nas décadas de 70 e 80 do século 19. Os profetas tinham que oferecer resistência ao “abuso da escravidão sustentada pelo homem ladrão, tolerada pelos governos covardes, em benefício da sociedade que não tem noção clara de justiça” (A. J. Macedo Soares, 1892). Cabe aos quilombolas de hoje reconhecer o papel dos intelectuais, juristas e poetas que abraçaram o movimento abolicionista, inclusive aquelas famílias que esconderam escravos fugitivos.

O preconceito racial precisa acabar, não tanto por força da lei, mas por força de uma consciência moral e religiosa. O Mineiro com Cara de Matuto se lembrou de um professor evangélico que, ao chegar de um doutorado no exterior, disse-lhe: “O preto quando não suja na entrada, suja na saída”. A confissão do primeiro presidente americano negro é muito oportuna: “Nenhum de nós é totalmente inocente. Nenhuma instituição está totalmente imune, e isso inclui a polícia. Sabemos disso. Negros de todo o país mostram um desespero crescente com o tratamento desigual”.

Em seu artigo intitulado Quilombos e quilombolas – resistência e preservação, o professor Beto Braga, de Passa Tempo, MG, cita Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”.

 

***

3.

Os verbos da tortura do negro

 

Só no Dicionário da Escravidão, de Alaôr Eduardo Scisínio, encontram-se sete verbos que expressam a ação de punir e maltratar o negro, todos começando com a letra “a”:

Açoitar – vergastar com açoite

Acorrentar – prender com correntes

Aferrolhar – prender, aprisionar

Algemar – prender pelos pulsos

Algozar – martirizar, torturar, supliciar

Atazanar – apertar as carnes com tenaz ardente

Azorragar – bater com azorrague (açoite de uma ou mais correias entrelaçadas e unido de cabo)

 

O topo da seção Arte e Cultura da revista Ultimato 362 deu destaque para o olhar fotográfico da publicitária Ana Cláudia Nunes sobre os quilombos e quilombolas. Ela acompanhou o redator da revista, Elben César, em visita a dois quilombos de Minas Gerais para a produção da reportagem da revista sobre o assunto.

Confira no álbum abaixo as belas imagens captadas por Ana Cláudia:

 

 

Quer conferir mais fotos de Ana Cláudia Nunes? Clique aqui.