Livro da Semana   |   Por Paul Tournier

A maior parte das pessoas lê a Bíblia como se ela fosse um conjunto de proibições e prescrições cuja observância deveria nos assegurar uma existência sem culpa

Essa oposição entre a culpa do fazer e a culpa do ser nos ajudará agora a compreender melhor a Bíblia e a dissipar alguns trágicos mal-entendidos que muitas vezes parecem contrapor a experiência dos psicoterapeutas à mensagem bíblica, mas que, na realidade, elas estão plenamente concordes entre si.

A culpa do fazer está ligada aos tabus e a toda atitude moralista, cujos efeitos patogênicos são denunciados pela psicologia moderna. O tabu é uma proibição mágica: “Isto é impuro, não toque; isto é proibido, não faça”. Tabus são proibições carregadas de angústia ameaçadora. O moralismo procede disso, é a criação de um código rigoroso de proibições, de um código moral. Já mencionamos o comentário de um jovem, que o doutor Bovet nos relatou: “Religião é o que não se deve fazer!”.

A maior parte das pessoas lê a Bíblia com esse espírito, como se ela fosse um código moral revestido de autoridade sagrada, um conjunto de proibições e prescrições cuja estrita observância deveria nos assegurar uma existência isenta de culpa. Bela utopia, na verdade! Porém, como a Bíblia não pode ser obedecida em todos os seus detalhes nasce um desespero, uma angústia neurótica de ter cometido algum sacrilégio, uma culpa que não encontra solução. Continue lendo →

Famílias da Bíblia à Luz da Terapia Familiar

Por incrível que pareça, as famílias da Bíblia não são como as dos nossos heróis ou do tipo que, eventualmente, imaginamos. Ao contrário, são famílias reais, com histórias de sucessos e de fracassos.

Esse é o começo da história. Ou melhor, a base sobre a qual Carlos “Catito” Grzybowski e Jorge E. Maldonado constroem o seu Acontece nas Melhores Famílias, nosso lançamento de abril.

Casais em crise, filho saindo de casa, adultério, pais e filhos que não se entendem, sofrimento, enfim, famílias normais. Muito parecidas com as nossas famílias, com as barras pesadas que muitos de nós enfrentamos em casa quase todos os dias. .

Claro, também encontramos qualidades, modelos para uma vida familiar saudável nos textos bíblicos. E é essa busca, esse olhar sobre a narrativa bíblica a partir do ponto de vista da terapia familiar, que fazem os autores de Acontece nas Melhores Famílias – Famílias da Bíblia à Luz da Terapia Familiar.

E, tanto as Escrituras com os autores nos mostram que, se Deus usou aquelas famílias para a construção do seu reino, pode usar também os nossos filhos, as nossas casas, para mudar a nossa história e cumprir o seu propósito.

 
Lançamento  |   128 páginas, 14×21 cm  |  Carlos “Catito” Grzybowski e Jorge E. Maldonado

Embora os coelhos ignorem e as fábricas de chocolate façam pouco caso, é preciso lembrar a verdadeira Páscoa: na sexta-feira, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29); e, no domingo, ele é o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5).

“Ele Vive” é a melhor notícia da Páscoa. E é também o tema de abril no Portal Ultimato. E, para começar pelo começo, é preciso saber o que a Páscoa significa. Para isso, publicamos hoje Páscoa: gosto, não gosto. Por que sim. Por que não, do pastor Cláudio Marra. Confira também 8 motivos essenciais para relembrar a Páscoa. Durante o mês de abril, a parte superior do Portal vai escancarar e lembrar a páscoa. Confira abaixo o layout que ilustra o nosso site. 

 

Ultimato também coloca à disposição do leitor 3 e-books para a leitura em grupo, na igreja ou em família:

Para Celebrar a Páscoa – Meditação e Liturgia;

A Páscoa em Pequenos Grupos; e,

Nem Tudo é Sexta-Feira. Espalhe essa boa notícia.

SURPREENDIDO PELA ESPERANÇA é um livro ideal para se ler na Páscoa.

N. T. Wright trata do Fim da História. Ou como ressurreição e segunda vinda são uma resposta gloriosa à queda, por parte de um Deus que não esconde seus poderosos atos ao longo da História. A ressurreição já não é um evento bíblico desconexo, mas – ao contrário – um ato divino cheio de significado. O céu já não é um lugar para onde escapamos, mas antes o fim de um processo histórico em que a criação caída se regenera por meio da cruz.

A Páscoa já não é mais apenas uma data, mas o cultivo da memória de que o mal foi derrotado.

O blog coloca à disposição do leitor um trecho do livro Surpreendido Pela Esperança, chamado pelo autor de “Dois sermões de Páscoa”.

 

Por N. T. Wright

[Livro da Semana]

Se eu fosse um apostador, apostaria um bom dinheiro em duas mensagens que certamente serão ouvidas nesta Páscoa (e em todas as outras).

 

O pregador da primeira mensagem é o pastor Frank Evangelista. Ele acredita piamente na ressurreição corpórea de Jesus, no sepulcro vazio, em anjos e em tudo o que é sobrenatural. Todos os anos, durante a Páscoa, ele denuncia os liberais perversos, principalmente o reverendo Linguassolta, por sua má vontade em reconhecer que a Bíblia é verdadeira, que Deus realmente faz milagres, e que — como demonstram esses dois pontos — Jesus realmente ressuscitou.

O pastor Evangelista costuma usar alguns truques para provar que testemunhas oculares podem contar histórias estranhas e ainda estar falando a verdade: observe-o aniquilar um narciso no púlpito. Ele talvez cite um hino antigo que diz: “Tu me perguntas como eu sei que ele vive? Ele vive em meu coração!”. Sim, Jesus ressuscitou dentre os mortos e, portanto, está vivo, e nós podemos conhecê-lo.

Quando chegamos ao “e então?”, o pastor é igualmente enfático. Realmente há vida após a morte! Jesus foi preparar um lugar para nós no céu! A salvação nos aguarda em um glorioso mundo de delícias, distante deste mundo em que vivemos. Somos, afinal, “cidadãos do céu”, como diz Paulo, de modo que, quando nossa vida nesse mundo cruel chegar ao fim, nossas almas serão arrebatadas para estar ali para sempre. Estaremos junto de nossos queridos (não seria bom ouvir algo diferente, em vez desse velho clichê?) e viveremos na nova Jerusalém. “Só mais um pouco, e eu chegarei ao céu, ó Cordeiro de Deus.” “Então depositaremos nossas coroas diante de ti, e nos prostraremos em adoração e louvor.”

Infelizmente o pastor Evangelista confunde um pouco as coisas. Muito do que ele diz é verdade, mas boa parte não corresponde ao que as histórias da Páscoa desejam comunicar.

Longe dali, animado pelo champanhe na reitoria após a vigília da Páscoa (por que não quebrar o jejum da Quaresma com estilo, mesmo que seu jejum tenha sido esporádico?), o pastor Linguassolta está a pleno vapor. Continue lendo →

[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal.
— 1 Pedro 3.17

Se você pensa que os cristãos terão apenas dias bons na terra, enquanto os ímpios não terão nem um – não é bem isso o que acontece. Todos experimentam o sofrimento. Deus disse a Adão: “Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão” (Gn 3.19), e disse a Eva: “Com sofrimento você dará à luz filhos” (Gn 3.16). Desde aquela época, todos compartilham dessa trágica condição. Isso faz com que seja ainda mais necessário que todos aqueles que procuram a vida eterna suportem a cruz. Pedro nos ensina: “É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus”. Aqueles que sofrem por fazer o mal também ficam com a consciência pesada. Assim, eles têm uma dupla punição. Mas os cristãos têm apenas a metade dela. Apesar de experimentarem o sofrimento externamente, eles são confortados internamente.

Observe também que Pedro estabeleceu um limite para o nosso sofrimento quando diz: “Por um pouco de tempo, devam [vocês] ser entristecidos por todo tipo de provação” (1Pe 1.6). Em outras palavras, Deus não quer que olhemos para o sofrimento e o escolhamos por conta própria. Portanto, vá em frente com amor e fé. Se a cruz vier ao seu encontro, aceite-a. Se ela não vier, não procure por ela. Nós devemos cuidar dos nossos corpos de tal maneira que não nos tornemos comodistas nem os destruamos (Rm 13.13-14). Devemos sofrer de boa vontade quando alguém infligir sofrimento a nós, mas não devemos buscá-lo com nossas próprias mãos. É isso que significa quando Pedro diz: “Se for da vontade de Deus…”. Quando Deus nos envia sofrimento é melhor do que quando não envia. Somos mais felizes e melhores quando sofremos por fazer o bem.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.

O holandês Rembrandt  Harmenszoon van Rijn, grande pintor e gravador, considerado o artista mais importante da história holandesa, foi o artista do discipulado cristão diário. Além de ter ficado conhecido por seus autorretratos únicos e sinceros, foi com as ilustrações de cenas da Bíblia que Rembrandt fez grande fama – representando temas como “Davi e Golias”, o martírio de Estevão, a decapitação de João Batista e a própria vida e morte de Jesus. Há quem considere que Rembrandt pregava com a sua arte. São deles as obras que ilustrarão os topos do nosso boletim semanal Últimas no mês de abril, que lembramos a páscoa e proclamamos: “Ele vive!”. Confira na galeria algumas das obras mais famosas do artista.

Reunimos aqui todos os artigos, reflexões e testemunhos da nossa campanha editorial de março: “Aconteceu Comigo – Meu Encontro com Jesus”. Se você perdeu alguma dessas publicações, agora pode acessar tudo o que foi publicado no Portal Ultimato Online, blog da Ultimato e blog Ultimato Jovem, relacionado a campanha. Confira e compartilhe com seus amigos nas redes sociais.

Comigo aconteceu assim – e com você? [Klenia Fassoni]

Jesus transformou a minha vida e tornou fecundo o meu caminho [Ebenézer S. Ferreira]

Como, ainda menina, entendi a verdade do evangelho [Durvalina B. Bezerra]

Ser novo [Israel Belo de Azevedo]

Vilões, super-heróis, Jesus [Daniel Theodoro | Blog Ultimato Jovem]

Religioso era, mas perdido estava [Ary Velloso]

Selo da campanha editorial “Aconteceu Comigo – Meu Encontro com Jesus”

De Zaqueu a Paulo, de Agostinho a Lewis, como operou na história o poder transformador do evangelho? [Alderi Souza de Matos]

O encontro com Jesus e o conflito de vontades [Billy Lane]

Jesus iria a uma “campanha de vitória”? [Luiz Fernando dos Santos]

Não pude lutar contra as evidências [Moisés da Silva Lima | Blog Ultimato Jovem]

Vida chata, vida bela [Rita Santos]

Para que serve a conversão? [Ricardo Barbosa | Blog da Ultimato]

Quando compreendi que precisava de um salvador [Renan Vinícius | Blog Ultimato Jovem]

É possível ser cristão sozinho? [Timóteo Carriker]

Não há outro [Stênio Marcius]

Muçulmanos “encontram Jesus” em sonhos e visões [Cristina Oliveira]

Um encontro longo e transformador [Ricardo Wesley]

“Encontros com Jesus” em frases e versículos [Blog da Ultimato]