[500 Anos da Reforma]

Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa.
— João 16.24

Existem dois obstáculos principais à oração. O primeiro surge quando o Diabo o impele a pensar: “Eu ainda não estou preparado para orar. Eu deveria esperar mais meia hora, ou mais um dia, até que eu esteja melhor preparado ou até que eu tenha terminado de cuidar disso ou daquilo”. Enquanto isso, o Maligno o distrai por meia hora para que você não pense mais na oração durante todo o resto do dia. De um dia para o outro, você acaba se envolvendo com outros interesses e é impedido de orar. Esse obstáculo, tão comum, mostra quão malicioso é o Maligno ao tentar nos enganar.

Frequentemente ele tenta fazer isso comigo. O Diabo também tem influência sobre os nossos corpos, os quais são tão preguiçosos e insensíveis que nem ao menos conseguimos orar da maneira que desejamos. Mesmo quando começamos a orar, distraímo-nos com pensamentos fúteis e desconcentramos da oração.

O segundo obstáculo surge quando perguntamos a nós mesmos: “Como você pode orar a Deus e fazer a oração do Pai-Nosso? Você é indigno demais e peca todos os dias. Espere até ser mais devoto. Mesmo que você esteja com disposição para orar agora, deve esperar até que tenha confessado o seu pecado e participado da Ceia do Senhor, para que então você possa orar mais fervorosamente e possa se aproximar de Deus com confiança. Somente após isso é que você poderá realmente orar a oração do Pai-Nosso de coração”. Esse obstáculo é sério e nos esmaga como se fosse uma enorme pedra. Apesar dos nossos sentimentos de indignidade, os nossos corações devem lutar para remover este obstáculo de tal forma que consigamos nos aproximar de Deus livremente e clamar a ele.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.

[Livro da Semana]

Por N. T. Wright

Qual a diferença de perguntar: “Um cientista pode acreditar que a música de Schubert é bonita?”

 

Sem dúvida, é possível dar uma resposta curta e trivial para a pergunta “Um cientista pode acreditar na ressurreição?”, mais ou menos como o homem que, quando perguntado se acreditava no batismo de crianças, respondeu: “Claro! Eu já vi um!”.

Isso expõe um dos problemas com a expressão acreditar em: ela pode significar “crer que algo pode ser feito” ou “crer que algo deveria ser feito” ou inúmeras outras possibilidades. Portanto, alguém poderia simplesmente responder à pergunta “Um cientista pode acreditar na ressurreição?” desta forma: “Claro! Eu já vi um!”. Conheço muitos cientistas que, forte e declaradamente, acreditam na ressurreição, e alguns, de fato, deram um relato sólido e coerente do motivo de o fazerem. Eu os cumprimento, mas não pretendo abordar as diferentes formas pelas quais apresentaram seus argumentos. Continue lendo →

Por Stela Câmara Dubois

A gratidão é a flor desabrochada
quando tudo é secura na colina.
É o suave tom da abóboda estrelada,
enquanto a noite às trevas se destina.

A gratidão não pode ser comprada.
A riqueza a seus pés é pequenina.
Qual boa mãe no lar, mestra inspirada,
a lição mais perfeita nos ensina.

Vede-a com sangue, escrita numa cruz!
A gratidão somente amor produz,
por isso põe os céus no coração!

Oh! Que me falte o amparo nos escolhos,
falte-me o pão e a luz dos próprios olhos,
PORÉM, NUNCA ME FALTE A GRATIDÃO!

Texto retirado de Antologia de Poetas Evangélicos, organizado por Ebenézer S. Ferreira.

[Especial 500 Anos da Reforma]

Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos.
— 1 João 5.14-15
Esta passagem é um incentivo aos cristãos que aprenderam como devem crer e como devem amar. Eles precisam lembrar que a piedade deles vem da Palavra que foi proclamada e que não devem viver de qualquer outra forma a não ser com fé e amor. João prevê uma objeção vinda dessas pessoas: “E se o meu coração estiver frio e eu sentir que me falta a fé?”. “Aqui está o remédio” – diz João – “Peça e ore. Ele o ouvirá”.
Tiago diz: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida” (Tg 1.5). O melhor ensino sobre como se deve agir é confiar na oração. Paulo diz: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus” (Fp 4.6). Igualmente, Agostinho diz: “Senhor, dá-me o que ordenas”. Assim, nós também devemos orar: “Senhor, dá-nos fé”.
Esse versículo é um incentivo à oração, e João descreve como orar de maneira excelente. Primeiramente, ele nos lembra que podemos ter “confiança”, a qual é a alma da oração. Em seguida, ele nos instrui quanto ao que pedir: “alguma coisa de acordo com a vontade de Deus”. Finalmente, devemos também crer que “ele nos ouve”. Tiago diz que “[aquele que duvida] tem mente dividida e é instável em tudo o que faz” (Tg 1.8). No entanto – ele diz –, quando pedir, “peça […], porém, com fé, sem duvidar” (v. 6).

Ao longo de 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog vai publicar, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.

[LIVRO DA SEMANA]

Por John Stott

O Novo Testamento nos promete claramente uma certeza que não é incompatível com a humildade. Mas, infelizmente, está em falta em muitas igrejas cristãs hoje.

 

UMA VEZ QUE abrimos a porta para Jesus Cristo e lhe pedimos que entrasse, é possível ter certeza de que ele entrou? Nós já o aceitamos, mas será que ele nos aceitou? Certas pessoas insistem que nunca se pode saber, e que o máximo que se pode esperar é que o melhor aconteça. Outros advertem que afirmar estar certo disso é pecado de orgulho e presunção. No entanto, saber é muito importante, conforme diz um velho provérbio árabe:

Aquele que não sabe, e não sabe que não sabe, é um tolo: evita-o.
Aquele que não sabe, e sabe que não sabe, é um ignorante: ensina-o.
Aquele que sabe, e não sabe que sabe, está dormindo: acorda-o.
Mas aquele que sabe, e sabe que sabe, é um homem sábio: segure-o.

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Terra Santa, povo nem tanto” é o título da Prateleira publicada hoje no portal. 

E, claro, o assunto é o lançamento de fevereiro, De Quem é a Terra Santa?, de Colin Chapman.

O conhecido e insistente conflito entre Israel e a Palestina é um prato cheio para discutir religião e política. Mas, o assunto é sério. Ali, religião e política estão completamente entrelaçadas.

O desafio de Chapman é fazer as perguntas corretas. Por onde começar? Como entender a história e a política de um lado e a Biblia e a teologia de outro?

De Quem é a Terra Santa começa com a história – para uma compreensão mínima da natureza do conflito – e, então, recorre à Bíblia para tentar encontrar sentido nos acontecimentos históricos. Para Gary M. Burge, escritor e professor do Wheaton College, trata-se do “principal livro para os cristãos que querem pensar de forma cristã o conflito Israel–Palestina”.

[Especial 500 Anos da Reforma]

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.
— Efésios 2.10

Vocês têm me ouvido dizer com frequência que a vida cristã tem duas dimensões: a primeira é a fé, e a segunda são as boas obras. Um cristão deve viver uma vida devota e sempre fazer o que é certo. Porém, a primeira dimensão da vida cristã – a fé – é a mais importante. A segunda dimensão – as boas obras – não é tão valiosa quanto a fé. Entretanto, as pessoas ao redor do mundo adoram as boas obras. Elas as consideram muito superiores à fé.

As boas obras são sempre avaliadas como muito superiores à fé. É verdade que devemos fazer boas obras e respeitar a importância delas. Mas devemos ser cuidadosos para não elevarmos as boas obras a tal ponto que a fé em Cristo se torne secundária. Se as estimarmos demais, as boas obras podem tornar-se a maior das idolatrias. Isso tem acontecido tanto dentro quanto fora do cristianismo. Algumas pessoas valorizam tanto as boas obras que negligenciam a fé em Cristo. Elas pregam sobre as suas próprias obras e as louvam em vez de fazer isso com as obras de Deus.

A fé deve vir em primeiro lugar. Depois de pregarmos a fé é que, então, devemos ensinar as boas obras. É a fé – sem as boas obras e antes das boas obras – que nos leva ao céu. Nós chegamos a Deus somente por meio da fé.

Ao longo de 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog vai publicar, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.