// ESPECIAL VOCARE2018

“As Realidades Menos Evangelizadas do Brasil”. Esse foi o tema de um dos três painéis que aconteceram na manhã deste sábado, 02/06, no terceiro dia do Vocare 2018. O painel contou com participação de representantes de organizações que trabalham junto a sete segmentos: ribeirinhos, quilombolas, sertanejos, indígenas, ciganos, surdos e refugiados. Cada painelista apresentou a realidade de cada segmento no intuito de despertar a igreja para a grande necessidade de alcançar grupos específicos no território nacional.

Antônio Alves, da Missão Amigos dos Ciganos, falou sobre o preconceito que existe com os ciganos e criticou a visão de que a evangelização extingue a cultura de um povo. “Minha conversão me fez ser mais cigano ainda”, afirmou ele, que alertou ainda para um erro muito comum de tentar evangelizar sem antes conhecer os costumes e valores do grupo. “É preciso se preparar antes para evangelizar o cigano, se não souber como fazer, a pessoa fecha a porta para si e para os outros”, finalizou.

Alisson Medeiros, da Missão Juvep, falou sobre os quilombolas e os sertanejos. Medeiros mencionou a língua do povo e distância territorial como fatores que dificultam a evangelização desses grupos. Ele também incentivou os congressistas a conhecerem os quilombolas e sertanejos. Explicou que os grupos em questão têm suas crenças, mas não inalcançáveis e destacou que a oração por esses povos é a primeira atitude de devemos ter.

Cassiano Luz, da Sepal, destacou a crise mundial dos refugiados, chamando a atenção para o caso dos venezuelanos no Brasil. Segundo ele, a concentração dos refugiados em Roraima pede urgência de distribuição entre os demais estados. “Temos trabalhado com diversas ações para recebê-los. O grande desafio hoje seria a implantação de igrejas”, afirmou.

Quanto a evangelização entre os surdos, Marília Manhães, da Junta de Missões Nacionais Batista (JMN), esclareceu que o grupo está espalhado e isso cria uma etapa a mais no processo, já que é preciso dedicação para encontrá-los. Também é necessário preparo por parte da igreja para que o surdo consiga permanecer e se firmar em uma comunidade de fé após conhecer a Cristo.

Márcio Garcia, da Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores (MEAP), comemorou o avanço de alguns projetos nos últimos dois anos na evangelização dos povos ribeirinhos. Um exemplo é um serviço aéreo que avisa os missionários quando há vagas em voos para determinados destinos que se deseja ir. Através de parcerias, barcos foram colocados em lugares estratégicos, para possibilitar que evangelho chegue aos ribeirinhos que vivem nas comunidades mais distantes.

Daniel Poquiviqui, indígena Terena, nasceu fora da aldeia e contou como foi difícil ser aceito, tanto na cidade quanto na tribo. Quanto à evangelização, Poquiviqui comentou que o tipo de acolhimento aos indígenas, até mesmo os já convertidos, faz com que muitos não voltem às igrejas. Para que os indígenas possam louvar a Deus e conhecer o evangelho sem a perda de sua cultura, Poquiviqui está trabalhando em projetos de implantação de igreja indígena na cidade e tradução da Bíblia na língua das tribos. “O povo indígena precisa de capacitação bíblica e discipulado”, finalizou.

Por Luane Souto

Edição: Phelipe Reis

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