Jó 32.1-7 (NTLH)

Jó estava convencido da sua inocência, e por isso os três amigos desistiram de continuar a discutir com ele. Acontece que ali estava um homem chamado Eliú, filho de Baraquel e descendente de Buz, do grupo de famílias de Rão. Eliú ficou muito zangado com Jó porque este dizia que era inocente e que Deus era culpado. E também ficou zangado com os três amigos porque eles não puderam responder a Jó, dando assim a idéia de que Deus estava errado. Eliú esperou para falar no fim, pois os outros eram mais velhos do que ele. Quando viu que eles não souberam como responder a Jó, Eliú ficou zangado. Então Eliú, filho de Baraquel e descendente de Buz, disse: “Eu sou moço, e vocês são idosos. Foi por isso que não me atrevi a dar a minha opinião. Pensei assim: ‘Que fale a voz da experiência, que os muitos anos mostrem a sua sabedoria!’

Jó 32.15 – 33.1 (NTLH)

“Jó, estes três estão derrotados e não têm mais palavras para continuar a discutir. Eles já pararam; não falam mais. Será que devo continuar esperando enquanto estão calados? Não! Eu darei a minha resposta agora e direi o que penso sobre o assunto. Tenho muito o que falar e já não consigo mais ficar calado. Se eu não falar, sou capaz de estourar como um odre cheio de vinho novo. Não agüento mais; preciso desabafar, quero dar a minha opinião. Não vou tomar partido nesta discussão e não vou adular ninguém. Eu não costumo bajular; e, se bajulasse, o Criador logo me castigaria. “Por isso, Jó, escute as minhas palavras e preste atenção em tudo o que vou dizer.

Jó 33.31-33 (NTLH)

“Agora, Jó, escute com atenção; fique calado, pois vou falar. Se você tem alguma coisa a dizer, responda, pois eu gostaria de lhe dar razão. Se não, fique calado e escute, que eu lhe ensinarei como ser sábio.”

Reflexão

Escolhi as passagens acima, dos capítulos 32 e 33, só para você pegar o fio da meada. Quem sabe mais tarde poderá ler a passagem toda depois. O cenário é triste…

Eliú é um moço mais novo que acompanhava o diálogo entre Jó e os seus três amigos desde o capítulo 2. Mantinha-se calado dando preferência aos mais velhos. Mas quando os três amigos de Jó finalmente se calam diante dos protestos de Jó e da sua insistência de inocência, o coitado não se consegue mais permanecer calado. Considera os três amigos de Jó como medrosos e se encarrega de “dar uma lição” tanto para os amigos de Jó quanto para o próprio Jó. Seu pressuposto é o mesmo que os amigos de Jó: que Jó é culpado, pecaminoso e mereceu a sorte que recebeu. E se considera ungido e dirigido pelo próprio Espírito de Santo na sua resposta. É um drama de pretensão e insensatez mascaradas de suposta espiritualidade. É um cenário que nos dá uma triste lição.

Hoje tenho 59 anos mas ainda corro perigo de agir e vira e mexe ainda ajo com Eliú. Especialmente desprezível  é o forte apelo ao Espírito Santo, sonhos e visões para tentar justificar a sua posição. Confesso que fico com um pezão para trás quando escuto este tipo de apologética. Quem realmente anda pelo Espírito Santo de Deus não precisa fazer propaganda disto. Antes o atitude do apóstolo Paulo: “o menor de todos os santos” (Ef 3.8) e “eu sou o maior dos pecadores” (1Tm 1.15).

Oração

Pai amado. Revista-nos do Espírito de Cristo que se humilhou ao ponto de morrer na cruz. E nos dê, sim, uma porção extraordinária do Seu Espírito Santo, não para nos orgulhamos mas para brotar em nós o Seu fruto: humildade, bondade, perseverança, os demias. Em nome de Jesus. Amém.

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