P10_24_12_15_umbatismonaamazoniaPor Luce Jonhson

O ministério com os ribeirinhos é desafiador, não só pelas distâncias a serem percorridas de canoa ou de barco, mas por suas particularidades transculturais

O português regional dos ribeirinhos é diferente do nosso em alguns aspectos. Há também diferenças culturais, de costumes e tradições das comunidades. Assim, levar o evangelho ao interior da Amazônia é um desafio.

Diante de tantos desafios, Deus tem nos dado muitos parceiros, como a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte.

Deus também tem nos dado histórias de vida de pessoas que nos animam e emocionam.

Veja uma delas:

Seu João Ribeirinho (nome fictício) é casado, tem cinco filhos e sempre viveu numa comunidade ribeirinha, sem presença evangélica.

Um dia, a missionária da Igreja Batista da Lagoinha ouviu que havia uma pessoa muito doente em outra comunidade. Assim, ela e um grupo de irmãos, foram lá ver o que poderiam fazer. O caso era grave, sem um diagnóstico preciso. Eles oraram com o enfermo e a família. Combinaram também de voltar na outra semana para outra visita.

Assim, a cada semana, os missionários compartilhavam histórias bíblicas com a família e oravam com eles.

Depois de um tempo, seu João foi curado, entendeu o evangelho e compreendeu que poderia desfrutar de um relacionamento pessoal com Jesus.

Mas, por pressão da comunidade e da família, os estudos bíblicos foram interrompidos, Seu João, porém, decidiu que queria ser batizado.

No entanto, infelizmente, ao conversar com sua esposa sobre o batismo, ela disse a Seu João para escolher entre ela e o batismo.

No dia combinado para a cerimônia, Seu João chegou quando já estavam batizando outros ribeirinhos. Ele precisou remar por uns 50 minutos para chegar até lá, num dia muito quente de verão, bem no interior da floresta Amazônica.

Ao chegar, seu João explicou que foi uma escolha muito difícil a que ele precisou tomar, mas que ele não iria voltar atrás. E queria ser batizado.

Os missionários só tiveram noticias dele dois meses depois, quando foi a um dos cultos. Assim, Seu João foi batizado por outro ribeirinho.

Seu João contou que a esposa ficou sem falar com ele, e ele continuou orando. Depois de uma semana, ela fez um acordo com ele: “você não ‘empata’ a minha religião que eu não ‘empato’ a sua”, disse ela.

Seu João pediu aos irmãos para continuar orando por ele, e disse: “Largar Jesus, eu não largo… dá um tempo para minha esposa. Jesus vai abrir o coração dela, mas eu não me esqueço de todas as histórias da Bíblia que ouvi”.

Como nós, seu João foi batizado e começou sua caminhada com Cristo. Que Deus nos ajude a cada dia!

Os convertidos precisam de nossas orações para continuarem firmes e da presença missionária para apoiá-los, ensinar a Palavra de Deus e levar ações de saúde e de cidadania.

Nosso trabalho em Asas de Socorro é apoiar a proclamação das boas novas no meio das comunidades ribeirinhas.

Jesus morreu por cada um de nós. E está cuidando do Seu João.

Glória a Deus por isso!

Luce Jonhson é missionário de Asas de Socorro – Base Manaus.
História contada, pelos missionários do Rio Manacapuru, Amazonas.
Texto publicado originalmente no site de Asas de Socorro.

  1. Antonia Leonora van der Meer

    Que lindo testemunho, que Deus continue transformando pessoas como o Sr. João e também sua esposa e seus filhos e que muitos ribeirinhos conheçam a alegria de receber a salvação, o perdão e o amor de Deus.

  2. Lindo e abençoado testemunho. Vocês precisam conhecer o Pr Darciso Medeiros. Há poucos dias completou 70 anos de Ministério. Ele também é conhecido como Pastor dos Ribeirinhos.

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