Por André Luiz Ferreira


Estamos diante de um grande desafio: “o clamor do Mundo” conforme relata muito bem Oswald Smith, em seu sensacional livro. Como pastor-missionário, como igreja brasileira, como crentes no Senhor Jesus, devemos nos preocupar com aqueles que estão longe de Cristo Jesus. E muitas vezes no anseio de alcançarmos o perdido esquecemos o “clamor da alma e o clamor da família”.

Estou há 6 anos no sertão paraibano, uma região carente do evangelho de Cristo, e acabei vivendo uma tensão entre ouvir o clamor do sertanejo, o clamor da alma e o clamor da família. Ouvi tanto o clamor do sertanejo que me esqueci de cuidar de mim, de cuidar da família, comecei a ter uma visão míope e paternalista do clamor do mundo.

Quando começamos a ter essa visão, tornamos-nos pessoas amargas, isoladas, impacientes de esperar o tempo de Deus, moucas, surdas, não dando ouvidos àqueles que estão de “fora” (líderes amados – ainda bem que tenho amigos e familiares) e suscetíveis à ação do maligno. E foi isto que aconteceu comigo. Apesar de amar a Deus, a sua obra e me dedicar totalmente a Ele, comecei a dar brechas para o inimigo de nossas almas e a esquecer o clamor da alma e de cuidar de mim mesmo.

E graças à misericórdia e ao amor do Senhor, conforme Efésios 2.4 – “ Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou”, Ele abriu os meus olhos espirituais para realmente ver o clamor do mundo e também o clamor da minha alma e da minha família.

Não estou dizendo que devemos cruzar os braços diante do clamor do mundo, mas não podemos esquecer de nós mesmos e de nossos familiares, pois o diabo pode usar o seu amor à obra de Deus para destruí-lo.

Então algo que é primordial e necessário na vida do pastor, missionário, líder é cuidar de si mesmo, para depois cuidar do clamor do mundo; é ter um relacionamento profundo com Deus, de oração e jejum, é ter tempo de refrigério da alma, é ter tempo de curtir e cuidar da família, é ter tempo para ouvir a voz de Deus.

André Luiz Ferreira, é pastor, há 6 anos, da Igreja Evangélica Sertaneja em São João do Rio do Peixe, PB.

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